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Texto II
Um asno, vítima da fome e da sede, depois de longa caminhada, encontrou um campo de viçoso feno ao lado do qual corria um regato de límpidas águas. Consumido pela fome e pela sede, começou a hesitar, não sabendo se antes comia o feno e depois bebia da água ou se antes saciava a sede e depois aplacava a fome. Assim, perdido na indecisão, morreu de fome e de sede.
(Fábula de Buridan, filósofo da Idade Média)
No início do texto II, o personagem “asno” é introduzido ao leitor por meio do “um”, artigo que cumpre o seguinte papel:
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Texto II
Um asno, vítima da fome e da sede, depois de longa caminhada, encontrou um campo de viçoso feno ao lado do qual corria um regato de límpidas águas. Consumido pela fome e pela sede, começou a hesitar, não sabendo se antes comia o feno e depois bebia da água ou se antes saciava a sede e depois aplacava a fome. Assim, perdido na indecisão, morreu de fome e de sede.
(Fábula de Buridan, filósofo da Idade Média)
Em relação ao texto II, é correto afirmar que:
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Texto I
Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto.
- Abre, menina – ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador.
Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
- Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
- Agora não posso.
- Não pode por quê?
- Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente. Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
- Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
- Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais. Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.” Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo quando eu falo naquilo.” Riu baixinho.
(Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p.9-10)
No período composto “Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta.”, a oração destacada cumpre um papel sintático importante ao desempenhar, em relação à oração “machucava os cotovelos”, a função de:
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Texto I
Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto.
- Abre, menina – ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador.
Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
- Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
- Agora não posso.
- Não pode por quê?
- Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente. Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
- Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
- Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais. Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.” Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo quando eu falo naquilo.” Riu baixinho.
(Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p.9-10)
Para provocar expressividade em seu texto, a autora faz uso da repetição de uma característica que a menina atribui a si. Em “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, a função sintática do termo que se repete é:
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Texto I
Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto.
- Abre, menina – ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador.
Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
- Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
- Agora não posso.
- Não pode por quê?
- Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente. Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
- Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
- Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais. Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.” Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo quando eu falo naquilo.” Riu baixinho.
(Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p.9-10)
Observe o que se destaca em “Não pode por quê?”. O uso dessa construção justifica-se em função de sua localização no período. Em qual das frases abaixo, comete-se um desvio no emprego do vocábulo destacado.
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Texto I
Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto.
- Abre, menina – ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador.
Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
- Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
- Agora não posso.
- Não pode por quê?
- Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente. Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
- Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
- Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais. Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.” Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo quando eu falo naquilo.” Riu baixinho.
(Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p.9-10)
Considere os vocábulos destacados nos três fragmentos abaixo, retirados do texto, para responder a questão.
I. “e pôs-se a roer as unhas”
II. “sussurrou soprando-a”
III. “E esmagou a formiga”
Ao analisar a relação desses vocábulos destacados com os demais no fragmento em que se encontram, é correto afirmar que possuem, respectivamente, as seguintes classes gramaticais:
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Texto I
Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto.
- Abre, menina – ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador.
Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
- Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
- Agora não posso.
- Não pode por quê?
- Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente. Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
- Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
- Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais. Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.” Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo quando eu falo naquilo.” Riu baixinho.
(Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p.9-10)
Considere a frase “Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne.”, presente no segundo parágrafo. Em sua construção, a autora não empregou nenhuma vírgula. No entanto, ao ser reescrita abaixo, percebe-se o emprego adequado da vírgula em apenas uma opção. Assinale-a.
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Texto I
Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancouse no quarto.
- Abre, menina – ordenou Luciana do lado de fora. Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!” – sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador.
Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.
- Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!
- Agora não posso.
- Não pode por quê?
- Estou fazendo uma coisa – respondeu evasivamente. Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.
- Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?
Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!” – exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:
- Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.
Luciana não respondeu e Virgínia levantou-se, tomada de um súbito pavor. Falara alto demais. Teria a mãe ouvido? Pôs-se a enrolar no dedo uma ponta da franja. “Não, não ouviu e se ouviu não entendeu.” Abriu a porta e assim que a empregada entrou, sondou-lhe a fisionomia. Tranquilizou-se. “Só se zanga mesmo quando eu falo naquilo.” Riu baixinho.
(Telles, Lygia Fagundes. Ciranda de Pedra. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p.9-10)
Segundo Marcuschi (2003), “um elemento central na organização dos textos narrativos é a sequência temporal”. Nesse sentido, em relação à estrutura do texto acima, é correto afirmar que tal sequência estabelece-se por meio:
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“Minas Gerais se destaca no cenário nacional por sua riqueza hídrica [...] A hidrografia de Minas Gerais é, portanto, estratégica não apenas para o desenvolvimento do Estado, mas para o de todo o país” (IGAM, 2021). Entre os rios brasileiros listados abaixo, identifique aqueles que banham o estado de Minas Gerais:
I. Rio São Francisco.
II. Rio Amazonas.
III. Rio Grande.
IV. Rio Solimões.
V. Rio Doce.
Assinale a alternativa correta.
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“As diferentes formas de relevo em Minas Gerais, somadas às especificidades de solo e clima, propiciaram paisagens muito variadas, recobertas por vegetações características, adaptadas a cada um dos inúmeros ambientes particulares inseridos no domínio de três biomas brasileiros” (IEF, 2021). Entre os biomas indicados nas alternativas abaixo, assinale o que não está presente no estado de Minas Gerais.
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