Magna Concursos

Foram encontradas 260 questões.

965459 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Provas:

Víamos os nossos pés

Não sou uma pessoa tropical. Minha terra preferida é o outono em qualquer lugar. No outono as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza etc., etc. (O verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no outono.)

Sempre digo que a praia seria um lugar ótimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo?

Via-se o fundo.

Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d’água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro d’água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas.

Como o cronista explica sua aversão ao verão depois de tais lembranças? É que eu não gostava do verão. Gostava de ser mais moço.

(Luis Fernado Verissimo. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro, Objetiva, 2011. Adaptado)

O comentário entre parênteses no primeiro parágrafo permite concluir que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965458 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por que as estátuas egípcias têm não só o nariz quebrado, mas outras partes do corpo, como as mãos.

Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.

Isso indica que não se trata apenas de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital.

Os egípcios acreditavam que a essência de uma deidade ou parte da alma de um ser humano morto podiam habitar estátuas que os representassem.

Em tumbas e templos, estátuas e relevos em pedra tinham propósitos ritualísticos e eram um ponto de encontro entre o mundo sobrenatural e o mundo natural.

Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma tumba tinham o propósito de alimentar a pessoa morta com a comida deixada como oferenda.

Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.

Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

Normalmente, as oferendas eram transmitidas com a mão esquerda. Por isso, muitas estátuas dedicadas à transmissão de oferendas tinham os braços esquerdos depredados. Por outro lado, estátuas que recebiam as oferendas tinham as mãos direitas depredadas.

Posteriormente, durante o período cristão, entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as estátuas eram vistas como demônios pagãos e, também, acabavam atacadas.

(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. Adaptado)

A exemplo do que acontece no primeiro parágrafo, a expressão por que foi usada conforme a norma-padrão na frase:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965457 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Depois do vazio deixado pela Cynira, passei a dar mais valor ao contato com os três netos. Senti-me como o procurador da consorte, que tanto queria acompanhar a evolução da vida dos meninos. Ao mesmo tempo, eles se aproximaram mais de mim, agora que sou o único avô sobrevivente.

Conversamos, com frequência, sobre opções profissionais. Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito, tal sua obsessão pelos direitos individuais. Toda vez que alguém da família contava uma história de dano produzido por alguém, Miguel proclamava: “Processa!”

Certa vez, quando subíamos a escadaria de uma livraria da cidade, disse a ele que não me sentia seguro e que, se tomasse um tombo, não poderia processar ninguém, pois a fragilidade era minha.

“Como não?”, exclamou o Miguel. “Então para que existe o Estatuto do Idoso?”

Em 2009 entrou na Psicologia da USP, tomado de paixão intelectual por Jung. Quanto ao Felipe, é mais pragmático e se prepara para entrar na faculdade de Economia. Só lhe digo para tomar cuidado com o salto alto, expressão que precisei explicar, pois o jovem, com todo o brilhantismo que lhe é peculiar, é jejuno em futebol.

A surpresa veio do Antonio, carioca da gema, baladeiro, craque de bola no aterro do Flamengo. Sem abandonar essas atrações, o Antonio entrou no Direito da PUC-Rio e, para surpresa minha, está gostando do curso, com as amolações inevitáveis de sempre. Conversamos sobre questões do Direito, especialmente a área penal. Há dias, sintetizando um trecho do nosso diálogo, enunciei uma regra: Favorabilia amplianda, odiosa restringenda.*

Não sei se ele entendeu.

(Boris Fausto. O brilho do bronzeum diário. Cosac Naify, 2014. Adaptado)

* “Ampliem-se as disposições favoráveis, restrinjam-se as desfavoráveis.” Princípio interpretativo do Direito, sobretudo na área das garantias individuais.

Destacado, encontra-se vocábulo empregado em sentido figurado em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965456 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Provas:

Víamos os nossos pés

Não sou uma pessoa tropical. Minha terra preferida é o outono em qualquer lugar. No outono as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza etc., etc. (O verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no outono.)

Sempre digo que a praia seria um lugar ótimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo?

Via-se o fundo.

Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d’água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro d’água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas.

Como o cronista explica sua aversão ao verão depois de tais lembranças? É que eu não gostava do verão. Gostava de ser mais moço.

(Luis Fernado Verissimo. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro, Objetiva, 2011. Adaptado)

Sinônimos para as palavras destacadas em – No outono as coisas se abrandam... (1° parágrafo) e Como o cronista explica sua aversão ao verão… (5° parágrafo) – são, respectivamente:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965455 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Depois do vazio deixado pela Cynira, passei a dar mais valor ao contato com os três netos. Senti-me como o procurador da consorte, que tanto queria acompanhar a evolução da vida dos meninos. Ao mesmo tempo, eles se aproximaram mais de mim, agora que sou o único avô sobrevivente.

Conversamos, com frequência, sobre opções profissionais. Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito, tal sua obsessão pelos direitos individuais. Toda vez que alguém da família contava uma história de dano produzido por alguém, Miguel proclamava: “Processa!”

Certa vez, quando subíamos a escadaria de uma livraria da cidade, disse a ele que não me sentia seguro e que, se tomasse um tombo, não poderia processar ninguém, pois a fragilidade era minha.

“Como não?”, exclamou o Miguel. “Então para que existe o Estatuto do Idoso?”

Em 2009 entrou na Psicologia da USP, tomado de paixão intelectual por Jung. Quanto ao Felipe, é mais pragmático e se prepara para entrar na faculdade de Economia. Só lhe digo para tomar cuidado com o salto alto, expressão que precisei explicar, pois o jovem, com todo o brilhantismo que lhe é peculiar, é jejuno em futebol.

A surpresa veio do Antonio, carioca da gema, baladeiro, craque de bola no aterro do Flamengo. Sem abandonar essas atrações, o Antonio entrou no Direito da PUC-Rio e, para surpresa minha, está gostando do curso, com as amolações inevitáveis de sempre. Conversamos sobre questões do Direito, especialmente a área penal. Há dias, sintetizando um trecho do nosso diálogo, enunciei uma regra: Favorabilia amplianda, odiosa restringenda.*

Não sei se ele entendeu.

(Boris Fausto. O brilho do bronzeum diário. Cosac Naify, 2014. Adaptado)

* “Ampliem-se as disposições favoráveis, restrinjam-se as desfavoráveis.” Princípio interpretativo do Direito, sobretudo na área das garantias individuais.

Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase foi empregado corretamente.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965454 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Para responder à questão, leia o texto.
Benefícios de um cafezinho para a saúde
Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, considerando cada xícara com 50 mL, consumir café moderadamente equivale a tomar
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965453 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Depois do vazio deixado pela Cynira, passei a dar mais valor ao contato com os três netos. Senti-me como o procurador da consorte, que tanto queria acompanhar a evolução da vida dos meninos. Ao mesmo tempo, eles se aproximaram mais de mim, agora que sou o único avô sobrevivente.

Conversamos, com frequência, sobre opções profissionais. Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito, tal sua obsessão pelos direitos individuais. Toda vez que alguém da família contava uma história de dano produzido por alguém, Miguel proclamava: “Processa!”

Certa vez, quando subíamos a escadaria de uma livraria da cidade, disse a ele que não me sentia seguro e que, se tomasse um tombo, não poderia processar ninguém, pois a fragilidade era minha.

“Como não?”, exclamou o Miguel. “Então para que existe o Estatuto do Idoso?”

Em 2009 entrou na Psicologia da USP, tomado de paixão intelectual por Jung. Quanto ao Felipe, é mais pragmático e se prepara para entrar na faculdade de Economia. Só lhe digo para tomar cuidado com o salto alto, expressão que precisei explicar, pois o jovem, com todo o brilhantismo que lhe é peculiar, é jejuno em futebol.

A surpresa veio do Antonio, carioca da gema, baladeiro, craque de bola no aterro do Flamengo. Sem abandonar essas atrações, o Antonio entrou no Direito da PUC-Rio e, para surpresa minha, está gostando do curso, com as amolações inevitáveis de sempre. Conversamos sobre questões do Direito, especialmente a área penal. Há dias, sintetizando um trecho do nosso diálogo, enunciei uma regra: Favorabilia amplianda, odiosa restringenda.*

Não sei se ele entendeu.

(Boris Fausto. O brilho do bronzeum diário. Cosac Naify, 2014. Adaptado)

* “Ampliem-se as disposições favoráveis, restrinjam-se as desfavoráveis.” Princípio interpretativo do Direito, sobretudo na área das garantias individuais.

No trecho – Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito… (2° parágrafo) –, a expressão em destaque pode ser substituída, no contexto em que se encontra, por
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965452 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Para responder à questão, leia o texto.
Café e bons amigos

Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
O texto relata que um momento para tomar café e conversar com amigos
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965451 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Provas:

Oscar Wilde (1854-1900) foi um escritor irlandês, autor da obra “O Retrato de Dorian Gray”, seu único romance, considerado uma das mais importantes obras da literatura inglesa. Escreveu novelas, poesias, contos infantis e dramas. Foi mestre em criar frases irônicas e sarcásticas.

(Dilva Frazão. www.ebiografia.com)

Assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir no que se refere ao emprego do sinal indicativo de crase.

Oscar Wilde dedicou-se à

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
965450 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por que as estátuas egípcias têm não só o nariz quebrado, mas outras partes do corpo, como as mãos.

Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.

Isso indica que não se trata apenas de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital.

Os egípcios acreditavam que a essência de uma deidade ou parte da alma de um ser humano morto podiam habitar estátuas que os representassem.

Em tumbas e templos, estátuas e relevos em pedra tinham propósitos ritualísticos e eram um ponto de encontro entre o mundo sobrenatural e o mundo natural.

Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma tumba tinham o propósito de alimentar a pessoa morta com a comida deixada como oferenda.

Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.

Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

Normalmente, as oferendas eram transmitidas com a mão esquerda. Por isso, muitas estátuas dedicadas à transmissão de oferendas tinham os braços esquerdos depredados. Por outro lado, estátuas que recebiam as oferendas tinham as mãos direitas depredadas.

Posteriormente, durante o período cristão, entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as estátuas eram vistas como demônios pagãos e, também, acabavam atacadas.

(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. Adaptado)

O vocábulo eventual, em destaque no 3° parágrafo, apresenta como sinônimo no contexto em que se encontra:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas