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Foram encontradas 221 questões.

2388406 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A diferença na linguagem

“Para os gramáticos, a arte da palavra quase se esgota na arte da escrita, o que se vê ainda pelo uso que fazem dos acentos, muitos dos quais fazem alguma distinção ou evitam algum equívoco para os olhos mas não para os ouvidos.” Neste texto Rousseau nos sugere que, para ler bem, é preciso prestar ouvidos à voz original, adivinhar as diferenças de acento que a articulam e que se tornaram imperceptíveis no espaço homogêneo da escrita. Na leitura, o olho treinado do Gramático ou do Lógico deve subordinar-se a um ouvido atento à melodia que dá vida aos signos: estar surdo à modulação da voz significa estar cego às modalidades do sentido. Na oposição que o texto faz entre a arte de falar e a arte de escrever, podemos encontrar não apenas as razões da desqualificação da concepção gramatical da linguagem, mas também a indicação do estatuto que Rousseau confere à linguagem. O que é importante notar aqui é que a oposição entre falar e escrever não se funda mais na oposição entre presença e ausência: não é a ausência do sujeito falante que desqualifica a escrita, mas a atonia ou a homogeneidade dos signos visuais. Se a essência da linguagem escapa à Gramática, é porque esta desdobra a linguagem num elemento essencialmente homogêneo.

Bento Prado Jr. A retórica de Rousseau. São Paulo: Cosac Naify, 2008, p. 129-130.

Com relação às ideias do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

Ao caracterizar como “treinado” o olho do “Gramático” ou do “Lógico”, o autor dá a entender que estes consideram a leitura como decodificação mecânica.

 

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2388405 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A diferença na linguagem

“Para os gramáticos, a arte da palavra quase se esgota na arte da escrita, o que se vê ainda pelo uso que fazem dos acentos, muitos dos quais fazem alguma distinção ou evitam algum equívoco para os olhos mas não para os ouvidos.” Neste texto Rousseau nos sugere que, para ler bem, é preciso prestar ouvidos à voz original, adivinhar as diferenças de acento que a articulam e que se tornaram imperceptíveis no espaço homogêneo da escrita. Na leitura, o olho treinado do Gramático ou do Lógico deve subordinar-se a um ouvido atento à melodia que dá vida aos signos: estar surdo à modulação da voz significa estar cego às modalidades do sentido. Na oposição que o texto faz entre a arte de falar e a arte de escrever, podemos encontrar não apenas as razões da desqualificação da concepção gramatical da linguagem, mas também a indicação do estatuto que Rousseau confere à linguagem. O que é importante notar aqui é que a oposição entre falar e escrever não se funda mais na oposição entre presença e ausência: não é a ausência do sujeito falante que desqualifica a escrita, mas a atonia ou a homogeneidade dos signos visuais. Se a essência da linguagem escapa à Gramática, é porque esta desdobra a linguagem num elemento essencialmente homogêneo.

Bento Prado Jr. A retórica de Rousseau. São Paulo: Cosac Naify, 2008, p. 129-130.

Com relação às ideias do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

O autor do texto afirma que Rousseau valoriza o caráter melódico da palavra falada, mas considera que a palavra escrita é mais apta a desvendar as sutilezas do sentido.

 

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2388404 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A diferença na linguagem

“Para os gramáticos, a arte da palavra quase se esgota na arte da escrita, o que se vê ainda pelo uso que fazem dos acentos, muitos dos quais fazem alguma distinção ou evitam algum equívoco para os olhos mas não para os ouvidos.” Neste texto Rousseau nos sugere que, para ler bem, é preciso prestar ouvidos à voz original, adivinhar as diferenças de acento que a articulam e que se tornaram imperceptíveis no espaço homogêneo da escrita. Na leitura, o olho treinado do Gramático ou do Lógico deve subordinar-se a um ouvido atento à melodia que dá vida aos signos: estar surdo à modulação da voz significa estar cego às modalidades do sentido. Na oposição que o texto faz entre a arte de falar e a arte de escrever, podemos encontrar não apenas as razões da desqualificação da concepção gramatical da linguagem, mas também a indicação do estatuto que Rousseau confere à linguagem. O que é importante notar aqui é que a oposição entre falar e escrever não se funda mais na oposição entre presença e ausência: não é a ausência do sujeito falante que desqualifica a escrita, mas a atonia ou a homogeneidade dos signos visuais. Se a essência da linguagem escapa à Gramática, é porque esta desdobra a linguagem num elemento essencialmente homogêneo.

Bento Prado Jr. A retórica de Rousseau. São Paulo: Cosac Naify, 2008, p. 129-130.

Com relação às ideias do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

A palavra “acentos” (l.1) refere-se a sinais gráficos, ao passo que “acento” (l.3) designa qualidades como inflexão ou modulação.

 

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2388403 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A diferença na linguagem

“Para os gramáticos, a arte da palavra quase se esgota na arte da escrita, o que se vê ainda pelo uso que fazem dos acentos, muitos dos quais fazem alguma distinção ou evitam algum equívoco para os olhos mas não para os ouvidos.” Neste texto Rousseau nos sugere que, para ler bem, é preciso prestar ouvidos à voz original, adivinhar as diferenças de acento que a articulam e que se tornaram imperceptíveis no espaço homogêneo da escrita. Na leitura, o olho treinado do Gramático ou do Lógico deve subordinar-se a um ouvido atento à melodia que dá vida aos signos: estar surdo à modulação da voz significa estar cego às modalidades do sentido. Na oposição que o texto faz entre a arte de falar e a arte de escrever, podemos encontrar não apenas as razões da desqualificação da concepção gramatical da linguagem, mas também a indicação do estatuto que Rousseau confere à linguagem. O que é importante notar aqui é que a oposição entre falar e escrever não se funda mais na oposição entre presença e ausência: não é a ausência do sujeito falante que desqualifica a escrita, mas a atonia ou a homogeneidade dos signos visuais. Se a essência da linguagem escapa à Gramática, é porque esta desdobra a linguagem num elemento essencialmente homogêneo.

Bento Prado Jr. A retórica de Rousseau. São Paulo: Cosac Naify, 2008, p. 129-130.

Com relação às ideias do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

Segundo o texto, na fala, a altura e a intensidade da voz contribuem, no entender de Rousseau, para as possibilidades de sentido.

 

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2388402 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Canção do Ver (fragmento)

Por viver muitos anos
dentro do mato
Moda ave
O menino pegou
um olhar de pássaro –
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava
as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra. E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
Podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto formato de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha, era só abrir a
[palavra abelha e entrar dentro dela.
Como se fosse infância da língua.

Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.

Com base no texto, julgue (C ou E) o item seguinte.

O verso final — “Como se fosse infância da língua” — equivale semanticamente a: Como se fosse reinvenção da língua.

 

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2388401 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Canção do Ver (fragmento)

Por viver muitos anos
dentro do mato
Moda ave
O menino pegou
um olhar de pássaro –
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava
as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra. E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
Podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto formato de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha, era só abrir a
[palavra abelha e entrar dentro dela.
Como se fosse infância da língua.

Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.

Com base no texto, julgue (C ou E) o item seguinte.

As ideias expressas nos versos de 17 a 19 ilustram o sentido de “inaugurar” (v.16).

 

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2388400 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Canção do Ver (fragmento)

Por viver muitos anos
dentro do mato
Moda ave
O menino pegou
um olhar de pássaro –
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava
as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra. E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
Podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto formato de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha, era só abrir a
[palavra abelha e entrar dentro dela.

Como se fosse infância da língua.

Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.

Com base no texto, julgue (C ou E) o item seguinte.

No trecho “era só abrir a palavra abelha e entrar dentro dela” (v.19-20), verifica-se redundância de efeito estilístico.

 

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2388399 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Canção do Ver (fragmento)

Por viver muitos anos
dentro do mato

Moda ave
O menino pegou
um olhar de pássaro –
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava
as coisas
Por igual

como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra. E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
Podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto formato de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha, era só abrir a
[palavra abelha e entrar dentro dela.
Como se fosse infância da língua.

Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.

Com base no texto, julgue (C ou E) o item seguinte.

Em “Por viver muitos anos/dentro do mato” (v.1-2) e “ele enxergava/as coisas/Por igual” (v.7-9), a preposição “Por”, nas duas ocorrências, introduz uma circunstância de modo nos períodos em que se insere.

 

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2388398 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Canção do Ver (fragmento)

Por viver muitos anos
dentro do mato
Moda ave
O menino pegou
um olhar de pássaro –
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava
as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra. E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
Podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto formato de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha, era só abrir a
[palavra abelha e entrar dentro dela.
Como se fosse infância da língua.

Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.

A respeito do vocabulário do texto acima, assinale a opção incorreta.

 

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2388397 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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O que é o que é?

Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto — como se chama o que sinto? Uma pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente — como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar ocupado, e de repente parar por ter sido tomado por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota — como se chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.

Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 199.

Com relação a aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue (C ou E) o item subsequente.

No título do texto, as duas ocorrências da forma verbal “é” são sintaticamente equivalentes.

 

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