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Alguns qualificam o espaço cibernético como um novo mundo, um mundo virtual, mas não podemos nos equivocar. Não há dois mundos diferentes, um real e outro virtual, mas apenas um, no qual se devem aplicar e respeitar os mesmos valores de liberdade e dignidade da pessoa.
(Jacques Chirac)
O uso das TIC’s tem se tornado cada vez mais presente na prática educativa; entretanto, na mesma medida em que a tecnologia abre caminhos para que as distâncias entre as diversas partes do mundo sejam diminuídas, problemas têm surgido, como por exemplo, o cyber bullyng, os boatos sem fundamentação que se espalham rapidamente pelas redes sociais, além dos haters (que usam a internet como meio de espalhar o ódio) e stalkers (que usam a internet como meio de perseguir pessoas, gerando profundo constrangimento). Porém, até mesmo esse reflexo negativo do uso das tecnologias pode ser utilizado como instrumento para o debate, mais especificamente nas aulas de filosofia.
Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que designa CORRETAMENTE as áreas da filosofia que podem utilizar as polêmicas surgidas a partir das redes sociais como material de estudo e debate.
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“Esclarecimento [Aufklärung] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento [Aufklärung].”
(Kant, I. Resposta à pergunta: Que
é esclarecimento? In: Kant, I. Textos Seletos. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985. p 100 - grifos do autor).
Acerca do tema da Educação em Kant, analise as afirmações abaixo.
I. O texto: Resposta à pergunta: Que é esclarecimento? está intimamente ligado à obra: Sobre a Pedagogia, ambos de Kant, pois, tanto no primeiro quanto no segundo, o filósofo alemão defende que o homem enceta sua saída da menoridade pela disciplina, ensinada e incentivada nas escolas, dado que se deve iniciar a educação pelo controle da liberdade usando a razão como guia.
II. A expressão: “Sapere aude!” significa: “Ouse saber!”. Seguindo o sistema kantiano, podemos concluir que o filósofo incentiva a ousadia na educação, ou seja, que os estudantes sejam deixados livres para que possam ousar e, através da liberdade, fazer novas descobertas. A disciplina seria, então, considerada pelo pensador um limitador das capacidades humanas que só podem ser desenvolvidas pela liberdade cultivada nas crianças.
III. Seguindo a corrente de pensamento ligada originalmente a Michel de Montaigne e, posteriormente, defendida por Jean-Jacques Rousseau, Kant defende que é, inicialmente, por um desenvolvimento do saber e pela utilização de seu discernimento que o homem pode libertar-se das pessoas que pensam por ele, seus tutores, e sair de sua menoridade.
IV. Para Kant, o ser humano tem condições para se libertar das amarras que o aprisionam na menoridade, sendo-lhe possível, portanto, por meio da educação, alcançar o almejado esclarecimento. A educação possibilita a saída de seu estado de menoridade e faz com que o sujeito atinja gradualmente a maioridade, tornando-se autônomo.
V. Para Kant, a educação tem, como tarefa própria, encaminhar o homem em direção ao fim último, que é a sua ideia de perfeição. Assim uma educação que atinja sua finalidade cumpre ao mesmo tempo, a finalidade da filosofia moral e política. O homem moral é o ideal a ser seguido no processo de educação.
Assinale a alternativa que contém as afirmações CORRETAS.
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“A suspeita dos antigos críticos culturais se confirmou: em um mundo onde a educação é um privilégio e o aprisionamento da consciência impede, de toda maneira, o acesso das massas à experiência autêntica das formações espirituais, já não importam tanto os conteúdos ideológicos específicos, mas o fato de que simplesmente haja algo preenchendo o vácuo da consciência expropriada e desviando a atenção do segredo conhecido por todos. No contexto de seu efeito social, é talvez menos importante saber quais as doutrinas ideológicas específicas que um filme sugere aos seus espectadores do que o fato de que estes, ao voltar para casa, estão mais interessados nos nomes dos atores e em seus casos amorosos. Conceitos vulgares como 'entretenimento' são muito mais adequados do que considerações pretensiosas sobre o fato de um escritor ser representante da pequena burguesia e outro, da alta burguesia. A cultura tornou-se ideológica não só como a quintessência das manifestações subjetivamente elaboradas pelo espírito objetivo, mas, em maior medida, também como esfera da vida privada. Esta esconde, sob a aparência de importância e autonomia, o fato de que é mantida apenas como apêndice do processo social.”
(ADORNO, T. Indústria Cultural e Sociedade. São Paulo. Paz e Terra, 2002)
A partir da leitura do texto acima, assinale a alternativa que designa CORRETAMENTE o teor da crítica de Adorno.
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Leia as definições a seguir.
I. Hermenêutica da confiança é uma expressão criada por Martin Heidegger para designar a atitude existencial que está simultaneamente na base: a) de toda a hermenêutica, que se desenvolveu na tradição, como ars interpretandi; b) daquela que aparece no séc. XIX como compreensão da vida que se exprime através dos seus sinais (obras, textos significativos); c) da concepção heideggeriana de interpretação concebida como modo específico de ser do existir.
II. Aplicação é o conceito nuclear da Hermenêutica Filosófica de Hans-Georg Gadamer, com o qual filósofo critica o modelo gnosiológico e romântico da interpretação, entendida como cópia ou reconstrução da intenção do autor.
III. Círculo Hermenêutico é uma expressão frequente na discussão hermenêutica atual, aparecendo simultaneamente no âmbito filosófico e no teológico. O círculo refere a lógica interna da compreensão fenomenológica, isto é, a regra segundo a qual é necessário compreender o todo de um texto a partir das suas partes e estas a partir do todo.
IV. Ipseidade é o termo usado por Paul Ricoeur para caracterizar a dupla motivação - vontade de escuta e atitude de desconstrução ou suspeita - que caracteriza a ambiguidade da Hermenêutica contemporânea.
V. Atestação é o conceito central da hermenêutica ricoeuriana, com o qual o filósofo exprime o tipo de compreensão de si que tem a pessoa. Esta é um ente que não pode reduzir-se mais ao modelo clássico da representação, logo que excede concepção soberana do cogito cartesiano e que recusa a humilhação nitzscheana da consciência. Entre o cogito exaltado de Descartes e o cogito humilhado de Nietszche, a atestação ricoeuriana expressa a confiança na capacidade que tem o homem de poder fazer sentido no mundo; afirma o primado do agir e inscreve-se na via aberta pelas hermenêuticas da suspeita.
Assinale a alternativa que apresenta as definições INCORRETAS.
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“Retire um livro retangular da sua estante e olhe para a capa. Qual é a cor predominante e quantos lados tem? Ao responder a essas questões, o leitor fica a saber duas coisas acerca desse livro, e esses dois fatos ilustram uma importante distinção entre duas maneiras que temos de adquirir conhecimento. Para ficarmos a saber a cor do livro, temos de observá-lo (ou pedir a alguém que o faça por nós). A justificação para a nossa crença acerca da sua cor é fornecida pela experiência (nossa ou de outrem). Mas não precisamos olhar para um livro retangular para saber quantos lados tem. Sabemos que os retângulos têm quatro lados pelo simples fato de pensarmos no que é ser um retângulo. Adquirimos esse conhecimento, usando apenas os nossos poderes de raciocínio; não temos de considerar a informação dada pelos nossos sentidos. O conhecimento que é justificado pela experiência é denominado conhecimento a posteriori ou conhecimento empírico. O conhecimento em que a experiência não desempenha um papel justificatório é denominado conhecimento a priori.”
(O’BRIEN, D. Introdução à Teoria do Conhecimento. Tradução de Pedro Gaspar. Lisboa: Gradiva, 2013)
Acerca do Empirismo e do Racionalismo, como tradições da Teoria do Conhecimento, leia com atenção as afirmações a seguir e marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Reconhecidamente o pensador racionalista de maior vulto do século XV foi René Descartes; a partir das suas Meditações Metafísicas, caracterizou-se a importância do conhecimento a priori.
( ) Os racionalistas afirmam que não só temos uma compreensão a priori dos casos em que a aplicação dos nossos conceitos é correta, como também que o pensamento permite, só por si, penetrar na natureza do mundo.
( ) Existe um argumento fortemente vinculado aos racionalistas de que alguns dos nossos conhecimentos são inatos, ou seja, que não são adquiridos através da experiência e que os possuímos desde que nascemos. Vários pensadores sustentam que possuímos conhecimento desse tipo: Platão defende que temos um conhecimento inato da virtude e da justiça e Descartes afirma que temos conhecimento inato de Deus.
( ) Os empiristas aceitam que algumas verdades podem ser conhecidas a priori, mas essas verdades são consideradas desinteressantes, não-instrutivas e tautológicas.
( ) Os empiristas afirmam que todas as verdades a priori são “sintéticas”, tal como as descreveu Immanuel Kant. São verdadeiras em virtude dos significados dos termos utilizados para as exprimir e a sua verdade só pode ser descoberta com recurso à análise filosófica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo.
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O termo “metafísica” surgiu como título de uma coletânea de textos de Aristóteles, escritos no séc. IV a.C., elaborada por Andrônico de Rodes no séc. I a.C, (Ta Meta ta Phusika que significa “O que vem depois dos escritos sobre a natureza”). Entretanto, o próprio pensador de Estagira não atribuía esse nome às suas reflexões.
Dentre as alternativas abaixo, assinale qual designa CORRETAMENTE a expressão usada pelo estagirita para designar suas reflexões cujo problema central é o conhecimento das causas primeiras.
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Considerado como um dos maiores filósofos do século XX, Ludwig Wittgenstein desempenhou papel central na filosofia analítica. Seus trabalhos continuam a influenciar o pensamento filosófico atual em temas tão diversos como a lógica e a filosofia da linguagem, ética e religião, estética e cultura. Suas reflexões são comumente divididas pelos estudiosos de sua obra em duas fases distintas: o primeiro Wittgeinstein do Tractatus Logico-Philosophicus, o segundo Wittgeinstein das Investigações Filosóficas.
Dentre as proposições abaixo, verifique quais estão de acordo com o pensamento do primeiro Wittgeinstein.
I. “O mundo é a totalidade dos fatos, não das coisas”.
II. “Algo pode ocorrer ou não ocorrer e todo o resto permanecer na mesma”.
III. “Só podemos evitar a injustiça ou o vazio de nossas afirmações, na medida em que apresentamos o modelo como aquilo que ele é, ou seja, como objeto de comparação – por assim dizer, como critério –; e não como pré-juízo ao qual a realidade deva corresponder.”
IV. “Ou uma coisa possui propriedades que nenhuma outra possui e, desse modo, é possível sem mais separá-la de outras por uma descrição e referir-se a ela; ou, ao contrário, existem várias coisas que possuem todas suas propriedades em comum, sendo então impossível em geral indicar uma delas.”
V. “A filosofia simplesmente coloca as coisas, não elucida nada e não conclui nada. – Como tudo fica em aberto, não há nada a elucidar, pois o que está oculto não nos interessa.”
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
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“[...] esta particularidade intrínseca e geral que a consciência tem de ser consciência de qualquer coisa, de trazer, na sua qualidade de cogito, o seu cogitatum em si próprio.”
(Husserl, E. Meditações Cartesianas:
introdução à fenomenologia. Tradução Maria Gorete Lopes e Souza. Porto: Rés, 2001, p.48).
A definição acima é de um conceito fundamental na filosofia de Husserl.
Assinale a alternativa que apresenta o conceito à qual essa definição refere-se.
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A Lógica é uma área da Filosofia que estuda como podemos raciocinar melhor. Trata-se de um instrumento para tornar nosso pensamento mais eficaz, evitando erros. Para Aristóteles, a quem é atribuída a criação da Lógica clássica, a Lógica também tentaria estabelecer leis gerais do raciocínio que seriam também as leis do pensamento, as bases fundamentais na qual toda verdade se estrutura e se torna possível.
Considere as definições abaixo.
I. Princípio lógico segundo o qual a conjunção de qualquer frase ou proposição, p, com a sua negação, não-p, é invariavelmente falsa.
II. Princípio lógico que estabelece que a disjunção de qualquer frase indicativa (dotada de sentido) com a sua negação é sempre verdadeira.
III. Princípio segundo o qual qualquer objeto é idêntico a si próprio.
Assinale a alternativa que corresponde CORRETAMENTE aos princípios definidos acima.
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Ao longo da história da filosofia, alguns pensadores se destacaram por refletir acerca de temas específicos de filosofia política. Partindo deste pressuposto, associe cada grupo de pensadores enunciados abaixo, com a problemática de filosofia política à qual se dedicaram.
I. Thomas Hobbes, John Locke e Jean- Jacques Rousseau.
II. Nicolau Maquiavel, Augusto Comte e Antonio Gramsci.
III. Karl Marx, Friedrich Engels e Max Weber.
IV. Benjamin Constant, John Stuart Mill e Isaiah Berlin.
V. Immanuel Kant, George W. F. Hegel e John Rawls.
( ) Questões sobre Justiça e Direito.
( ) Relações entre a economia e política.
( ) Os limites da organização do Estado frente ao individuo.
( ) As relações gerais entre sociedade, Estado e moral.
( ) As questões sobre a liberdade.
Assinale a alternativa que contém a ordem CORRETA de associação, de cima para baixo.
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