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Foram encontradas 233 questões.

2395260 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto– para a questão

As turmas povoadoras que para lá [Acre] seguiam deparavam com um estado social que ainda mais lhes engravecia a instabilidade e a fraqueza. Aguardava-as, e ainda as aguarda, a mais imperfeita organização do trabalho que ainda engenhou o egoísmo humano.

Repitamos: o sertanejo emigrante realiza, ali, uma anomalia sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se. Ele efetua, à sua custa e de todo em todo desamparado, uma viagem difícil, em que os adiantamentos feitos pelos contratadores insaciáveis, inçados de parcelas fantásticas e de preços inauditos, o transformam as mais das vezes em devedor para sempre insolvente.

A sua atividade, desde o primeiro golpe de machadinha, constringe-se para logo num círculo vicioso inaturável: o debater-se exaustivo para saldar uma dívida que se avoluma, ameaçadoramente, acompanhando-lhe os esforços e as fadigas para saldá-la.

E vê-se completamente só na faina dolorosa. A exploração da seringa, neste ponto pior que a do caucho, impõe o isolamento. Há um laivo siberiano naquele trabalho. Dostoiévski sombrearia as suas páginas mais lúgubres com esta tortura: a do homem constrangido a calcar durante a vida inteira a mesma “estrada”, de que ele é o único transeunte, trilha obscurecida, estreitíssima e circulante, ao mesmo ponto de partida. Nesta empresa de Sísifo a rolar em vez de um bloco o seu próprio corpo — partindo, chegando e partindo — nas voltas constritoras de um círculo demoníaco, no seu eterno giro de encarcerado numa prisão sem muros, agravada por um ofício rudimentar que ele aprende em uma hora para exercê-lo toda a vida, automaticamente, por simples movimentos reflexos — se não o enrija uma sólida estrutura moral, vão-se-lhe, com a inteligência atrofiada, todas as esperanças, e as ilusões ingênuas, e a tonificante alacridade que o arrebataram àquele lance, à ventura, em busca da fortuna.

Euclides da Cunha, 1866-1909. Um clima caluniado (fragmento). In: Um paraíso perdido: reunião de ensaios amazônicos. Seleção e coordenação de Hildon Rocha. Petrópolis: Vozes, Brasília, INL (coleção Dimensões do Brasil, v.1), 1976, p. 131-2 (com adaptações).

Acerca de aspectos morfológicos e semânticos de vocábulos do texto, julgue C ou E.

O vocábulo “agravada” tem o mesmo radical que os vocábulos gravidez e gravidade.

 

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2395208 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Oriana, the agitator
Oriana Fallaci, the Italian writer and journalist best known for her abrasive tone and provocative stances, was for two decades, from the mid-nineteen-sixties to the mid-nineteen-eighties, one of the sharpest political interviewers in the world. Her subjects were among the
world’s most powerful figures: Yasser Arafat, Golda Meir, Indira Ghandi, Haile Selassie, Deng Xiaoping. Henry Kissinger, who later wrote that his 1972 interview with her was “the single most disastrous conversation I have ever had with any member of the press,” said that he had been flattered into granting it by the company he’d be keeping as part of Fallaci’s “journalistic pantheon.” It was more like a collection of pelts: Fallaci never left her subjects unskinned.

Her manner of interviewing was deliberately unsettling: she approached each encounter with studied aggressiveness, made frequent nods to European existentialism (she often disarmed her subjects with bald questions about death, God, and pity), and displayed a sinuous, crafty intelligence. It didn’t hurt that she was petite and beautiful, with perfect cheekbones, straight, smooth hair that she wore parted in the middle or in pigtails; melancholy blue-grey eyes, set off by eyeliner; a cigarette-cured voice; and an adorable Italian accent. During the Vietnam War, she was sometimes photographed in fatigues and a helmet; her rucksack bore handwritten instructions to return her body to the Italian Ambassador “if K.I.A.” In these images she looked slight and vulnerable as a child. Her essential toughness never stopped taking people — men, especially — by surprise.

Fallaci’s journalism was infused with a “mythic sense of political evil”, an almost adolescent aversion to power, which suited the temperament of the times. “Whether”, she would say, “it comes from a despotic sovereign or an elected president, from a murderous general or a beloved leader, I see power as an inhuman and hateful phenomenon… I have always looked on disobedience towards the oppressive as the only way to use the miracle of having been born.” In her interview with Kissinger, she told him that he had become known as “Nixon’s mental wet nurse,” and lured him into boasting that Americans admired him because he “always acted alone” — like “the cowboy who leads the wagon train by riding ahead alone on his horse, the cowboy who rides all alone into the town.” Political cartoonists mercilessly lampooned this remark, and, according to Kissinger’s memoirs, the quote soured his relations with Nixon (Kissinger claimed that she had taken his words out of context). But the most remarkable moment in the interview came when Fallaci bluntly asked him, about Vietnam, “Don’t you find, Dr. Kissinger, that it’s been a useless war?”, and he began his reply with the words, “On this, I can agree.”
Internet: <www.newyorker.com> (adapted).
Based on the text, judge — right (C) or wrong (E) — the item below.

Fallaci had either been a heavy smoker or had smoked for a long time.
 

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2395014 Ano: 2010
Disciplina: Economia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Considerando a teoria da produção e dos custos, que fornece importantes elementos para a análise da formação de preços em distintos ambientes de mercado, julgue C ou E.

O êxito de um cartel depende não apenas das similaridades — considerando-se tamanho e poder de mercado — entre as diferentes firmas que o compõem, mas também da demanda do mercado em que o cartel opera, a qual deve ser elástica em relação ao preço.
 

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2394976 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

A poesia ao meu alcance só podia ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista. Acredito ter recebido como escritor, tudo é relativo, um pouco de sentimento, um pouco de pensamento, um pouco de poesia, o que tudo junto pode dar, em quem não teve o verso, uma certa medida de prosa rítmica; mas da arte não recebi senão a aspiração por ela, a sensação do órgão incompleto e não formado, o pesar de que a natureza me esquecesse no seu coro, o vácuo da inspiração que me falta... Ustedes me entienden. “O artista — disse Novalis — deve querer e poder representar tudo”. Dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das coisas — quanto mais uma realidade mais alta do que a realidade, como queria Goethe — fui inteiramente privado. Nem todos os que têm o dom do verso são por natureza artistas, e nem todos os artistas têm o dom do verso; a prosa os possui como a poesia; a mim, porém, não coube em partilha nem o verso nem a arte.

É singular como, entre nós, se distribui o título de artista. Muitas vezes, tenho lido e ouvido falar de Rui Barbosa como de um artista, pelo modo por que escreve a prosa. No mesmo sentido, poder-se-ia chamar a Krupp artista: a fundição é, de alguma forma, uma arte, uma arte ciclópica, e de Rui Barbosa não é exagerado dizer, pelos blocos de ideias uns sobre os outros e pelos raios que funde, que é verdadeiramente um ciclope intelectual. Mas o artista? Existirá nele a camada da arte? Se existe, e é bem natural, ainda jaz desconhecida dele mesmo por baixo das superposições da erudição e das leituras. Eu mesmo já insinuei uma vez: ninguém sabe o diamante que ele nos revelaria, se tivesse a coragem de cortar, sem piedade, a montanha de luz, cuja grandeza tem ofuscado a República, e de reduzi-la a uma pedra.

Joaquim Nabuco. Minha formação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981, p. 64-65.

Com relação ao texto , julgue C ou E.

Depreende-se do texto que o dom da arte pode permanecer latente e ser ignorado pelo indivíduo dele dotado, durante toda a existência.

 

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2394773 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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This text refers to question.

“For heaven’s sake,” 1 my father said, seeing me off at the airport, “don’t get drunk, don’t get pregnant — and don’t get involved in politics.” He was right to be concerned. Rhodes University in the late 1970s, with its Sir Herbert Baker-designed campus and lush green lawns, looked prosperous and sedate. But the Sunday newspapers had been full of the escapades of its notorious drinking clubs and loose morals; the Eastern Cape was, after the riots of 1976, a place of turmoil and desperate poverty; and the campus was thought by most conservative parents to be a hotbed of political activity.

The Nationalist policy of forced removals meant thousands of black people had been moved from the cities into the nearby black “homelands” of Transkei and Ciskei, and dumped there with only a standpipe and a couple of huts for company; two out of three children died of malnutrition before the age of three. I arrived in 1977, the year after the Soweto riots, to study journalism. Months later, Steve Biko was murdered in custody. The campus tipped over into turmoil. There were demonstrations and hunger strikes.

For most of us, Rhodes was a revelation. We had been brought up to respect authority. Here, we could forge a whole new identity, personally and politically. Out of that class of 1979 came two women whose identities merge with the painful birth of the new South Africa: two journalism students whose journey was to take them through defiance, imprisonment and torture during the apartheid years.
One of the quietest girls in the class, Marion Sparg, joined the ANC’s military wing, Umkhonto we Sizwe (MK), and was eventually convicted of bombing two police stations. An Asian journalist, Zubeida Jaffer, was imprisoned and tortured, yet ultimately chose not to prosecute her torturers.

Today you can trace the footprints of my classmates across the opposition press in South Africa and the liberal press in the UK — The Guardian, the Observer and the Financial Times. Even the Spectator (that’s me). Because journalism was not a course offered at “black” universities, we had a scattering of black students. It was the first time many of us would ever have met anyone who was black and not a servant. I went to hear Pik Botha, the foreign minister, a Hitlerian figure with a narrow moustache, an imposing bulk and a posse of security men. His reception was suitably stormy, even mocking — students flapping their arms and saying, “Pik-pik-pik-P-I-I-I-K!’, like chattering hens.

But students who asked questions had to identify themselves first. There were spies in every class. We never worked out who they were, although some of us suspected the friendly Afrikaans guy with the shark’s tooth necklace.
Janice Warman. South Africa’s Rebel Whites. In: The Guardian Weekly, 20/11/2009 (adapted).
The author creates in the reader’s mind the distinct impression that her father was
 

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2394757 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Acerca do movimento revolucionário de 1848, julgue C ou E.

Na França, a burguesia, a nobreza e os setores populares mais conservadores consideravam o sobrinho de Napoleão, Luís Napoleão, eleito presidente em 1849 e proclamado Imperador em 1851, um “domador de revoluções”.
 

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2394642 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Amartya Sen
Freedom, in the eyes of Amartya Sen, the famous Indian economist and philosopher, does not consist merely of being left to our own devices. It also requires that people have the necessary resources to lead lives that they themselves consider to be good ones. The focus on the individual has led some critics to accuse Sen of “methodological individualism” — not a compliment. Communitarian opponents, in particular, think that he pays insufficient regard to the broader social group. In response, he — usually an unfailingly courteous writer — becomes a bit cross, pointing out that “people who think, choose and act” are simply “a manifest reality in the world”. Of course communities influence people, “but ultimately it is individual valuation on which we have to draw, while recognising the profound interdependence of the aluations of people who interact with each other”.

Nor is Sen easily caricatured as an egalitarian: “capabilities”, for example, do not have to be entirely equal. He is a pluralist, and recognises that even capabilities cannot always trump other values. Liberty has priority, Sen insists, but not in an absurdly purist fashion that would dictate “treating the slightest gain of liberty — no matter how small — as enough reason to make huge sacrifices in other amenities of a good life — no matter how large”.

Throughout, Sen remains true to his Indian roots. One of the joys of his recently published book entitled The Idea of Justice is the rich use of Indian classical thought — the debate between 3rd-century emperor Ashoka, a liberal optimist, and Kautilya, a downbeat institutionalist, is much more enlightening than, say, a tired contrast between Hobbes and Hume.

Despite these diverting stories, the volume cannot be said to fall into the category of a “beach read”: subtitles such as “The Plurality of Non-Rejectability” provide plenty of warning. But for those who like their summer dinner tables to be filled with intelligent, dissenting discourse, the book is worth the weight. There is plenty here to argue with. Sen wouldn’t have it any other way.
Internet: <http://entertainment.timesonline.co.uk> (adapted).
According to the text, judge — right (C) or wrong (E) — the item below.

Sen’s work, although focused on the individual and on the idea of liberty, does not lose sight of the inherent dynamics of the different communities.
 

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2394442 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Acerca da Revolução Mexicana de 1910 e da política mexicana no Século XX, julgue C ou E.

Representante do continuísmo dos regimes surgidos após a Revolução Mexicana, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) mantém-se no poder até os dias atuais.
 

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2394436 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

Que a obra de boa qualidade sempre se destaca é uma afirmação sem valor, se aplicada a uma obra de qualidade realmente boa e se por “destaca” quer-se fazer referência à aceitação na sua própria época. Que a obra de boa qualidade sempre se destaca, no curso de sua futuridade, é verdadeiro; que a obra de boa qualidade mas de segunda ordem sempre se destaca, na sua própria época, é também verdadeiro.

Pois como há de um crítico julgar? Quais as qualidades que formam não o incidental, mas o crítico competente? Um conhecimento da arte e da literatura do passado, um gosto refinado por esse conhecimento, e um espírito judicioso e imparcial. Qualquer coisa menos do que isto é fatal ao verdadeiro jogo das faculdades críticas. (...)

Quão competente é, porém, o crítico competente? Suponhamos que uma obra de arte profundamente original surja diante de seus olhos. Como a julga ele? Comparando-a com as obras de arte do passado. Se for original, afastar-se-á em alguma coisa — e, quanto mais original, mais se afastará — das obras de arte do passado. Na medida em que o fizer, parecerá não se conformar com o cânone estético que o crítico encontra firmado em seu pensamento. (...)

De todos os lados, ouvimos o clamor de que o nosso tempo necessita de um grande poeta. O vazio central de todas as modernas realizações é uma coisa mais para se sentir do que para ser falada. Se o grande poeta tivesse de aparecer, quem estaria presente para descobri-lo? Quem pode dizer se ele já não apareceu? O público ledor vê, nos jornais, notícias das obras daqueles homens cuja influência e camaradagens tornaram-nos conhecidos, ou cuja secundariedade fez que fossem aceitos pela multidão.

Fernando Pessoa. Fernando Pessoaobras em prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 284-85.

Acerca do texto e das ideias nele desenvolvidas, julgue C ou E.

O autor mostra-se cético não apenas quanto à capacidade da crítica de reconhecer o “grande poeta” de seu tempo, mas também quanto à modernidade.

 

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2394255 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Com relação ao quadro econômico e social subsequente ao fim da Segunda Guerra Mundial, julgue C ou E.

Em resposta ao Plano Marshall, a URSS criou o Conselho de Ajuda Econômica Mútua (COMECON) em 1949, voltado para a Europa Oriental mas que, a partir dos anos 70, estendeu-se à Mongólia, Cuba e Vietnã.
 

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