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Foram encontradas 40 questões.

1412154 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Considere a afirmativa de Alfredo Bosi (1994) a seguir.
A sua poesia [...] tem dado um exemplo fortemente persuasivo de “volta às próprias coisas” como estrada real para apreender e transformar uma realidade que, opaca e renitente, desafia sem cessar a nossa inteligência. Na esteira de Drummond e de Murilo Mendes, [...] estreou com a preocupação de desbastar suas imagens de toda ganga de resíduos sentimentais ou pitorescos, ficando-lhes nas mãos apenas a sua intuição das formas (de onde o geometrismo de alguns poemas seus) e a sensação aguda dos objetos que delimitam o espaço do homem moderno. (p. 469)
É possível identificar que o crítico refere-se a
 

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1410924 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Texto 1
Conta-se que um determinado professor explicava o conceito saussuriano de signo escrevendo, com uma das mãos, no quadro negro, a palavra “nariz” e apontando, com a outra, para o seu próprio nariz. Ensinava que a palavra escrita é o significante e o órgão para o qual apontava, o significado.
(PIETROFONTE, Antonio Vicente Seraphim; LOPES, Ivã Carlos. A semântica lexical.In: FIORIN,
José Luiz (org.). Introdução à linguística. 4. ed. v. 2. São Paulo: Contexto, 2007. p. 111.)
Texto 2
[...] quando Alice encontra o Chapeleiro Louco e a Lebre de Março para tomar chá eles estão acompanhados de um dormouse. Lewis Carroll faz muitas piadas sobre o comportamento do dormouse: ele dorme e acorda todo tempo, fala enquanto dorme e quase dorme enquanto fala.
O dormouse (Muscardinus avellanarius) é um mamífero roedor da família Gliridae. Existem na Europa, na África e Ásia, algumas espécies são encontradas nas ilhas britânicas. Tem esse nome devido a sua principal característica, o longo período de hibernação: um dormouse dorme até seis meses por ano. [...] A palavra dormouse vem do latim dormire (dormir) como em dormant (adormecido) ou dormitory (dormitório). [...]
Em português, que bicho é esse? O Houaiss registra a palavra glirídeo, “família de roedores do Velho Mundo, conhecidos vulgarmente como arganazes”. Fosse um estudo sobre roedores, dormouse seria, portanto, arganaz. Existem 34 espécies diferentes de dormice, nenhuma no Brasil. Cada um dos tradutores de Carroll escolhe um nome brasileiro para o dormouse: “arganaz”, “caxinguelê”, “leirão”, “marmota”, “ratão do banhado”, “rato silvestre”, “rato do campo”.
O problema é que nenhum desses nomes lembra sono ou dormir e, sem isso, as piadas de Carroll simplesmente não funcionam. Ana Maria Machado, em sua ótima tradução (Ática, 2000), percebeu que a questão não era o bicho mas o nome do bicho e na sua história o dormouse virou “dormundongo”.
(FURTADO, Jorge. Alice através do espelho do tempo. Zero Hora,
13 mar. 2010, p. 4-5. Cultura)
Em relação à concepção de língua, evidencia-se que
 

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1410446 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Para a Gramática Normativa, “onde” é normalmente classificado como pronome relativo ou advérbio, usado nas referências a lugar. Ulisses Infante (1995) expõe desse modo:
Onde é pronome relativo quando tem sentido aproximado de em que; deve ser usado, portanto, na indicação de lugar, atuando sintaticamente como adjunto adverbial de lugar. [...]
Há uma forte tendência na língua portuguesa atual para o uso de onde como um verdadeiro conetivo universal. Esse uso curiosamente tende a ocorrer quando um falante de desempenho lingüístico [sic] pouco eficiente procura ‘falar difícil’. (p. 417)
Comparando a explanação acima e o uso de “onde” no texto de Fernando Paixão, pode-se dizer que
 

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1409639 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Agora compare a fala final do inspetor italiano com a definição de falácia dada pelo dicionário.
Falácia: Subst. fem. Qualidade ou caráter de falaz.
Falaz: Adj. 1. Enganador, fraudulento. 2. Enganoso, ilusório, falacioso. [Superl.: falacíssimo.]
(Minidicionário Aurélio.)
Dessa comparação, pode-se deduzir que
 

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1408699 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Texto 1
Conta-se que um determinado professor explicava o conceito saussuriano de signo escrevendo, com uma das mãos, no quadro negro, a palavra “nariz” e apontando, com a outra, para o seu próprio nariz. Ensinava que a palavra escrita é o significante e o órgão para o qual apontava, o significado.
(PIETROFONTE, Antonio Vicente Seraphim; LOPES, Ivã Carlos. A semântica lexical.In: FIORIN,
José Luiz (org.). Introdução à linguística. 4. ed. v. 2. São Paulo: Contexto, 2007. p. 111.)
Texto 2
[...] quando Alice encontra o Chapeleiro Louco e a Lebre de Março para tomar chá eles estão acompanhados de um dormouse. Lewis Carroll faz muitas piadas sobre o comportamento do dormouse: ele dorme e acorda todo tempo, fala enquanto dorme e quase dorme enquanto fala.
O dormouse (Muscardinus avellanarius) é um mamífero roedor da família Gliridae. Existem na Europa, na África e Ásia, algumas espécies são encontradas nas ilhas britânicas. Tem esse nome devido a sua principal característica, o longo período de hibernação: um dormouse dorme até seis meses por ano. [...] A palavra dormouse vem do latim dormire (dormir) como em dormant (adormecido) ou dormitory (dormitório). [...]
Em português, que bicho é esse? O Houaiss registra a palavra glirídeo, “família de roedores do Velho Mundo, conhecidos vulgarmente como arganazes”. Fosse um estudo sobre roedores, dormouse seria, portanto, arganaz. Existem 34 espécies diferentes de dormice, nenhuma no Brasil. Cada um dos tradutores de Carroll escolhe um nome brasileiro para o dormouse: “arganaz”, “caxinguelê”, “leirão”, “marmota”, “ratão do banhado”, “rato silvestre”, “rato do campo”.
O problema é que nenhum desses nomes lembra sono ou dormir e, sem isso, as piadas de Carroll simplesmente não funcionam. Ana Maria Machado, em sua ótima tradução (Ática, 2000), percebeu que a questão não era o bicho mas o nome do bicho e na sua história o dormouse virou “dormundongo”.
(FURTADO, Jorge. Alice através do espelho do tempo. Zero Hora,
13 mar. 2010, p. 4-5. Cultura)
Sobre a frase “Conta-se histórias”, pode-se afirmar que:
I. “se” é partícula apassivadora e o sujeito é simples: “histórias”. Há, pois, desvio de concordância na construção da frase.
II. “se” é índice de indeterminação do sujeito, portanto, o sujeito é indeterminado.
 

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1408123 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Observe a seguinte afirmação.
Ao contrário da linguagem de uso prático, onde as palavras são empregadas a partir do significado comum a todas as pessoas, a característica marcante da poesia é a de recriar o significado das palavras, colocando-as num contexto diferente do normal.
(PAIXÃO, Fernando. O que é poesia. 6. ed.
São Paulo: Brasiliense, 1991. p. 14)
O fragmento transcrito revela uma concepção de literatura similar à definida por Jonathan Culler em Teoria literária como:
 

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1407930 Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia a seguinte afirmação do crítico Alfredo Bosi.
A nação afigura-se ao patriota do século XIX como uma ideia-força que tudo vivifica. Floresce a História, ressurreição do passado e retorno às origens [...]. Acendra-se o culto à língua nativa e ao folclore [...], novas bandeiras para os povos que aspiram à autonomia [...]. Para algumas nações nórdicas e eslavas e, naturalmente, para todas as nações da América, que ignoraram o Renascimento, será este o momento da grande afirmação cultural.
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira.
36. ed. São Paulo: Cultrix, 1994. p. 95)
Com relação à obra de José de Alencar, tal afirmação evidencia-se mais claramente em:
 

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1407148 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
As cotas para negros e a desigualdade brasileira
O sucesso das políticas públicas depende da definição clara dos problemas que elas querem combater, bem como da adoção de medidas que acertem o alvo correto. Essa pequena digressão técnica é necessária para tornar mais preciso um debate que está no centro da agenda pública: a questão das cotas para negros em universidades. Para que serviria essa política discutida hoje de forma tão radical? Com certeza ela não seria capaz de atenuar o sofrimento dos negros durante a escravidão.
Quanto a isso, o máximo que podemos fazer é lembrar sempre dessa mácula da história brasileira.
É importante frisar isso porque alguns revisionistas têm argumentado que a população negra não sofreu tanto assim, pois alguns dos africanos foram traficantes e outros, quando libertos, logo compravam seu “escravinho”. Há ainda a tese, arrancada à força do pensamento de Gilberto Freyre, de que a convivência entre brancos e negros fora “pacífica”. Afinal, milhares de estupros foram “consentidos”. [...]
Apresentar o debate da escravidão de forma completamente distorcida não ajuda o debate das cotas. Não que as desigualdades atuais sejam fruto apenas da escravidão. É bem provável que muito da situação atual se explique pela falta de políticas no pós-escravidão. Mas um fato é evidente nos estudos empíricos: há desigualdade entre brancos e negros com mesma situação de renda e escolaridade.
[...] Recentemente, coordenei uma pesquisa sobre escolas públicas e um dos pesquisadores presenciou o que só conhecíamos por estatística. Numa sala de aula com alunos em situação equivalente de pobreza, havia uma divisão na qual, de um lado, ficavam os brancos e, de outro, os negros. Isso se repetia no intervalo. Pior: o tratamento docente era francamente favorável aos brancos. Conversamos com a professora e com a diretora: nenhuma delas havia percebido essa discriminação. Um racismo tão invisível e enraizado é difícil de combater apenas com políticas iguais para todos. Para questões como essa, deveria valer a máxima, de tratar desigualmente os desiguais para alcançar a justiça social.
Não pense, leitor, que o problema está resolvido, pois a forma como for feita a política afirmativa, termo mais correto que cotas, afetará os resultados. Cotas muito amplas e sem nenhum critério de mérito não podem ser um desestímulo para o estudo dos negros? Ademais, o cotismo não poderia se transformar numa política racialista que geraria uma tensão inexistente em nossa sociedade? São perguntas fundamentadas (e não ideológicas) em termos de políticas públicas.
Para elas, deve haver respostas ainda no terreno das políticas afirmativas.
(ABRUCIO, Fernando. Revista Época, Globo, Rio de Janeiro, 22 mar. 2010, p. 51.)
Em “Para questões como essa, deveria valer a máxima...”, o modal “dever” indica
 

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1405527 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Texto 1
Conta-se que um determinado professor explicava o conceito saussuriano de signo escrevendo, com uma das mãos, no quadro negro, a palavra “nariz” e apontando, com a outra, para o seu próprio nariz. Ensinava que a palavra escrita é o significante e o órgão para o qual apontava, o significado.
(PIETROFONTE, Antonio Vicente Seraphim; LOPES, Ivã Carlos. A semântica lexical.In: FIORIN,
José Luiz (org.). Introdução à linguística. 4. ed. v. 2. São Paulo: Contexto, 2007. p. 111.)
Texto 2
[...] quando Alice encontra o Chapeleiro Louco e a Lebre de Março para tomar chá eles estão acompanhados de um dormouse. Lewis Carroll(I) faz muitas piadas sobre o comportamento do dormouse:(I) ele(I) dorme e acorda todo tempo, fala enquanto dorme e quase dorme enquanto fala.
O dormouse (Muscardinus avellanarius) é um mamífero roedor da família Gliridae. Existem na Europa, na África e Ásia, algumas espécies são encontradas nas ilhas britânicas. Tem esse nome devido a sua principal característica, o longo período de hibernação: um dormouse dorme até seis meses por ano. [...] A palavra dormouse vem do latim dormire (dormir) como em dormant (adormecido) ou dormitory (dormitório). [...]
Em português, que bicho é esse(II)? O Houaiss registra a palavra glirídeo,(II) “família de roedores do Velho Mundo, conhecidos vulgarmente como arganazes”. Fosse um estudo sobre roedores, dormouse seria, portanto, arganaz. Existem 34 espécies diferentes de dormice, nenhuma no Brasil. Cada um dos tradutores de Carroll escolhe um nome brasileiro para o dormouse: “arganaz”, “caxinguelê”, “leirão”, “marmota”, “ratão do banhado”, “rato silvestre”, “rato do campo”.
O problema é que nenhum desses nomes(III) lembra sono ou dormir e, sem isso, as piadas de Carroll simplesmente não funcionam. Ana Maria Machado, em sua ótima tradução (Ática, 2000), percebeu que a questão não era o bicho mas o nome do bicho e na sua história o dormouse virou “dormundongo”.
(FURTADO, Jorge. Alice através do espelho do tempo. Zero Hora,
13 mar. 2010, p. 4-5. Cultura)
Quanto ao emprego dos pronomes no Texto 2, é possível afirmar que:
I. “ele” é anafórico porque se refere a “dormouse”, caso se referisse a “Lewis Carroll” seria dêitico.
II. “esse” é catafórico, pois se refere a “glirídeo”.
III. “desses nomes” é anafórico, sendo usado para evitar a repetição da enumeração do final do terceiro parágrafo.
Está(ão) correta(s):
 

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1405214 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Texto 1
A língua é uma instituição social, e como tal é instrumento da sociedade, o mais rico e complexo dos instrumentos humanos. Todavia, mesmo enquanto mero caráter instrumental, pode prescindir do critério de correção? Todo instrumento implica um uso correto ou incorreto, eficaz ou ineficaz. O erro é inerente à condição humana e será descartável em matéria tão delicada e sutil como a linguagem? A experiência quotidiana ensina que todo falante a cada passo comete erros (orações mal formadas, ambiguidades às vezes cômicas, etc.) e se corrige a si próprio. A correção é inerente a todo ato de comunicação.
(ROSENBLAT, Angel. apud FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Platão. Para entender o texto:
leitura e redação. 16. ed. São Paulo: Ática, 2002. p. 236.)
Texto 2
Quanto ao nome que se deve dar à língua falada aqui, acho que a designação português brasileiro (empregada como termo técnico pelos pesquisadores) já dá conta de mostrar que estamos nos referindo a uma língua diferente da língua dos portugueses. É importante reconhecer essas diferenças, deixar de considerá-las como “erros” e admitir que são, de fato, regras que pertencem à gramática da língua materna de 170 milhões de seres humanos. [...]
Acreditar que existem erros na língua falada ou que ela pode se corromper é tão científico quanto acreditar que a Terra é plana e o Sol gira em torno dela, ou que as moscas nascem da carne podre. É triste verificar que esse folclore linguístico, que não resiste à menor análise empírica, ainda vigora com tanta intensidade no senso comum dos brasileiros. Pior ainda é que ele seja alimentado diariamente pelos meios de comunicação, que dão roupagem eletrônica de última geração ao que existe de mais arcaico, rudimentar e tosco em termos de concepção de língua.
(BAGNO, Marcos. Brasil e Portugal já falam duas línguas diferentes.
In: Galileu, Globo, São Paulo, p. 88, fev. 2002.)
Dos textos, pode-se depreender que
 

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