Magna Concursos

Foram encontradas 292 questões.

2935327 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
Provas:

Quem mais contribuiu para a difusão do mito do bom selvagem foi Américo Vespúcio. […] Em carta de 1502, diz o navegador que os índios “não têm fé nem lei alguma, vivem segundo a natureza, […] não possuem consigo bens próprios, pois tudo é comum. Não têm fronteiras de reinos ou províncias, não têm rei […] Não administram justiça, […] porque em seu meio não reina a cobiça […] Não dão qualquer valor nem ao ouro, nem à prata, nem a joias” […] “Vivem segundo a natureza, podendo dizer-se mais epicuristas que estoicos” […]

O mito do bom selvagem se consolidou graças ao franciscano André Thévet e ao calvinista Jean de Léry. […] Em 1557, […] foi Thévet que inaugurou a tradição de criticar a cultura europeia por meio do confronto com os costumes indígenas. […]

Também Jean de Léry […] desculpa o que parecia chocante nos costumes indígenas. A antropofagia, por exemplo, não é pior do que a prática da usura, na Europa, já que os usurários “sugam o sangue e a medula, e por conseguinte comem vivos as viúvas, os órfãos e outros infelizes […] Esses agiotas são portanto mais cruéis do que os selvagens”. […]

A guerra nesse país é nobre e generosa […] Seu único fundamento é a glória, a virtude, no sentido antigo. Os prisioneiros têm uma coragem indômita, desprezam a morte […].

ROUANET, Sergio Paulo. O mito do

bom selvagem. Arte pensamento, 1999. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2023, com adaptações.

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

Vespúcio antecedeu o padre franciscano na comparação dos costumes indígenas com características da civilização europeia de sua época.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2935326 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
Provas:

Quem mais contribuiu para a difusão do mito do bom selvagem foi Américo Vespúcio. […] Em carta de 1502, diz o navegador que os índios “não têm fé nem lei alguma, vivem segundo a natureza, […] não possuem consigo bens próprios, pois tudo é comum. Não têm fronteiras de reinos ou províncias, não têm rei […] Não administram justiça, […] porque em seu meio não reina a cobiça […] Não dão qualquer valor nem ao ouro, nem à prata, nem a joias” […] “Vivem segundo a natureza, podendo dizer-se mais epicuristas que estoicos” […]

O mito do bom selvagem se consolidou graças ao franciscano André Thévet e ao calvinista Jean de Léry. […] Em 1557, […] foi Thévet que inaugurou a tradição de criticar a cultura europeia por meio do confronto com os costumes indígenas. […]

Também Jean de Léry […] desculpa o que parecia chocante nos costumes indígenas. A antropofagia, por exemplo, não é pior do que a prática da usura, na Europa, já que os usurários “sugam o sangue e a medula, e por conseguinte comem vivos as viúvas, os órfãos e outros infelizes […] Esses agiotas são portanto mais cruéis do que os selvagens”. […]

A guerra nesse país é nobre e generosa […] Seu único fundamento é a glória, a virtude, no sentido antigo. Os prisioneiros têm uma coragem indômita, desprezam a morte […].

ROUANET, Sergio Paulo. O mito do

bom selvagem. Arte pensamento, 1999. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2023, com adaptações.

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

“Mais epicuristas que estoicos” significa que os indígenas lhe pareceram mais simples, ligados à natureza, do que austeros

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas