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Quando as 5 mil pequenas lâmpadas iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por ocasião da inauguração da Exposição Universal de Paris (1900), causando assombro à multidão que assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo daciência e a soberania da máquina. A luz vencera o limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo tempo da cidade.
A arte afastava-se do mundo burguês à procura de nova clientela, capaz de um ato de fruição total. Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela precisava eliminar dos seus efeitos específicos quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”, “pura”.
A busca incessante dessa pureza motivou os artistas do início do século XX, o que resultou na produção de obras que deram corpo a uma notável revolução cultural.
P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In: F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).
Considerando-se os dados estritamente cronológicos, a exposição a que se refere o texto III ocorreu no último ano do século XIX. Tempo das revoluções, como é conhecido, o século XIX é também assinalado por grandes representações, a exemplo do industrialismo, do liberalismo, do nacionalismo e do socialismo. Julgue (C ou E) o item a seguir, relativos ao quadro revolucionário de fins do século XVIII e da primeira metade do século XIX.
A Revolução Francesa, iniciada em 1789, conheceu longa e complexa travessia em suas etapas. Ao ser concluída, com a era napoleônica, estavam parcial ou totalmente destruídas muitas das bases sobre as quais se assentava o Antigo Regime.
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O período que se seguiu à Grande Guerra pode ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a 1924–28, quando todos os países europeus procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra e voltar às condições econômicas normais, equivale dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28 a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os governos se empenharam no esforço coletivo para superar a crise, desenvolvendo práticas intervencionistas não adotadas até então.
J . J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In: O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).
Não são poucos os historiadores que vêem na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o fim do historicamente longo século XIX. Quer pela complexidade de suas causas, quer por seus efeitos profundos, um dos quais a vitória bolchevique na Rússia, a Grande Guerra assinala o epílogo de uma era e o início propriamente dito do século XX.A esse respeito, julgue (C ou E) o item seguinte.
A expressão “paz armada” consagrou-se como a melhor caracterização do cenário europeu nos anos imediatamente anteriores a 1914. Nesse contexto, por temerem as conseqüências da guerra, os diversos Estados renunciaram à velha prática da diplomacia secreta visto que esta os amarraria a uma perigosa teia de acordos militares.
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Quando as 5 mil pequenas lâmpadas iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por ocasião da inauguração da Exposição Universal de Paris (1900), causando assombro à multidão que assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo daciência e a soberania da máquina. A luz vencera o limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo tempo da cidade.
A arte afastava-se do mundo burguês à procura de nova clientela, capaz de um ato de fruição total. Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela precisava eliminar dos seus efeitos específicos quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”, “pura”.
A busca incessante dessa pureza motivou os artistas do início do século XX, o que resultou na produção de obras que deram corpo a uma notável revolução cultural.
P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In: F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).
Na segunda metade do século XIX, o imperialismo — inclusive por sua vertente neocolonialista — atesta o grau de desenvolvimento do capitalismo e sua incessante busca de conquista dos mercados mundiais. A respeito desse processo de expansão, julgue (C ou E) o item seguinte.
A fragilidade do Estado chinês, imerso em profunda crise interna, facilitou a presença, nesse país, do imperialismo ocidental na segunda metade do século XIX. Em pouco tempo, boa parte do litoral da China passou ao controle das potências ocidentais e, graças a tratados desiguais, a elas foi conferido o direito de extraterritorialidade.
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Os acontecimentos que convulsionaram o país na primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os atos de força que depuseram Goulart não podem ser adequadamente compreendidos sem que se leve em conta o processo de transformação experimentado pelo Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas 1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa modernização foi bastante impulsionada na segunda metade da década de 50: era o desenvolvimentismo dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e consagrado pelo lema “50 anos em 5”.
Nessa conjuntura, a Política Externa Independente refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas — com a consolidação das independências na Ásia, o surto de descolonização na África e o advento de novas posições (pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo, pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).
Na conjuntura mundial de que trata o texto, uma das mais significativas manifestações de que um novo cenário nascia dos escombros da Segunda Guerra Mundial foi a emergência afro-asiática. Com efeito, enquanto Moscou e Washington concebiam o mundo como condomínio a ser disputado por dois síndicos poderosos, consolidava-se o processo de afirmação nacional na Ásia e, na África, avançava o movimento anticolonial. Tendo em vista esses acontecimentos, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Considera-se o ano de 1947 a data simbólica do início da dissolução dos impérios coloniais: é a data da independência da Índia e de sua partilha entre hindus e muçulmanos, que resultou na criação do Paquistão.
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À época da independência, a economia colonial podia ser descrita de maneira simplificada. Era composta por: latifúndios voltados para a produção de mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, o algodão; fazendas dedicadas à produção para o mercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centros mineradores já em fase de decadência. Acrescente-se, ainda, grande número de pequenas propriedades voltadas para a agricultura e a pecuária de subsistência. Nas cidades costeiras, capitais de províncias, predominavam o grande e o pequeno comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que se dedicavam ao tráfico de escravos.
A única alteração importante nessa economia deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Já na década de 30, o produto assumira o primeiro lugar nas exportações. Mas o café não mudou o padrão econômico anterior: era também um produto de exportação baseado no trabalho escravo. Esse modelo sobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a ser desmontado após 1930. As conseqüências da hegemonia do café foram principalmente políticas. O fato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país, sediado nesta província. Se não fosse a coincidência do centro político com o centro econômico, os esforços da elite política para manter a unidade do país poderiam ter fracassado.
J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.
Tendo por referência o texto e considerando a evolução do processo histórico do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
A ação empreendedora de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, marcada, do princípio ao fim, pelo êxito e pelos lucros expressivos, somente foi possível porque a economia cafeeira produzia os capitais necessários ao financiamento das atividades industriais requeridas pelo moderno capitalismo.
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Considerando o Brasil em sua divisão regional na década de 60 do século XX, julgue (C ou E) o item seguinte.
O Sudeste do Brasil, região que emergira com o crescimento cafeeiro e com a industrialização, representava a área core do país naquela década.
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A cidade de Edo, atualmente Tóquio, tornou-se a capital do Japão em 1603. Sua população chegou a um milhão de habitantes ao redor de 1800, fazendo de Edo a maior cidade do mundo. Era uma cidade próspera, tanto do ponto de vista econômico como cultural, embora não dispusesse das tecnologias mais modernas da época. A razão desse sucesso pode ser, em parte, atribuída a movimentos de nutrientes entre o mar, a cidade e as áreas agrícolas, mediados pela ação humana.
A baía de Edo recebia grandes quantidades de nutrientes provenientes dos rios que desciam das montanhas e das águas usadas pela população urbana. Entretanto, pescadores e agricultores contribuíram para que as águas da baía não se tornassem eutrofizadas. Os primeiros, ao trazerem peixe fresco, algas e outros produtos marinhos para a população de Edo, eficientemente deslocavam, contra a gravidade, materiais de volta para as partes altas da região. Os agricultores coletavam regularmente os excrementos da população urbana e os transportavam, também contra a gravidade, para as terras onde praticavam a agricultura.
Embora o potencial dos excrementos humanos como fertilizante tivesse sido reconhecido ocasionalmente pelos agricultores japoneses na Idade Média, seu uso sistemático começou durante a era Edo. De fato, a população fazia contratos com os agricultores para que estes retirassem regularmente o material acumulado nas latrinas e o levassem para as montanhas e terraços. Como pagamento, recebia vegetais frescos, grãos ou dinheiro. Essa troca desempenhou papel fundamental tanto na higienização da maior cidade do mundo, mesmo sem sistema de coleta e tratamento de esgotos, como no enriquecimento dos solos suburbanos, que não tinham fertilidade significativa antes da era Edo.
Com o auxílio do texto acima, julgue (C ou E) o item seguinte.
Sustentabilidade é um conceito que envolve sinergia entre fenômenos naturais e ações humanas, como ilustra o desenvolvimento de Edo. Ali, ciclos naturais de nutrientes tornaram-se ativos parceiros nas atividades econômicas.
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Milton Santos,em uma de suas obras,afirma que os países subdesenvolvidos conheceram pelo menos três formas de pobreza e,paralelamente, três formas de dívida social, na segunda metade do século passado. Segundo o autor, essas formas de pobreza, de dívida social, são a pobreza-marginalidade, a pobreza incluída e a pobreza estrutural globalizada. Essa classificação está atrelada ao processo de globalização perversa. Tendo em mente as características desse tipo de globalização, julgue (C ou E) o item a seguir.
Associada ao processo econômico da divisão social do trabalho internacional ou interna, a pobreza-marginalidade é considerada a doença da civilização e o consumo apresenta-se como o centro da explicação das diferenças e das percepções das situações.
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Milton Santos,em uma de suas obras,afirma que os países subdesenvolvidos conheceram pelo menos três formas de pobreza e,paralelamente, três formas de dívida social, na segunda metade do século passado. Segundo o autor, essas formas de pobreza, de dívida social, são a pobreza-marginalidade, a pobreza incluída e a pobreza estrutural globalizada. Essa classificação está atrelada ao processo de globalização perversa. Tendo em mente as características desse tipo de globalização, julgue (C ou E) o item a seguir.
A pobreza incluída iniciou-se como um processo associado a problemas privados, assistencialistas e locais, porém a globalização tem mudado o perfil dessa forma de pobreza.
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Segundo Bertha Becker, “o rompimento da divisão do espaço e do poder mundiais em dois blocos e a distensão daí decorrente trouxeram à luz as diferenciações espaciais, significando a recuperação do político e da cultura expressos em conflitos pela definição de territórios”. Considerando essa análise e demais aspectos significativos do atual processo de globalização, julgue (C ou E) o item que se segue.
Entre as causas de instabilidades no mundo atual, estão a revolução científico-tecnológica e a crise ambiental.
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