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Pode-se considerar que o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social, elaborado por equipe liderada por Celso Furtado, fracassou em sua meta de reduzir a inflação e estimular o crescimento econômico.
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world’s most powerful figures: Yasser Arafat, Golda Meir, Indira Ghandi, Haile Selassie, Deng Xiaoping. Henry Kissinger, who later wrote that his 1972 interview with her was “the single most disastrous conversation I have ever had with any member of the press,” said that he had been flattered into granting it by the company he’d be keeping as part of Fallaci’s “journalistic pantheon.” It was more like a collection of pelts: Fallaci never left her subjects unskinned.
Her manner of interviewing was deliberately unsettling: she approached each encounter with studied aggressiveness, made frequent nods to European existentialism (she often disarmed her subjects with bald questions about death, God, and pity), and displayed a sinuous, crafty intelligence. It didn’t hurt that she was petite and beautiful, with perfect cheekbones, straight, smooth hair that she wore parted in the middle or in pigtails; melancholy blue-grey eyes, set off by eyeliner; a cigarette-cured voice; and an adorable Italian accent. During the Vietnam War, she was sometimes photographed in fatigues and a helmet; her rucksack bore handwritten instructions to return her body to the Italian Ambassador “if K.I.A.” In these images she looked slight and vulnerable as a child. Her essential toughness never stopped taking people — men, especially — by surprise.
Fallaci’s journalism was infused with a “mythic sense of political evil”, an almost adolescent aversion to power, which suited the temperament of the times. “Whether”, she would say, “it comes from a despotic sovereign or an elected president, from a murderous general or a beloved leader, I see power as an inhuman and hateful phenomenon… I have always looked on disobedience towards the oppressive as the only way to use the miracle of having been born.” In her interview with Kissinger, she told him that he had become known as “Nixon’s mental wet nurse,” and lured him into boasting that Americans admired him because he “always acted alone” — like “the cowboy who leads the wagon train by riding ahead alone on his horse, the cowboy who rides all alone into the town.” Political cartoonists mercilessly lampooned this remark, and, according to Kissinger’s memoirs, the quote soured his relations with Nixon (Kissinger claimed that she had taken his words out of context). But the most remarkable moment in the interview came when Fallaci bluntly asked him, about Vietnam, “Don’t you find, Dr. Kissinger, that it’s been a useless war?”, and he began his reply with the words, “On this, I can agree.”
Kissinger seems to suggest that Fallaci was not entirely professionally ethical or honest when dealing with the interview he had granted her.
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Em sintonia com os interesses da oligarquia cafeeira, o primeiro governo republicano adiou, ao máximo, a instalação da Assembleia Constituinte.
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Texto – para a questão
Pernambucano em Málaga
A cana doce de Málaga
dá domada, em cão ou gata:
deixam-na perto, sem medo,
quase vai dentro das casas.
É cana que nunca morde,
nem quando vê-se atacada:
não leva pulgas no pelo
nem, entre folhas, navalha.
A cana doce de Málaga
dá escorrida e cabisbaixa:
naquele porte enfezado
de crianças abandonadas.
As folhas dela já nascem
murchas de cor, como a palha:
ou a farda murcha dos órfãos,
desde novas, desbotadas.
A cana doce de Málaga
não é mar, embora em praias,
dá sempre em pequenas poças,
restos de uma onda recuada.
Em poças, não tem do mar
a pulsação dele, nata:
sim, o torpor surdo e lasso
que se vê na água estagnada.
A cana doce de Málaga
dá dócil, disciplinada:
dá em fundos de quintal
e podia dar em jarras.
Falta-lhe é a força da nossa,
criada solta em ruas, praças:
solta, à vontade do corpo,
nas praças das grandes várzeas.
João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra e outros poemas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 149-50.
Com relação ao poema apresentado, julgue C ou E.
No segundo verso do poema, a expressão “em cão ou gata” equivale semanticamente a como cão ou gata.
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Textos V
As turmas povoadoras que para lá [Acre] seguiam deparavam com um estado social que ainda mais lhes engravecia a instabilidade e a fraqueza. Aguardava-as, e ainda as aguarda, a mais imperfeita organização do trabalho que ainda engenhou o egoísmo humano.
Repitamos: o sertanejo emigrante realiza, ali, uma anomalia sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se. Ele efetua, à sua custa e de todo em todo desamparado, uma viagem difícil, em que os adiantamentos feitos pelos contratadores insaciáveis, inçados de parcelas fantásticas e de preços inauditos, o transformam as mais das vezes em devedor para sempre insolvente.
A sua atividade, desde o primeiro golpe de machadinha, constringe-se para logo num círculo vicioso inaturável: o debater-se exaustivo para saldar uma dívida que se avoluma, ameaçadoramente, acompanhando-lhe os esforços e as fadigas para saldá-la.
E vê-se completamente só na faina dolorosa. A exploração da seringa, neste ponto pior que a do caucho, impõe o isolamento. Há um laivo siberiano naquele trabalho. Dostoiévski sombrearia as suas páginas mais lúgubres com esta tortura: a do homem constrangido a calcar durante a vida inteira a mesma “estrada”, de que ele é o único transeunte, trilha obscurecida, estreitíssima e circulante, ao mesmo ponto de partida. Nesta empresa de Sísifo a rolar em vez de um bloco o seu próprio corpo — partindo, chegando e partindo — nas voltas constritoras de um círculo demoníaco, no seu eterno giro de encarcerado numa prisão sem muros, agravada por um ofício rudimentar que ele aprende em uma hora para exercê-lo toda a vida, automaticamente, por simples movimentos reflexos — se não o enrija uma sólida estrutura moral, vão-se-lhe, com a inteligência atrofiada, todas as esperanças, e as ilusões ingênuas, e a tonificante alacridade que o arrebataram àquele ance, à ventura, em busca da fortuna.
Euclides da Cunha, 1866-1909. Um clima caluniado (fragmento). In: Um paraíso perdido: reunião de ensaios amazônicos. Seleção e coordenação de Hildon Rocha. Petrópolis: Vozes, Brasília, INL (coleção Dimensões do Brasil, v.1), 1976, p. 131-2 (com adaptações).
Texto VI
Sobretudo naturalista e positivista, Euclides foi rejeitado pelo Modernismo. A retórica do excesso, o registro grandíloquo, o tom altíssono só poderiam ser avessos ao espírito modernista. Acrescente-se a isso sua preocupação com o uso de uma língua portuguesa castiça e até arcaizante, ao tempo em que Mário de Andrade ameaçava todo mundo com seu projeto de escrever uma Gramatiquinha da fala brasileira.
No entanto, mal sabiam os modernistas que, em Euclides, contavam com um abridor de caminhos. As numerosas emendas a que submeteu as sucessivas edições de Os Sertões, enquanto viveu, apontam para um progressivo abrasileiramento do discurso. No longo processo de emendar seu próprio texto, a prosódia ia, aos poucos, sobrepujando a ortoepia, esta, sim, portuguesa, mostrando que o ouvido do autor ia desautorizando sua sintaxe e, principalmente, sua colocação de pronomes anterior.
Ainda mais, o Modernismo daria continuidade a algumas das preocupações de Euclides com os interiores do país e com a repulsa à macaqueação europeia nos focos populacionais litorâneos. Partilharia igualmente com ele a reflexão sobre a especificidade das condições históricas do país, na medida em que, já em Os Sertões, Euclides realizara um mapeamento de temas que se tornariam centrais na produção intelectual e artística do século XX, ao analisar o negro, o índio, os pobres, os sertanejos, a condição colonizada, a religiosidade popular, as insurreições, o subdesenvolvimento e a dependência. Aí fincaram suas raízes não só o Modernismo, mas também o romance regionalista de 1930 e o nascimento das ciências sociais no país na década de 40 do século passado. Muitas dessas preocupações não ram, evidentemente, exclusivas de Euclides, mas comuns às elites ilustradas nas quais ele se integrava e das quais se destacou ao escrever Os Sertões.
Walnice Nogueira Galvão. Polifonia e paixão (fragmento). In: Euclidiana: ensaios sobre Euclides da Cunha. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 28-9 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e a aspectos morfossintáticos do texto V e do texto VI, julgue C ou E.
No primeiro período do segundo parágrafo do texto V, o autor emprega o sinal de dois pontos, na linha 4, para indicar que pretende dar ênfase a uma assertiva e, na linha 4, para introduzir uma explicação do que considera ser “uma anomalia”.
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A fixação de um preço mínimo para determinado produto agrícola resulta em excedentes agrícolas, que serão tanto mais elevados quanto mais inelástica for a curva de oferta de mercado do produto beneficiado por esse tipo de política.
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Texto– para a questão
As turmas povoadoras que para lá [Acre] seguiam deparavam com um estado social que ainda mais lhes engravecia a instabilidade e a fraqueza. Aguardava-as, e ainda as aguarda, a mais imperfeita organização do trabalho que ainda engenhou o egoísmo humano.
Repitamos: o sertanejo emigrante realiza, ali, uma anomalia sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se. Ele efetua, à sua custa e de todo em todo desamparado, uma viagem difícil, em que os adiantamentos feitos pelos contratadores insaciáveis, inçados de parcelas fantásticas e de preços inauditos, o transformam as mais das vezes em devedor para sempre insolvente.
A sua atividade, desde o primeiro golpe de machadinha, constringe-se para logo num círculo vicioso inaturável: o debater-se exaustivo para saldar uma dívida que se avoluma, ameaçadoramente, acompanhando-lhe os esforços e as fadigas para saldá-la.
E vê-se completamente só na faina dolorosa. A exploração da seringa, neste ponto pior que a do caucho, impõe o isolamento. Há um laivo siberiano naquele trabalho. Dostoiévski sombrearia as suas páginas mais lúgubres com esta tortura: a do homem constrangido a calcar durante a vida inteira a mesma “estrada”, de que ele é o único transeunte, trilha obscurecida, estreitíssima e circulante, ao mesmo ponto de partida. Nesta empresa de Sísifo a rolar em vez de um bloco o seu próprio corpo — partindo, chegando e partindo — nas voltas constritoras de um círculo demoníaco, no seu eterno giro de encarcerado numa prisão sem muros, agravada por um ofício rudimentar que ele aprende em uma hora para exercê-lo toda a vida, automaticamente, por simples movimentos reflexos — se não o enrija uma sólida estrutura moral, vão-se-lhe, com a inteligência atrofiada, todas as esperanças, e as ilusões ingênuas, e a tonificante alacridade que o arrebataram àquele lance, à ventura, em busca da fortuna.
Euclides da Cunha, 1866-1909. Um clima caluniado (fragmento). In: Um paraíso perdido: reunião de ensaios amazônicos. Seleção e coordenação de Hildon Rocha. Petrópolis: Vozes, Brasília, INL (coleção Dimensões do Brasil, v.1), 1976, p. 131-2 (com adaptações).
Acerca de aspectos morfológicos e semânticos de vocábulos do texto, julgue C ou E.
Os vocábulos “instabilidade” (l.1), “imperfeita” (l.2), “inçados” (l.6) e “impõe” (l.11) são formados por prefixo cujo valor semântico denota privação ou negação.
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A criação, pela ONU, da CEPAL — que depois inclui também a região do Caribe — contou, desde o início, com o decidido apoio dos EUA.
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Texto – para a questão
Que a obra de boa qualidade sempre se destaca é uma afirmação sem valor, se aplicada a uma obra de qualidade realmente boa e se por “destaca” quer-se fazer referência à aceitação na sua própria época. Que a obra de boa qualidade sempre se destaca, no curso de sua futuridade, é verdadeiro; que a obra de boa qualidade mas de segunda ordem sempre se destaca, na sua própria época, é também verdadeiro.
Pois como há de um crítico julgar? Quais as qualidades que formam não o incidental, mas o crítico competente? Um conhecimento da arte e da literatura do passado, um gosto refinado por esse conhecimento, e um espírito judicioso e imparcial. Qualquer coisa menos do que isto é fatal ao verdadeiro jogo das faculdades críticas. (...)
Quão competente é, porém, o crítico competente? Suponhamos que uma obra de arte profundamente original surja diante de seus olhos. Como a julga ele? Comparando-a com as obras de arte do passado. Se for original, afastar-se-á em alguma coisa — e, quanto mais original, mais se afastará — das obras de arte do passado. Na medida em que o fizer, parecerá não se conformar com o cânone estético que o crítico encontra firmado em seu pensamento. (...)
De todos os lados, ouvimos o clamor de que o nosso tempo necessita de um grande poeta. O vazio central de todas as modernas realizações é uma coisa mais para se sentir do que para ser falada. Se o grande poeta tivesse de aparecer, quem estaria presente para descobri-lo? Quem pode dizer se ele já não apareceu? O público ledor vê, nos jornais, notícias das obras daqueles homens cuja influência e camaradagens tornaram-nos conhecidos, ou cuja secundariedade fez que fossem aceitos pela multidão.
Fernando Pessoa. Fernando Pessoa – obras em prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 284-85.
Com relação a vocabulário e aspectos gramaticais do texto, julgue C ou E.
Pelo desenvolvimento das ideias do texto, verifica-se que a referência do sujeito elíptico de todas as orações do período iniciado por “Se for original” (l.10) corresponde à expressão “o crítico competente” (l.9).
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Nor is Sen easily caricatured as an egalitarian: “capabilities”, for example, do not have to be entirely equal. He is a pluralist, and recognises that even capabilities cannot always trump other values. Liberty has priority, Sen insists, but not in an absurdly purist fashion that would dictate “treating the slightest gain of liberty — no matter how small — as enough reason to make huge sacrifices in other amenities of a good life — no matter how large”.
Throughout, Sen remains true to his Indian roots. One of the joys of his recently published book entitled The Idea of Justice is the rich use of Indian classical thought — the debate between 3rd-century emperor Ashoka, a liberal optimist, and Kautilya, a downbeat institutionalist, is much more enlightening than, say, a tired contrast between Hobbes and Hume.
Despite these diverting stories, the volume cannot be said to fall into the category of a “beach read”: subtitles such as “The Plurality of Non-Rejectability” provide plenty of warning. But for those who like their summer dinner tables to be filled with intelligent, dissenting discourse, the book is worth the weight. There is plenty here to argue with. Sen wouldn’t have it any other way.
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