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Texto para responder a questão.
Alguma coisa está fora da ordem
Você já reparou que, em algumas lojas, os operadores de caixas estão desaparecendo e sendo trocados por máquinas em que passamos nossos produtos nos scanners e pagamos sem o intermédio de uma pessoa?
Há, ainda, redes de fast-food que implementaram quiosques onde podemos fazer o pedido e receber uma senha para retirar a comida diretamente no balcão, sem ter que se dirigir a alguém. Se você é destas pessoas que gostam de interagir, vai ter cada vez menos oportunidades de dar o seu vigoroso "bom dia" nesses espaços.
Quando pensamos em futuro do trabalho, por vezes, imaginamos robôs voadores que vão substituir humanos em várias funções. Esse futuro é agora e os robôs voadores dos filmes tomam vida, não personificados apenas pelos drones, mas também por outras máquinas
que têm substituído a força de trabalho em funções mais operacionais, manuais e repetidas.
Alguns episódios de automação são clássicos, como, por exemplo, quando o assunto é mobilidade urbana. Nos trens, BRT's e metrôs, com a introdução de cartões de transportes integrados, menos atendentes são necessários para facilitar a compra dos bilhetes. Além disso, os trocadores de ônibus das linhas de transporte foram praticamente extintos. Quando o pagamento da passagem é em dinheiro, o motorista assume a função dupla de dirigir e receber os trocados.
Essa é uma realidade global. Em países como a França, postos não têm frentistas. Carros que dirigem sozinhos em regiões mais remotas de algumas cidades já vêm sendo testados. E a automação vem se espalhando e já promete arrebatar, pelo menos, 54% dos empregos formais no Brasil até 2026, segundo levantamento feito pela UnB - Universidade de Brasília.
[ ... ]
Passamos por um processo gradativo de mudança no mundo do trabalho. Ao mesmo tempo em que profissões desaparecem, novas são criadas. A nova ordem aponta que precisaremos cada vez mais de pessoas que programem máquinas e menos que sirvam. [ ... ]
Como não dá para pararmos as máquinas, é preciso democratizar o ensino de tecnologias nas escolas para treinar uma força de trabalho mais atualizada com as novas demandas. Se não, reforçaremos ainda mais uma política de exclusão massiva e de obsolescência intencional.
GÉNOT, Luana. Revista Ela, O Globo, 20 out. 2019. p. 48.
BRT'S - ônibus que circulam em corredores expressos.
Em qual par de palavras abaixo se estabelece, respectivamente, relação de hiperonímia/hiponímia?
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Texto para responder a questão.
Alguma coisa está fora da ordem
Você já reparou que, em algumas lojas, os operadores de caixas estão desaparecendo e sendo trocados por máquinas em que passamos nossos produtos nos scanners e pagamos sem o intermédio de uma pessoa?
Há, ainda, redes de fast-food que implementaram quiosques onde podemos fazer o pedido e receber uma senha para retirar a comida diretamente no balcão, sem ter que se dirigir a alguém. Se você é destas pessoas que gostam de interagir, vai ter cada vez menos oportunidades de dar o seu vigoroso "bom dia" nesses espaços.
Quando pensamos em futuro do trabalho, por vezes, imaginamos robôs voadores que vão substituir humanos em várias funções. Esse futuro é agora e os robôs voadores dos filmes tomam vida, não personificados apenas pelos drones, mas também por outras máquinas
que têm substituído a força de trabalho em funções mais operacionais, manuais e repetidas.
Alguns episódios de automação são clássicos, como, por exemplo, quando o assunto é mobilidade urbana. Nos trens, BRT's e metrôs, com a introdução de cartões de transportes integrados, menos atendentes são necessários para facilitar a compra dos bilhetes. Além disso, os trocadores de ônibus das linhas de transporte foram praticamente extintos. Quando o pagamento da passagem é em dinheiro, o motorista assume a função dupla de dirigir e receber os trocados.
Essa é uma realidade global. Em países como a França, postos não têm frentistas. Carros que dirigem sozinhos em regiões mais remotas de algumas cidades já vêm sendo testados. E a automação vem se espalhando e já promete arrebatar, pelo menos, 54% dos empregos formais no Brasil até 2026, segundo levantamento feito pela UnB - Universidade de Brasília.
[ ... ]
Passamos por um processo gradativo de mudança no mundo do trabalho. Ao mesmo tempo em que profissões desaparecem, novas são criadas. A nova ordem aponta que precisaremos cada vez mais de pessoas que programem máquinas e menos que sirvam. [ ... ]
Como não dá para pararmos as máquinas, é preciso democratizar o ensino de tecnologias nas escolas para treinar uma força de trabalho mais atualizada com as novas demandas. Se não, reforçaremos ainda mais uma política de exclusão massiva e de obsolescência intencional.
GÉNOT, Luana. Revista Ela, O Globo, 20 out. 2019. p. 48.
BRT'S - ônibus que circulam em corredores expressos.
Em "Se não, reforçaremos ainda mais uma política de exclusão massiva e de obsolescência intencional." (7°§), a expressão destacada pode ser susbstituída, sem prejuízo de sentido para o texto, por:
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Texto para responder a questão.
Alguma coisa está fora da ordem
Você já reparou que, em algumas lojas, os operadores de caixas estão desaparecendo e sendo trocados por máquinas em que passamos nossos produtos nos scanners e pagamos sem o intermédio de uma pessoa?
Há, ainda, redes de fast-food que implementaram quiosques onde podemos fazer o pedido e receber uma senha para retirar a comida diretamente no balcão, sem ter que se dirigir a alguém. Se você é destas pessoas que gostam de interagir, vai ter cada vez menos oportunidades de dar o seu vigoroso "bom dia" nesses espaços.
Quando pensamos em futuro do trabalho, por vezes, imaginamos robôs voadores que vão substituir humanos em várias funções. Esse futuro é agora e os robôs voadores dos filmes tomam vida, não personificados apenas pelos drones, mas também por outras máquinas
que têm substituído a força de trabalho em funções mais operacionais, manuais e repetidas.
Alguns episódios de automação são clássicos, como, por exemplo, quando o assunto é mobilidade urbana. Nos trens, BRT's e metrôs, com a introdução de cartões de transportes integrados, menos atendentes são necessários para facilitar a compra dos bilhetes. Além disso, os trocadores de ônibus das linhas de transporte foram praticamente extintos. Quando o pagamento da passagem é em dinheiro, o motorista assume a função dupla de dirigir e receber os trocados.
Essa é uma realidade global. Em países como a França, postos não têm frentistas. Carros que dirigem sozinhos em regiões mais remotas de algumas cidades já vêm sendo testados. E a automação vem se espalhando e já promete arrebatar, pelo menos, 54% dos empregos formais no Brasil até 2026, segundo levantamento feito pela UnB - Universidade de Brasília.
[ ... ]
Passamos por um processo gradativo de mudança no mundo do trabalho. Ao mesmo tempo em que profissões desaparecem, novas são criadas. A nova ordem aponta que precisaremos cada vez mais de pessoas que programem máquinas e menos que sirvam. [ ... ]
Como não dá para pararmos as máquinas, é preciso democratizar o ensino de tecnologias nas escolas para treinar uma força de trabalho mais atualizada com as novas demandas. Se não, reforçaremos ainda mais uma política de exclusão massiva e de obsolescência intencional.
GÉNOT, Luana. Revista Ela, O Globo, 20 out. 2019. p. 48.
BRT'S - ônibus que circulam em corredores expressos.
Em qual opção aparece um par de vocábulos acentuados graficamente por motivos diferentes?
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Texto para responder a questão.
Alguma coisa está fora da ordem
Você já reparou que, em algumas lojas, os operadores de caixas estão desaparecendo e sendo trocados por máquinas em que passamos nossos produtos nos scanners e pagamos sem o intermédio de uma pessoa?
Há, ainda, redes de fast-food que implementaram quiosques onde podemos fazer o pedido e receber uma senha para retirar a comida diretamente no balcão, sem ter que se dirigir a alguém. Se você é destas pessoas que gostam de interagir, vai ter cada vez menos oportunidades de dar o seu vigoroso "bom dia" nesses espaços.
Quando pensamos em futuro do trabalho, por vezes, imaginamos robôs voadores que vão substituir humanos em várias funções. Esse futuro é agora e os robôs voadores dos filmes tomam vida, não personificados apenas pelos drones, mas também por outras máquinas
que têm substituído a força de trabalho em funções mais operacionais, manuais e repetidas.
Alguns episódios de automação são clássicos, como, por exemplo, quando o assunto é mobilidade urbana. Nos trens, BRT's e metrôs, com a introdução de cartões de transportes integrados, menos atendentes são necessários para facilitar a compra dos bilhetes. Além disso, os trocadores de ônibus das linhas de transporte foram praticamente extintos. Quando o pagamento da passagem é em dinheiro, o motorista assume a função dupla de dirigir e receber os trocados.
Essa é uma realidade global. Em países como a França, postos não têm frentistas. Carros que dirigem sozinhos em regiões mais remotas de algumas cidades já vêm sendo testados. E a automação vem se espalhando e já promete arrebatar, pelo menos, 54% dos empregos formais no Brasil até 2026, segundo levantamento feito pela UnB - Universidade de Brasília.
[ ... ]
Passamos por um processo gradativo de mudança no mundo do trabalho. Ao mesmo tempo em que profissões desaparecem, novas são criadas. A nova ordem aponta que precisaremos cada vez mais de pessoas que programem máquinas e menos que sirvam. [ ... ]
Como não dá para pararmos as máquinas, é preciso democratizar o ensino de tecnologias nas escolas para treinar uma força de trabalho mais atualizada com as novas demandas. Se não, reforçaremos ainda mais uma política de exclusão massiva e de obsolescência intencional.
GÉNOT, Luana. Revista Ela, O Globo, 20 out. 2019. p. 48.
BRT'S - ônibus que circulam em corredores expressos.
Em "[ ... ] receber uma senha para retirar a comida diretamente no balcão, sem ter que se dirigir a alguém." (2°§), o vocábulo destacado está junto de um termo que impede o uso do acento indicador de crase. Em qual opção isso também ocorre?
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Texto para responder a questão.

QUINO, J. L. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
A oração "mesmo que a pessoa insista" pode ser classificada como subordinada adverbial:
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A doce subversão de ser feliz
Crianças conversam com amigos invisíveis. Adultos conversam com a Siri, a Alexa e quem mais estiver ouvindo por ar. Pequenos devices, amigos tecnológicos que informam tudo o que você quer saber e se informam de tudo o que você disser.
Qualquer um de nós no planeta pode ser facilmente localizado pelo Google, filmado pelo Google Earth e seguido em todas as redes sociais por quem estiver interessado nisso.
O que você pensa, diz e faz, quem você é, o que você gosta, compra e deseja comprar está devidamente computado e é simples de catalogar nos algoritmos do Analytics.
Sua vida interessa. Vidas humanas importam na medida em que possam ser manipuladas.
Nesse admirável Mundo Novo superamos em muito as previsões alarmantes de 1984, do Orwell, e o Big Brother se tornou uma fórmula de TV aparentemente inofensiva.
Mas somos todos vigiados e ninguém pode se esconder dessa grande angular em massa que marca cada movimento nosso. A fotografia do seu carro no sinal, sua entrada no banco ou no shopping, o registro de todas as suas atividades já é capturado e em breve seremos todos filmados por uma câmera coletiva e abrangente como um Wi-Fi permanente no ar, captando som e imagem de todos os cantos da cidade.
Sempre fui fã de ficção científica, meu gênero favorito, e hoje detecto apreensiva que tantas ideias ficcionais foram superadas por uma presença maciça e invasiva na nossa realidade.
A Inteligência Artificial nos supera e vai conseguir simular a sinceridade das nossas emoções, a ponto de se tornar um de nós. Talvez nós mesmos vamos nos tornar essa inteligência programada, instalando chips subcutâneos que podem transformar nossas funções. Assim, nossa complexidade humana vai ser parte operacional dessa imensa plataforma de programação.
Somos feitos para acreditar em alguma coisa. Nossas mentes e nossos sentimentos abraçam com facilidade tudo aquilo em que acreditamos.
Servimos religiões, exércitos, ideologias e, talvez, tudo isso seja substituído pela máquina pensante do grande sistema que vai programar a nossa espécie em breve.
Talvez esse futuro perfeito seja pacifico, funcional e consiga finalmente organizar a nossa sobrevivência.
Mas enquanto nada disso acontece, vamos aproveitar cada momento imperfeito e usar nossas doces imperfeições. Vamos fugir da rigidez das regras, brincar, dar mais risada, olhar o céu, as estrelas, o mar, olhar os lírios dos campos, observar os detalhes da natureza, seu sofisticado design, amar os bichos, as crianças, ter amigos de verdade, acompanhar as mudanças das estações, se apaixonar, beijar, transar, viver um grande amor.
Vamos usar melhor o nosso tempo, cada momento presente é um presente. Expandir nossos sentidos e compreender que a liberdade de ser, pensar e dizer é uma conquista. A nossa privacidade se torna um bem precioso numa era em que os dados pessoais são a grande moeda.
Descobrir quem de fato somos e o que queremos é um privilégio só nosso. Nessa nossa jornada de autoconhecimento, o que realmente importa é sentir a doce subversão de ser feliz.
LOMBARDI, Bruna. Disponível em <https://gauchazh. clicrbs.com.br/colunistas/brunalombardi/noticia/2019/08/a-doce-subversao-de-ser-felizcjzlkndxz04In01 pa9tuf5j8e.html> - Adaptado - Acesso em 04 nov. 2019.
Siri - Assistente virtual comandado por voz, de propriedade da Apple.
Alexa - Assistente virtual inteligente desenvolvida pela Amazon.
Devices - dispositivos, aparelhos.
1984 - Livro de George Orwell publicado pela primeira vez em 1949. Faz uma análise de uma sociedade no futuro, em que ninguém escapa à vigilância do "Grande Irmão".
O sentido contrário do termo grifado em " [ ... ] superamos em muito as previsões alarmantes de 1984, do Orwell [ ... ]." (5°§) é
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A doce subversão de ser feliz
Crianças conversam com amigos invisíveis. Adultos conversam com a Siri, a Alexa e quem mais estiver ouvindo por ar. Pequenos devices, amigos tecnológicos que informam tudo o que você quer saber e se informam de tudo o que você disser.
Qualquer um de nós no planeta pode ser facilmente localizado pelo Google, filmado pelo Google Earth e seguido em todas as redes sociais por quem estiver interessado nisso.
O que você pensa, diz e faz, quem você é, o que você gosta, compra e deseja comprar está devidamente computado e é simples de catalogar nos algoritmos do Analytics.
Sua vida interessa. Vidas humanas importam na medida em que possam ser manipuladas.
Nesse admirável Mundo Novo superamos em muito as previsões alarmantes de 1984, do Orwell, e o Big Brother se tornou uma fórmula de TV aparentemente inofensiva.
Mas somos todos vigiados e ninguém pode se esconder dessa grande angular em massa que marca cada movimento nosso. A fotografia do seu carro no sinal, sua entrada no banco ou no shopping, o registro de todas as suas atividades já é capturado e em breve seremos todos filmados por uma câmera coletiva e abrangente como um Wi-Fi permanente no ar, captando som e imagem de todos os cantos da cidade.
Sempre fui fã de ficção científica, meu gênero favorito, e hoje detecto apreensiva que tantas ideias ficcionais foram superadas por uma presença maciça e invasiva na nossa realidade.
A Inteligência Artificial nos supera e vai conseguir simular a sinceridade das nossas emoções, a ponto de se tornar um de nós. Talvez nós mesmos vamos nos tornar essa inteligência programada, instalando chips subcutâneos que podem transformar nossas funções. Assim, nossa complexidade humana vai ser parte operacional dessa imensa plataforma de programação.
Somos feitos para acreditar em alguma coisa. Nossas mentes e nossos sentimentos abraçam com facilidade tudo aquilo em que acreditamos.
Servimos religiões, exércitos, ideologias e, talvez, tudo isso seja substituído pela máquina pensante do grande sistema que vai programar a nossa espécie em breve.
Talvez esse futuro perfeito seja pacifico, funcional e consiga finalmente organizar a nossa sobrevivência.
Mas enquanto nada disso acontece, vamos aproveitar cada momento imperfeito e usar nossas doces imperfeições. Vamos fugir da rigidez das regras, brincar, dar mais risada, olhar o céu, as estrelas, o mar, olhar os lírios dos campos, observar os detalhes da natureza, seu sofisticado design, amar os bichos, as crianças, ter amigos de verdade, acompanhar as mudanças das estações, se apaixonar, beijar, transar, viver um grande amor.
Vamos usar melhor o nosso tempo, cada momento presente é um presente. Expandir nossos sentidos e compreender que a liberdade de ser, pensar e dizer é uma conquista. A nossa privacidade se torna um bem precioso numa era em que os dados pessoais são a grande moeda.
Descobrir quem de fato somos e o que queremos é um privilégio só nosso. Nessa nossa jornada de autoconhecimento, o que realmente importa é sentir a doce subversão de ser feliz.
LOMBARDI, Bruna. Disponível em <https://gauchazh. clicrbs.com.br/colunistas/brunalombardi/noticia/2019/08/a-doce-subversao-de-ser-felizcjzlkndxz04In01 pa9tuf5j8e.html> - Adaptado - Acesso em 04 nov. 2019.
Siri - Assistente virtual comandado por voz, de propriedade da Apple.
Alexa - Assistente virtual inteligente desenvolvida pela Amazon.
Devices - dispositivos, aparelhos.
1984 - Livro de George Orwell publicado pela primeira vez em 1949. Faz uma análise de uma sociedade no futuro, em que ninguém escapa à vigilância do "Grande Irmão".
Em que passagem o termo destacado apresenta, no contexto, um desvio da norma gramatical vigente?
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A doce subversão de ser feliz
Crianças conversam com amigos invisíveis. Adultos conversam com a Siri, a Alexa e quem mais estiver ouvindo por ar. Pequenos devices, amigos tecnológicos que informam tudo o que você quer saber e se informam de tudo o que você disser.
Qualquer um de nós no planeta pode ser facilmente localizado pelo Google, filmado pelo Google Earth e seguido em todas as redes sociais por quem estiver interessado nisso.
O que você pensa, diz e faz, quem você é, o que você gosta, compra e deseja comprar está devidamente computado e é simples de catalogar nos algoritmos do Analytics.
Sua vida interessa. Vidas humanas importam na medida em que possam ser manipuladas.
Nesse admirável Mundo Novo superamos em muito as previsões alarmantes de 1984, do Orwell, e o Big Brother se tornou uma fórmula de TV aparentemente inofensiva.
Mas somos todos vigiados e ninguém pode se esconder dessa grande angular em massa que marca cada movimento nosso. A fotografia do seu carro no sinal, sua entrada no banco ou no shopping, o registro de todas as suas atividades já é capturado e em breve seremos todos filmados por uma câmera coletiva e abrangente como um Wi-Fi permanente no ar, captando som e imagem de todos os cantos da cidade.
Sempre fui fã de ficção científica, meu gênero favorito, e hoje detecto apreensiva que tantas ideias ficcionais foram superadas por uma presença maciça e invasiva na nossa realidade.
A Inteligência Artificial nos supera e vai conseguir simular a sinceridade das nossas emoções, a ponto de se tornar um de nós. Talvez nós mesmos vamos nos tornar essa inteligência programada, instalando chips subcutâneos que podem transformar nossas funções. Assim, nossa complexidade humana vai ser parte operacional dessa imensa plataforma de programação.
Somos feitos para acreditar em alguma coisa. Nossas mentes e nossos sentimentos abraçam com facilidade tudo aquilo em que acreditamos.
Servimos religiões, exércitos, ideologias e, talvez, tudo isso seja substituído pela máquina pensante do grande sistema que vai programar a nossa espécie em breve.
Talvez esse futuro perfeito seja pacifico, funcional e consiga finalmente organizar a nossa sobrevivência.
Mas enquanto nada disso acontece, vamos aproveitar cada momento imperfeito e usar nossas doces imperfeições. Vamos fugir da rigidez das regras, brincar, dar mais risada, olhar o céu, as estrelas, o mar, olhar os lírios dos campos, observar os detalhes da natureza, seu sofisticado design, amar os bichos, as crianças, ter amigos de verdade, acompanhar as mudanças das estações, se apaixonar, beijar, transar, viver um grande amor.
Vamos usar melhor o nosso tempo, cada momento presente é um presente. Expandir nossos sentidos e compreender que a liberdade de ser, pensar e dizer é uma conquista. A nossa privacidade se torna um bem precioso numa era em que os dados pessoais são a grande moeda.
Descobrir quem de fato somos e o que queremos é um privilégio só nosso. Nessa nossa jornada de autoconhecimento, o que realmente importa é sentir a doce subversão de ser feliz.
LOMBARDI, Bruna. Disponível em <https://gauchazh. clicrbs.com.br/colunistas/brunalombardi/noticia/2019/08/a-doce-subversao-de-ser-felizcjzlkndxz04In01 pa9tuf5j8e.html> - Adaptado - Acesso em 04 nov. 2019.
Siri - Assistente virtual comandado por voz, de propriedade da Apple.
Alexa - Assistente virtual inteligente desenvolvida pela Amazon.
Devices - dispositivos, aparelhos.
1984 - Livro de George Orwell publicado pela primeira vez em 1949. Faz uma análise de uma sociedade no futuro, em que ninguém escapa à vigilância do "Grande Irmão".
Analise as afirmativas abaixo acerca do seguinte fragmento: "Servimos religiões, exércitos, ideologias e , talvez, tudo isso, em breve, seja substituído pela máquina pensante do grande sistema que vai programar a nossa espécie."(10°§)
I- "Talvez" é um adjunto adverbial.
II- "Tudo isso" é um objeto direto.
III- "Pensante" é um predicativo do sujeito.
Assinale a opção correta.
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A doce subversão de ser feliz
Crianças conversam com amigos invisíveis. Adultos conversam com a Siri, a Alexa e quem mais estiver ouvindo por ar. Pequenos devices, amigos tecnológicos que informam tudo o que você quer saber e se informam de tudo o que você disser.
Qualquer um de nós no planeta pode ser facilmente localizado pelo Google, filmado pelo Google Earth e seguido em todas as redes sociais por quem estiver interessado nisso.
O que você pensa, diz e faz, quem você é, o que você gosta, compra e deseja comprar está devidamente computado e é simples de catalogar nos algoritmos do Analytics.
Sua vida interessa. Vidas humanas importam na medida em que possam ser manipuladas.
Nesse admirável Mundo Novo superamos em muito as previsões alarmantes de 1984, do Orwell, e o Big Brother se tornou uma fórmula de TV aparentemente inofensiva.
Mas somos todos vigiados e ninguém pode se esconder dessa grande angular em massa que marca cada movimento nosso. A fotografia do seu carro no sinal, sua entrada no banco ou no shopping, o registro de todas as suas atividades já é capturado e em breve seremos todos filmados por uma câmera coletiva e abrangente como um Wi-Fi permanente no ar, captando som e imagem de todos os cantos da cidade.
Sempre fui fã de ficção científica, meu gênero favorito, e hoje detecto apreensiva que tantas ideias ficcionais foram superadas por uma presença maciça e invasiva na nossa realidade.
A Inteligência Artificial nos supera e vai conseguir simular a sinceridade das nossas emoções, a ponto de se tornar um de nós. Talvez nós mesmos vamos nos tornar essa inteligência programada, instalando chips subcutâneos que podem transformar nossas funções. Assim, nossa complexidade humana vai ser parte operacional dessa imensa plataforma de programação.
Somos feitos para acreditar em alguma coisa. Nossas mentes e nossos sentimentos abraçam com facilidade tudo aquilo em que acreditamos.
Servimos religiões, exércitos, ideologias e, talvez, tudo isso seja substituído pela máquina pensante do grande sistema que vai programar a nossa espécie em breve.
Talvez esse futuro perfeito seja pacifico, funcional e consiga finalmente organizar a nossa sobrevivência.
Mas enquanto nada disso acontece, vamos aproveitar cada momento imperfeito e usar nossas doces imperfeições. Vamos fugir da rigidez das regras, brincar, dar mais risada, olhar o céu, as estrelas, o mar, olhar os lírios dos campos, observar os detalhes da natureza, seu sofisticado design, amar os bichos, as crianças, ter amigos de verdade, acompanhar as mudanças das estações, se apaixonar, beijar, transar, viver um grande amor.
Vamos usar melhor o nosso tempo, cada momento presente é um presente. Expandir nossos sentidos e compreender que a liberdade de ser, pensar e dizer é uma conquista. A nossa privacidade se torna um bem precioso numa era em que os dados pessoais são a grande moeda.
Descobrir quem de fato somos e o que queremos é um privilégio só nosso. Nessa nossa jornada de autoconhecimento, o que realmente importa é sentir a doce subversão de ser feliz.
LOMBARDI, Bruna. Disponível em <https://gauchazh. clicrbs.com.br/colunistas/brunalombardi/noticia/2019/08/a-doce-subversao-de-ser-felizcjzlkndxz04In01 pa9tuf5j8e.html> - Adaptado - Acesso em 04 nov. 2019.
Siri - Assistente virtual comandado por voz, de propriedade da Apple.
Alexa - Assistente virtual inteligente desenvolvida pela Amazon.
Devices - dispositivos, aparelhos.
1984 - Livro de George Orwell publicado pela primeira vez em 1949. Faz uma análise de uma sociedade no futuro, em que ninguém escapa à vigilância do "Grande Irmão".
"A doce subversão de ser feliz" é uma crônica, gênero textual que se caracteriza por:
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A doce subversão de ser feliz
Crianças conversam com amigos invisíveis. Adultos conversam com a Siri, a Alexa e quem mais estiver ouvindo por ar. Pequenos devices, amigos tecnológicos que informam tudo o que você quer saber e se informam de tudo o que você disser.
Qualquer um de nós no planeta pode ser facilmente localizado pelo Google, filmado pelo Google Earth e seguido em todas as redes sociais por quem estiver interessado nisso.
O que você pensa, diz e faz, quem você é, o que você gosta, compra e deseja comprar está devidamente computado e é simples de catalogar nos algoritmos do Analytics.
Sua vida interessa. Vidas humanas importam na medida em que possam ser manipuladas.
Nesse admirável Mundo Novo superamos em muito as previsões alarmantes de 1984, do Orwell, e o Big Brother se tornou uma fórmula de TV aparentemente inofensiva.
Mas somos todos vigiados e ninguém pode se esconder dessa grande angular em massa que marca cada movimento nosso. A fotografia do seu carro no sinal, sua entrada no banco ou no shopping, o registro de todas as suas atividades já é capturado e em breve seremos todos filmados por uma câmera coletiva e abrangente como um Wi-Fi permanente no ar, captando som e imagem de todos os cantos da cidade.
Sempre fui fã de ficção científica, meu gênero favorito, e hoje detecto apreensiva que tantas ideias ficcionais foram superadas por uma presença maciça e invasiva na nossa realidade.
A Inteligência Artificial nos supera e vai conseguir simular a sinceridade das nossas emoções, a ponto de se tornar um de nós. Talvez nós mesmos vamos nos tornar essa inteligência programada, instalando chips subcutâneos que podem transformar nossas funções. Assim, nossa complexidade humana vai ser parte operacional dessa imensa plataforma de programação.
Somos feitos para acreditar em alguma coisa. Nossas mentes e nossos sentimentos abraçam com facilidade tudo aquilo em que acreditamos.
Servimos religiões, exércitos, ideologias e, talvez, tudo isso seja substituído pela máquina pensante do grande sistema que vai programar a nossa espécie em breve.
Talvez esse futuro perfeito seja pacifico, funcional e consiga finalmente organizar a nossa sobrevivência.
Mas enquanto nada disso acontece, vamos aproveitar cada momento imperfeito e usar nossas doces imperfeições. Vamos fugir da rigidez das regras, brincar, dar mais risada, olhar o céu, as estrelas, o mar, olhar os lírios dos campos, observar os detalhes da natureza, seu sofisticado design, amar os bichos, as crianças, ter amigos de verdade, acompanhar as mudanças das estações, se apaixonar, beijar, transar, viver um grande amor.
Vamos usar melhor o nosso tempo, cada momento presente é um presente. Expandir nossos sentidos e compreender que a liberdade de ser, pensar e dizer é uma conquista. A nossa privacidade se torna um bem precioso numa era em que os dados pessoais são a grande moeda.
Descobrir quem de fato somos e o que queremos é um privilégio só nosso. Nessa nossa jornada de autoconhecimento, o que realmente importa é sentir a doce subversão de ser feliz.
LOMBARDI, Bruna. Disponível em <https://gauchazh. clicrbs.com.br/colunistas/brunalombardi/noticia/2019/08/a-doce-subversao-de-ser-felizcjzlkndxz04In01 pa9tuf5j8e.html> - Adaptado - Acesso em 04 nov. 2019.
Siri - Assistente virtual comandado por voz, de propriedade da Apple.
Alexa - Assistente virtual inteligente desenvolvida pela Amazon.
Devices - dispositivos, aparelhos.
1984 - Livro de George Orwell publicado pela primeira vez em 1949. Faz uma análise de uma sociedade no futuro, em que ninguém escapa à vigilância do "Grande Irmão".
A expressão latina "carpe diem", do poeta Horácio, significa "aproveitar o dia", "viver o agora". Que passagem do texto de Bruna Lombardi reproduz essa mesma ideia?
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