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Foram encontradas 176 questões.

2707136 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão

Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se crêem marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o dom da inteligência, que os apartaria do trabalhador manual ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológico da divisão do trabalho:

“Em qualquer trabalho físico, até no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação técnica, um mínimo de atividade intelectual criadora.

Todos os homens são intelectuais, pode-se dizer, mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se pode separar o Homo faber do Homo sapiens.”

O que distingue, portanto, a figura pública do homem da palavra é a rede peculiar de funções que os intelectuais costumam desempenhar no complexo das relações sociais.

À medida que o técnico se quer cada vez mais técnico, restringindo-se a mero órgão do sistema, e à medida que o humanista é deixado avulso do contexto, um e outro se irão fechando em suas pseudototalidades. O seu conhecimento político decairá. E o sistema, contentando-se com alguns profissionais mais à mão, alijará dos centros de decisão a maior parte dos intelectuais.

Um Gramsci puramente historicista talvez não pudesse dizer mais nada. Os fatos têm a sua razão, os intelectuais são o que são, e ponto final. Mas Gramsci foi um pensador revolucionário. Por isso, via uma possibilidade de projeto no intelectual moderno, que sucederia, nesse caso, o apóstolo e o reformador de outrora.

Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Ática, 1988, p. 242-3 (com adaptações).

No item abaixo é apresentada, em relação a trechos do texto, uma alternativa de colocação pronominal. Com base na prescrição gramatical, julgue (C ou E) cada proposta apresentada.

“um e outro se irão fechando” / um e outro irão-se fechando

 

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2707135 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão

Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se crêem marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o dom da inteligência, que os apartaria do trabalhador manual ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológico da divisão do trabalho:

“Em qualquer trabalho físico, até no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação técnica, um mínimo de atividade intelectual criadora.

Todos os homens são intelectuais, pode-se dizer, mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se pode separar o Homo faber do Homo sapiens.”

O que distingue, portanto, a figura pública do homem da palavra é a rede peculiar de funções que os intelectuais costumam desempenhar no complexo das relações sociais.

À medida que o técnico se quer cada vez mais técnico, restringindo-se a mero órgão do sistema, e à medida que o humanista é deixado avulso do contexto, um e outro se irão fechando em suas pseudototalidades. O seu conhecimento político decairá. E o sistema, contentando-se com alguns profissionais mais à mão, alijará dos centros de decisão a maior parte dos intelectuais.

Um Gramsci puramente historicista talvez não pudesse dizer mais nada. Os fatos têm a sua razão, os intelectuais são o que são, e ponto final. Mas Gramsci foi um pensador revolucionário. Por isso, via uma possibilidade de projeto no intelectual moderno, que sucederia, nesse caso, o apóstolo e o reformador de outrora.

Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Ática, 1988, p. 242-3 (com adaptações).

No item abaixo é apresentada, em relação a trechos do texto, uma alternativa de colocação pronominal. Com base na prescrição gramatical, julgue (C ou E) cada proposta apresentada.

‘Não se pode separar’ / Não pode-se separar

 

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2707134 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão

Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se crêem marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o dom da inteligência, que os apartaria do trabalhador manual ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológico da divisão do trabalho:

“Em qualquer trabalho físico, até no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação técnica, um mínimo de atividade intelectual criadora.

Todos os homens são intelectuais, pode-se dizer, mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se pode separar o Homo faber do Homo sapiens.”

O que distingue, portanto, a figura pública do homem da palavra é a rede peculiar de funções que os intelectuais costumam desempenhar no complexo das relações sociais.

À medida que o técnico se quer cada vez mais técnico, restringindo-se a mero órgão do sistema, e à medida que o humanista é deixado avulso do contexto, um e outro se irão fechando em suas pseudototalidades. O seu conhecimento político decairá. E o sistema, contentando-se com alguns profissionais mais à mão, alijará dos centros de decisão a maior parte dos intelectuais.

Um Gramsci puramente historicista talvez não pudesse dizer mais nada. Os fatos têm a sua razão, os intelectuais são o que são, e ponto final. Mas Gramsci foi um pensador revolucionário. Por isso, via uma possibilidade de projeto no intelectual moderno, que sucederia, nesse caso, o apóstolo e o reformador de outrora.

Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Ática, 1988, p. 242-3 (com adaptações).

No item abaixo é apresentada, em relação a trechos do texto, uma alternativa de colocação pronominal. Com base na prescrição gramatical, julgue (C ou E) cada proposta apresentada.

“que os apartaria” / que apartá-los-ia

 

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2707132 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão

Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se crêem marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o dom da inteligência, que os apartaria do trabalhador manual ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológico da divisão do trabalho:

“Em qualquer trabalho físico, até no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação técnica, um mínimo de atividade intelectual criadora.

Todos os homens são intelectuais, pode-se dizer, mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se pode separar o Homo faber do Homo sapiens.”

O que distingue, portanto, a figura pública do homem da palavra é a rede peculiar de funções que os intelectuais costumam desempenhar no complexo das relações sociais.

À medida que o técnico se quer cada vez mais técnico, restringindo-se a mero órgão do sistema, e à medida que o humanista é deixado avulso do contexto, um e outro se irão fechando em suas pseudototalidades. O seu conhecimento político decairá. E o sistema, contentando-se com alguns profissionais mais à mão, alijará dos centros de decisão a maior parte dos intelectuais.

Um Gramsci puramente historicista talvez não pudesse dizer mais nada. Os fatos têm a sua razão, os intelectuais são o que são, e ponto final. Mas Gramsci foi um pensador revolucionário. Por isso, via uma possibilidade de projeto no intelectual moderno, que sucederia, nesse caso, o apóstolo e o reformador de outrora.

Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Ática, 1988, p. 242-3 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue (C ou E) o item seguinte.

A especialização pode comprometer a competência política tanto dos intelectuais quanto dos técnicos.

 

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2707131 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se crêem marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o dom da inteligência, que os apartaria do trabalhador manual ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológico da divisão do trabalho:

“Em qualquer trabalho físico, até no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação técnica, um mínimo de atividade intelectual criadora.

Todos os homens são intelectuais, pode-se dizer, mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se pode separar o Homo faber do Homo sapiens.”

O que distingue, portanto, a figura pública do homem da palavra é a rede peculiar de funções que os intelectuais costumam desempenhar no complexo das relações sociais.

À medida que o técnico se quer cada vez mais técnico, restringindo-se a mero órgão do sistema, e à medida que o humanista é deixado avulso do contexto, um e outro se irão fechando em suas pseudototalidades. O seu conhecimento político decairá. E o sistema, contentando-se com alguns profissionais mais à mão, alijará dos centros de decisão a maior parte dos intelectuais.

Um Gramsci puramente historicista talvez não pudesse dizer mais nada. Os fatos têm a sua razão, os intelectuais são o que são, e ponto final. Mas Gramsci foi um pensador revolucionário. Por isso, via uma possibilidade de projeto no intelectual moderno, que sucederia, nesse caso, o apóstolo e o reformador de outrora.

Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Ática, 1988, p. 242-3 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue (C ou E) o item seguinte.

Na atividade intelectual, a competência política é mais relevante que a competência técnica do profissional.

 

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2707130 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se crêem marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o dom da inteligência, que os apartaria do trabalhador manual ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológico da divisão do trabalho:

“Em qualquer trabalho físico, até no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação técnica, um mínimo de atividade intelectual criadora.

Todos os homens são intelectuais, pode-se dizer, mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se pode separar o Homo faber do Homo sapiens.”

O que distingue, portanto, a figura pública do homem da palavra é a rede peculiar de funções que os intelectuais costumam desempenhar no complexo das relações sociais.

À medida que o técnico se quer cada vez mais técnico, restringindo-se a mero órgão do sistema, e à medida que o humanista é deixado avulso do contexto, um e outro se irão fechando em suas pseudototalidades. O seu conhecimento político decairá. E o sistema, contentando-se com alguns profissionais mais à mão, alijará dos centros de decisão a maior parte dos intelectuais.

Um Gramsci puramente historicista talvez não pudesse dizer mais nada. Os fatos têm a sua razão, os intelectuais são o que são, e ponto final. Mas Gramsci foi um pensador revolucionário. Por isso, via uma possibilidade de projeto no intelectual moderno, que sucederia, nesse caso, o apóstolo e o reformador de outrora.

Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Ática, 1988, p. 242-3 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue (C ou E) o item seguinte.

De acordo com o Gramsci historicista, as funções desempenhadas pelos intelectuais na sociedade distinguem-nos dos trabalhadores manuais tanto quanto o dom da inteligência.

 

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745487 Ano: 2007
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Tal como oficialmente apresentada, a Conferência de Bandung,
realizada em 1955, procurou criar um novo bloco que tivesse
capacidade de ação política internacional diante dos dois pólos de
poder dominantes. A bússola que orientaria essa terceira força
seria, conforme a declaração assinada ao final do encontro, a
busca da paz por meio da cooperação internacional. Julgue
(C ou E) os itens que se seguem, concernentes a esse contexto
histórico do mundo pós-1945.
A Conferência de Bandung condenou explicitamente toda e qualquer forma de colonialismo, identificado como um mal que devia ser extinto imediatamente, por ser visceralmente contrário à Carta das Nações Unidas e aos direitos humanos.
 

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745486 Ano: 2007
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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No Brasil do Segundo Reinado (1840-1889), os partidos políticos, embora representassem as elites sociais, guiavam-se por programas próprios e diferenciados de governo. Com relação a esse período histórico, assinale a opção correta.
 

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745485 Ano: 2007
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A formação do MERCOSUL se deu em razão de uma tendência
histórica, em que diversos fatores concorreram para estimular a
cooperação entre Brasil e Argentina. Acerca desse processo,
julgue (C ou E) os itens subseqüentes.
A globalização da década de 90 do século XX acentuou assimetrias entre os sistemas produtivos do Brasil e os da Argentina.
 

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745484 Ano: 2007
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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O período entre as duas guerras mundiais do século XX foi marcado pela radicalização política. A instalação de regimes totalitários em vários países europeus contribuiu para o acirramento das tensões, que, ao lado de outros fatores, colaborou decisivamente para a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A respeito desse quadro histórico, julgue (C ou E) os itens subseqüentes.50
Nas Américas, enquanto o new deal, de Roosevelt, reiterava a aposta dos EUA na viabilidade do modelo ultraliberal de capitalismo, a experiência brasileira sob o regime de Vargas, no Estado Novo, apontava para a crescente presença estatal na economia.
 

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