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A Ergonomia Cognitiva:
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Quais são as recomendações ergonômicas para prevenir dores e lesões ósteo-musculares nos postos de trabalho?
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A partir das assertivas abaixo, assinale a alternativa correta:
I. O processo de aprendizagem tem pouca importância na extensão rural, pois o saber fazer é uma condição nata;
II. A educação no campo apresenta uma fraca correlação com o nível de renda dos agricultores, devido à expansão do ensino superior;
III. Contribuir para a disseminação de técnicas de cultivo com menor impacto ambiental não faz parte da extensão rural;
IV. As atividades não-agrícolas representam importantes fontes de renda para os agricultores familiares, exigindo novas competências da assistência técnica e das unidades familiares;
V. Os serviços de assistência técnica e extensão rural foram iniciados no Brasil na década de 1940 e passaram a ser um instrumento da política de modernização da agricultura a partir dos anos 1960.
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Texto 10
Tão violenta foi a seca de 1905, que o capim cresceu e secou no leito estorricado dos ribeiros. Assolou tudo, matou tudo.
João Piancó, doente, não pode salvar as reduzidas criações. E morreu de desgosto.
Geraldo, a esse tempo, tinha já três filhos. Lutou contra a miséria o quanto pôde. Josefa o ajudava dia e noite.
Mas tiveram de desanimar, como outros tantos. Perceberam que só lhes restava o recurso de desertar, fugir para sempre daquele torrão maldito.
Arrumaram alguns objetos indispensáveis, as poucas roupas que ainda tinham, e puseram-se na estrada.
Destino certo não levavam. A Continguiba, o vale rico do Japaratuba, qualquer lugar onde houvesse água e onde não se morresse de fome. Foram andando, foram andando...
Texto 11
Dava pena vê-lo a tarde inteira sentado no banquinho de plástico ao lado do tanque, no quintal. Minha mãe vinha e dizia “vai, vai lavar essa xoxotinha”. Ele se levantava inteiramente outro, na sua bata estampada, com a voz ranhenta e pastosa. Eu ficava intrigado com minha mãe falando aquilo e ele, em vez de ficar triste, ficava era alegre. Só assim ele saía daquele torpor em que mergulhava logo depois de arrumar a cozinha. E em mim vinha uma curiosidade intensa que crescia a cada tarde, tentando descobrir que tipo de roupa ele usava por baixo porque nunca tinha visto nada parecido com cueca na corda de estender. Ou não usava nada ou fazia de sua roupa de baixo o maior segredo. O que ele tinha mesmo era uma porção de batas coloridas que fazia à mão, com muita paciência.
Texto 12
Este homem já cinqüentão e esvaziado, praticamente apartado do convívio humano, e a quem já ninguém endereça um gesto fraterno, pode ser aquele menino assim tão aquinhoado? Decerto que não e não! Cadê o rosto de minha mãe... que só escuto os olhos de meu pai me perseguindo? Cadê Luciana com as promessas de vida e o castigo de fogo? Escaparam de mim e estou só. Dos outros de quem fugi, culpa severa me caberia, se me importasse de ter errado com eles e merecido a hostilidade que sempre me endereçaram. Mas... e a mãe que não conheci... e o pai roubado... e a paixão enganosa... que fiz, para merecêlos assim subtraídos? Quanto valerá uma criatura assim desamparada, cutucada por vozes inimigas, e que só tem a seu lado um rol de mortos?
Os textos acima (10, 11 e 12) foram publicados no século XX e se constituíram em grandes representações literárias desse século. Eles pertencem, respectivamente, a:
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Imagem 1

Imagem 2

Os quadros acima (imagens 1 e 2) representados:
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Texto 8
Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia – algumas vezes gemendo –, mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um “ai, nhonhô!” – ao que eu retorquia: – “Cala a boca, besta!”
Texto 9
“– Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!
Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala.
– Não pode? Perguntei com assombro. E porquê?
Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode.
– Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.”
Sobre os textos 8 e 9, pode-se afirmar:
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Texto 7 - Do Grunhido ao Satélite
Assim como cresce e se desenvolve uma grande árvore, a comunicação evoluiu de uma pequena semente – a associação inicial entre um signo e um objeto – para formar linguagens e inventar meios que vencessem o tempo e a distância, ramificando-se em sistemas e instituições até cobrir o mundo com seus ramos. E não contente em cobrir o mundo, a grande árvore já começou a lançar seus brotos à procura das estrelas.
A comunicação humana tem um começo bastante nebuloso. Realmente não sabemos como foi que os homens primitivos começaram a se comunicar entre si, se por gritos ou grunhidos, como fazem os animais, ou se por gestos, ou ainda por combinações de gritos, grunhidos e gestos.
Durante bastante tempo discutiu-se a origem da fala humana. Alguns afirmavam que os primeiros sons usados para criar uma linguagem eram imitações dos sons da natureza: o cantar do pássaro, o latido do cachorro, a queda-d’água, o trovão. Outros afirmavam que os sons humanos vinham de exclamações espontâneas com o “ai” da pessoa ferida, o “ah” de admiração, o “grr” de fúria.
Nada impede que se pense também que o homem primitivo usasse sons produzidos pelas mãos e pés, e não só pela boca. Poderia ainda ter produzido sons por meio de objetos, como pedras ou troncos ocos.
Outra grande invenção foi a gramática, isto é, o conjunto de regras para relacionar os signos entre si. As regras de combinação são necessárias pela seguinte razão: se o homem possui um repertório de signos, teoricamente poderia combiná-los de infinitos modos. Se cada pessoa combinasse seus signos a seu modo, seria muito difícil comunicar-se com os outros. Graças à gramática, o significado já não depende só dos signos, mas também da estrutura de sua apresentação. É por isso que não é a mesma coisa dizer: “Um urso matou meu pai”, que dizer: “Meu pai matou um urso”.
De posse de repertórios de signos, e de regras para combiná-los, o homem criou a linguagem.
Eventualmente os homens aprenderam a distinguir modos diversos de usar a linguagem: modo indicativo, declarativo, interrogativo, imperativo, traduzindo as diferentes intenções dos interlocutores.
Compreendeu-se que, na linguagem, algumas palavras tinham a função de indicar ação, outras de nomear as coisas, outra de descrever qualidades ou estados das coisas etc. Evidentemente, quando criaram a linguagem, os homens primitivos não imaginavam que estas funções algum dia receberiam os nomes de verbo, substantivo, adjetivo, advérbio etc.
BORDENAVE, Juan E. Diaz, O que é comunicação. São Paulo: Brasiliense, 1983. p.23-25
“Assim como cresce e se desenvolve uma grande árvore, a comunicação evoluiu de uma pequena semente – a associação inicial entre um signo e um objeto – para formar linguagens.” O excerto acima coloca em pauta, uma dicotomia saussuriana, básica para os estudos da linguagem verbal humana, trata-se de:
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Texto 7 - Do Grunhido ao Satélite
Assim como cresce e se desenvolve uma grande árvore, a comunicação evoluiu de uma pequena semente – a associação inicial entre um signo e um objeto – para formar linguagens e inventar meios que vencessem o tempo e a distância, ramificando-se em sistemas e instituições até cobrir o mundo com seus ramos. E não contente em cobrir o mundo, a grande árvore já começou a lançar seus brotos à procura das estrelas.
A comunicação humana tem um começo bastante nebuloso. Realmente não sabemos como foi que os homens primitivos começaram a se comunicar entre si, se por gritos ou grunhidos, como fazem os animais, ou se por gestos, ou ainda por combinações de gritos, grunhidos e gestos.
Durante bastante tempo discutiu-se a origem da fala humana. Alguns afirmavam que os primeiros sons usados para criar uma linguagem eram imitações dos sons da natureza: o cantar do pássaro, o latido do cachorro, a queda-d’água, o trovão. Outros afirmavam que os sons humanos vinham de exclamações espontâneas com o “ai” da pessoa ferida, o “ah” de admiração, o “grr” de fúria.
Nada impede que se pense também que o homem primitivo usasse sons produzidos pelas mãos e pés, e não só pela boca. Poderia ainda ter produzido sons por meio de objetos, como pedras ou troncos ocos.
Outra grande invenção foi a gramática, isto é, o conjunto de regras para relacionar os signos entre si. As regras de combinação são necessárias pela seguinte razão: se o homem possui um repertório de signos, teoricamente poderia combiná-los de infinitos modos. Se cada pessoa combinasse seus signos a seu modo, seria muito difícil comunicar-se com os outros. Graças à gramática, o significado já não depende só dos signos, mas também da estrutura de sua apresentação. É por isso que não é a mesma coisa dizer: “Um urso matou meu pai”, que dizer: “Meu pai matou um urso”.
De posse de repertórios de signos, e de regras para combiná-los, o homem criou a linguagem.
Eventualmente os homens aprenderam a distinguir modos diversos de usar a linguagem: modo indicativo, declarativo, interrogativo, imperativo, traduzindo as diferentes intenções dos interlocutores.
Compreendeu-se que, na linguagem, algumas palavras tinham a função de indicar ação, outras de nomear as coisas, outra de descrever qualidades ou estados das coisas etc. Evidentemente, quando criaram a linguagem, os homens primitivos não imaginavam que estas funções algum dia receberiam os nomes de verbo, substantivo, adjetivo, advérbio etc.
BORDENAVE, Juan E. Diaz, O que é comunicação. São Paulo: Brasiliense, 1983. p.23-25
Sobre a comunicação humana, podemos inferir do texto que:
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Texto 6 - Aula de português
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)
Pode-se conceber como o mais adequado quanto ao ensino de língua portuguesa:
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Texto 6 - Aula de português
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para dar conta do quadro de imposições linguísticas e de estereotipação textual, abordados no texto de Drummond, Mendonça (2006), colocando a língua como um fenômeno funcional, dá algumas orientações para o trabalho com texto na sala de aula. Selecione a que menos se coaduna com um modelo centrado na diversidade linguística.
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