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Foram encontradas 260 questões.

965449 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Para responder à questão, leia o texto.
Café e bons amigos

Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, o componente social atribuído ao café é
 

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965448 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
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Víamos os nossos pés

Não sou uma pessoa tropical. Minha terra preferida é o outono em qualquer lugar. No outono as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza etc., etc. (O verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no outono.)

Sempre digo que a praia seria um lugar ótimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo?

Via-se o fundo.

Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d’água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro d’água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas.

Como o cronista explica sua aversão ao verão depois de tais lembranças? É que eu não gostava do verão. Gostava de ser mais moço.

(Luis Fernado Verissimo. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro, Objetiva, 2011. Adaptado)

A expressão destacada está empregada em conformidade com a regência da norma-padrão da língua na seguinte frase:
 

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965447 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Para responder à questão, leia o texto.
Benefícios de um cafezinho para a saúde
Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
Segundo as informações do texto, a cafeína é responsável
 

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965446 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
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Durante a Guerra do Golfo, as televisões do mundo inteiro exibiram duas imagens de forte impacto: uma delas mostrava incubadoras desligadas pelos iraquianos, com crianças prematuras kwaitianas mortas; outra, pássaros sujos de petróleo por uma maré negra provocada também pelos iraquianos. Ambas as imagens eram falsas. As incubadoras eram uma montagem. A maré negra era real, mas tinha acontecido a milhares de quilômetros dos “cruéis” iraquianos.

Como nos defender de tudo isso? Simplesmente obtendo informações em outras fontes. Quantos livros você leu no ano que passou? Informativos e formativos? E literatura? Quando falo em literatura, não estou me referindo aos best-sellers, mas aos clássicos. Você já leu Shakespeare, Thomas Mann, Goethe, Machado de Assis? Parece uma tarefa difícil, mas não é. Hamlet, de Shakespeare, por exemplo, é uma peça de teatro que se lê em dois dias! E quanta coisa se aprende sobre a alma humana!

(Antônio Suárez Abreu. A arte de argumentar. São Paulo, Ateliê Editorial, 2009. Adaptado)

No primeiro parágrafo, a frase – Ambas as imagens eram falsas. – pode ser iniciada, preservando-se o sentido do texto, por:
 

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965445 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
Para responder à questão, leia o texto.
Benefícios de um cafezinho para a saúde
Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
O texto informa que o consumo regular de café
 

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965444 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por que as estátuas egípcias têm não só o nariz quebrado, mas outras partes do corpo, como as mãos.

Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.

Isso indica que não se trata apenas de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital.

Os egípcios acreditavam que a essência de uma deidade ou parte da alma de um ser humano morto podiam habitar estátuas que os representassem.

Em tumbas e templos, estátuas e relevos em pedra tinham propósitos ritualísticos e eram um ponto de encontro entre o mundo sobrenatural e o mundo natural.

Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma tumba tinham o propósito de alimentar a pessoa morta com a comida deixada como oferenda.

Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.

Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

Normalmente, as oferendas eram transmitidas com a mão esquerda. Por isso, muitas estátuas dedicadas à transmissão de oferendas tinham os braços esquerdos depredados. Por outro lado, estátuas que recebiam as oferendas tinham as mãos direitas depredadas.

Posteriormente, durante o período cristão, entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as estátuas eram vistas como demônios pagãos e, também, acabavam atacadas.

(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. Adaptado)

Uma das crenças derrubadas pelo pesquisador Edward Bleiberg é a de que
 

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965443 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Depois do vazio deixado pela Cynira, passei a dar mais valor ao contato com os três netos. Senti-me como o procurador da consorte, que tanto queria acompanhar a evolução da vida dos meninos. Ao mesmo tempo, eles se aproximaram mais de mim, agora que sou o único avô sobrevivente.

Conversamos, com frequência, sobre opções profissionais. Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito, tal sua obsessão pelos direitos individuais. Toda vez que alguém da família contava uma história de dano produzido por alguém, Miguel proclamava: “Processa!”

Certa vez, quando subíamos a escadaria de uma livraria da cidade, disse a ele que não me sentia seguro e que, se tomasse um tombo, não poderia processar ninguém, pois a fragilidade era minha.

“Como não?”, exclamou o Miguel. “Então para que existe o Estatuto do Idoso?”

Em 2009 entrou na Psicologia da USP, tomado de paixão intelectual por Jung. Quanto ao Felipe, é mais pragmático e se prepara para entrar na faculdade de Economia. Só lhe digo para tomar cuidado com o salto alto, expressão que precisei explicar, pois o jovem, com todo o brilhantismo que lhe é peculiar, é jejuno em futebol.

A surpresa veio do Antonio, carioca da gema, baladeiro, craque de bola no aterro do Flamengo. Sem abandonar essas atrações, o Antonio entrou no Direito da PUC-Rio e, para surpresa minha, está gostando do curso, com as amolações inevitáveis de sempre. Conversamos sobre questões do Direito, especialmente a área penal. Há dias, sintetizando um trecho do nosso diálogo, enunciei uma regra: Favorabilia amplianda, odiosa restringenda.*

Não sei se ele entendeu.

(Boris Fausto. O brilho do bronzeum diário. Cosac Naify, 2014. Adaptado)

* “Ampliem-se as disposições favoráveis, restrinjam-se as desfavoráveis.” Princípio interpretativo do Direito, sobretudo na área das garantias individuais.

Assinale a alternativa em que a alteração da colocação do pronome mantém a conformidade com a norma-padrão.
 

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965442 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
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Víamos os nossos pés

Não sou uma pessoa tropical. Minha terra preferida é o outono em qualquer lugar. No outono as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza etc., etc. (O verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no outono.)

Sempre digo que a praia seria um lugar ótimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo?

Via-se o fundo.

Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d’água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro d’água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas.

Como o cronista explica sua aversão ao verão depois de tais lembranças? É que eu não gostava do verão. Gostava de ser mais moço.

(Luis Fernado Verissimo. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro, Objetiva, 2011. Adaptado)

Assinale a alternativa em que as expressões substituem, respectivamente e em conformidade com a norma-padrão da língua, as expressões destacadas nas frases a seguir.

Via-se o fundo. (3° parágrafo)

Havia algas no mar? (4° parágrafo)

 

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965441 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM

Para responder à questão, assinale a alternativa que completa, correta e adequadamente, as falas dos personagens dos quadrinhos.

enunciado 965441-1

(Garfield. Foi mal. Jim Davis. Adaptado)

 

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965440 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: IPREMM
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Víamos os nossos pés

Não sou uma pessoa tropical. Minha terra preferida é o outono em qualquer lugar. No outono as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza etc., etc. (O verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no outono.)

Sempre digo que a praia seria um lugar ótimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo?

Via-se o fundo.

Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d’água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro d’água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas.

Como o cronista explica sua aversão ao verão depois de tais lembranças? É que eu não gostava do verão. Gostava de ser mais moço.

(Luis Fernado Verissimo. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro, Objetiva, 2011. Adaptado)

O cronista estabelece algumas comparações ao longo do texto, como se constata em:
 

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