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Foram encontradas 50 questões.

3854317 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Leia o excerto a seguir para responder à questão.

“(...) Toda a filosofia é como uma árvore, cujas raízes são formadas pela metafísica, o tronco pela física e os ramos que saem deste tronco constituem todas as outras ciências que, ao cabo, se reduzem a três principais: a medicina, a mecânica e a moral”
Fonte: (DESCARTES, R. Princípios da Filosofia. Lisboa: Guimarães Editores, 1989. p.42. Adaptado).


Sobre a Árvore do Conhecimento ou Árvore da Filosofia, de Descartes, podemos afirmar que
 

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3854316 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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No diálogo Eutidemo, Platão, descrevendo os irmãos sofistas Eutidemo e Dionisodoro, afirma que eles possuem a habilidade de “brandir palavras como suas armas e de refutar quaisquer argumentos, não importa se verdadeiros ou falsos”. Mais adiante, vemos Dionisodoro provando ao jovem Ctesipo que seu pai é um cachorro:

Dionisodoro: “Simplesmente me responde: tens um cão?“ Ctesipo: “Sim“ [...] Dionisodoro: “E ele tem filhotes?“ Ctesipo: “Sim” [...] Dionisodoro: “Então esse cão é o pai deles?“ Ctesipo: “Certamente“ [...] Dionisodoro: “Ora, o cão não é teu?“ Ctesipo: “Certamente“ [...] Dionisodoro: “Portanto, considerando-se que ele é um pai e é teu, o cão passa a ser teu pai, e tu um irmão de filhotes de cão, não é mesmo?”

Fonte: (PLATÃO. Eutidemo. In: ____. Diálogos II. Tradução e notas Edson Bini. São Paulo: Edipro, 2016. Coleção Clássicos Edipro. p. 174 e p. 220- 221, respectivamente).

Esse modo de discurso, muitas vezes empregado pelos sofistas, representava um problema para os filósofos atenienses daquele período histórico, já que muitas vezes era utilizado para inibir um diálogo legitimamente filosófico sobre o que se propunha debater. Marque a opção que caracteriza corretamente a forma de debater dos irmãos Eutidemo e Dionisodoro.
 

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3854315 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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O trecho a seguir foi selecionado do início do Livro VII da República de Platão e descreve o que poderia acontecer ao escravo que havia escapado de uma certa caverna, caso decidisse retornar ao espaço subterrâneo:


“- Se, naquele tempo, entre eles [os prisioneiros que permaneceram na caverna] havia honras, louvores e também prêmios concedidos a quem observasse com um olhar mais aguçado os objetos que desfilassem diante deles e se lembrasse melhor do que costumava vir antes, depois ou simultaneamente e, a partir disso, tivesse mais capacidade para adivinhar o que estivesse por vir, na tua opinião, não achas que ele [o prisioneiro liberto que retorna à caverna] cobiçaria essas recompensas e invejaria os que entre eles fossem honrados e tivessem poder? Ou achas que ele passaria pela experiência de que fala Homero e preferiria, no trabalho da terra, sendo escravo de outro homem sem posses, sofrer qualquer coisa que fosse, a ter aquelas opiniões e viver daquela maneira?     - É assim, disse ele, que eu penso. Estaria mais disposto a sofrer o que fosse que a viver daquele modo.     - Reflete sobre isto! disse eu. Se, de novo, esse fulano descesse e se sentasse naquele mesmo local, não ficaria com os olhos toldados pela escuridão ao sair de repente do sol?     - É bem isso que aconteceria, disse.     - E se ele, a respeito da significação daquelas sombras precisasse competir com os que continuavam como prisioneiros, no momento em que sua visão estivesse fraca e antes que seus olhos estivessem bem - e esse tempo de acomodação não seria muito curto -, será que não seria motivo de riso? Não diriam dele que, tendo ido lá para cima, tinha voltado com os olhos lesados e que não valia a pena nem mesmo tentar ir até lá? E a quem tentasse libertá-los e conduzi-los lá para cima, se de alguma forma pudessem segurá-lo com suas mão e matá-lo, eles não o matariam? - É bem isso que faria, disse”.
Fonte: (PLATÃO. A república. Tradução Anna Lia Amaral de Almeida Prado. São Paulo: Martins Fontes, 2006. p. 270). 



Ao analisarmos os sentidos que podem ser hauridos da Alegoria da Caverna, com especial atenção à motivação do possível regresso do escravo, podemos afirmar que ele retornaria à caverna
 

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3854314 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Leia o trecho de diálogo a seguir para responder à questão.

Teeteto: Ah sim, Sócrates. Na verdade, uma vez ouvi alguém fazer essa distinção. Eu me esquecera disso, mas agora me lembro. Dizia ele que o conhecimento é a opinião verdadeira associada ao discurso racional, mas que a opinião verdadeira dissociada da explicação racional sai do âmbito do conhecimento; e que matérias que carecem de uma explicação racional são incognoscíveis [...] enquanto aquelas que contam uma explicação racional são cognoscíveis”
Fonte: (PLATÃO. Teeteto. In: ____. Diálogos I. Tradução e notas Edson Bini. Bauru: Edipro, 2007. Coleção Clássicos Edipro. p. 139).

Neste trecho do diálogo entre Sócrates e Teeteto, Platão apresenta três elementos explicativos que, juntos, caracterizam a definição clássica de conhecimento. A saber, esses elementos são
 

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3854313 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Leia o seguinte trecho de diálogo para responder à questão

Estrangeiro: Então eu formarei um discurso [uma sentença] para ti no qual uma ação e o resultado da ação estão combinados através de um nome e um verbo e me dirás sobre o que é o discurso [o sujeito da sentença].

Teeteto: Eu o farei o melhor que puder.

Estrangeiro: ‘Teeteto senta’. Não é um longo discurso, é? Teeteto: Não, é razoavelmente curto.

Estrangeiro: Agora cabe a ti dizer sobre o que é e qual é o seu sujeito.

Teeteto: Está claro que é sobre mim e que sou eu o seu sujeito.

[...]

Estrangeiro: ‘Teeteto, com quem estou falando agora, voa’.

Teeteto: Todos se disporiam a concordar que esse também é sobre mim e que sou seu sujeito.

Estrangeiro: Mas concordamos que todo discurso (sentença) tem necessariamente uma particular qualidade.

Teeteto: Sim.

Estrangeiro: Ora, que qualidade deveríamos atribuir a cada um desses discursos (sentenças)?

Teeteto: Suponho que uma é falsa, ao passo que a outra é verdadeira.

Estrangeiro: A verdadeira indica fatos como são sobre ti.

Teeteto: Certamente.

Estrangeiro: Enquanto a falsa indica coisas diferentes dos fatos.

Teeteto: Sim.”

Fonte: (PLATÃO. Sofista. In: ____. Diálogos I. Tradução e notas Edson Bini. Bauru: Edipro, 2007. Coleção Clássicos Edipro. p. 236-237).

A teoria da verdade representada neste trecho é a

 

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3854312 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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A Fenomenologia de Husserl desenvolve o conceito de Epoché, que significa a suspensão do juízo, não para negar as elaborações da razão, mas para que não recaia numa espécie de fixação do objeto pelo recorte da sua apresentação fenomenológica. Assim, Husserl busca levar a sua fenomenologia ao encontro do eu, que é o sujeito da epoché, para que assim se possa estabelecer, mediante a filosofia do ego, como centro constitutivo de toda a subjetividade, o nível da consciência que é base para
 

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3854311 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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A Pólis não é apenas a Cidade-Estado no sentido geográfico e demográfico, mas é a unidade espiritual de formação do cidadão, enquanto indivíduo moral não separado do todo, do cosmos que ela é, de modo que a vida pública é vida ética e a escolha do modo de vida é a manifestação das virtudes que orientam essa vida. A ética dos antigos gregos busca relacionar de maneira inseparável a condução da vida pública com os princípios morais que a orientam e, para tal, em relação a essa vivência integrada, na boa disposição entre as coisas necessárias e as coisas passageiras, o indivíduo moral é o mesmo que o indivíduo político e desenvolve no contexto da sua práxis a
 

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3854310 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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O pensamento político do filósofo paduano Marsílio, na sua obra O Defensor da Paz, antecipa em alguns séculos a reflexão política sobre a necessidade da centralidade do poder para configurar o governo na forma de um Estado. Para o autor, o elemento estruturante dessa configuração do poder é a constituição do Reino mediante as suas partes, sendo o governo a parts principans (a parte principal) da qual todas as outras extraem a sua natureza, inclusive o poder religioso. Só é possível a um Reino estabelecer-se em vista da sua finalidade se o poder nele exercido for unificado e centralizado em torno da sua causa final, que é a paz. Assim, o Rei governa em vista da finalidade própria e exigida pela razão para haver um governo e as partes subordinadas a esse poder, não intervindo nas relações que não competem à sua natureza, mas constituindo-se em harmonia e obediência ao governante
 

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3854309 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Por meio da realidade inteligível, que no pensamento de Santo Agostinho é o modo como Deus cria e dispõe todas as coisas segundo uma ordem, a realidade material é disposta de acordo com a forma que Deus lhe confere e, mesmo na diversidade das formas, ela permite elevar a inteligência a Deus, ao Deus uno, por que é dele que provém toda a forma que dá à matéria a harmonia, ou seja, a beleza. A beleza, portanto, reserva em si um conteúdo inteligível, que é a forma como Deus dispõe aquilo que ele cria, e uma realidade material, a diversidade que forma o todo, sem que haja confusão e indistinção entre as coisas na sua profunda diversidade. A ideia de beleza elaborada por Santo Agostinho, base para compreender como a arte imita a natureza e a natureza é a forma da Ideia de Deus para o que é realidade material, desenvolveu a noção de criação Ex Nihilo, pois a beleza expressa o modo como Deus cria a partir da ideia, a qual confere às coisas e à sua
 

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3854308 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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O pensamento político de Maquiavel desenvolve uma filosofia do poder, do exercício do poder desvinculado do exercício ético, de modo que a sua teoria política não é sobre como deve ser o poder, mas sobre como é o poder e que isso exige do princípe a sabedoria e o trato para lidar com as suas exigências. Assim, o soberano é aquele que estabelece a dinâmica do Estado como a do poder mantido e preservado em torno de si, independente se o Principado tenha sido uma conquista recente ou por sucessão estabelecida, o principado hereditário. Para tal, o autor desenvolve os conceitos de Virtù e de Fortuna, e ambos são fundamentais para a compreensão da natureza do Estado e a sua relação com a história. Em ambos os conceitos, o tema do poder é central e também o modo como se governa. O fato que, segundo o autor, leva Reinos a surgirem ou a desaparecem, assim como os seus soberanos, é que os principados conquistados pela Virtù, em relação aos que se conquistam pela Fortuna são
 

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