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Texto XV
Mesmo utilizando as informações disponibilizadas nos atributos das ações, muitas vezes as informações existentes não permitiam saber, com precisão, se seus produtos ou entregas contemplavam crianças e adolescentes. Nesses casos, foi necessário aprofundar a investigação até os POs, que são identificações orçamentárias, de caráter gerencial (não constante da LOA), vinculadas às ações orçamentárias, com a finalidade de permitir que a elaboração e a execução do orçamento ocorram em um nível mais detalhado que os demais atributos da ação.
Em síntese, quando o título não deixava claro seu caráter social e/ou de atenção à criança e ao adolescente, foi necessário analisar as demais informações (programas, descritores das ações, beneficiários, POs, unidades orçamentárias e subfunções) em busca de chaves que permitissem a classificação como específicos do público infanto-juvenil, como educação infantil, educação básica, saúde materno-infantil, vacinação, entre outros.
A título de exemplo, em um programa de segurança pública, há uma ação de Proteção à Testemunha e, dentro desta, um plano orçamentário destinado à Proteção de Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte. Caso a análise não tivesse se estendido até à ação e ao seu respectivo PO, provavelmente essa importante iniciativa não seria incluída no GSC&A. Tal processo mostrou-se importante para dar confiabilidade, precisão e transparência à metodologia de apuração dos gastos. Outros trabalhos com o mesmo propósito foram realizados, porém, de forma mais agregada, utilizando as classificações orçamentárias de função ou subfunção, o que pode superestimar os gastos com essa população.
SILVA, E. R. A. et al. Gasto social com crianças e adolescentes: descrição metodológica. Nota Técnica n. 101. 2022. Brasília, DF: Ipea. Disponível em: https://portalantigo.ipea. gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/220510_62_ nt_disoc_101_web.pdf Acesso em: 4 dez. 2023. Adaptado.
A justificativa para o emprego da vírgula, no Texto XV, está correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:
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Texto XIV
O Orçamento da Criança identificou todas as ações no Orçamento Geral da União (OGU) que contemplavam o público infanto-juvenil, agregando-as em duas grandes categorias: i) orçamento da criança estrito, cujos programas, projetos e atividades eram voltados exclusivamente para crianças e adolescentes; ii) orçamento não exclusivo, que contemplava as ações e os programas voltados para o público em geral, mas que também incluíam a população de 0 a 18 anos incompletos. A soma desses dois grupos constituiu-se no Orçamento Ampliado para Crianças e Adolescentes.
A América Latina também progrediu na implementação de metodologias para medir gastos públicos com crianças e adolescentes e vários estudos foram publicados nesse sentido. Entre outros, destaca-se a iniciativa Child-focused public expenditure measurement – C-PEM (UNICEF, 2016), que buscou alcançar quatro objetivos, conforme a seguir descritos.
1) Orientar a tomada de decisão e a alocação de recursos para aumentar a prioridade dada à infância.
2) Acompanhar as despesas específicas e os prestadores de serviços da linha de frente, cujo comportamento é fundamental para garantir resultados maiores e mais equitativos para as crianças.
3) Facilitar a avaliação de impacto das despesas públicas e a identificação de gargalos e barreiras, promovendo eficiência e eficácia.
4) Monitorar os esforços financeiros gerais do governo para apoiar as crianças, sistematizando a transparência e relatando os gastos com os direitos da criança, especialmente em relação ao art. 4o da CDC.
A metodologia do C-PEM foi adotada em outros países, a exemplo da Índia, do México, da Argentina, do Peru, da Colômbia e da Espanha (Cummins, 2016, p. 3). Um estudo que compara nove relatórios de países (Argentina, Colômbia, República Dominicana, El Salvador, Peru, México, Honduras, País de Gales e Iêmen) mostrou que, do total dos recursos investidos em crianças, mais da metade é destinada à educação (56%), seguidos por saúde (18%) e proteção social (15%). No extremo oposto ficam: nutrição (1,0%), esporte, recreação e cultura (0,2%) e proteção infantil (0,2%), que são áreas que tendem a receber investimentos muito limitados (Cummins, 2016, p. 8).
O escopo das iniciativas de medição de gastos públicos varia significativamente entre os países, no entanto o que se observa é que as categorias de gastos diretos ou específicos estão sempre presentes nas diferentes iniciativas. Algumas metodologias consideram ainda outras denominações, como gastos indiretos ou inespecíficos, para classificar a parte da despesa destinada a famílias ou para outros públicos mais abrangentes que incluem crianças e adolescentes (Cummins, 2016, p. 6). Outras adicionaram gastos com despesas ampliadas e/ou despesas em bens públicos, quando beneficiavam grupos populacionais mais amplos nos quais as crianças e os adolescentes eram um subgrupo, como habitação, água e saneamento, esses direcionados às áreas com alta incidência de diarreia entre crianças e transporte público que apoia a frequência escolar.
Os países que adotaram a metodologia do C-PEM aumentaram a transparência do gasto público com crianças e, em alguns casos, como no México e no Peru, observou-se também um aumento geral no investimento público para essa população. Ademais, a avaliação das experiências dos países que elaboraram o Orçamento da Criança apresenta-se como uma valiosa lição para as instituições e os países que decidirem realizar essa mesma iniciativa: a importância de que a medição do gasto esteja ancorada em estratégias governamentais institucionalizadas ou em políticas públicas nacionais.
SILVA, E. R. A. et al. Gasto social com crianças e adolescentes: descrição metodológica. Nota Técnica n. 101. 2022. Brasília, DF: Ipea. Disponível em: https://portalantigo.ipea. gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/220510_62_ nt_disoc_101_web.pdf Acesso em: 4 dez. 2023. Adaptado.
A proposta de alteração contida entre colchetes mantém o sentido original e a acurácia gramatical do fragmento do Texto XIV em:
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Texto XIV
O Orçamento da Criança identificou todas as ações no Orçamento Geral da União (OGU) que contemplavam o público infanto-juvenil, agregando-as em duas grandes categorias: i) orçamento da criança estrito, cujos programas, projetos e atividades eram voltados exclusivamente para crianças e adolescentes; ii) orçamento não exclusivo, que contemplava as ações e os programas voltados para o público em geral, mas que também incluíam a população de 0 a 18 anos incompletos. A soma desses dois grupos constituiu-se no Orçamento Ampliado para Crianças e Adolescentes.
A América Latina também progrediu na implementação de metodologias para medir gastos públicos com crianças e adolescentes e vários estudos foram publicados nesse sentido. Entre outros, destaca-se a iniciativa Child-focused public expenditure measurement – C-PEM (UNICEF, 2016), que buscou alcançar quatro objetivos, conforme a seguir descritos.
1) Orientar a tomada de decisão e a alocação de recursos para aumentar a prioridade dada à infância.
2) Acompanhar as despesas específicas e os prestadores de serviços da linha de frente, cujo comportamento é fundamental para garantir resultados maiores e mais equitativos para as crianças.
3) Facilitar a avaliação de impacto das despesas públicas e a identificação de gargalos e barreiras, promovendo eficiência e eficácia.
4) Monitorar os esforços financeiros gerais do governo para apoiar as crianças, sistematizando a transparência e relatando os gastos com os direitos da criança, especialmente em relação ao art. 4o da CDC.
A metodologia do C-PEM foi adotada em outros países, a exemplo da Índia, do México, da Argentina, do Peru, da Colômbia e da Espanha (Cummins, 2016, p. 3). Um estudo que compara nove relatórios de países (Argentina, Colômbia, República Dominicana, El Salvador, Peru, México, Honduras, País de Gales e Iêmen) mostrou que, do total dos recursos investidos em crianças, mais da metade é destinada à educação (56%), seguidos por saúde (18%) e proteção social (15%). No extremo oposto ficam: nutrição (1,0%), esporte, recreação e cultura (0,2%) e proteção infantil (0,2%), que são áreas que tendem a receber investimentos muito limitados (Cummins, 2016, p. 8).
O escopo das iniciativas de medição de gastos públicos varia significativamente entre os países, no entanto o que se observa é que as categorias de gastos diretos ou específicos estão sempre presentes nas diferentes iniciativas. Algumas metodologias consideram ainda outras denominações, como gastos indiretos ou inespecíficos, para classificar a parte da despesa destinada a famílias ou para outros públicos mais abrangentes que incluem crianças e adolescentes (Cummins, 2016, p. 6). Outras adicionaram gastos com despesas ampliadas e/ou despesas em bens públicos, quando beneficiavam grupos populacionais mais amplos nos quais as crianças e os adolescentes eram um subgrupo, como habitação, água e saneamento, esses direcionados às áreas com alta incidência de diarreia entre crianças e transporte público que apoia a frequência escolar.
Os países que adotaram a metodologia do C-PEM aumentaram a transparência do gasto público com crianças e, em alguns casos, como no México e no Peru, observou-se também um aumento geral no investimento público para essa população. Ademais, a avaliação das experiências dos países que elaboraram o Orçamento da Criança apresenta-se como uma valiosa lição para as instituições e os países que decidirem realizar essa mesma iniciativa: a importância de que a medição do gasto esteja ancorada em estratégias governamentais institucionalizadas ou em políticas públicas nacionais.
SILVA, E. R. A. et al. Gasto social com crianças e adolescentes: descrição metodológica. Nota Técnica n. 101. 2022. Brasília, DF: Ipea. Disponível em: https://portalantigo.ipea. gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/220510_62_ nt_disoc_101_web.pdf Acesso em: 4 dez. 2023. Adaptado.
Na progressão temática do Texto XIV, antes do detalhamento dos quatro objetivos da C-PEM, os autores se referem à
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Considerando-se as regras da norma-padrão da língua portuguesa que asseguram uma construção coesa e coerente, a seguinte passagem está adequadamente estruturada:
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O abrangente relatório da ONU destaca, de modo enfático, que a concretização efetiva da erradicação da pobreza está intrinsecamente ligada ao intenso acesso dos excluídos a serviços públicos de alta qualidade. No entanto, o documento ressalta a importância crucial de implementar programas de transferência de renda como uma medida complementar, desde que acompanhados de condições específicas. Entre essas condições, destaca-se a obrigatoriedade de as famílias beneficiárias manterem seus filhos regularmente na escola, visando não apenas ao acesso à educação, mas também à promoção de uma sociedade mais educada e capacitada. Além disso, o relatório enfatiza a necessidade de exigências adicionais, como a participação frequente em exames médicos, para garantir a saúde e o bem-estar dos beneficiários.
FERNANDES JR., O. Cada vez mais distantes. Desafios do desenvolvimento, Brasília, DF, ano 2, n.16, nov. 2005. Disponível em: https:// repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/12501/1/Desafios_Desenvolvimento_v.2_n.16_2005_cada_vez_mais_distante.pdf. Acesso em: 19 dez. 2023. Adaptado.
De modo a buscar a concisão do texto acima, sem perda ou alteração nos sentidos originalmente construídos, é possível reescrevê-lo como em:
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Texto XIII
A riqueza cresce em escala global, mas o fosso que separa as nações ricas das mais pobres só aumenta, ao contrário do que sugeriam defensores das forças do mercado. Os números que comprovam essa realidade são dramáticos e poderiam ter origem numa organização não governamental contrária à globalização ou fazer parte do material de propaganda da Coreia do Norte, último bastião do comunismo. Mas provêm de entidades insuspeitas. Os beneficiados que estão entre os 20% mais ricos da população mundial respondiam por 86% do consumo total, enquanto restava aos 20% mais pobres mirrado 1,3%, informa um estudo de 1998 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O historiador e economista político David Landes, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, lembra que há 250 anos a diferença de renda entre um habitante do país mais rico e outro do mais pobre era, talvez, de cinco para um. Agora, “a diferença em termos de renda per capita entre a nação industrial mais rica, a Suíça, e o mais pobre país não industrial, Moçambique, é de cerca de 400 para 1”, atesta Landes em seu livro Riqueza e Pobreza das Nações. O relatório do Banco Mundial confirma que as disparidades entre os países eram pequenas no começo do século XIX, mas pioraram no século XX, e a distância continua a aumentar, se excluídos dois países que expandiram muito suas economias nos últimos anos, a China e a Índia.
FERNANDES JR., O. Cada vez mais distantes. Desafios do desenvolvimento, Brasília, DF, ano 2, n.16, nov. 2005. Disponível em: https:// repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/12501/1/Desafios_Desenvolvimento_v.2_n.16_2005_cada_vez_mais_distante.pdf. Acesso em: 19 dez. 2023. Adaptado.
Observa-se, no desenvolvimento do Texto XIII, o uso da figura de retórica
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Texto XIII
A riqueza cresce em escala global, mas o fosso que separa as nações ricas das mais pobres só aumenta, ao contrário do que sugeriam defensores das forças do mercado. Os números que comprovam essa realidade são dramáticos e poderiam ter origem numa organização não governamental contrária à globalização ou fazer parte do material de propaganda da Coreia do Norte, último bastião do comunismo. Mas provêm de entidades insuspeitas. Os beneficiados que estão entre os 20% mais ricos da população mundial respondiam por 86% do consumo total, enquanto restava aos 20% mais pobres mirrado 1,3%, informa um estudo de 1998 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O historiador e economista político David Landes, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, lembra que há 250 anos a diferença de renda entre um habitante do país mais rico e outro do mais pobre era, talvez, de cinco para um. Agora, “a diferença em termos de renda per capita entre a nação industrial mais rica, a Suíça, e o mais pobre país não industrial, Moçambique, é de cerca de 400 para 1”, atesta Landes em seu livro Riqueza e Pobreza das Nações. O relatório do Banco Mundial confirma que as disparidades entre os países eram pequenas no começo do século XIX, mas pioraram no século XX, e a distância continua a aumentar, se excluídos dois países que expandiram muito suas economias nos últimos anos, a China e a Índia.
FERNANDES JR., O. Cada vez mais distantes. Desafios do desenvolvimento, Brasília, DF, ano 2, n.16, nov. 2005. Disponível em: https:// repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/12501/1/Desafios_Desenvolvimento_v.2_n.16_2005_cada_vez_mais_distante.pdf. Acesso em: 19 dez. 2023. Adaptado.
Observando-se as três ocorrências do articulador textual "mas" no Texto XIII, entende-se que o autor
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Texto XIII
A riqueza cresce em escala global, mas o fosso que separa as nações ricas das mais pobres só aumenta, ao contrário do que sugeriam defensores das forças do mercado. Os números que comprovam essa realidade são dramáticos e poderiam ter origem numa organização não governamental contrária à globalização ou fazer parte do material de propaganda da Coreia do Norte, último bastião do comunismo. Mas provêm de entidades insuspeitas. Os beneficiados que estão entre os 20% mais ricos da população mundial respondiam por 86% do consumo total, enquanto restava aos 20% mais pobres mirrado 1,3%, informa um estudo de 1998 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O historiador e economista político David Landes, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, lembra que há 250 anos a diferença de renda entre um habitante do país mais rico e outro do mais pobre era, talvez, de cinco para um. Agora, “a diferença em termos de renda per capita entre a nação industrial mais rica, a Suíça, e o mais pobre país não industrial, Moçambique, é de cerca de 400 para 1”, atesta Landes em seu livro Riqueza e Pobreza das Nações. O relatório do Banco Mundial confirma que as disparidades entre os países eram pequenas no começo do século XIX, mas pioraram no século XX, e a distância continua a aumentar, se excluídos dois países que expandiram muito suas economias nos últimos anos, a China e a Índia.
FERNANDES JR., O. Cada vez mais distantes. Desafios do desenvolvimento, Brasília, DF, ano 2, n.16, nov. 2005. Disponível em: https://
repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/12501/1/Desafios_Desenvolvimento_v.2_n.16_2005_cada_vez_mais_distante.pdf. Acesso em: 19 dez.
2023. Adaptado.
Analisando-se a construção argumentativa do Texto XIII, nota-se o uso de diferentes tipos de argumentos. Associe as estratégias argumentativas aos argumentos trazidos pelo autor do texto, apresentados a seguir.
I - Argumento de autoridade
II - Argumento por evidência
III - Argumento por constatação
P - “Os números que comprovam essa realidade são dramáticos e poderiam ter origem numa organização não governamental contrária à globalização”
Q - “Os beneficiados que estão entre os 20% mais ricos da populaçã o mundial respondiam por 86% do consumo total, enquanto restava aos 20% mais pobres mirrado 1,3%”
R - “há 250 anos a diferença de renda entre um habitante do país mais rico e outro do mais pobre era, talvez, de cinco para um”
S - “as disparidades entre os países eram pequenas no começo do século XIX, mas pioraram no século XX, e a distância continua a aumentar”
As associações corretas são:
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Considerando-se os princípios de coesão e de coerência, a seguinte passagem está em consonância com a norma-padrão da língua portuguesa, apresentando-se perfeitamente construída:
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O emprego do acento indicativo de crase está plenamente adequado às regras da norma-padrão da língua portuguesa em:
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