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POEMA TIRADO DE UMA NOTÍCIA DE JORNAL

João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no

[morro da Babilônia num barracão sem número.

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1990.)

SOCIEDADE

O homem disse para o amigo:

— Breve irei a tua casa

e levarei minha mulher.

O amigo enfeitou a casa

e quando o homem chegou com a mulher,

soltou uma dúzia de foguetes.

O homem comeu e bebeu.

A mulher bebe e cantou.

Os dois dançaram.

O amigo estava muito satisfeito.

Quando foi hora de sair,

o amigo disse para o homem:

— Breve irei a tua casa.

E apertou a mão dos dois.

No caminho o homem resmunga:

— Ora essa, era o que faltava:

E a mulher ajunta: — Que idiota.

— A casa é um ninho de pulgas.

— Reparaste o bife queimado?

O piano ruim e a comida pouca.

E todas as quintas-feiras

eles voltam à casa do amigo

que ainda não pôde retribuir a visita.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.)

Está CORRETO afirmar em relação à sintaxe do primeiro texto:

 

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183590 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IFB
Orgão: IFB

A PERIGOSA AVENTURA DE ESCREVER

“Minhas intuições se tornam mais claras ao esforço de transpô-las em palavras”. Isso eu escrevi uma vez. Mas está errado, pois que, ao escrever, grudada e colada, está a intuição. É perigoso porque nunca se sabe o que virá — se se for sincero. Pode vir o aviso de uma destruição, de uma autodestruição por meio de palavras. Podem vir lembranças que jamais se queria vê-las à tona. O clima pode se tornar apocalíptico. O coração tem que estar puro para que a intuição venha. E quando, meu Deus, pode-se dizer que o coração está puro? Porque é difícil apurar a pureza: às vezes no amor ilícito está toda a pureza do corpo e alma, não abençoado por um padre, mas abençoado pelo próprio amor. E tudo isso pode-se chegar a ver — e ter visto é irrevogável. Não se brinca com a intuição, não se brinca com o escrever: a caça pode ferir mortalmente o caçador.

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)

Apenas uma opção abaixo apresenta uma interpretação coerente desse texto:

 

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183589 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IFB
Orgão: IFB
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CARTA

Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida, Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria...

Eu tenho um medo

Horrível

A essas marés montantes do passado,

Com suas quilhas afundadas, com

Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros e gáveas...

Ai de mim,

Ai de ti, ó velho mar profundo,

Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!

Mário Quintana

Das assertivas abaixo, apenas uma NÃO condiz com as depreensões do texto acima. Assinale-a.

 

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LEITURA NAS DIVERSAS DISCIPLINAS

Heloisa Amaral

O ensino, na escola, não existe sem a leitura. Ou é leitura direta pelo aluno, ou explicações do professor sobre textos que ele, o professor, leu. Ou seja, a linguagem falada pelo professor é uma didatização do conhecimento acumulado pela escrita (em letras ou números e sinais) na disciplina que ele leciona. Quando a fala é uma transposição de leituras, ela não é uma fala similar a uma conversa casual, como as que usamos no cotidiano. Ao contrário, está carregada de conceitos e de relações complexas entre os conceitos provenientes de estudos sobre os diferentes conhecimentos, seja qual for a matéria que esteja sendo ensinada. E em geral é preciso acrescentar, para complementar as aulas expositivas ou dialogadas feitas pelos professores, textos (didáticos ou não) relacionados às disciplinas ministradas.

Assim, o que se tem como prática constante em todas as disciplinas escolares é a leitura de textos. Antes ou depois da aula expositiva, leituras. Leitura de textos escritos, de imagens, de gráficos, mas leitura. Isso significa que sem desenvolver capacidades de leitura o aluno não consegue aprender as disciplinas escolares na dimensão proposta pelos conteúdos programáticos. Significa, também, que os professores das diversas disciplinas precisam ensinar o aluno a ler os gêneros próprios de suas matérias, uma vez que eles são gêneros textuais produzidos de forma particular em cada área de conhecimento. Ler literatura, por exemplo, não é o mesmo que ler enunciados de problemas; ler textos de história não é o mesmo que ler gráficos em geografia. O aluno não lê textos de cada uma das disciplinas com facilidade sem ter compreendido os conceitos e as relações entre eles, do modo particular como são abordados nelas. Seja qual for a disciplina, a leitura se dá de forma particular, e exige conhecimentos específicos para ser bem-sucedida.

Então, ler é uma competência indispensável para a aprendizagem em cada uma das áreas, uma competência que precisa ser ensinada pelos professores de cada uma delas. Mas, o que é necessário para que os alunos leiam verdadeiramente em qualquer disciplina, compreendendo o que leem? A compreensão dos textos de diferentes gêneros está relacionada a dois aspectos: primeiramente, à natureza dos próprios textos e, em segundo lugar, às capacidades de leitura desenvolvidas pelo leitor.

Em primeiro lugar, não há como ler textos, gráficos ou imagens, sem ter compreendido bem a natureza dos gêneros textuais das diferentes áreas de conhecimento, ou seja, a situação particular em que textos, gráficos ou imagens foram produzidos. A situação de produção de um texto é sempre histórica, isto é, está ligada ao momento histórico atual e, ao mesmo tempo, faz referências a um conhecimento produzido em um dado momento da história da humanidade. Em matemática, por exemplo, o professor pode ensinar a situação de produção de um gênero textual matemático trabalhando com o nascimento de conceitos a eles relacionados, registrados na história da matemática.

Em segundo lugar, não há leitores que leiam bem sem ter suas capacidades de leitura, necessárias para ler qualquer gênero de texto, bem desenvolvidas. As capacidades de leitura, portanto, podem e devem ser desenvolvidas em qualquer disciplina escolar. (...)

Publicado originalmente no site da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro (Disponível em: https://dialogosassessoria.wordpress.com/2014/09/11/leitura-nas-diversas-disciplinas/)

Observe o trecho:

“Ao contrário, (a fala) está carregada de conceitos e de relações complexas entre os conceitos provenientes de estudos sobre os diferentes conhecimentos, seja qual for a matéria que esteja sendo ensinada ”.

No que diz respeito aos casos de concordâncias verbal e nominal, está correto afirmar:

 

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183587 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IFB
Orgão: IFB
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SARNA PARA SE COÇAR

A palavra “estresse” virou uma grande vilã dos tempos modernos. Injustamente, eu diria – porque o estresse não é uma coisa só. Para começar, deve-se separar o estresse (um problema a resolver) da resposta ao estresse (as mudanças que o cérebro orquestra no corpo, e nele mesmo, para resolver o problema). E como gostamos de um problema! A resposta aguda, imediata, ao estresse – a atenção aumentada, a maior disposição, a mobilização de reservas de energia e a sensação de força que vem com ela – tem tudo para ser uma grande aliada, pois aumenta nossas chances de resolver o problema da vez.

Até a resposta dada agora ao problema de amanhã (o relatório a entregar, a conta por pagar), mais conhecida pelo nome de “ansiedade”, tem lá suas vantagens: começando a nos preocupar agora, temos mais chances de nos lembrar do problema a resolver e ainda ganhamos um tempo para pensar em estratégias e alternativas.

O lado ruim do estresse surge quando, apesar de toda a preparação de cérebro e corpo para resolver o assunto, o problema não some. Assim, o estresse torna-se crônico: abusos físicos ou verbais, a falta de dinheiro que não se resolve, a doença que não cede, a solidão. Nesses casos em que suas tentativas iniciais falharam, o cérebro, sem controle da situação, muda de estratégia e, ao invés de usar as reservas disponíveis, passa a armazená-las. Aqui, sim, a resposta crônica ao estresse torna-se nociva, com acúmulo de gordura, hipertensão, desgaste mental e risco aumentado de transtornos de humor e de ansiedade.

Mas a maior parte dos estresses da vida são pequenos e, sobretudo, voluntários.

E como gostamos de arranjar pequenos problemas para resolver! Ao nosso alcance, nem fáceis demais nem difíceis demais, os problemas que nós mesmos nos colocamos nos deixam no controle da situação – algo que o cérebro adora. Não é surpresa que seja tão difícil ficar à toa. Por que mais compraríamos palavras cruzadas ou revistinhas de lógica para resolver no ônibus ou no avião, ou montaríamos quebra cabeças, se não pelo prazer de ter um problema para resolver? O cérebro, pelo visto, adora arranjar sarna para se coçar...

HERCULANO-HOUZEL, Suzana. Jornal Folha de S.Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2805200909.htm> Acesso em 04/11/2016 (adaptado).

Uma das premissas para se obter um texto bem escrito é evitar a repetição de palavras, a fim de torná-lo mais dinâmico e de leitura agradável. Para tanto, são utilizados diversos recursos gramaticais, dentre os quais os elementos de coesão.

Abaixo estão transcritos fragmentos do texto com alguns desses elementos coesivos destacados. Na sequência, apresentam-se corretamente os termos a que esses elementos se referem, EXCETO em:

 

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DIGA NÃO AOS LIVROS

Tenho saudades do tempo em que ainda não havia aprendido a ler. A vida era tão mais leve, entre brincadeiras à sombra dos laranjais. Não precisava ficar debruçado sobre cartilhas e cadernos, horas sem conta, espremendo o cérebro (é verdade que ainda bem pequeno) para descobrir o que aquela professora meio megera, meio bruxa, queria que eu fizesse com letras e números.

Mal sabia eu o quanto ainda era um paraíso aquele conjunto de palavras meio desordenado e sem sentido! O Ivo que via a uva, o macaco matuto comendo mamão e o papai que passava pomada na panela eram companheiros numa amizade sem conflitos nas páginas coloridas da cartilha, com uma graça forçada, igual ao sorriso amarelo que damos após uma gafe monumental. Mas o Ivo, o macaco e o papai se davam muito bem, porque não precisavam ter coesão nem coerência, palavrinhas infernais que aprendi a pronunciar mais tarde nas aulas de redação. E que nunca soube muito bem para que serviam...

Hoje, após muita reflexão e experiência, concluo que as atividades de ler e escrever deveriam ser banidas do currículo das escolas. Afinal, se as estatísticas sobre o assunto e todas as provas de leitura e língua a que se submetem os alunos brasileiros sempre acabam em números mínimos e vergonhosos, por que insistir nisso? Veja bem: os governantes não ignoram as pesquisas sobre os problemas da cidade ou sobre o valor do salário mínimo quando elas dão resultados irrisórios? Então... Vamos fazer o mesmo com a leitura e a escrita. Ah, e também com a matemática (por sinal, dispensável depois que inventaram a calculadora!).

Acho que os estudantes ficariam muito mais contentes se não precisassem ler. Principalmente se fosse para adquirir o tal de conhecimento sobre o mundo. Acho desnecessário saber sobre o mundo. Acho que nunca vou sair da minha cidade: para que me serviria o mundo? Se for para saber sobre a história, também dispenso a leitura. Nada tenho a ver com gente antiga e com acontecimentos já terminados. A vida começa hoje, e toda a história começa e termina comigo.

Se for para aprender sobre mim mesmo, como os professores insistem em dizer quando falam da leitura da literatura, continua dispensando. Já me conheço o suficiente: todos os meus gostos e preferências eu já conheço. Se tenho alguma dúvida, ela é resolvida no meu grupo. Porque o que meus amigos e eu decidimos, todos adotamos. Não tenho nada a esconder. Afinal, querer um carrão, uma casa bonita, férias na praia e um carrinho cheio no supermercado todos querem. E não precisam de estudo para isso. Podem conseguir com um pouco de sorte na loteria. Claro que fica mais fácil se o sujeito dá a sorte de virar cantor, ou se aprender a jogar futebol com alguma qualidade. Aí, então, analfabetismo vira charme, diferencial, pitoresco.

Dizem que devo ler para, ao menos, saber do que se passa na cidade, pertinho de mim. Para que me serve saber das notícias? Elas acontecem sem minha participação. E vão continuar acontecendo. Só me interessa o resultado do futebol. O resto é preocupação que não preciso ter.

Nem sei por que continuo indo à escola. Meus pais dizem que é para que eu tenha uma vida melhor que a deles. De que adianta? Eles estudaram mais que eu e, no entanto, dão um duro danado para sustentar a família. Se estudar é tão importante, por quê é que os outros desvalorizam o trabalho dos que passaram vários anos estudando e lendo um monte de textos?

Outro dia fiquei sabendo que um ex-colega de escola conseguiu emprego numa livraria. É esquisito como tem gente que põe dinheiro nesse tipo de comércio. Passei lá nessa loja por acaso e entrei para falar com o cara. É verdade que tinha uns livros bonitos nas prateleiras... Parecia coisa de muito luxo e importância. Abri um deles e li um pedaço de uma página. Não entendi nada: algumas palavras eu conhecia, mas as frases não faziam sentido para mim. Achei um desperdício de papel e tinta: de que serve um livro se as pessoas não conseguem entender o que lêem? O colega falou que isso era porque eu não sabia ler. “Como não?”, respondi. “Tenho até diploma que diz que fui alfabetizado!” Aí ele me disse uma coisa que me deixou muito impressionado. “Pior analfabeto é o que aprendeu a ler e não lê!” Me senti ofendido. Mas, dentro de mim, reconheci que ele estava certo. Mas eu não estava ali para dar a ele o gostinho do acerto. Saí da livraria de cabeça erguida, dizendo que livro que não se entende é coisa mais que inútil. E livraria é lugar de gente que não tem, ou que não sabe, o que fazer na vida. Melhor que livro são os games. Melhor que os games, só o rock. Melhor que eles é a azaração. Ler para quê?

A experiência acumulada sobre os malefícios da leitura em meus anos de vida me deram a idéia de criar um movimento de alerta para meus amigos, e até para os inimigos. Eles estão indo na conversa dos mais velhos. Ficam na dúvida e começam a pensar que a leitura e o estudo podem lhes trazer benefícios futuros. Vou criar uma associação dos inimigos da leitura que terá como palavra de ordem “Abaixo os livros!” Tenho certeza de que muitos virão se unir a mim. Penso que só assim acabaremos com essa farsa de civilização, história e cultura.

O que vale mesmo é a azaração. O resto é silêncio. Palha.

(COSTA, Marta Morais da. Mapa do mundo: crônicas sobre leitura. Belo Horizonte: Leitura, 2006.)

De acordo com o Novo Acordo Ortográfico em vigor no Brasil, identifique a opção que destaca e explica a regra adequadamente:

 

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POEMA TIRADO DE UMA NOTÍCIA DE JORNAL

João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no

[morro da Babilônia num barracão sem número.

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1990.)

SOCIEDADE

O homem disse para o amigo:

— Breve irei a tua casa

e levarei minha mulher.

O amigo enfeitou a casa

e quando o homem chegou com a mulher,

soltou uma dúzia de foguetes.

O homem comeu e bebeu.

A mulher bebe e cantou.

Os dois dançaram.

O amigo estava muito satisfeito.

Quando foi hora de sair,

o amigo disse para o homem:

— Breve irei a tua casa.

E apertou a mão dos dois.

No caminho o homem resmunga:

— Ora essa, era o que faltava:

E a mulher ajunta: — Que idiota.

— A casa é um ninho de pulgas.

— Reparaste o bife queimado?

O piano ruim e a comida pouca.

E todas as quintas-feiras

eles voltam à casa do amigo

que ainda não pôde retribuir a visita.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.)

As três afirmações seguintes, dizem respeito ao segundo poema, em comparação com o primeiro:

I) Há mais orações subordinadas no poema de Drummond.

II) Somente no poema de Drummond há o discurso direto.

III) Nos dois poemas, há frases formadas com verbos intransitivos.

Agora, indique qual opção abaixo é a CORRETA:

 

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183584 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IFB
Orgão: IFB

A PERIGOSA AVENTURA DE ESCREVER

“Minhas intuições se tornam mais claras ao esforço de transpô-las em palavras”. Isso eu escrevi uma vez. Mas está errado, pois que, ao escrever, grudada e colada, está a intuição. É perigoso porque nunca se sabe o que virá — se se for sincero. Pode vir o aviso de uma destruição, de uma autodestruição por meio de palavras. Podem vir lembranças que jamais se queria vê-las à tona. O clima pode se tornar apocalíptico. O coração tem que estar puro para que a intuição venha. E quando, meu Deus, pode-se dizer que o coração está puro? Porque é difícil apurar a pureza: às vezes no amor ilícito está toda a pureza do corpo e alma, não abençoado por um padre, mas abençoado pelo próprio amor. E tudo isso pode-se chegar a ver — e ter visto é irrevogável. Não se brinca com a intuição, não se brinca com o escrever: a caça pode ferir mortalmente o caçador.

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)

Quanto ao(s) tipo(s) de discurso(s) que estrutura(m) essa crônica, é possível afirmar:

 

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183582 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IFB
Orgão: IFB

Texto 1:

O BICHO

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma comida,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1990.)

Texto 2:

Enunciado 183582-1

(“Isso não é um cachimbo”- René Magritte)

(Disponível em: http://www.theartstory.org/artist-magritterene- artworks.htm#pnt_3)

Em que sentido, de acordo com as funções da Literatura e da Pintura, o texto 1 e o texto 2 dialogam coerentemente?

 

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183581 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IFB
Orgão: IFB
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SUSTENTABILIDADE

O termo “sustentabilidade” tem sido muito utilizado, fazendo referência às diversas formas de se manter a preservação ambiental, com bases não predatórias, aproveitando, através de recursos próprios, os materiais já existentes, como os lixos que podem ser reciclados.

Segundo o relatório de Brundtland, de 1987, sustentabilidade significa “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”.

Dentro dessa linha de pensamento, pesquisadores desenvolveram técnicas de reaproveitamento que valorizam as produções, estimulando as atitudes ecologicamente corretas, desde uma vizinhança até o âmbito mundial.

Mas não basta ser somente ecologicamente correto. Para ser considerado como sustentável, um empreendimento deve ainda conter atitudes que visem ser socialmente justas, culturalmente aceitas e economicamente viáveis.

Alguns cursos universitários estão voltados para a sustentabilidade, ampliando suas pesquisas. (...)

A agricultura também se voltou para a questão da sustentabilidade, visando à conservação do meio ambiente, criando as comunidades agrícolas bem como as suas unidades lucrativas. Nessa perspectiva são consideradas tanto as práticas voltadas para os lucros dos agricultores, bem como as vantagens que trazem para os consumidores, como a agricultura orgânica de alta qualidade.

Engenharia florestal era um campo que atuava nas empresas de carvão, celulose e madeira, mas hoje traz a preocupação com o desenvolvimento sustentável, defendendo as unidades de conservação, fiscalizando as empresas privadas e o uso das áreas ambientais, além de proporcionar a formação de áreas florestais em áreas rurais de pequeno e médio porte.

Porém, em face da demanda e da necessidade do mercado de trabalho, ainda foram criados cursos para promover o desenvolvimento sustentável, como Gestão Ambiental, Controle Ambiental e Saneamento Ambiental, favorecendo um ambiente urbano ecologicamente equilibrado.

Disponível em: <http://www.brasilescola.com/educacao/sustentabilidade.htm> Acesso em 03/11/2016 (adaptado)

A escrita, assim como a fala, permite várias possibilidades de formulação de um enunciado. Quando, nessa construção, empregamos um verbo, criamos estruturas sintáticas que, gramaticalmente, são consideradas organizadas em ordem direta ou indireta.

Tem-se como exemplo de construção oracional feita em ordem DIRETA o fragmento apresentado na opção:

 

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