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Falar em desigualdade é falar também em pobreza. A
reprodução social das desigualdades contribui para o
aprofundamento das situações de pobreza, por isso uma
estratégia de enfrentamento deve considerar a conexão entre as
duas pautas.
É necessário compreender que a desigualdade se
expressa em diferentes dimensões na vida das pessoas e que
apenas uma minoria se beneficia com a acumulação de riqueza
e de poder. No caso do Brasil, há especificidades que devem
ser observadas. A história de colonização e de escravidão
deixou heranças ainda presentes, que resguardam a condição
desigual no acesso a bens, serviços e equipamentos públicos.
A desigualdade não é natural; ela é uma construção
social. Quando a desigualdade é naturalizada, ela passa a
instituir o poder da opressão social. Os mecanismos que
reproduzem as desigualdades devem ser revelados de forma
que se possibilite seu enfrentamento pela sociedade civil por
meio da cidadania ativa, buscando-se o aprofundamento da
democracia e a garantia da justiça de gênero, da igualdade
racial e dos direitos humanos.
Kátia Maia. Vamos falar sobre desigualdade? Internet: www.oxfam.org.br (com adaptações).
Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir.
No texto, a palavra “minoria” (ℓ.8) refere-se aos grupos sociais marginalizados, em situação de maior vulnerabilidade social, tal qual a população das periferias, por exemplo.
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Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente.
Infere-se do texto que calamidades com consequências de proporções imensuráveis não devem ser consideradas casos de injustiça, já que é impossível contê-las.
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Texto CB2A1-I
Se a cultura, no que tange a valores e visões de
mundo, é fundamental para nossa constituição enquanto
indivíduos (servindo-nos como parâmetro para nosso
comportamento moral, por exemplo), limitarmo-nos a ela,
desconhecendo ou depreciando as demais culturas de povos ou
grupos dos quais não fazemos parte, pode nos levar a uma
visão estreita das dimensões da vida humana. O etnocentrismo,
dessa forma, representa uma visão de mundo que toma a
cultura do outro (alheia ao observador) como algo menor, sem
valor, errado, primitivo. Ou seja, a visão etnocêntrica
desconsidera a lógica de funcionamento de outra cultura, o que
faz o indivíduo limitar-se à visão que possui como referência
cultural. A herança cultural que recebemos de nossos pais e
antepassados contribui para isso, pois nos condiciona ao
mesmo tempo em que nos educa.
Tomar conhecimento do outro sem aceitar sua lógica
de pensamento e seus hábitos acaba por gerar uma visão
etnocêntrica e preconceituosa, o que pode até mesmo se
desdobrar em conflitos diretos. O etnocentrismo está,
certamente, entre as principais causas da intolerância
internacional e da xenofobia. Basta pensarmos nas relações
entre norte-americanos e latinos imigrantes, entre franceses e
os povos vindos do norte do continente africano que buscam
residência em países estrangeiros, apenas como exemplos.
A visão etnocêntrica caminha na contramão do processo de
integração global decorrente da modernização dos meios de
comunicação como a Internet, pois é sinônimo de estranheza e
de falta de tolerância.
Internet: https://brasilescola.uol.com.br (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o próximo item.
No texto, a palavra “depreciando” (ℓ.5) foi empregada com o sentido de desprezar.
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Texto CB2A1-I
Se a cultura, no que tange a valores e visões de
mundo, é fundamental para nossa constituição enquanto
indivíduos (servindo-nos como parâmetro para nosso
comportamento moral, por exemplo), limitarmo-nos a ela,
desconhecendo ou depreciando as demais culturas de povos ou
grupos dos quais não fazemos parte, pode nos levar a uma
visão estreita das dimensões da vida humana. O etnocentrismo,
dessa forma, representa uma visão de mundo que toma a
cultura do outro (alheia ao observador) como algo menor, sem
valor, errado, primitivo. Ou seja, a visão etnocêntrica
desconsidera a lógica de funcionamento de outra cultura, o que
faz o indivíduo limitar-se à visão que possui como referência
cultural. A herança cultural que recebemos de nossos pais e
antepassados contribui para isso, pois nos condiciona ao
mesmo tempo em que nos educa.
Tomar conhecimento do outro sem aceitar sua lógica
de pensamento e seus hábitos acaba por gerar uma visão
etnocêntrica e preconceituosa, o que pode até mesmo se
desdobrar em conflitos diretos. O etnocentrismo está,
certamente, entre as principais causas da intolerância
internacional e da xenofobia. Basta pensarmos nas relações
entre norte-americanos e latinos imigrantes, entre franceses e
os povos vindos do norte do continente africano que buscam
residência em países estrangeiros, apenas como exemplos.
A visão etnocêntrica caminha na contramão do processo de
integração global decorrente da modernização dos meios de
comunicação como a Internet, pois é sinônimo de estranheza e
de falta de tolerância.
Internet: https://brasilescola.uol.com.br (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o próximo item.
O trecho “Tomar conhecimento (...) preconceituosa” (ℓ. 16 a 18) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto, da seguinte forma: Tomar conhecimento do outro sem aceitar a lógica de seu pensamento e sem acatar a lógica de seus hábitos acabam gerando uma visão etnocêntrica e preconceituosa.
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Texto CB2A1-I
Se a cultura, no que tange a valores e visões de
mundo, é fundamental para nossa constituição enquanto
indivíduos (servindo-nos como parâmetro para nosso
comportamento moral, por exemplo), limitarmo-nos a ela,
desconhecendo ou depreciando as demais culturas de povos ou
grupos dos quais não fazemos parte, pode nos levar a uma
visão estreita das dimensões da vida humana. O etnocentrismo,
dessa forma, representa uma visão de mundo que toma a
cultura do outro (alheia ao observador) como algo menor, sem
valor, errado, primitivo. Ou seja, a visão etnocêntrica
desconsidera a lógica de funcionamento de outra cultura, o que
faz o indivíduo limitar-se à visão que possui como referência
cultural. A herança cultural que recebemos de nossos pais e
antepassados contribui para isso, pois nos condiciona ao
mesmo tempo em que nos educa.
Tomar conhecimento do outro sem aceitar sua lógica
de pensamento e seus hábitos acaba por gerar uma visão
etnocêntrica e preconceituosa, o que pode até mesmo se
desdobrar em conflitos diretos. O etnocentrismo está,
certamente, entre as principais causas da intolerância
internacional e da xenofobia. Basta pensarmos nas relações
entre norte-americanos e latinos imigrantes, entre franceses e
os povos vindos do norte do continente africano que buscam
residência em países estrangeiros, apenas como exemplos.
A visão etnocêntrica caminha na contramão do processo de
integração global decorrente da modernização dos meios de
comunicação como a Internet, pois é sinônimo de estranheza e
de falta de tolerância.
Internet: https://brasilescola.uol.com.br (com adaptações).
Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue.
A cultura é um fator que limita a concepção de mundo dos diferentes povos, levando-os a uma visão estreita das dimensões da vida humana.
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Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente.
O protesto é a primeira e a mais natural reação do ser humano a calamidades ou a casos de injustiça.
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Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente.
Para o autor do texto, nem sempre a discussão sobre justiça pode ser feita a partir de uma argumentação racional, visto que, em casos de evidente injustiça, as pessoas são tomadas por um impulso que as impede de raciocinar antes de agir.
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Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente.
O autor do texto defende a ideia de que a razão é um elemento de relevância na definição do que possa ser considerado justiça ou injustiça.
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Texto CB2A1-II
Texto CB2A1-II
Em 1979, foi aprovada pela Assembleia Geral da
ONU a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de
Discriminação contra a Mulher. O tratado internacional entrou
em vigor internamente no Brasil apenas em 2002.
A Convenção prevê que os Estados signatários adotem
política destinada a eliminar a discriminação contra a mulher,
entendida como “toda distinção, exclusão ou restrição baseada
no sexo e que tenha por objeto ou resultado prejudicar ou
anular o reconhecimento, gozo ou exercício pela mulher,
independentemente de seu estado civil, com base na igualdade
do homem e da mulher, dos direitos humanos e das liberdades
fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural
e civil ou em qualquer outro campo”.
As medidas previstas visam garantir o gozo dos
direitos humanos e das liberdades fundamentais das mulheres,
em igualdade de condições com os homens, além de buscar
alterar os padrões socioculturais de conduta e suprimir todas as
formas de tráfico de mulheres e exploração da prostituição feminina.
A Convenção prevê, ainda, a adoção de ações
afirmativas, a exemplo do que ocorreu no Brasil com a cota
eleitoral de sexo, prevista na Lei n.º 9.504/1997 (Lei das
Eleições). O dispositivo exige que as candidaturas dos partidos
obedeçam, nas eleições proporcionais, ao parâmetro mínimo de
30% e máximo de 70% para cada sexo.
Internet: http://justificando.cartacapital.com.br (com adaptações).
Julgue o item seguinte, a respeito das ideias do texto CB2A1-II.
O texto informa que, em 2002, entrou em vigor no Brasil o primeiro dispositivo legal para eliminação da discriminação contra a mulher.
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Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
Na linha 3, o adjetivo “patente” tem o significado de impressionante.
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