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Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo
Pesquisa mostra que depressão e estresse comprimem ou dilatam o tempo
Claudio L. Lottenberg
2 de junho de 2022
O tempo é objeto de fantasias e especulações humanas desde que a história passou a ser registrada. Seja como tema de investigação científica, inspiração para a criação artística ou de reverência religiosa, entender o que são passado, presente e futuro, suas relações e mesmo como sentimos sua passagem sempre fez mentes brilhantes trabalharem em busca de respostas.
Do ponto de vista médico, condições como depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema cerebral – e tendem a sentir o tempo arrastar-se. Ao passo que, em estados de euforia, o tempo parece voar. A covid-19 fez com que isso ficasse mais evidente, e essa conclusão é relatada no estudo “Time experience during social distancing: A longitudinal study during the first months of COVID-19 pandemic in Brazil” (“Experiência temporal durante o distanciamento social: um estudo longitudinal durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19 no Brasil”, em tradução livre), publicado no portal da revista Science Advances.
A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo os pesquisadores, as pessoas entrevistadas responderam questionários por 15 semanas a partir de 6 de maio de 2020 (60 dias após o início do distanciamento social no Brasil). O estudo mostrou que a consciência do tempo – o sentimento no início era de um tempo expandido, dilatado (que levou alguns respondentes a se identificarem com declarações do tipo “Eu me sinto frequentemente entediado”) – sofreu forte influência de fatores psicológicos, como solidão, estresse e emoções positivas. As emoções são, sim, um aspecto crucial de como o tempo é sentido, diz o estudo.
A pesquisa destaca estudos semelhantes feitos na França, na Itália e no Reino Unido, lugares onde se observou que os respondentes, nos dois primeiros países, relataram principalmente a sensação de passagem mais lenta do tempo, enquanto no terceiro houve uma divisão mais equilibrada entre quem sentia o tempo mais arrastado ou mais acelerado. Nos três, no entanto, os relatos apontam altos níveis de estresse, tédio, tristeza, depressão e insatisfação com as interações sociais.
Além disso, essa sensação de tempo passando mais lentamente foi sentida em pessoas mais jovens: o efeito é mais perceptível, segundo o estudo, em pessoas de até 40 anos de idade – a partir daí, a idade não mais se mostrava um fator relevante. A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi de que houve uma distorção relevante da percepção da passagem do tempo durante o distanciamento social, sendo que a sensação de tempo dilatado esteve mais associada a emoções e sensações de isolamento, enquanto a de tempo pressionado (“Sinto que o tempo está acabando” foi a declaração comum entre os que responderam nesse sentido) foi mais associada a estresse.
A pesquisa abre espaço para trazer à discussão, por exemplo, os dados sobre saúde mental que se tem registrado após mais de dois anos de pandemia. Um, recente, divulgado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), mostrou um aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão no mundo todo. No Brasil, dados de 2021 da Previdência Social mostraram que mais de 75 mil brasileiros foram afastados do trabalho com quadros de depressão (que representa cerca de 37% das licenças médicas pedidas por transtorno mental no país).
Situações como a que mundo todo sofreu com a pandemia e suas inúmeras restrições afetou o modo como cada um de nós olhará para o mundo a partir de agora. Dois anos vividos em semi-isolamento certamente têm um peso. Buscar ajuda, no caso dos que sofrem qualquer das condições apontadas no estudo como ligadas à percepção distorcida da passagem temporal, é fundamental. A pandemia ainda não acabou, mas já avançamos um longo caminho rumo a uma certa “normalização” da vida e da realidade. Que em breve possamos deixar a covid-19 e seus trágicos efeitos no passado, focar nossas forças no presente e estender um olhar otimista ao futuro.
Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.
LOTTENBERG, Claudio. Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo. Forbes Brasil, 02 de junho de 2022. Forbes Saúde. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/06/claudio-lottenberg-emocoes-afetam-nossa-sensacao-da-passagem-do-tempo/. Acesso em: 18 set. 2022.
Analise as proposições a seguir de acordo com as informações explicitadas no texto de Lottenberg.
I. Os cientistas detectaram o estresse como uma das emoções que suscitaram a percepção de tempo em iminente término.
II. Ao afirmarem que as emoções são aspectos cruciais na percepção da passagem do tempo, os cientistas querem dizer que as emoções são dispensáveis quando se trata de pesquisas sobre o tempo.
III. As emoções provocadas pela pandemia de covid-19 serviram para demonstrar que há, de fato, uma relação entre o que se sente e como o tempo é visto a partir do que é sentido.
Está(ão) CORRETA(S):
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Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo
Pesquisa mostra que depressão e estresse comprimem ou dilatam o tempo
Claudio L. Lottenberg
2 de junho de 2022
O tempo é objeto de fantasias e especulações humanas desde que a história passou a ser registrada. Seja como tema de investigação científica, inspiração para a criação artística ou de reverência religiosa, entender o que são passado, presente e futuro, suas relações e mesmo como sentimos sua passagem sempre fez mentes brilhantes trabalharem em busca de respostas.
Do ponto de vista médico, condições como depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema cerebral – e tendem a sentir o tempo arrastar-se. Ao passo que, em estados de euforia, o tempo parece voar. A covid-19 fez com que isso ficasse mais evidente, e essa conclusão é relatada no estudo “Time experience during social distancing: A longitudinal study during the first months of COVID-19 pandemic in Brazil” (“Experiência temporal durante o distanciamento social: um estudo longitudinal durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19 no Brasil”, em tradução livre), publicado no portal da revista Science Advances.
A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo os pesquisadores, as pessoas entrevistadas responderam questionários por 15 semanas a partir de 6 de maio de 2020 (60 dias após o início do distanciamento social no Brasil). O estudo mostrou que a consciência do tempo – o sentimento no início era de um tempo expandido, dilatado (que levou alguns respondentes a se identificarem com declarações do tipo “Eu me sinto frequentemente entediado”) – sofreu forte influência de fatores psicológicos, como solidão, estresse e emoções positivas. As emoções são, sim, um aspecto crucial de como o tempo é sentido, diz o estudo.
A pesquisa destaca estudos semelhantes feitos na França, na Itália e no Reino Unido, lugares onde se observou que os respondentes, nos dois primeiros países, relataram principalmente a sensação de passagem mais lenta do tempo, enquanto no terceiro houve uma divisão mais equilibrada entre quem sentia o tempo mais arrastado ou mais acelerado. Nos três, no entanto, os relatos apontam altos níveis de estresse, tédio, tristeza, depressão e insatisfação com as interações sociais.
Além disso, essa sensação de tempo passando mais lentamente foi sentida em pessoas mais jovens: o efeito é mais perceptível, segundo o estudo, em pessoas de até 40 anos de idade – a partir daí, a idade não mais se mostrava um fator relevante. A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi de que houve uma distorção relevante da percepção da passagem do tempo durante o distanciamento social, sendo que a sensação de tempo dilatado esteve mais associada a emoções e sensações de isolamento, enquanto a de tempo pressionado (“Sinto que o tempo está acabando” foi a declaração comum entre os que responderam nesse sentido) foi mais associada a estresse.
A pesquisa abre espaço para trazer à discussão, por exemplo, os dados sobre saúde mental que se tem registrado após mais de dois anos de pandemia. Um, recente, divulgado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), mostrou um aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão no mundo todo. No Brasil, dados de 2021 da Previdência Social mostraram que mais de 75 mil brasileiros foram afastados do trabalho com quadros de depressão (que representa cerca de 37% das licenças médicas pedidas por transtorno mental no país).
Situações como a que mundo todo sofreu com a pandemia e suas inúmeras restrições afetou o modo como cada um de nós olhará para o mundo a partir de agora. Dois anos vividos em semi-isolamento certamente têm um peso. Buscar ajuda, no caso dos que sofrem qualquer das condições apontadas no estudo como ligadas à percepção distorcida da passagem temporal, é fundamental. A pandemia ainda não acabou, mas já avançamos um longo caminho rumo a uma certa “normalização” da vida e da realidade. Que em breve possamos deixar a covid-19 e seus trágicos efeitos no passado, focar nossas forças no presente e estender um olhar otimista ao futuro.
Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.
LOTTENBERG, Claudio. Emoções afetam nossa sensação da passagem do tempo. Forbes Brasil, 02 de junho de 2022. Forbes Saúde. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/06/claudio-lottenberg-emocoes-afetam-nossa-sensacao-da-passagem-do-tempo/. Acesso em: 18 set. 2022.
Qual das alternativas a seguir exprime adequadamente o tema do artigo de Claudio Lottenberg?
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“Suzanne Simonin é uma jovem burguesa forçada por seus pais a realizar os votos religiosos. O motivo que a leva a ser enclausurada em seu primeiro convento é, desde o início, imposto externamente: o pretendente e futuro marido de sua irmã mais velha direcionava gracejos à jovem Suzanne, a qual prontamente advertiu sua mãe sobre o despudor do rapaz [...]. Senhora Simonin, visando garantir o casamento da filha mais velha, afasta Suzanne do ambiente familiar encaminhando-a ao convento de Sainte-Marie. Em meio a este drama familiar, dois episódios contíguos marcam a passagem da jovem religiosa em seu primeiro convento: a visão da loucura como efeito da vida claustral e a primeira recusa dos votos. Certo dia, uma das freiras enclausuradas escapuliu de sua cela e, num acesso de loucura, ‘descabelada e quase sem roupa’ [...], protagonizou uma cena de suicídio, a qual horrorizou a recém-chegada. [...] Seguindo sua voz interior, a despeito dos jogos e tentativas de manipulação por parte da madre superiora, Suzanne desafia a ordem religiosa e familiar ao recusar, em cerimônia pública, a tomada de hábito, dizendo desejar ser ‘tudo, exceto religiosa’: ‘não quero sê-lo, eu não o serei’ [...]. Desse modo, Suzanne volta à casa dos pais – um outro claustro –, onde será encerrada em seu quarto por longos seis meses [...].”
LEANDRO, Renato Costa. “A Religiosa” de Diderot: entre inocência e ímpeto de liberdade. Humanidades em Diálogo, v. 11, p. 97-110, 2022.
O vocábulo em destaque nesse excerto pode ser substituído pelo seguinte sinônimo:
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“A Marvel anunciou o lançamento de uma série de capas variantes com heróis latinos desenhadas pelo brasileiro Leonardo Romero (Doutor Estranho; Gaviã Arqueira). As artes farão parte das comemorações do Mês da Herança Hispânica, que vai incluir também a publicação de uma nova HQ da série Marvel’s Voices: Comunidades.
Os heróis escolhidos como parte da celebração foram o Homem-Aranha Miles Morales, o mutante brasileiro Mancha Solar, América Chavez, o Motoqueiro Fantasma Robbie Reyes, o Nova Sam Alexander e a Araña. [...]”
AVILA, Gabriel. Marvel vai celebrar heróis latinos em capas desenhadas pelo brasileiro Leonardo Romero. Jovem Nerd, 16 de agosto de 2022. Nerdbunker: HQs e Livros. Disponível em: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/marvel-heroislatinos-leonardo-romero/. Acesso em: 12 set. 2022. Com base em suas características sintáticas, a oração grifada nesse trecho se classifica como:
Com base em suas características sintáticas, a oração grifada nesse trecho se classifica como:
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“Durante anos, o rei Charles se preparou para assumir o papel de monarca após o reinado histórico da rainha Elizabeth. Enquanto isso, ele mantinha outro emprego: proprietário de um negócio lucrativo.
Charles – há muito um defensor apaixonado de causas ambientais – fundou a Duchy Originals em 1990, quando era o príncipe de Gales, para comercializar produtos de sua fazenda. Desde então, tornou-se a maior marca de alimentos e bebidas orgânicas do Reino Unido, conforme a empresa. No ano até março de 2021, a Duchy Originals ganhou quase 3,6 milhões libras (US $ 4,1 milhões) sem contar os impostos.
A marca teve seus altos e baixos. Mas prosperou desde que entrou em uma parceria com a Waitrose em 2009. A cadeia de supermercados de luxo agora tem o direito exclusivo de vender produtos sob o nome Duchy, e os compradores podem encontrar salmão, salsichas, leite, cenouras e mirtilos com o nome ‘Waitrose Duchy Organic’ em suas lojas.
‘Tornou-se um negócio de muito sucesso’, disse Andrew Bloch, especialista em relações públicas de Londres. ‘Você pode sentir como esta marca tem coração e alma por trás disso.’
O futuro é incerto, no entanto. O controle da marca Duchy Originals está no ar durante um período de luto nacional que culminou no funeral de estado da rainha na segunda-feira.
‘Vamos entrar em contato com a Casa Real sobre acordos futuros quando for a hora certa para fazê-lo’, disse um porta-voz de Waitrose. [...]”
HOROWITZ, Julia. Como o novo rei do Reino Unido construiu marca de alimentos orgânicos. CNN Brasil, 16 de setembro de 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/como-o-novo-rei-do-reino-unido-construiu-marca-de-alimentos-organicos/. Acesso em: 17 set. 2022.
Com base no uso das palavras destacadas, analise as proposições a seguir.
I. A palavra “Enquanto” (1º parágrafo) veicula uma ideia de simultaneidade de ações do rei Charles antes do falecimento de sua mãe.
II. Na expressão “conforme a empresa” (2º parágrafo), percebe-se uma atribuição de discurso por meio do vocábulo “conforme”.
III. Devido a seu sentido adversativo, o conectivo “Mas” (3º parágrafo) pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ao enunciado, por “Portanto”.
IV. A expressão “no entanto” (5º parágrafo) expressa uma conclusão no período em que ela está inserida.
Está(ão) CORRETA(S):
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Leia o excerto a seguir.
“Depois de dois anos estudando em Paris, o médico Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917) voltou ao Brasil em 1899 e teve uma agenda cheia. Em outubro desse ano ele foi chamado para ajudar a conter um surto de peste bubônica em Santos, no litoral paulista. Em 1900, começou a construir na cidade do Rio de Janeiro um instituto que depois ganhou seu nome e se transformou em uma das principais instituições de produção de vacinas e de pesquisa do país. À frente do Departamento de Saúde Pública, ele combateu as epidemias de febre amarela e varíola, ganhando prestígio nacional e internacional, até a saúde debilitada fazê-lo se mudar para Petrópolis, na região serrana do estado do Rio, onde foi prefeito por alguns meses [...].
Além dos relatórios e dos artigos científicos, as ideias, o dia a dia e a trajetória profissional de Oswaldo Cruz estão refletidos nas 342 cartas que ele escreveu para a família, 583 para instituições públicas e outras 259 trocadas entre ele e outros cientistas de outubro de 1899 ao fim de 1916, quando renunciou ao cargo de prefeito de Petrópolis por estar com a saúde bastante frágil. [...]”
FIORAVANTI, Carlos. Em cartas, a história de cientistas. Pesquisa Fapesp, setembro de 2022. Memória. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/em-cartas-ahistoria-de-cientistas/. Acesso em: 15 set. 2022.
Em relação à tipologia textual desse excerto, pode-se afirmar que há o predomínio de passagens:
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Filmes | Notícia
Constantine 2 | Sequência com Keanu Reeves é oficializada
Diretor do primeiro longa, Francis Lawrence também está confirmado na continuação
Depois de 17 anos de espera, os fãs da adaptação cinematográfica de Constantine enfim podem comemorar. A Warner Bros. oficializou a volta de Keanu Reeves e do diretor Francis Lawrence para uma sequência, que será produzida pela Bad Robot, selo de J.J. Abrams.
De acordo com o Deadline, Akiva Goldsman, conhecido por seu trabalho nas séries da franquia Star Trek e por longas como Eu, Robô e Uma Mente Brilhante, escreverá o roteiro da sequência, que ainda não tem data para estrear.
Lançado em 2005, Constantine trazia inúmeras mudanças em relação ao personagem criado por Alan Moore, o que não impediu o filme de conquistar US$230 milhões nas bilheterias mundiais e uma legião de fãs nos anos seguintes. Astro do longa original, Reeves já havia revelado interesse em voltar a viver o exorcista [...].
Por enquanto, ainda não foram revelados detalhes sobre a trama de Constantine 2. [...]
GARÓFALO, Nico. Constantine 2 | Sequência com Keanu Reeves é oficializada. Omelete, 16 de setembro de 2022. Filmes. Disponível em: https://www.omelete.com.br/dccomics/constantine-2-keanu-reeves-confirmado. Acesso em: 17 set. 2022.
Pode-se afirmar que a principal finalidade desse texto é:
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O pronome sublinhado é:
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As vírgulas empregadas na frase acima separam:
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