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Texto II
No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava não se dever proibir coisa alguma a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei; lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando os anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu*. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
(RUSSELL, Bertrand. Ensaios céticos. 2ª ed. São Paulo: Nacional, 1957, p. 146)
- Eliseu é um profeta bíblico, discípulo de Elias. Um dia, um grupo de rapazes zombava dele. O profeta, então, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Imediatamente saíram da floresta dois ursos que despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes. O episódio é relatado em II Reis 2, 23-25. Ao fazer essa referência no texto, o autor quis dizer que há anciãos que não possuem a capacidade de se defender da zombaria das crianças.
O vocábulo destacado, em “lamento dizer que a resposta foi puro vitupério”, deve ser entendido como sinônimo de insulto e é acentuado. Entre as palavras abaixo, assinale a que também deveria ter um acento gráfico.
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Texto II
No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava não se dever proibir coisa alguma a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei; lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando os anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu*. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
(RUSSELL, Bertrand. Ensaios céticos. 2ª ed. São Paulo: Nacional, 1957, p. 146)
- Eliseu é um profeta bíblico, discípulo de Elias. Um dia, um grupo de rapazes zombava dele. O profeta, então, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Imediatamente saíram da floresta dois ursos que despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes. O episódio é relatado em II Reis 2, 23-25. Ao fazer essa referência no texto, o autor quis dizer que há anciãos que não possuem a capacidade de se defender da zombaria das crianças.
Em “os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados”, todos os verbos destacados estão no plural porque:
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Texto II
No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava não se dever proibir coisa alguma a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei; lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando os anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu*. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
(RUSSELL, Bertrand. Ensaios céticos. 2ª ed. São Paulo: Nacional, 1957, p. 146)
- Eliseu é um profeta bíblico, discípulo de Elias. Um dia, um grupo de rapazes zombava dele. O profeta, então, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Imediatamente saíram da floresta dois ursos que despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes. O episódio é relatado em II Reis 2, 23-25. Ao fazer essa referência no texto, o autor quis dizer que há anciãos que não possuem a capacidade de se defender da zombaria das crianças.
Considerando a passagem “No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde”, a expressão destacada indica a ideia de:
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Texto II
No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava não se dever proibir coisa alguma a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei; lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando os anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu*. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
(RUSSELL, Bertrand. Ensaios céticos. 2ª ed. São Paulo: Nacional, 1957, p. 146)
- Eliseu é um profeta bíblico, discípulo de Elias. Um dia, um grupo de rapazes zombava dele. O profeta, então, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Imediatamente saíram da floresta dois ursos que despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes. O episódio é relatado em II Reis 2, 23-25. Ao fazer essa referência no texto, o autor quis dizer que há anciãos que não possuem a capacidade de se defender da zombaria das crianças.
Algumas palavras terminadas em “-ão” causam dúvidas em relação ao plural, podendo, às vezes, apresentar mais de uma forma, como ocorre com o vocábulo “ancião”. Considerando a forma “anciãos”, empregada no texto, assinale a alternativa correta em que o substantivo tem o plural com essa mesma terminação (-ãos).
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Texto II
No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava não se dever proibir coisa alguma a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei; lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando os anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu*. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
(RUSSELL, Bertrand. Ensaios céticos. 2ª ed. São Paulo: Nacional, 1957, p. 146)
- Eliseu é um profeta bíblico, discípulo de Elias. Um dia, um grupo de rapazes zombava dele. O profeta, então, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Imediatamente saíram da floresta dois ursos que despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes. O episódio é relatado em II Reis 2, 23-25. Ao fazer essa referência no texto, o autor quis dizer que há anciãos que não possuem a capacidade de se defender da zombaria das crianças.
O autor defende um posicionamento em relação à liberdade. De acordo com o texto, pode-se concluir que sua visão sobre o tema é a de que:
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Texto I
Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.
(DE JESUS, Carolina Maria et al. 50 Poemas de Revolta. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.75)
O último verso do poema “para pagar uma editora”, indica:
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Texto I
Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.
(DE JESUS, Carolina Maria et al. 50 Poemas de Revolta. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.75)
Na expressão destacada em “vivi à margem da vida”, percebe-se o acento grave indicativo de crase. Tal ocorrência, nesse caso, é obrigatória. Assinale a alternativa correta onde nota-se um caso em que a crase não é obrigatória.
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Texto I
Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.
(DE JESUS, Carolina Maria et al. 50 Poemas de Revolta. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.75)
O verbo “Digam”, aparece repetidamente no poema de Carolina Maria de Jesus, conjugado no modo imperativo. Pode-se afirmar que está indicando:
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Texto I
Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.
(DE JESUS, Carolina Maria et al. 50 Poemas de Revolta. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.75)
O vocábulo “rebotalho”, presente no primeiro verso do poema, tem o sentido de algo inútil, de algo que sobra. Observando seu emprego no texto, é correto afirmar que se refere a uma característica que é:
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Texto II
Um asno, vítima da fome e da sede, depois de longa caminhada, encontrou um campo de viçoso feno ao lado do qual corria um regato de límpidas águas. Consumido pela fome e pela sede, começou a hesitar, não sabendo se antes comia o feno e depois bebia da água ou se antes saciava a sede e depois aplacava a fome. Assim, perdido na indecisão, morreu de fome e de sede.
(Fábula de Buridan, filósofo da Idade Média)
O vocábulo “Assim”, que introduz a última frase da fábula de Buridan, possui o valor semântico de:
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