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Leia o Texto VIII, a seguir.
TEXTO VIII
Na língua falada, as diferenças entre o português de Portugal e o português do Brasil são tão grandes que muitas vezes surgem dificuldades de compreensão: no vocabulário, nas construções sintáticas, no uso de certas expressões, sem mencionar, é claro, as tremendas diferenças de pronúncia — no português de Portugal existem vogais e consoantes que nossos ouvidos brasileiros custam a reconhecer, porque não fazem parte de nosso sistema fonético. E muitos estudos têm mostrado que os sistemas pronominais do português europeu e do português brasileiro são totalmente diferentes. Por exemplo, os pronomes o/a, de construções como “eu o vi” e “eu a conheço”, estão praticamente extintos no português falado no Brasil, ao passo que, no de Portugal, continuam firmes e fortes. Esses pronomes nunca aparecem na fala das crianças brasileiras nem na dos brasileiros não-alfabetizados e têm baixa ocorrência na fala dos indivíduos cultos, o que demonstra que são exclusivos da língua ensinada na escola, sobretudo da língua escrita, não fazendo parte, então, do repertório da língua materna dos brasileiros. Nossas crianças usam sem problema me e te — “Ela me bateu”, “Eu vou te pegar” —, mas o/a jamais, que são substituídos por ele/ ela: “Eu vou pegar ele”, “Eu vi ela”. As formas lo e la — pegá-lo, vê-la —, então, nem pensar.
Fonte: BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 49. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2007. p. 24-25.
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto VIII.
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Leia o Texto VII, a seguir.
TEXTO VII

Fonte: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1756563739458970-charges-fevereiro-de-2023. Acesso em: 20 fev. 2023.
Analise o Texto VII e assinale a alternativa CORRETA.
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Leia o Texto VI, a seguir, do Portal Geledés.
TEXTO VI
Não, as chuvas torrenciais no Rio de Janeiro não são racistas; nós é que somos. A infraestrutura de proteção contra eventos extremos é distribuída, territorialmente, de maneira desigual num país onde CEP tem cor e classe.
Em quatro horas nesta terça-feira (7), choveu 70% do esperado para todo o mês de fevereiro. Diante de uma chuva que atinge a todos, o racismo ambiental pergunta: o barraco de quem foi arrastado pelas águas e por quê?
O contraste não poderia ser maior. Enquanto vídeos pipocam de amigos em Ipanema mostrando a chuva caindo nas escadas de seus prédios, no Jacarezinho, na zona norte do Rio, as águas destroem alimentos para famílias de baixa renda.
Claro que todos podem ser atingidos pelos temporais, mas disparidades de classe e raça permeiam quem consegue mitigar os efeitos de fenômenos meteorológicos: extremados, mas cada vez mais comuns com a crise climática.
Quem mora onde jogamos o nosso lixo? Foi dessa pergunta que o termo “racismo ambiental” nasceu, em 1982, a partir de protestos em massa na cidade de Afton, de maioria negra, na Carolina do Norte (EUA), contra a construção de um aterro sanitário de resíduos tóxicos.
A água de quem sai amarela da torneira e a quem isso favorece? Foi dessa pergunta que surgiu a mobilização de comunidades negras e indígenas no Canadá retratadas no filme “Algo de Podre na Água” (ou “There’s Something in the Water” no original), de 2019.
Justiça climática é justiça social, e isso significa que, em tempos de crise, as chuvas transbordam as páginas de serviço meteorológico para as manchetes políticas e econômicas dos jornais.
A crise hídrica que ainda afeta negros na cidade de Flint, em Michigan (EUA), ou na periferia do Rio impõe novas questões sobre velhos problemas. O racismo ambiental nos desafia a não somente perguntar se vai chover hoje, mas sobre a cabeça de quem.
Fonte: Portal Geledés. Chove mais no Jacarezinho. 2023. Disponível em: https://www.geledes.org.br/chove-mais-no-jacarezinho/. Acesso em: 12 fev. 2023.
Analise as afirmações acerca do Texto VI.
I. A pergunta “Quem mora onde jogamos o nosso lixo?” foi fundamental para a conceituação do termo racismo ambiental, pois tal pergunta apontou mais um problema relacionado às questões sociais, as quais estão intimamente ligadas às questões raciais.
II. Quando o autor escreve que o “CEP tem cor e classe”, ele faz referência aos locais geográficos das cidades que possuem infraestrutura para enfrentar as crises climáticas e outros que não a têm, afirmando ainda que a diferença entre um e outro evidencia a cor e a classe social dos moradores de tais regiões.
III. O título do texto não quer efetivamente dizer que no Jacarezinho chove mais que em outros locais, mas que lá é um dos CEPs que não possui infraestrutura básica para enfrentar as crises climáticas.
IV. O autor do texto argumenta que justiça climática é justiça social, pois as condições do clima e suas crises possuem locais mais ou menos vulneráveis, a depender do nível econômico do morador.
V. O autor, ao citar o filme “Algo de Podre na Água” em seu texto, usa a intertextualidade, que é um recurso linguístico para ampliar seus horizontes referenciais e discursivos.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Leia o Texto V, a seguir, utilizado para a questão.
TEXTO V
Por que todo mundo usava peruca na Europa dos séculos 17 e 18?
Não era todo mundo, apenas os aristocratas. A moda começou com Luís 14 (1638-1715), rei da França. Durante seu governo, o monarca adotou a peruca pelo mesmo motivo que muita gente usa o acessório ainda hoje: esconder a calvície. O resto da nobreza gostou da ideia e o costume pegou. A peruca passou a indicar, então, as diferenças sociais entre as classes, tornando-se sinal de status e prestígio. Também era comum espalhar talco ou farinha de trigo sobre as cabeleiras falsas para imitar o cabelo branco dos idosos. Mas, por mais elegante que parecesse ao pessoal da época, a moda das perucas também era nojenta. “Proliferava todo tipo de bicho, de baratas a camundongos, nesses cabelos postiços”, afirma o estilista João Braga, professor de História da Moda das Faculdades Senac, em São Paulo.
Em 1789, com a Revolução Francesa, veio a guilhotina, que extirpou a maioria das cabeças com perucas. Símbolo de uma nobreza que se desejava exterminar, elas logo caíram em desuso. Sua origem, porém, era muito mais velha do que a monarquia francesa. No Egito antigo, homens e mulheres de todas as classes sociais já exibiam adornos de fibra de papiro – na verdade, disfarce para as cabeças raspadas por causa de uma epidemia de piolhos. Hoje, as perucas de cachos brancos, típicas da nobreza europeia, sobrevivem apenas nos tribunais ingleses, onde compõem a indumentária oficial dos juízes.
Fonte: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-todo-mundo-usava-peruca-na-europa-dos-seculos-xvii-e-xviii/. Acesso em: 09 fev. 2023.
Sobre o Texto V, analise as seguintes afirmações:
I. A expressão sua origem em “Sua origem, porém, era muito mais velha do que a monarquia fran-cesa.” faz referência à Revolução Francesa.
II. A palavra indumentária em “Hoje, as perucas de cachos brancos, típicas da nobreza europeia, so-brevivem apenas nos tribunais ingleses, onde compõem a indumentária oficial dos juízes.” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por vestimenta.
III. Se trocássemos a palavra pessoal em “Mas, por mais elegante que parecesse ao pessoal da época, a moda das perucas também era nojenta.” pela palavra monarquia, teríamos a seguinte reescrita: “Mas, por mais elegante que parecesse a monarquia da época, a moda das perucas também era nojenta.”
IV. A conjunção ou em “Também era comum espalhar talco ou farinha de trigo sobre as cabeleiras falsas para imitar o cabelo branco dos idosos.” expressa uma ideia de alternância.
V. A expressão professor de História da Moda das Faculdades Senac em “Proliferava todo tipo de bicho, de baratas a camundongos, nesses cabelos postiços”, afirma o estilista João Braga, professor de História da Moda das Faculdades Senac, em São Paulo.” funciona como aposto.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Leia o Texto IV, a seguir, utilizado para a questão.
TEXTO IV
Em entrevista ao podcast Pod Delas, a influenciadora digital e ex-participante do programa Big Brother Brasil (edição 2022), Jade Picon, revelou que não gosta de repetir as roupas que usa. Na sequência, os internautas comentaram a sua declaração:

Analise as afirmações acerca do Texto IV.
I. A expressão “pobre menina rica” (tuíte 1) apresenta falta de clareza, uma vez que há uma contradi-ção entre os termos “pobre” e “rica”.
II. O termo “miserável” contido na expressão “rica miserável” (tuíte 2) expressa a ideia de miséria ma-terial.
III. A expressão “rica mimada” (tuíte 3) apresenta um elogio à influenciadora, pelo seu alto poder de compra.
IV. No tuíte 1, o termo “pobre” refere-se à percepção do autor em relação à influenciadora, enquanto no tuíte 4 o mesmo termo refere-se à percepção da autora em relação a si mesma.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Leia o Texto IV, a seguir, utilizado para a questão.
TEXTO IV
Em entrevista ao podcast Pod Delas, a influenciadora digital e ex-participante do programa Big Brother Brasil (edição 2022), Jade Picon, revelou que não gosta de repetir as roupas que usa. Na sequência, os internautas comentaram a sua declaração:

Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto IV.
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Leia o Texto III, a seguir, de autoria de Clarice Lispector.
TEXTO III
Insônia infeliz e feliz
De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
Fonte: LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Analise as afirmações acerca do Texto III.
I. É um texto em prosa, composto por dois parágrafos.
II. É uma crônica, pois retrata de maneira ficcional um fato do cotidiano.
III. É uma fábula, pois elementos da natureza agem como se fossem humanos.
IV. Apresenta predominância de narração.
V. Apresenta personagens, tempo, espaço e enredo.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Leia o Texto II, a seguir.
TEXTO II

Fonte: Charges. Blog do AFTM. Disponível: https://blogdoaftm.com.br/charges-diferencas/ Acesso: 14 fev. 2023.
Com base no Texto II, é correto afirmar que os personagens:
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Leia o Texto I, a seguir, trecho do conto “Rolézim”, de Geovani Martins.
TEXTO I
Acordei tava ligado o maçarico! Sem neurose, não era nem nove da manhã e minha caxanga parecia que tava derretendo. Não dava nem mais pra ver as infiltração na sala, tava tudo seco. Só ficou as mancha: a santa, a pistola e o dinossauro. Já tava dado que o dia ia ser daqueles que tu anda na rua e vê o céu todo embaçado, tudo se mexendo que nem alucinação. Pra tu ter uma ideia, até o vento que vinha do ventilador era quente, que nem o bafo do capeta.
Tinha dois conto em cima da mesa, que minha coroa deixou pro pão. Arrumasse mais um e oitenta, já garantia pelo menos uma passagem, só precisava meter calote na ida, que é mais tranquilo. Foda é que já tinha revirado a casa toda antes de dormir, catando moedas pra comprar um varejo. Bagulho era investir os dois conto no pão, divulgar um café e partir pra praia de barriga forrada. O que não dava era pra ficar fritando dentro de casa. Calote pra nós é lixo, tu tá ligado, o desenrolo é forte.
Fonte: MARTINS, Geovani. O sol na cabeça: contos. São Paulo: Companhia das Letas, 2018.
Analise as afirmações acerca do Texto I.
I. O foco narrativo está em terceira pessoa e são notáveis os erros de português, dificultando o entendimento do texto.
II. O narrador em primeira pessoa demonstra, a partir de sua linguagem informal e cheia de gírias, as marcas textuais comuns ao seu universo social.
III. O autor do texto, Geovani Martins, é o narrador do conto literário e, pelo trecho apresentado, fica evidente que ele não domina a linguagem culta, o que leva a uma produção textual pobre e cheia de vícios que não deveriam figurar na boa literatura.
IV. O texto apresenta diversos trechos em linguagem conotativa, com uso recorrente de figuras de linguagem.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Leia o Texto V, a seguir, utilizado para a questão.
TEXTO V
Por que todo mundo usava peruca na Europa dos séculos 17 e 18?
Não era todo mundo, apenas os aristocratas. A moda começou com Luís 14 (1638-1715), rei da França. Durante seu governo, o monarca adotou a peruca pelo mesmo motivo que muita gente usa o acessório ainda hoje: esconder a calvície. O resto da nobreza gostou da ideia e o costume pegou. A peruca passou a indicar, então, as diferenças sociais entre as classes, tornando-se sinal de status e prestígio. Também era comum espalhar talco ou farinha de trigo sobre as cabeleiras falsas para imitar o cabelo branco dos idosos. Mas, por mais elegante que parecesse ao pessoal da época, a moda das perucas também era nojenta. “Proliferava todo tipo de bicho, de baratas a camundongos, nesses cabelos postiços”, afirma o estilista João Braga, professor de História da Moda das Faculdades Senac, em São Paulo.
Em 1789, com a Revolução Francesa, veio a guilhotina, que extirpou a maioria das cabeças com perucas. Símbolo de uma nobreza que se desejava exterminar, elas logo caíram em desuso. Sua origem, porém, era muito mais velha do que a monarquia francesa. No Egito antigo, homens e mulheres de todas as classes sociais já exibiam adornos de fibra de papiro – na verdade, disfarce para as cabeças raspadas por causa de uma epidemia de piolhos. Hoje, as perucas de cachos brancos, típicas da nobreza europeia, sobrevivem apenas nos tribunais ingleses, onde compõem a indumentária oficial dos juízes.
Fonte: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-todo-mundo-usava-peruca-na-europa-dos-seculos-xvii-e-xviii/. Acesso em: 09 fev. 2023.
Ao desenvolver uma ideia, é importante que haja uma relação entre a ideia em si, ou seja, o próprio argumento e algum mecanismo que comprove o que está sendo dito. No segundo parágrafo do Texto V, há um mecanismo argumentativo denominado:
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