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Respondida
Considerando os conceitos básicos em macroeconomia, é
correto afirmar que:
Respondida
Suponha Ep = (Δqd /Δp).(p/qd ) a elasticidade preço da demanda e Ey = (Δqd /Δy).(y/qd ) a elasticidade renda da demanda, em que Δqd = variação da quantidade demanda da; Δp = variação no preço do bem; p = preço do bem; qd = quantidade demandada do bem; Δy = variação na renda; e y = renda do consumidor. Com base nessas informações, é correto afirmar que:
Respondida
Em relação à curva de demanda agregada utilizada na
análise macroeconômica, é correto dizer que:
Respondida
Em macroeconomia, o denominado “modelo clássico"
foi popularizado nos livros textos a partir das seguintes
relações: I) uma função de produção que relaciona o produto da
economia com o emprego da mão de obra; II) uma curva de oferta de trabalho, que depende do salário
real; III) uma curva de demanda por trabalho, que também
depende do salário real; IV) uma equação que representa a teoria quantitativa da
moeda; V) uma equação que representa a igualdade entre poupança
e investimento, que dependem da taxa de juros. Nessa
equação, também estão presentes os gastos e as receitas
públicas.
Considerando as hipóteses implícitas em cada uma
dessas relações, é correto afirmar que:
Respondida
Uma das características da política externa brasileira é
o fato do país manter relações ativas com praticamente
todos os Estados filiados ao Sistema Internacional (ONU)
e, por meio desta instituição, participando de diversas
organizações internacionais (filiadas ou não ao Sistema
ONU) e sempre buscando participar das discussões
em andamento e apresentando propostas concretas e
realizando acordos bilaterais, trilaterais ou multilaterais. O
Mercosul e a UNASUL e o conceito de América do Sul (em
contraposição à América Latina, o que incluiria o México)
passam a ocupar a grande parte da agenda multilateral
do Brasil. Na primeira década do século XXI, nos anos
2000, novos temas ganham centralidade na agenda sul-americana
(Mercosul/UNASUL) do Brasil.
Assinale a opção que não pode ser considerada como
um “novo tema” (séc. XXI) na agenda da política externa
brasileira.
Respondida
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Respondida
O Pensamento Clássico da Sociologia passa pela Ordem
Social, pelo Materialismo Dialético e pela conhecida obra
Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.
Acerca do trabalho Ética Protestante e o Espírito do
Capitalismo, de Max Weber, assinale a opção correta.
A
Desde o início, o trabalho de pesquisa de Max Weber,
Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, foi
idealizado como um livro inteiro para debater o papel
do protestantismo na ascensão do capitalismo no
norte da Europa, tema este que foi o foco integral dos
seus estudos.
B
Na primeira parte do livro, Ética Protestante e o Espírito
do Capitalismo, Weber busca as raízes religiosas
dessa forma de ação e à análise do "Conceito de
vocação em Lutero". Analisando a tradução que Lutero
fez da Bíblia e do termo "profissão" ou "vocação"
(em alemão Beruf ) ele diz estar aí presente uma
ideia nova: a de uma missão dada por Deus. Weber
rejeita a perspectiva de Lutero na origem do espírito
do capitalismo ao se recusar a levar a ascese dos
monges para a prática cotidiana. Dessa forma, Weber
afirma que Lutero separa valores religiosos e trabalho.
C
As consequências econômico-sociais de todo esse
processo são analisadas no último capítulo chamado
de "Ascese e capitalismo". Neste capítulo Weber
demonstra como essas crenças religiosas modificaram
a visão religiosa que se tinha da riqueza, dando ênfase
à visão crítica da riqueza no catolicismo. A riqueza
passa a ser um fim em si mesma, uma consequência
para os eleitos, da escolha feita por Deus. Não
apenas a riqueza passa a ser vista de forma positiva,
mas igualmente seu desfrute, como a dedicação ao
esporte, às artes e outras atividades alternativas ao
trabalho para usufruir da seleção por Deus. O consumo
legitimo de bens materiais "consumismo" passa a ser
uma consequência direta dessa perspectiva.
D
Na segunda parte do livro "Os fundamentos religiosos
da ascese intramundana", Weber analisa os principais
ramos do protestantismo posteriores a Lutero, o que
Weber denominou de "protestantismo ascético" ou
"puritanismo". De um lado estão as seitas que aceitam
a tese da predestinação (segundo a doutrina de João
Calvino. Nessa perspectiva, Deus escolhe quem será
salvo, independente dos méritos e conhecimentos dos
indivíduos), como é o caso do calvinismo, do pietismo
e do metodismo. Um segundo portador importante do
puritanismo são os grupos anabatistas que apregoam
a necessidade de separar puros e impuros e, por
isso, rebatizar todos os cristãos adultos. Em ambos
os casos o indivíduo tinha que provar sua qualificação
religiosa com base no trabalho árduo, sério, honesto e
disciplinado.
E
Max Weber, com sua obra Ética Protestante e o Espírito
do Capitalismo, do ponto de vista histórico, pode ser
considerado como o primeiro a sugerir uma ligação
entre ideias protestantes e práticas econômicas.
Respondida
Classes e Mobilidade Social são conceitos fundamentais
para a análise sociológica. Acerca de Conceitos de
Classes e Mobilidade Social, pode-se afirmar que:
A
para Durkheim, os grupos sociais obtêm status ,
prestígio ou honraria a partir do critério de posições
funcional e sócio-profissional, valorizadas e integradas
na sociedade. Nesse sentido, os indivíduos estão
vinculados por meio da complementaridade das
posições que ocupam na divisão do trabalho.
B
para Weber, as classes, os estamentos e os grupos
de status alcançam renda de forma equivalente. O
prestígio e o poder oriundos a partir das qualificações,
habilidades, méritos e interesses de seus membros
são secundários para a definição de classes. A
racionalização e a burocratização, a educação de
massa e a socialização do conhecimento são os
princípios de estruturação de qualquer ordem social.
Weber (1999) estabelece ainda que os de grupos de
status surgem para substituir o conceito de classe
social, definindo a ação dos indivíduos como a busca
para satisfazer seus interesses. A ordem político-social
e a ordem econômica estão integradas em Weber.
C
para Karl Marx, a classe social pode ser definida em
relação à propriedade dos instrumentos de produção,
gerando as relações sociais de produção. Nestas, os
homens contraem determinadas relações sociais de
trabalho necessárias segundo a sua vontade, relações
de produção que correspondem a uma determinada
fase de desenvolvimento das suas forças produtivas
materiais. O conjunto dessas relações de produção
forma a estrutura econômica da sociedade, a base
real sobre a qual se levanta a superestrutura jurídica
e política e à qual correspondem determinadas formas
de consciência social. O modo de produção da vida
material condiciona o processo da vida social, política
e espiritual em geral. No entanto, a consciência
do homem determina o seu ser e o seu ser social é
determinado pela sua consciência sobre sua posição
na estrutura produtiva.
D
o conceito de mobilidade social se refere ao
deslocamento de indivíduos ou grupos de indivíduos
de um estrato para outro da hierarquia social. A
mobilidade social existe em todas as sociedades, seja
aquelas tidas como “abertas", isto é, aquelas em que
há grande abertura e flexibilidade na movimentação de
pessoas entre as diversas localizações na hierarquia
quanto nas ditas "fechadas", ou estratificadas, variando
apenas o grau de educação, renda e status social de
cada indivíduo, adquiridos ao longo de sua evolução
pessoal.
E
a proposta do paradigma funcionalista de cunho
meritocrática prediz cada vez menos desigualdade no
processo de alocação de status , na medida em que
as sociedades se desenvolvem, apesar de haver uma
extraracionalidade no seu processo de distribuição. O
processo de mobilidade social é, portanto, baseado
em características atribuídas, e não em características
adquiridas pelo indivíduo.
Respondida
Historicamente, o Brasil apresenta taxas persistentes de
desigualdade social. O debate acerca das causas e as
consequências da desigualdade brasileira sugere que
A
uma forma de se medir a desigualdade é por meio do
índice de Gini. Ele é uma medida que vai de 0 a 1 em
que 0 significa que todos têm os mesmos rendimentos
(uma igualdade completa) e 1 refere-se à apenas uma
pessoa adquirindo toda a renda (uma desigualdade
completa). Isso quer dizer que a sociedade que
apresenta um índice de Gini mais próximo de zero
tem menos desigualdade do que outra que apresenta
um valor mais próximo de um. No caso do Brasil, que
possui um alto índice de Gini (média de 0,70), este
índice se deve às políticas neoliberais que predominam
historicamente no Brasil e pela alta inflação.
B
o crescimento econômico se apresentou como um
forte instrumento de combate a concentração de
renda, como ficou claro nos ano sessenta e durante o
denominado 'milagre' brasileiro, quando a distribuição
de renda melhorou substancialmente. Com efeito,
através do cálculo do Índice de Theil, com base
nos dados dos censos de 1960 e 1970, Fishlow
(1972) constatou que houve de fato uma redução da
desigualdade pessoal da renda brasileira, durante o
período do governo de Castello Branco (1964-1967).
C
Langoni propõe que o aumento da desigualdade
de renda no Brasil nos anos sessenta pode estar
associado à rápida expansão da economia, de tal
forma que o desenvolvimento econômico do Brasil
teria levado à maior concentração de renda através
da complementaridade dos seguintes mecanismos:
“Efeito Kuznets", e a corrida tecnológica versus a
defasagem na qualificação da força de trabalho.
Embora estes mecanismos fossem distintos, eles
tinham o mesmo gatilho: o processo de crescimento
econômico acelerado disparado pelo processo
estrutural de industrialização.
D
Bacha foca atenção na distribuição social da renda e
na distribuição corporativa da renda. Ele indica que
o aumento da escala das firmas (impulsionado pelo
processo de desenvolvimento industrial) demandou
sistemas gerenciais mais amplos e complexos, o que
fez elevar relativamente o peso dos trabalhadores
manuais na economia como um todo, gerando melhor
distribuição de renda.
E
a literatura da desigualdade social brasileira destaca
que o salário mínimo, a inflação, a flutuação de
demanda, a educação e o desemprego não têm um
impacto significativo entre as principais variáveis
responsáveis pelas flutuações na desigualdade
pessoal da renda no Brasil.
Respondida
Alguns autores consagrados procuram explicar a realidade
brasileira pela denominada Sociologia da herança
patriarcal-patrimonial. Assinale a afirmativa incorreta
acerca dessa linha de pesquisa e perspectiva teórica.
A
Freyre, Holanda, Faoro e Matta têm em comum o
fato de atribuírem aos efeitos da herança patrimonialpatriarcal
sobre o Brasil contemporâneo a razão das
distorções de nossa sociabilidade moderna. Freyre
(1990, 1996, 2000) e Holanda (1994) claramente
convergem em direção à ideia de que certos códigos
de sociabilidade típicos da família patriarcal e do
pater familias teriam permanecido ativos na dinâmica
social do Brasil contemporâneo para além do período
colonial.
B
Para Freyre, a extensão e a profundidade da
disseminação do tipo patriarcal de sociabilidade
seriam uma consequência do fato de que o latifúndio
patriarcal, baseado no trabalho escravo e orientado à
produção e à exportação de matérias-primas, veio a se
tornar algo mais que uma simples unidade econômica:
consolidou-se por muito tempo como locus político-administrativo,
militar e jurídico, além de centro
organizador da vida sexual, cultural e até mesmo
religiosa. Naquelas circunstâncias, diferenciação
social e impessoalidade teriam encontrado tremenda
dificuldade para florescer.
C
Sérgio B. de Holanda atribui à nossa herança
lusitana, marcada por aversão congênita a qualquer
ordenação impessoal da existência, a importância
remanescente do patriarcalismo no tecido social
do Brasil contemporâneo. O perfil da empresa
colonizadora de portugueses, ancorada na ética da
aventura em detrimento da ética do trabalho, revelaria
a incompatibilidade de nosso passado ibérico com a
racionalização característica de terras protestantes.
Com isso, estabilidade e segurança – atributos de
uma ordem racionalizada – teriam sido postos em
segundo plano em favor do desejo pela recompensa
imediata.
D
Roberto da Matta defende a existência de um sistema
dual pretensamente estruturando e orientando o Brasil
contemporâneo: um código pessoal em coexistência
com um sistema legal individualizante enraizado na
ideologia burguesa liberal. Tal sistema dual expressar-se-ia
na posição que "casa" e "rua" ocupariam na
gramática social brasileira: a "casa", domínio privado
por excelência, seria o território da intimidade, do
familiar, das relações pessoais, do parentesco, da
afeição e do descanso; a "rua" (mercado, Estado,
tráfego, entre outros), domínio público por excelência,
seria um ambiente vivido e percebido como "a dura
realidade", esfera do trabalho, da luta, da disputa pela
sobrevivência e, com bastante frequência, da punição.
E
Faoro (2001) toma caminho particular no interior dessa
perspectiva interpretativa: em vez do "patriarcalismo",
nossa peculiaridade moderna teria suas raízes no
Estado patrimonial que se constituiu em Portugal
desde os idos de sua formação. Durante séculos,
o Estado patrimonial português e sua burocracia
estamental mantiveram o controle supremo de toda a dinâmica colonial, não só do ponto de vista político-administrativo
e militar, mas também do ponto de vista
cultural, econômico e até mesmo religioso. Mesmo
o controle das oligarquias estaduais no período de
1889 a 1930 não teria representado mudanças tão
substanciais, já que, com a queda da monarquia, teria
prevalecido um tipo de relação autoritária entre as elites
políticas (estaduais e locais) e suas bases, marcado
por obediência pessoal e por extrema porosidade
entre os domínios públicos e os âmbitos privados
dos líderes mais proeminentes. A Revolução de 1930
representaria o fi m do Estado de tipo patrimonial e
a implementação do modelo burocrático de estilo
weberiano em todo o serviço público brasileiro.