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- A Política
- Filosofia e a Grécia Antiga
- Platão e o Mundo das Ideias
- Filosofia PolíticaA Política Grega (A República de Platão e a Política de Aristóteles)
Na obra A República, Platão desenvolve a sua filosofia sobre a Cidade Ideal e a sua relação com a Justiça.
Nenhuma cidade pode ser a ideal sem pensar o que é a justiça e o que constitui a sua natureza; como ela
orienta as paixões e a razão, gerando a virtude e assim situando cada pessoa mediante aquilo com que ela
pode contribuir na construção da cidade. Àqueles cuja virtude produz o saber das coisas práticas, cabe
assumi-las e as realizar, e, assim, a Justiça se conserva na Pólis. Àqueles cuja virtude é a disciplina militar,
compete-lhes a estratégia e a organização em tropas. É reservado àqueles que podem pensar a Justiça e
alcançam a sua ideia o governo da Cidade e a realização da Justiça mediante o bom e correto julgamento das
realidades. Sobre as realidades, Platão as distinguiu numa célebre alegoria, que está no Livro VII e que
recebeu o nome de Alegoria da Caverna. Nela, uma ideia é fundamental para a compreensão da distinção que
o filósofo faz dos tipos de alma que constituem o ser humano e lhe permite, mediante o seu exercício rigoroso,
contemplar as coisas à luz do sol e na sua falta, satisfazer-se à projeção das chamas da fogueira; essa ideia é
a de
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A presença da Filosofia como disciplina filosófica no currículo do Ensino Médio nunca esteve separada das
questões políticas de Educação para o Brasil. A supressão da sua presença no período da ditadura militar,
assim como a sua volta mediante a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação, Lei 9394/96, dizem dos
projetos políticos em curso no país e também da oferta de conteúdos formativos às gerações em processo de
escolarização. Assim, compreende-se a implantação do chamado Novo Ensino Médio que, em nome e no
desejo de melhorar o sistema educacional do Brasil, trouxe a flexibilização de cargas horárias para os
currículos, mediante o interesse do público estudantil matriculado nas unidades escolares, oculta um problema
que tensiona a formação de professores e professoras de filosofia diante da
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O ser humano é o animal que traz consigo, pela linguagem, o acesso a si mesmo como humanidade, podendo
recorrer sempre a essa fonte de projeção de si para analisar aquilo que lhe antecedeu, mediante os seus
interesses e também mediante aquilo que lhe é apresentado como sendo do humano, esse animal separado
dos outros animais. A educação é o processo pelo qual esse ser retoma as ações e as figuras humanas
segundo o que elas fizeram e como contribuíram nesse processo ininterrupto. A filosofia por sua natureza de
amante da sabedoria, despertando o interesse do humano pelo conhecimento através do exercício do pensar,
busca contribuir para a realização desse processo educativo mediante o ensino pautado
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A finalidade da obra de arte é a contemplação do Belo e da Beleza, que se tornam uma só e mesma coisa. O
Belo e a Beleza se relacionam intimamente, indistintamente e substancialmente. Nessa estreita relação, a obra
de arte comunica e manifesta os espectros que o ser humano toma para a configuração do que pode ser visto,
manifesto, apreendido pelos sentidos. A estética é a capacidade de sentir pelos sentidos, da mesma forma que
é a construção da percepção, da comunicação e da representação de tudo o que o ser humano é capaz de
expressar. Essa abertura ao fenômeno humano mediada pela expressão estética traz consigo a tensão sobre
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Uma das definições clássicas de ética é a que trata da análise das ações humanas no sentido de como elas
favorecem (ou desfavorecem) a realização do ser humano tanto individualmente como coletivamente, enquanto
ideia de humanidade. Nessa definição de ética, a racionalidade é um ponto importante para desenvolver as
ideias de responsabilidade, participação (ou em que medida cada pessoa pode contribuir para o projeto
humano) e juízo moral com a reflexão sobre o impacto das nossas ações. Para que as necessidades temporais
não constituíssem um impeditivo à elaboração, por parte da racionalidade, de pressupostos de como agir, a
ciência moral voltou-se às excelências que a razão estabeleceu como sendo a sua forma e a sua força
(sustentação) na expressão da
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O pensamento filosófico sobre o que é o político trata sobre as relações de poder, não um poder sobre a
natureza, o cosmos e os elementos que constituem o mundo. O poder a que nos referimos no pensamento
político é aquele que manifesta o que ocorre nas relações entre as pessoas. Ao longo da tradição da filosofia
política, o olhar e a interpretação sobre o poder versou sobre pontos distintos, embora não excludentes entre
as diversas fundamentações teóricas acerca do exercício do poder. Compete àquele que exerce o poder a sua
identificação com o Estado; pelo modo como governa, são representados os interesses do Estado e a
necessária estabilidade das instituições. A filosofia política, portanto, nomeou tanto as formas de governo, em
quantidade e qualidade dos que governam, e sua nomenclatura, quanto aquilo que pressupôs dos instrumentos
qualitativos para as suas definições e os fundamentos das suas degenerações, segundo o que percebeu da
maneira como as ações humanas podem degenerar e corromper a estabilidade do governo. Assim, a filosofia
formulou e legou ao pensamento político uma
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A doutrina cristã do Logos, que se desenvolveu a partir do século II da nossa Era, manifesta o esforço
intelectual de ler a filosofia grega a partir da doutrina do Deus Uno e Trino e configurar os elementos da
sabedoria helênica sobre uma finalidade, um télos, que orienta as disposições e as ordens do mundo com a fé
que identificava em Cristo o Verbo, a Palavra pelo qual Deus, o ser imaterial, imortal, transcendente, agia de
maneira providente na História. O mundo é aparente e transitório diferentemente de Deus, que não estando
subjugado a nenhuma dessas condições, as assumiu como consequência da Encarnação. Seja no
pensamento filosófico que estabelece o Nous como inteligência ordenadora, seja no pensamento do Logos, a
Palavra que revela o Deus presente na História – filosofias distintas não apenas pelas épocas, mas pelas
implicações que carregam –, há dois elementos que as tornam convergentes entre os filósofos cristãos e os
gregos, segundo o pensamento de Justino apresentado na sua Apologia:
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A Fenomenologia parte do postulado de que toda consciência é sempre consciência de algo. Nessa relação
entre a consciência e aquilo que ela não é, ou seja, o objeto ao qual ela se direciona, emerge o sujeito da
consciência. Esse sujeito tem a sua identidade configurada nessa relação e por essa relação ele consegue
apreender o sentido da sua compreensão intelectiva: ele pensa (cogito) porque algo (aquilo que é) é sempre o
que é pensado; o pensamento não é vazio do objeto pensado, nem é esvaziado do próprio sujeito que pensa.
A irrefutabilidade da existência de um subjectum é central no pensamento fenomenológico, e ela difere das
filosofias modernas do sujeito justamente pela posição que assume. É sobre essa posição do sujeito que pensa
frente ao objeto e o que dele pode ser compreendido que a Fenomenologia desenvolve a sua filosofia da
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A ideia de indivíduo, segundo o pensamento ético moderno, difere da postura do Individualismo, que se refere
à conduta pessoal daquela pessoa que não considera o impacto das suas ações, seja nas relações
interpessoais, seja na estrutura de manutenção da sociedade. Por outro lado,
“para a sociedade em geral, até a perda do melhor indivíduo é um sacrifício pequeno. É uma pena que este sacrifício seja necessário! Mas seria bem pior se o indivíduo pensasse de outra forma e considerasse sua preservação e seu desenvolvimento mais importantes que o trabalho para a sociedade”
(NIETZSCHE, Gaia Ciência; tradução Paulo César de Souza. 1ª edição - São Paulo: Companhia das Letras, 2012, aforismo 21, p.68).
Nessa relação de forças contraditórias, a Sociedade e o Indivíduo, a filosofia moral de Nietzsche apresenta-se como uma elaborada metáfora dos tempos atuais em que duas forças duelam no interior do mesmo ser, na mimesis dos contrários entre
“para a sociedade em geral, até a perda do melhor indivíduo é um sacrifício pequeno. É uma pena que este sacrifício seja necessário! Mas seria bem pior se o indivíduo pensasse de outra forma e considerasse sua preservação e seu desenvolvimento mais importantes que o trabalho para a sociedade”
(NIETZSCHE, Gaia Ciência; tradução Paulo César de Souza. 1ª edição - São Paulo: Companhia das Letras, 2012, aforismo 21, p.68).
Nessa relação de forças contraditórias, a Sociedade e o Indivíduo, a filosofia moral de Nietzsche apresenta-se como uma elaborada metáfora dos tempos atuais em que duas forças duelam no interior do mesmo ser, na mimesis dos contrários entre
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Em sua exposição sobre o Existencialismo, intitulada O Existencialismo é um Humanismo, o filósofo Jean-Paul
Sartre buscou defender a corrente filosófica do Existencialismo de uma série de críticas que, segundo o autor,
não expressariam o sentido e o entendimento da condição humana exposta nessa filosofia. O ponto de partida
do pensamento filosófico existencialista é que o ser humano se constitui à medida que toma consciência de
sua existência, mediante as suas escolhas. A possibilidade de escolha é um dos aspectos da questão da
liberdade no pensamento existencialista, cujo ponto central é a estrutura da consciência como um nada. O ser
humano é livre porque a sua consciência é sempre “um nada de ser”, ausente de determinações prévias,
diferentemente do objeto que é sempre concebido mediante um projeto e uma finalidade. Como a intenção de
Sartre, nesta palestra, era expor a reflexão filosófica sobre as implicações teóricas e morais para a condição
humana no Existencialismo, ele rebate as críticas dos outros autores apontando que a corrente existencialista
desenvolve uma filosofia que relaciona a liberdade com a
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