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Foram encontradas 492 questões.

2484271 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão
Os projetos de Bretton Woods se mostraram irrelevantes perto do objetivo urgente de reconstruir as economias das nações que estiveram em guerra. O pior conflito do mundo foi mais destrutivo para economias e sociedades do que o previsto. No pós-guerra, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos aliados europeus — URSS, França, Bélgica, Holanda e outros — correspondia a menos de 4/5 do que valia em 1939; na maioria desses países, os índices de 1946 estavam bem menores que os do início da década de 20. As condições nos países derrotados eram muito piores.
A mudança de posição da Europa ocidental na economia internacional dificultaria a recuperação. Para se reconstruir, o continente precisava importar alimentos, matérias-primas e equipamentos tecnológicos. No entanto, boa parte da capacidade europeia de ganhar dinheiro para financiar as importações havia se esgotado. Com a Guerra Fria, a Europa Ocidental passou a não ter mais acesso aos mercados das partes oriental e central do continente. Enquanto isso, os EUA e o restante do hemisfério ocidental desfrutavam de prosperidade.
Jeffry A. Frieden. Capitalismo global: história econômica e política do
século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008, p. 283-4 (com adaptações).
Relativamente a aspectos da história contemporânea esboçados no texto acima, julgue (C ou E) o item a seguir.
Traçar planos para o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a ordem financeira e monetária do pós-guerra foi um dos principais objetivos do encontro de representantes de mais de quatro dezenas de países, em 1944, em Bretton Woods.
 

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2484226 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Julgue (C ou E) o item a seguir, relativo à Crise de 1929.
Após o final da Primeira Guerra Mundial, a economia dos principais países da Europa era dependente do comportamento do dólar americano, o que afetava diretamente a balança de pagamentos e interferia negativamente no poder de compra interno e nos salários.
 

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2484207 Ano: 2014
Disciplina: Francês (Língua Francesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texte III — pour le question
Piracicaba et l’Agenda 21
[…] Parmi les exemples de territoires durables en construction, on retrouve le cas d’école de la municipalité brésilienne Piracicaba. Elle s’est dotée d’un Agenda 21 local en 1999, qui a publié son premier plan d’action en 2001. Les A21L, comme on les appelle, sont issus de l’Agenda 21, un guide de mise en oeuvre du développement durable pour le XXIe siècle adopté par 173 chefs d’État au sommet de Rio de Janeiro en 1992. Parmi ses différentes recommandations, il interpellait les collectivités à être parties prenantes de la promotion du développement durable.
À Piracicaba, cela s’est décliné en une multitude d’objectifs spécifiques qui ont toujours tenu compte des dimensions à la fois environnementale, sociale, économique, politique, culturelle et urbaine. Par exemple, il était souhaité que la ville devienne une référence technologique et industrielle pour l’industrie brésilienne de la canne à sucre ; qu’elle ne tolère ni les favelas ni les logements insalubres ; que sa culture locale soit favorisée ; que la qualité des eaux de ses rivières soit adéquate pour l’approvisionnement public. L’A21L de Piracicaba est devenu une référence en raison notamment de son caractère participatif et démocratique et du partenariat qui s’est établi entre le gouvernement local et la société civile.
Depuis 2001, l’A21L de Piracicaba a revu son plan d’action deux fois. Cette évolution illustre pourquoi les territoires durables restent en devenir. « C’est un chantier, une construction, un apprentissage individuel et collectif en continu, croit Christiane Gagnon. Depuis 20 ans, les connaissances, les pratiques sociales et scientifiques allant dans le sens du développement durable et viable se multiplient et se précisent. Si on avait coulé le développement durable dans une définition unique et idéale au Sommet de la terre à Rio de Janeiro en 1992, on aurait alors enfermé son potentiel social innovateur et édicté une norme, voire une idéologie. » […]
De Piracicaba à Saint-Honoré-de-Témiscouatas. Le Devoir. Marie Lambert-Chan. 1/3/ 2014 (modifié).
En ce qui concerne les aspects grammaticaux du texte III, jugez si le item suivants sont vrais (C) ou faux (E).
Dans : « Si on avait coulé », le verbe couler est au plus-queparfait de l’indicatif.
 

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2484180 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Quando o Brasil se tornou independente, em 1822, a elite política brasileira optou por uma monarquia representativa como forma de governo, de acordo com o modelo francês da época. A Constituição de 1824, outorgada por D. Pedro I, continha todos os direitos civis e políticos reconhecidos nos países europeus. Afastava-se do sistema inglês pela adoção do Poder Moderador, que dava ao imperador grande controle no ministério.
José Murilo de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: Lúcia Avelar e Antônio Octávio Cintra (Orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP Ed., 2004, p. 27-8 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue (C ou E) o item que se segue, relativo a aspectos marcantes do quadro político brasileiro nas décadas iniciais do período monárquico.
A opção pela monarquia, no momento da independência do Brasil, é entendida como estratégia para facilitar a preservação da unidade do país em torno da figura do imperador e para a manutenção da ordem social, em contraste com a fragmentação na antiga área de dominação espanhola.
 

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2484147 Ano: 2014
Disciplina: Francês (Língua Francesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texte III — pour le question
Piracicaba et l’Agenda 21
[…] Parmi les exemples de territoires durables en construction, on retrouve le cas d’école de la municipalité brésilienne Piracicaba. Elle s’est dotée d’un Agenda 21 local en 1999, qui a publié son premier plan d’action en 2001. Les A21L, comme on les appelle, sont issus de l’Agenda 21, un guide de mise en oeuvre du développement durable pour le XXIe siècle adopté par 173 chefs d’État au sommet de Rio de Janeiro en 1992. Parmi ses différentes recommandations, il interpellait les collectivités à être parties prenantes de la promotion du développement durable.
À Piracicaba, cela s’est décliné en une multitude d’objectifs spécifiques qui ont toujours tenu compte des dimensions à la fois environnementale, sociale, économique, politique, culturelle et urbaine. Par exemple, il était souhaité que la ville devienne une référence technologique et industrielle pour l’industrie brésilienne de la canne à sucre ; qu’elle ne tolère ni les favelas ni les logements insalubres ; que sa culture locale soit favorisée ; que la qualité des eaux de ses rivières soit adéquate pour l’approvisionnement public. L’A21L de Piracicaba est devenu une référence en raison notamment de son caractère participatif et démocratique et du partenariat qui s’est établi entre le gouvernement local et la société civile.
Depuis 2001, l’A21L de Piracicaba a revu son plan d’action deux fois. Cette évolution illustre pourquoi les territoires durables restent en devenir. « C’est un chantier, une construction, un apprentissage individuel et collectif en continu, croit Christiane Gagnon. Depuis 20 ans, les connaissances, les pratiques sociales et scientifiques allant dans le sens du développement durable et viable se multiplient et se précisent. Si on avait coulé le développement durable dans une définition unique et idéale au Sommet de la terre à Rio de Janeiro en 1992, on aurait alors enfermé son potentiel social innovateur et édicté une norme, voire une idéologie. » […]
De Piracicaba à Saint-Honoré-de-Témiscouatas. Le Devoir. Marie Lambert-Chan. 1/3/ 2014 (modifié).
D’après le texte III, jugez si le item suivants sont vrais (C) ou faux (E).
Selon Christiane Gagnon, c’est l’établissement de normes idéales pour le développement durable, lors du Sommet de Rio de Janeiro en 1992, qui a permis l’essor de projets comme celui de Piracicaba.
 

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2484142 Ano: 2014
Disciplina: Economia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Com relação a instituições e mecanismos destinados a regular e facilitar o comércio internacional, julgue (C ou E) o item seguinte.
O Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) passou a vigorar depois da Segunda Guerra Mundial, diante do fracasso no estabelecimento da OIC, não se constituindo, entretanto, como organismo formal até a criação da OMC.
 

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2484076 Ano: 2014
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para la cuestione
Vine a Comala porque me dijeron que acá vivía mi padre, un tal Pedro Páramo. Mi madre me lo dijo. Y yo le prometí que vendría a verlo en cuanto ella muriera. Le apreté sus manos en señal de que lo haría, pues ella estaba por morirse y yo en un plan de prometerlo todo. “No dejes de ir a visitarlo—me recomendó—. Se llama de este modo y de este otro. Estoy segura de que le dará gusto conocerte.”Entonces no pude hacer otra cosa sino decirle que así lo haría, y de tanto decírselo se lo seguí diciendo aun después que a mis manos les costó trabajo zafarse de sus manos muertas.
Todavía antes me había dicho:—No vayas a pedirle nada. Exígele lo nuestro. Lo que estuvo obligado a darme y nunca me dio... El olvido en que nos tuvo, mi hijo, cóbraselo caro.
—Así lo haré, madre.
Pero no pensé cumplir mi promesa. Hasta que ahora pronto comencé a llenarme de sueños, a darle vuelo a las ilusiones. Y de este modo se me fue formando un mundo alrededor de la esperanza que era aquel señor llamado Pedro Páramo, el marido de mi madre. Por eso vine a Comala. Era ese tipo de canícula, cuando el aire de agosto sopla caliente, envenenado por el olor podrido, de las saponarias.
El camino subía y bajaba; “sube o baja según se va o se viene. Para el que va, sube; para el que viene, baja.”
—¿Cómo dice usted que se llama el pueblo que se ve allá abajo?
—Comala, señor.
—¿Está seguro de que ya es Comala?
—Seguro, señor.
—¿Y por qué se ve esto tan triste?
—Son los tiempos, señor.
Yo imaginaba ver aquello a través de los recuerdos de mi madre; de su nostalgia entre retazos de suspiros. Siempre vivió ella suspirando por Comala, por el retorno; pero jamás volvió. Ahora yo vengo en su lugar. Traigo los ojos con que ella miró estas cosas, porque me dio sus ojos para ver:
“Hay allí, pasando el puerto de los Colimotes, la vista muy hermosa de una llanura verde, algo amarilla por el maíz maduro; desde ese lugar se ve Comala, blanqueando por la tierra, iluminándola durante la noche.” Y su voz era secreta, casi apagada, como si hablara consigo misma... Mi madre.
—¿Y a qué va usted a Comala, si se puede saber?—oí que me preguntaban.
—Voy a ver a mi padre—contesté.
—¡Ah!—dijo él.
Y volvimos al silencio.
Caminábamos cuesta abajo, oyendo el trote rebotado de los burros. Los ojos reventados por el sopor del sueño, en la canícula de agosto.
—Bonita fiesta le va a armar—volví a oír la voz del que iba allí a mi lado—. Se pondrá contento de ver a alguien después de tantos años que nadie viene por aquí.
Luego añadió:
—Sea usted quien sea, se alegrará de verlo.
En la reverberación del sol, la llanura parecía una laguna transparente, deshecha en vapores por donde se traslucía un horizonte gris. Y más allá, una línea de montañas. Y todavía más allá, la más remota lejanía.
—¿Y qué trazas tiene su padre, si se puede saber?
—No lo conozco—le dije—. Sólo sé que se llama
Pedro Páramo.
—¡Ah!, vaya.
—Sí, así me dijeron que se llamaba.
Oí otra vez el “¡ah!” del arriero.
Juan Rulfo. Pedro Páramo. Cátedra. Madrid, 2005 (con adaptaciones).
Para la madre, Comala
está rodeada de plantaciones de remolacha.
 

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2484036 Ano: 2014
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Figura para la cuestione
Enunciado 2799523-1
Quino. ¡Cuánta Bondad!. Ediciones de la flor. Buenos Aires, 2009 (con adaptaciones).
Acerca del pintor Francisco de Goya, juzgue lo ítem siguiente.
Realizó Los Desastres de la Guerra en cartones para tapices.
 

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2484023 Ano: 2014
Disciplina: Francês (Língua Francesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texte V — pour le question
Les Etats reviennent dans le monde. Les peuples les ont choisis pour être l’arme de la défense de leurs intérêts, ainsi que celle d’une rupture par rapport à la voie de la mondialisation. Cette dernière rencontre aujourd’hui une force nouvelle des Etats qui exprime un autre progrès des nations.
Dans le monde d’avant, les hommes avaient dénoncé leur responsabilité dans le déclenchement des guerres entre les peuples. Ils avaient critiqué le poids de leur réglementation qui avait pesé sur l’économie des nations. Comme leurs décisions aveugles avaient provoqué les guerres meurtrières, l’emprise bureaucratique des Etats avait limité la création de la richesse des nations. Leur légitimité était contestée. Les Etats étaient devenus la part maudite de l’organisation du monde.
A la faveur de la crise, leur utilité a été redécouverte. Ce sont bien les Etats qui ont sauvé du naufrage les grandes banques et les institutions financières, puis ont tenté de relancer les économies. La concurrence qui s’est dessinée entre les pays a suscité leur intervention bénéfique. Leur nécessité s’est imposée au monde. Les Etats sont redevenus l’instrument sur lequel les nations pouvaient à nouveau compter pour retrouver une autonomie de leur vie politique et le territoire de leur développement. […]
Michel Guénaire. Le retour des États. p.11-12.Ed. Grasset, 2013 (extrait).
En considérant le texte V, jugez si le item suivants sont vrais (C) ou faux (E).
« celle » remplace : « la défense ».
 

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2484001 Ano: 2014
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para la cuestione
Deploro, señores, haber tenido que intercalar entre ustedes y mi persona este mecánico artefacto que es un micrófono, porque, sobre mecanizar crudamente la voz, es decir, una de las cosas en que más íntegramente se proyecta e imprime el hombre, en que más auténticamente una persona es—y esto lo saben muy bien las mujeres—, sobre eso tiene el inconveniente de que a veces no marcha bien. Pero era ineludible emplearlo y aun debemos estar agradecidos a sus servicios. Era ineludible, porque en la primera lección no conseguí ser oído en las profundidades de esta sala, pero, además, porque me obligaba a forzar la elocución, y en ello lo de menos es tener que esforzar la voz. Lo de más es que me compelía a vocalizar anormalmente, pronunciando por separado cada palabra, esto es, arrancándola de la frase, poniéndola en la honda de la voz y lanzándola al espacio como si fuese un proyectil, con lo cual resultaba que perdía yo el ritmo del decir y ni siquiera yo mismo reconocía los vocablos tan anómalamente pronunciados, hasta el punto de que alguna vez, cuando hablaba a ustedes de la nostalgia no estaba seguro de si había dicho más bien “hiperclorhidria”. Son esos secretos apuros del orador que no suelen ser flojos y que proporcionan a su faena un evidente dramatismo y un cierto peligro como tauromáquico.
(…) Si queremos conocer lo que es una hoja y nos ponemos a mirarla, pronto advertiremos que nuestra previa idea de hoja no coincide con la realidad hoja por la sencilla razón de que no podemos precisar dónde eso que llamábamos hoja termina y dónde empieza otra cosa. Descubrimos, en efecto, que la hoja no concluye en sí misma, sino que continúa; continúa en el pecíolo, a su vez, en la rama, y la rama en el tronco y el tronco en las raíces. La hoja, pues, no es una realidad por sí que pueda aislarse de lo demás. Es algo que tiene su realidad en cuanto parte de algo que es el árbol, el cual, en comparación con lo que llamábamos hoja, adquiere ahora el carácter de un todo. Sin ese todo no tiene comprensibilidad, no es inteligible para nosotros la hoja. Pero entonces, cuando hemos advertido y nos hemos hecho cargo de que la realidad de la hoja es el ser parte, el ser parte integrante del todo árbol y la hemos referido a él y la vemos en él nacer y averiguamos la función que en su conjunto sirve, por tanto, cuando nuestra mente, por decirlo así, sale de la hoja y va a algo más amplio—el todo que es el árbol—, entonces y sólo entonces podemos decir que conocemos lo que la hoja es. Hasta tal punto es esto así, de tal modo la hoja tiene condición de ser parte que cuando en vez de contemplarla en el árbol donde está siendo hoja la separamos de él decimos que la hemos cortado o arrancado—expresiones que declaran la violencia que hemos hecho sufrir a la hoja y al árbol. Más aún, al tenerla aislada entre nuestros dedos, cuando podría parecer un todo—dado, repito, que cupiera decidir dónde ella acaba y dónde empieza el pecíolo o la rama—, cuando aislada entre nuestros dedos podría dárselas de ser un todo, en ese momento empieza ya a no ser hoja sino un detritus vegetal que pronto acabará por desintegrarse. Esta relación de parte a todo es una de las categorías de la mente y de la realidad, sin la cual no es posible esta gran operación que es el conocimiento. Esto nos permite generalizar y decir: las cosas todas del mun(o real o son partes o son todos. Si una cosa es parte no resulta inteligible sino en cuanto la referimos al todo cuya es. Si una cosa es todo puede ser entendida por sí misma sin más que percibir las partes de que se compone. Esto vale para todos los órdenes de lo real. Por ejemplo, vale también para la realidad del lenguaje. Si yo pronuncio ahora la palabra “león”, sin más, resulta a ustedes ininteligible porque no pueden determinar si significa la ciudad de León, alguno de los Papas que llevaron este nombre, la ilustre fiera africana o uno de los leones que hay en la entrada del Congreso.
La palabra aislada no puede ser entendida porque es parte de un todo, como la hoja lo era del árbol, de un todo que es la frase, como la frase, a su vez, es parte de un todo, una conversación, o de otro todo, un libro. La palabra, como ustedes saben, es siempre equívoca y para precisar su sentido hace falta, aparte de la perspicacia que la vida nos enseña, toda una ciencia y de las más sugestivas e interesantes y de la que ha de ocuparse largamente el Instituto de Humanidades: la ciencia de la interpretación o hermenéutica. La labor principal de esta ciencia consiste en saber determinar a qué todo suficiente hay que referir una frase y una palabra para que su sentido pierda el equívoco. A ese todo en el cual la palabra se precisa llaman los hermeneutas y gramáticos el “contexto”. Pues bien, toda cosa real que es una parte reclama del todo, de su contexto, para que podamos entendernos. Una duda, sin embargo, se nos ofrece: tomado el árbol hasta su raíz, por tanto, siendo lo que es, nos parecía un todo—lo que la biología llama con ciertas inquietudes que ahora no interesan ”un individuo orgánico”—; pero es el caso que el árbol necesita para vivir de la tierra y de la atmósfera, y resulta, por tanto, ininteligible si no contamos con estas dos nuevas cosas. ¿Será entonces que el árbol entero, a su vez, forma parte de un nuevo y más auténtico todo, a saber: el que forman de consuno él y su medio? No vamos a dirimir la cuestión, que es más complicada de lo que parece, porque en lo que al presente nos afecta es cosa clara. En efecto, ese nuevo y más complejo todo que formarían el árbol y su medio no es tal, por la sencilla razón de que la tierra y la atmósfera no necesitan del árbol, aunque el árbol necesite de ellas. Arrancado el árbol, tierra y atmósfera subsisten—y no se traiga a comento que arrancado y desgajando los bosques todos de una región el clima se modifica y tierra y atmósfera varían, porque ahora estamos hablando simplemente de arrancar un árbol y esto es palmario que no modifica ni la tierra ni la atmósfera. No son estas, pues, partes integrantes de un nuevo todo, sino que son sólo contorno y medio externo de que el árbol va a vivir y solo en ese papel son biológicamente inteligibles, es decir estudiadas desde dentro del árbol, desde su interna constitución. Transportemos ahora todo esto al plano de la realidad histórica. (…)
José Ortega y Gasset. Una interpretación de la historia universal (En torno a Toynbee). Alianza Editorial. Madrid, 1984 (con adaptaciones).
Según el texto, tanto las palabras como las cosas al ser parte
pueden mostrar que son otra cosa.
 

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