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Texto
circum-lóquio
(pur troppo non allegro)
sobre o neoliberalismo terceiro-mundista
7.
o neoliberal
sonha um admirável
mundo fixo
de argentários e multinacionais
terratenentes terrapotentes
coronéis políticos
milenaristas (cooptados) do
perpétuo
status quo:
um mundo privé
palácio de cristal
à prova de balas:
bunker blau
durando para sempre – festa
estática
(ainda que sustente sobre
fictas
palafitas
e estas sobre uma lata
de lixo)
Haroldo de Campos. Poema inédito. In: Folha de S. Paulo, 12/6/1998.
Haroldo de Campos lançou, em 1956, o movimento nacional e internacional de Poesia Concreta. Julgue (C ou E) o item a seguir, considerando o contexto histórico, cultural e temático do poema acima (texto).
O poeta, carioca que ainda vive em sua cidade natal, lançou o movimento concretista com o irmão Humberto de Campos e com o artista plástico Décio Pignatari.
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Texto
A localidade opõe-se à globalidade, mas também se confunde com ela. O mundo, todavia, é nosso estranho. Pela sua essência, ele pode esconder-se; não pode, entretanto, fazê-lo pela sua existência, que se dá nos lugares. No lugar, nosso Próximo, superpõem-se, dialeticamente, o eixo das sucessões, que transmite os tempos externos das escalas superiores, e o eixo dos tempos internos, que é o eixo das coexistências, onde tudo se funde, enlaçando, definitivamente, as noções e as realidades de espaço e de tempo.
No lugar — um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições —, cooperação e conflito são a base da vida em comum. Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida social individualiza-se; e, porque a contigüidade é criadora de comunhão, a política se territorializa, com o confronto entre organização e espontaneidade. O lugar é o quadro de uma referência pragmática ao mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro insubstituível das paixões humanas, responsáveis, por meio da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e da criatividade.
Milton Santos. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 2.ª ed. São Paulo: Hucitec, p. 258 (com adaptações).
Analisando a relação entre as informações veiculadas pelo texto e a articulação dos elementos textuais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na linha 7, o enunciado causal que antecede e em que se sustenta a afirmação “a vida social individualiza-se” é insuficiente para justificar o paradoxo “social/individual”, o que, considerando-se as idéias desenvolvidas no primeiro parágrafo, gera incoerência na linha argumentativa do texto.
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Texto
À época da independência, a economia colonial podia ser descrita de maneira simplificada. Era composta por: latifúndios voltados para a produção de mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, o algodão; fazendas dedicadas à produção para o mercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centros mineradores já em fase de decadência. Acrescente-se, ainda, grande número de pequenas propriedades voltadas para a agricultura e a pecuária de subsistência. Nas cidades costeiras, capitais de províncias, predominavam o grande e o pequeno comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que se dedicavam ao tráfico de escravos.
A única alteração importante nessa economia deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Já na década de 30, o produto assumira o primeiro lugar nas exportações. Mas o café não mudou o padrão econômico anterior: era também um produto de exportação baseado no trabalho escravo. Esse modelo sobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a ser desmontado após 1930. As conseqüências da hegemonia do café foram principalmente políticas. O fato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país, sediado nesta província. Se não fosse a coincidência do centro político com o centro econômico, os esforços da elite política para manter a unidade do país poderiam ter fracassado.
J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.
Assinale a opção em que, na reescritura do segundo período do texto, mantém-se a informação original e a correção gramatical.
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A localidade opõe-se à globalidade, mas também se confunde com ela. O mundo, todavia, é nosso estranho. Pela sua essência, ele pode esconder-se; não pode, entretanto, fazê-lo pela sua existência, que se dá nos lugares. No lugar, nosso Próximo, superpõem-se, dialeticamente, o eixo das sucessões, que transmite os tempos externos das escalas superiores, e o eixo dos tempos internos, que é o eixo das coexistências, onde tudo se funde, enlaçando, definitivamente, as noções e as realidades de espaço e de tempo.
No lugar — um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições —, cooperação e conflito são a base da vida em comum. Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida social individualiza-se; e, porque a contigüidade é criadora de comunhão, a política se territorializa, com o confronto entre organização e espontaneidade. O lugar é o quadro de uma referência pragmática ao mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro insubstituível das paixões humanas, responsáveis, por meio da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e da criatividade.
Milton Santos. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 2.ª ed. São Paulo: Hucitec, p. 258 (com adaptações).
Analisando a relação entre as informações veiculadas pelo texto e a articulação dos elementos textuais, julgue (C ou E) o item a seguir.
No trecho “do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas” (l.8-9), há uma sucessão de vocábulos do campo semântico de determinação, o que é produtivo para a defesa do autor de seu ponto de vista determinista da política mundial, confirmado no apelo romântico às “paixões humanas” (l.9) ao caracterizar “lugar” (l.8).
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circum-lóquio
(pur troppo non allegro)
sobre o neoliberalismo terceiro-mundista
7.
o neoliberal
sonha um admirável
mundo fixo
de argentários e multinacionais
terratenentes terrapotentes
coronéis políticos
milenaristas (cooptados) do
perpétuo
status quo:
um mundo privé
palácio de cristal
à prova de balas:
bunker blau
durando para sempre – festa
estática
(ainda que sustente sobre
fictas
palafitas
e estas sobre uma lata
de lixo)
Haroldo de Campos. Poema inédito. In: Folha de S. Paulo, 12/6/1998.
Com base na análise do vocabulário da estrofe transcrita no texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
A estrofe esquematiza-se da seguinte maneira:

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Texto
circum-lóquio
(pur troppo non allegro)
sobre o neoliberalismo terceiro-mundista
7.
o neoliberal
sonha um admirável
mundo fixo
de argentários e multinacionais
terratenentes terrapotentes
coronéis políticos
milenaristas (cooptados) do
perpétuo
status quo:
um mundo privé
palácio de cristal
à prova de balas:
bunker blau
durando para sempre – festa
estática
(ainda que sustente sobre
fictas
palafitas
e estas sobre uma lata
de lixo)
Haroldo de Campos. Poema inédito. In: Folha de S. Paulo, 12/6/1998.
Haroldo de Campos lançou, em 1956, o movimento nacional e internacional de Poesia Concreta. Julgue (C ou E) o item a seguir, considerando o contexto histórico, cultural e temático do poema acima (texto).
A Poesia Concreta foi o movimento literário que acendeu a consciência plástica da linguagem poética, nas dimensões sonora e visual.
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Texto
A localidade opõe-se à globalidade, mas também se confunde com ela. O mundo, todavia, é nosso estranho. Pela sua essência, ele pode esconder-se; não pode, entretanto, fazê-lo pela sua existência, que se dá nos lugares. No lugar, nosso Próximo, superpõem-se, dialeticamente, o eixo das sucessões, que transmite os tempos externos das escalas superiores, e o eixo dos tempos internos, que é o eixo das coexistências, onde tudo se funde, enlaçando, definitivamente, as noções e as realidades de espaço e de tempo.
No lugar — um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições —, cooperação e conflito são a base da vida em comum. Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida social individualiza-se; e, porque a contigüidade é criadora de comunhão, a política se territorializa, com o confronto entre organização e espontaneidade. O lugar é o quadro de uma referência pragmática ao mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro insubstituível das paixões humanas, responsáveis, por meio da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e da criatividade.
Milton Santos. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 2.ª ed. São Paulo: Hucitec, p. 258 (com adaptações).
Analisando a relação entre as informações veiculadas pelo texto e a articulação dos elementos textuais, julgue (C ou E) o item a seguir.
A forma verbal prevalente no texto é o presente do indicativo, o que equivale a dizer que o texto se compõe de enunciados categóricos, os quais produzem o tom de certeza na abordagem do tema.
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