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Leia o TEXTO 05 para responder à questão.
TEXTO 05
RECEITA
Tome-se um poeta não cansado,
Uma nuvem de sonho e uma flor,
Três gotas de tristeza, um tom dourado,
Uma veia sangrando de pavor.
Quando a massa já ferve e se retorce
Deita-se a luz dum corpo de mulher,
Duma pitada de morte se reforce,
Que um amor de poeta assim requer.
(SARAMAGO, José. Receita. Disponível em: http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=7542.
Acesso: 04 out. 2016.)
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TEXTO 16

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TEXTO
Manifesto da Super Secretária Executiva
Secretárias entendem um pouco de tudo o que os outros já sabem; secretárias buscam respostas para
o que ninguém mais sabe.
A boa secretária é uma leitora voraz. Não só de livros; a secretária lê as oportunidades, lê as
dificuldades.
A secretária combina cultura com sensibilidade. Lê a emoção no olhar de quem a rodeia;
compreende; estuda; processa. Usa e abusa de sabedoria em cada solução que se propõe a dar.
Somos heroínas de segunda a sexta.
Do cafezinho, ao jantar de negócios; da conta de luz, ao contrato milionário.
Sem nós, aquele território sem lei, que é a mesa de um executivo, seria um caos impraticável.
Nós organizamos. Anotamos, revisamos, catalogamos, arquivamos e, o mais incrível, encontramos
depois!
Salvamos o mundo (ou pelo menos o escritório) pelo menos uma vez por dia. E ninguém entende
como é que fazemos isso com tanta leveza.
Somos elegantes.
Porque o trabalho nos exige; porque preferimos o mundo com um toque de requinte.
Eficiência e praticidade é o nosso nome? Sim senhor. Se há um resultado a atingir, nós atingiremos.
Mas faremos isso de maquiagem, milimetricamente desenhada, meia hora antes de sair de casa.
Faremos isso sem descer do salto alto e com o cabelo arrumado. Com lacinhos e coraçõezinhos,
observando a todas as regras da etiqueta. Porque somos secretárias. Elegância é o nosso segundo
nome, sim senhor.
Somos secretárias; somos mulheres.
Mulheres que acordam cedo; mulheres que dormem tarde.
Somos força; somos garra; somos pura confiança.
Mas somos mulheres que choram. Ao rever um amigo querido, em dia de casamento, quando a
unha quebra, em fim de novela, lendo A Culpa é das Estrelas… e em dias de TPM, quando o
mundo fica tão injusto! Nós sabemos…
A secretária é a parte sensível e delicada de escritórios às vezes tão sisudos; e isso sem que ninguém
duvide da sua força.
Somos mulheres. Somos super secretárias; somos super secretárias executivas.
Pode vir com o problema. A gente resolve.
(PEDROSO, Michele Tesser. Manifesto da super secretária executiva. Disponível em: http://www.supersecretariaexecutiva.com.br/carreira/super-secretaria-executiva/manifesto. Acesso: 08 nov. 2016.)
III. Em “A secretária é a parte sensível e delicada de escritórios às vezes tão sisudos” é possível substituir o vocábulo destacado pelo termo sessado. IV. Em “Mulheres que acordam cedo; mulheres que dormem tarde. Somos força; somos garra; somos pura confiança”, é possível trocar o termo destacado pela palavra persistência. V. No trecho “Sem nós, aquele território sem lei, que é a mesa de um executivo, seria um caos impraticável.”, o vocábulo em destaque poderia ser substituído pelo termo instável. Estão CORRETAS as proposições
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Leia o TEXTO 06 para responder à questão.
TEXTO 06
BOB DYLAN VENCE NOBEL DE LITERATURA
O prêmio Nobel de Literatura 2016 foi atribuído a Bob Dylan, por ele ter criado novas
formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana, anunciou hoje
(13) a Academia Sueca. Bob Dylan é o nome artístico de Robert Allen Zimmerman, nascido
em 24 de maio de 1941 - compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano.
Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos 10 anos Dylan
escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho.
Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi
para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para folk music, impressionado com a
obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova York em
1961.
Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o sétimo maior cantor de todos os tempos e,
pela mesma revista, o segundo melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás
somente dos Beatles. Uma de suas principais canções, Like a Rolling Stones, foi escolhida
como uma das melhores de todos os tempos.
Em 2012 Dylan foi condecorado com a Medalha da Liberdade pelo presidente dos Estados
Unidos Barack Obama.
Autor não informado. Bob Dylan vence Nobel de Literatura (Adaptado). NE 10 – Portal do Sistema Jornal do
Commercio de Comunicação. Disponível em: <http://entretenimento.ne10.uol.com.br/literatura/noticia/2016/10/13/bob-dylan-vence-nobel-de-literatura-
642412.php>. Acesso: 15 out. 2016.
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Leia o TEXTO 15 para responder à questão.
TEXTO 15
O TRABALHO NA BALANÇA DOS VALORES

O Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC), acaba de criar um modelo institucional absolutamente inovador em termos de proposta político-pedagógica: os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Estas instituições têm suas bases em um conceito de educação profissional e tecnológica sem similar em nenhum outro país. São 38 institutos, com 314 campi espalhados por todo o país, além de várias unidades avançadas, atuando em cursos técnicos (50% das vagas), em sua maioria na forma integrada com o ensino médio, licenciaturas (20% das vagas) e graduações tecnológicas, podendo ainda disponibilizar especializações, mestrados profissionais e doutorados voltados principalmente para a pesquisa aplicada de inovação tecnológica. [...] A estrutura multicampi e a clara definição do território de abrangência das ações dos Institutos Federais afirmam, na missão destas instituições, o compromisso de intervenção em suas respectivas regiões, identificando problemas e criando soluções técnicas e tecnológicas para o desenvolvimento sustentável com inclusão social. Na busca de sintonia com as potencialidades de desenvolvimento regional, os cursos nas novas unidades deverão ser definidos através de audiências públicas e de escuta às representações da sociedade. Na necessária articulação com outras políticas sociais, os Institutos Federais devem buscar a constituição de Observatórios de Políticas Públicas, tornando-as objetos de sua intervenção através das ações de ensino, pesquisa e extensão articulada com as forças sociais da região. É neste sentido que os Institutos Federais constituem um espaço fundamental na construção dos caminhos com vista ao desenvolvimento local e regional. Para tanto, devem ir além da compreensão da educação profissional e tecnológica como mera instrumentalizadora de pessoas para ocupações determinadas por um mercado. Na proposta dos Institutos Federais, agregar à formação acadêmica a preparação para o trabalho (compreendendo-o em seu sentido histórico, mas sem deixar de firmar o seu sentido ontológico) e discutir os princípios das tecnologias a ele concernentes dão luz a elementos essenciais para a definição de um propósito específico para a estrutura curricular da educação profissional e tecnológica. O que se propõem é uma formação contextualizada, banhada de conhecimentos, princípios e valores que potencializam a ação humana na busca de caminhos mais dignos de vida. [...] Inicia-se a construção de uma instituição inovadora, ousada, com um futuro em aberto e, articulando-se com as redes públicas de educação básica, capaz de ser um centro irradiador de boas práticas. Os centros federais de educação tecnológica (CEFET’s), as escolas agrotécnicas federais e as escolas técnicas vinculadas às universidades que aceitaram o desafio desaparecem enquanto tal para se transformarem nos campi espalhados por todo o país, fiadores de um ensino público, gratuito, democrático e de excelência. Com os Institutos Federais iniciamos uma nova fase, abandonando o hábito de reproduzir modelos externos e ousando a inovar a partir de nossas próprias características, experiências e necessidades. (PACHECO, Eliezer. Os Institutos Federais: uma revolução na educação profissional e tecnológica (Trecho). Brasília: MEC/SETEC. 2010. Disponível em: . Acesso em 16/10/2016)
Relacionando o TEXTO 13 com o TEXTO 15, assinale a alternativa INCORRETA.
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Leia os TEXTOS 06 e 07 para responder à questão a seguir.
TEXTO 06
GAROTA DE IPANEMA
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor (3x)
Por causa do amor (2x)
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor (3x)
Disponível em:<www.vagalume.com.br/tom-jobim/garota- de ipanema.ttml>.Acesso:08.out.2016.

I. A intertextualidade é garantida, sobretudo, pela paródia, no outdoor da Hortifruti, de um trecho da música “Garota de Ipanema”.
II. As imagens utilizadas no segundo plano quebram o caráter intertextual proposto no anúncio publicitário.
III. O slogan “Entre no ritmo da Hortifruti” ganha sentido a partir do diálogo entre a campanha e a composição musical.
IV. Não se pode afirmar que há uma intertextualidade explícita, pois não há uma intencionalidade latente na referência à música de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
V. A intertextualidade com “Garota de Ipanema” não é encontrada na superfície textual do outdoor, ocorre, portanto, o que se denomina de intertexto implícito.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
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As alternativas abaixo mostram o resultado do verbete “trabalho” em um dicionário
etimológico da plataforma wiki (https://pt.wiktionary.org/wiki/trabalho). A única versão que
está rigorosamente CORRETA, quanto ao uso dos sinais de pontuação, é:
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Leia o TEXTO 13 para responder à questão.
TEXTO 13
OS INSTITUTOS FEDERAIS:
UMA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

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Leia o TEXTO 12 para responder à questão.
TEXTO 12
QUESTÃO SEMÂNTICA?
Quando polemistas dizem que uma questão é “semântica”, querem dizer que ela é
secundária. Pensam que há uma ‘coisa’ no mundo e que é ela que interessa. Os nomes que a
designam seriam ou irrelevantes ou estariam errados. Políticos e economistas são os militantes
que mais caem nessa armadilha.
Qualquer interessado por questões como a relação entre língua, cultura, linguagem e
ideologia, e – o que pode surpreender – pela linguagem científica, logo percebe que a questão
semântica é fundamental.
Não há como ter acesso às coisas a não ser por meio das palavras. É por essa razão que
cientistas são grandes usuários de metáforas para designar ou explicar ‘fatos’ (é uma forma de
‘aproximá-los’ do conhecimento anterior ou mesmo do senso comum).
Os fatos precisam de uma linguagem para ser expressos. E a linguagem pode enganar. Para
fugir a esse problema, muitos cientistas ‘matematizam’ seus textos, por considerar que assim
evitam o problema, ou que o superam.
Daí por que, de vez em quando, estudiosos, ensaístas, articulistas etc. tentam definir de
novo velhas palavras, que, eles acham, perderam o rumo. Vejamos um exemplo.
No dia 06/06/2014 (Folha de S. Paulo, caderno ‘Mundo’), Marcos Troyjo apresentou sua
avaliação das palavras ‘conservador’ e ‘progressista’. Elencou algumas variações e exemplos.
Essas palavras já opuseram monarquistas a constitucionalistas, escravocratas a burgueses
liberais, disse ele, acrescentando que os conceitos se embaralharam ao longo do tempo. Desfez-se
a oposição entre manter privilégios econômicos e rearrumar as “camadas tectônicas”
do status quo – são outras de suas palavras.
Atualmente, acrescenta, a dualidade reaparece na retórica “progressista”; sua “arenga”
combate injustiças sociais (fruto do conservadorismo, explico ao leitor) e forças da
globalização (nada progressistas; idem). É uma avaliação que ele defenderia como objetiva.
Mas o emprego do termo negativo ‘arenga’ para referir-se à retórica progressista (isto é,
que os outros consideram progressista) denuncia a posição ideológica de Troyjo. Ele não
qualificaria como ‘arenga’ um discurso contrário ao regime político chinês ou cubano ou
venezuelano.
Vejamos um pouco mais de perto a palavra ‘conservador’, consultando um dicionário.
Bons dicionários não só registram mais palavras, como também mais sentidos para cada
palavra – o que, em geral, derruba as teses dos que defendem UM sentido para elas.
É comum que dicionários apresentem como primeiras definições os sentidos mais antigos
ou mais literais. Um exemplo é a primeira definição de ‘conservador’ fornecida pelo
dicionário Houaiss: o que conserva (ver abaixo).
Como o leitor pode não ser um frequentador de dicionários (além de, eventualmente,
pensar que cada palavra tem ou deveria ter só um sentido), transcrevo a totalidade do verbete
em questão do Houaiss e comento alguns aspectos que me parecem os mais relevantes.
Para Troyjo, de certa forma, a melhor definição de ‘conservador’ é a literal, ou alguma
bem próxima (que conserva). Por isso, diz que conservadores adotam posições diferentes
conforme seja diferente a situação que defendem.
Vamos ao verbete ‘conservador’. A definição geral é literal, como se pode ver (sempre que
ocorrer c., leia-se ‘conservador’): o que conserva.
1 o que preserva de alteração, deterioração ou extinção.
1.1 Rubrica: química. substância química adicionada a produtos alimentícios para prevenir
oxidação, fermentação ou outra deterioração usual, inibindo a proliferação de bactérias;
conservante.
2 aquele que defende ideias, valores e costumes ultrapassados e/ou que é contrário a
qualquer alteração da situação que se atravessa, do que é tradicional ou da ordem estabelecida.
Ex.: é um c. em moda.
2.1 (1890) Aquele que defende a manutenção do status quo político-social Ex.: um c. fascista
2.2 Uso: pejorativo. Aquele que propugna pelo autoritarismo e é favorável à tradição, seja
monárquica, eclesiástica ou liberalista nas suas formas burguesa e oligárquica, demonstrando
hostilidade a inovações na moral e nas instituições Ex.: um c. empedernido
2.3 Uso: pejorativo. Membro de partido político conservador ou que apoia a filosofia política
de tais partidos.
2.3.1membro ou apoiante do Partido Conservador inglês.
3 Derivação: por extensão de sentido. Uso: pejorativo. O que é moderado, discreto,
cauteloso.
4 Uso: pejorativo. Quem é tradicional em questões de gosto, elegância, estilo ou maneiras
Ex.: ele é um c. no ramo da alta-costura
5 funcionário superior encarregado da guarda, administração e conservação de bens,
monumentos e objetos pertencentes a instituições, públicas ou privadas, ou ao Estado, como
museus, bibliotecas etc. (Obs.: ver uso a seguir) Ex.: contrataram um novo c. para o museu.
6 funcionário público encarregado do registro de compras, vendas e hipotecas de imóveis
Ex.: os c. do registro civil.
7 Rubrica: termo jurídico. Diacronismo: antigo. juiz que administrava a justiça de uma
corporação e fazia a guarda dos seus privilégios adjetivo
8 que conserva a Ex.:<as virtudes c. do formol> <instinto c.> <princípio c.>
9 caracterizado pela moderação ou prudência a Ex.:<um traje c.> <uma estimativa c.>
10 cujas ideias, valores e costumes são ultrapassados e/ou que é contrário a qualquer alteração do que é tradicional ou da ordem estabelecida a Ex.:<espírito c.> <um político c.>
10 cujas ideias, valores e costumes são ultrapassados e/ou que é contrário a qualquer alteração do que é tradicional ou da ordem estabelecida a Ex.:<espírito c.> <um político c.>
11 Rubrica: linguística. Diz-se de língua ou dialeto que sofreu menos mudanças,
relativamente a outros provindos da mesma língua-mãe.
Perspectiva ideológica
Como se vê, há acepções para quase todos os gostos. Destaco algumas, até porque podem
parecer contraditórias. O sentido 2.1 não é necessariamente uma espécie do ‘gênero’ sentido 2,
como a enumeração dá a entender, porque os sentidos de 2 e de 2.1 são bastante diferentes:
uma coisa é defender ideias ultrapassadas (quem as definiria assim?), outra é defender o status
quo (definição próxima da de Troyjo).
Comparem-se essas acepções com 2.2: nenhuma daquelas têm a ver com defesa do
autoritarismo. Alguém pode defender o status quo de forma democrática e tolerante.
A acepção 10 dá conta de muitos empregos da palavra. É talvez a definição mais abrangente (não importando tanto se é adjetivo ou substantivo). Ela pode valer para questões políticas e também, por exemplo, para a moda (um conservador pode ser contra saias curtas), para direitos iguais para grupos ou pessoas diferentes (cotas na universidade, união civil de homossexuais, acessibilidade especial para portadores de necessidades especiais, por exemplo) ou mesmo para greves ou manifestações de rua.
A acepção 10 dá conta de muitos empregos da palavra. É talvez a definição mais abrangente (não importando tanto se é adjetivo ou substantivo). Ela pode valer para questões políticas e também, por exemplo, para a moda (um conservador pode ser contra saias curtas), para direitos iguais para grupos ou pessoas diferentes (cotas na universidade, união civil de homossexuais, acessibilidade especial para portadores de necessidades especiais, por exemplo) ou mesmo para greves ou manifestações de rua.
Veja-se, por curiosa, talvez, a acepção 3: conservador não dá bandeira, é discreto,
moderado, cauteloso (não usa óculos coloridos e bermudas floridas).
Voltando à coluna de Troyjo: ele defendeu (legitimamente) um dicionário próprio, ou
melhor, de interesse de uma perspectiva ideológica.
Todas as ideologias fazem o mesmo, é claro. O que é fácil de ver, mas difícil de
reconhecer. Cada locutor acredita que sua ideologia não é ideologia e que, portanto, suas
palavras vão diretamente para as coisas.
O caso comentado é só um entre milhares. Quem é ‘terrorista’? Quem é ‘bandido’ e quem
é ‘jovem desajustado’? É uma ‘invasão’ ou uma ‘ocupação’? Foram ‘passeatas’ ou
‘manifestações’? Cogita-se ‘regulação da mídia’ ou ‘censura’? Cada grupo tem que pensar que
é ele que se refere verdadeiramente às coisas.
POSSENTI, Sírio. Questão semântica? Observatório da Imprensa. Disponível em http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/_ed833 Acesso em 23 out 2016.
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Leia o TEXTO 07 para responder à questão.
TEXTO 07

No TEXTO 07, a construção do efeito de humor se baseia
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