Foram encontradas 180 questões.
Respondida
Quanto ao conceito de Direito Administrativo, às
responsabilidades dos servidores públicos civis, aos
atos administrativos, ao controle da Administração
Pública e ao processo administrativo regido pela
Lei n° 9.784/1999, é correto o que se afirma em:
Respondida
Acerca dos princípios que informam o Direito
Administrativo Brasileiro, é correto afirmar que a(o):
A
nomeação de cônjuge, companheiro ou parente
em linha reta, colateral ou por afinidade, até o
quarto grau, inclusive, da autoridade nomeante
ou de servidor da mesma pessoa jurídica
investido em cargo de direção, chefia ou
assessoramento, para o exercício de cargo em
comissão ou de confiança ou, ainda, de função
gratificada na Administração Pública direta e
indireta em qualquer dos poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
compreendido o ajuste mediante designações
recíprocas, viola a Constituição Federal.
B
Supremo Tribunal Federal já possui pacífica
jurisprudência no sentido de que o Chefe do
Poder Executivo Estadual pode nomear parentes
em linha reta, a exemplo de uma filha, para o
cargo de Secretária de Estado, porque se trata de
uma escolha política e o fato do cargo de
Secretário de Estado ser de natureza política
torna esta nomeação insuscetível de controle.
C
princípio da publicidade considera-se atendido
sempre que houver a publicação de atos no
Diário Oficial, sendo, por conseguinte,
desnecessária qualquer medida adicional por
parte da Administração Pública.
D
princípio da legalidade tem idêntica aplicação
para os particulares e para a Administração
Pública, significando a possibilidade de
realização de atos que não sejam vedados pelo
ordenamento jurídico.
E
Supremo Tribunal Federal possui entendimento
no sentido de que vedar o acesso de qualquer
cidadão a cargo público tão somente em razão da
existência de relação de parentesco com servidor
público que não tenha competência para o
selecionar ou o nomear para o cargo de chefia,
direção ou assessoramento, ou que não exerça
ascendência hierárquica sobre aquele que
possua essa competência é, em alguma medida,
negar um dos princípios constitucionais a que se
pretendeu conferir efetividade com a edição da
Súmula Vinculante n° 13, qual seja, o princípio da
impessoalidade.
Respondida
Quanto à responsabilidade civil do Estado e às
espécies de agentes públicos, assinale a alternativa
correta.
A
responsabilidade civil do Estado no Direito
Administrativo Brasileiro é regida pela teoria do
risco integral. Assim, o Estado não pode alegar
caso fortuito ou força maior para eximir-se de sua
responsabilidade perante os administrados.
B
É admissível a responsabilidade civil do Estado
por atos lícitos, com fundamento no princípio da
igualdade, e não há óbice jurídico ao seu
reconhecimento na via administrativa.
C
O servidor público estatutário é aquele que tem
seu vínculo jurídico com a Administração Pública
regido por um contrato de trabalho.
D
Um Deputado Estadual não pertence à categoria
de agentes públicos denominada “agente
político”, pois apenas vota projetos de lei, sem
que represente a unidade do Poder Legislativo
Estadual. Esta visão torna-se ainda mais
acentuada quando há divergência na aprovação
dos projetos de lei.
E
As pessoas jurídicas de direito público e as de
direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes,
nessa qualidade, causarem a terceiros,
assegurado o direito de regresso contra o
responsável. Este direito de regresso há de ser
exercido em uma demanda em que a
responsabilidade do agente público é objetiva,
sendo, assim, desimportante a verificação de sua
culpa ou dolo.
Respondida
Quanto ao tema dos serviços públicos e sua disciplina constante da Lei n° 8.987/1995, assinale a alternativa correta.
A
Nas condições estabelecidas no contrato de concessão, o poder concedente autorizará a assunção do controle ou da administração temporária da concessionária por seus financiadores e garantidores com quem não mantenha vínculo societário direto, para promover sua reestruturação financeira e assegurar a continuidade da prestação dos serviços. Esta administração temporária, uma vez autorizada, acarretará responsabilidade aos financiadores e garantidores em relação à tributação, encargos, ônus, sanções, obrigações ou compromissos com terceiros, inclusive com o poder concedente ou empregados.
B
No exercício da fiscalização, o poder concedente terá acesso aos dados relativos à administração, contabilidade, recursos técnicos, econômicos e financeiros da concessionária. A demais, tal fiscalização será feita por intermédio de órgão técnico do poder concedente ou por entidade com ele conveniada, e, periodicamente, conforme previsto em norma regulamentar, por comissão composta de representantes do poder concedente, da concessionária e dos usuários.
C
Entende-se por concessão serviço público a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente , mediante licitação, nas modalidades de concorrência ou contratação integrada, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.
D
Como o contrato de concessão de serviço público não é considerado um contrato administrativo e, portanto, não pode conter cláusulas exorbitantes, o poder concedente não possui atribuição para aplicação de penalidades regulamentares e contratuais. Por outro lado, a bem do interesse público, poderá a Administração intervir na prestação do serviço sempre que este não estiver sendo prestado de modo adequado.
E
Considera-se caducidade a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento de indenização. Declarada a caduc dade, não resultará para o poder concedente qualquer espécie de responsabilidade em relação aos encargos, ônus, obrigações ou compromissos com terceiros ou com empregados da concessionária.
Respondida
Considerando os entendimentos jurisprudenciais do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal relativos à responsabilidade civil do Estado, assinale a alternativa correta.
A
Para a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o Estado não responde civilmente por atos ilícitos praticados por foragidos do sistema penitenciário, salvo quando os danos decorrem direta ou imediatamente do ato de fuga. Também entende o Superior Tribunal de Justiça que o Estado pode responder civilmente pelos danos causados por seus agentes, ainda que estes estejam amparados por causa excludente de ilicitude penal.
B
Segundo o Supremo Tribunal Federal, é obrigação do Estado ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento. Para fundamentar esta tese, a Corte Excelsa invocou a teoria do risco administrativo do tipo integral.
C
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o Estado não deve ser condenado a indenizar servidores na hipótese de posse em cargo público determinada por decisão judicial, sob fundamento de que deveria ter sido investido em momento anterior, ainda que seja comprovada situação de arbitrariedade flagrante. Para o Supremo Tribunal Federal, nas hipóteses de arbitrariedade flagrante, a indenização deve ser substituída pelo reconhecimento do tempo de serviço.
D
Segundo o Supremo Tribunal Federal, caso um detento seja encontrado morto nas dependências de estabelecimento penitenciário e seja comprovado que se tratou de um suicídio, à luz da teoria do risco administrativo entende-se que não há como se imputar qualquer responsabilidade ao Estado.
E
O Superior Tribunal de Justiça, em conflito com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firmou entendimento no sentido de que o Estado deve ser responsabilizado civilmente caso o inquérito policial instaurado por delegado de polícia seja arquivado judicialmente após pedido do Ministério Público.
Respondida
Considerando os Poderes e Deveres da Administração Pública e dos administradores públicos, é correta a seguinte afirmação:
A
O dever-poder normativo viabiliza que o Chefe do Poder Executivo expeça regulamentos para a fiel execução de leis.
B
O dever-poder de policia, também denominado de dever-poder disciplinar ou dever-poder da supremacia da administração perante os súditos, é a atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.
C
Verificado que um agente público integrante da estrutura organizacional da Administração Pública praticou uma infração funcional, o dever-poder de polícia autoriza que seu superior hierárquico aplique as sanções previstas para aquele agente.
D
O dever-poder de policia pressupõe uma prévia relação entre a Administração Pública e o administrado. Esta é a razão pela qual este dever-poder possui por fundamento a supremacia especial.
E
A possibilidade do chefe de um órgão público emitir ordens e punir servidores que desrespeitem o ordenamento jurídico não possui arrimo no dever-poder de polícia, mas sim no dever-poder normativo.
Respondida
No que tange aos princípios que informam o Direito
Administrativo Brasileiro e aos atos administrativos, é
correto afirmar:
A
A publicidade dos atos, programas, obras,
serviços e campanhas dos órgãos públicos
deverá ter caráter educativo, informativo ou de
orientação social, dela não podendo constar
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem
promoção pessoal de autoridades ou servidores
públicos.
B
Conforme expressa indicação constitucional, o
princípio da eficiência é absoluto no Direito
Administrativo Brasileiro, de modo que os
processos e procedimento de controle devem ser
afastados sempre que gerarem aumento de
gastos para a Administração Pública.
C
Constatado que um ato administrativo é ilegal,
por vício originário ou superveniente, sua retirada
do mundo jurídico é medida que deve ser
operada imediatamente, porque o princípio da
legalidade administrativo veda a aplicação do
princípio da segurança jurídica para convalidar o
ato inválido ou mesmo para estabilizá-lo.
D
A Administração Pública pode revogar seus
próprios atos, quando eivados de vícios que os
tornam ilegais, porque deles não se originam
direitos; ou anulá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial.
E
O acordo de designações reciprocas, a despeito
de ser prática socialmente reprovada, não chega
a constituir violação aos princípios da
moralidade, impessoalidade, eficiência e
isonomia.
Respondida
Quanto à temática do Controle da Administração
Pública, assinale a alternativa correta.
A
Por configurar ofensa à separação dos poderes,
a Constituição Federal de 1988 veda o controle
da administração pelo Poder Legislativo.
B
Apesar de inexistir hierarquia entre a
administração direta e a administração indireta,
há a possibilidade de controle administrativo
desta por aquela, e uma dessas formas de
controle é a denominada tutela extraordinária.
C
O Tribunal de Contas, órgão integrante do Poder
Executivo, realiza o controle externo da
administração pública por meio de fiscalização
contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial.
D
O recurso administrativo interposto num
processo administrativo, por dizer respeito
apenas ao interessado, não pode ser
considerado uma forma de controle da atividade
administrativa, pois esta pressupõe uma
abrangência coletiva.
E
No exercício do controle da atividade
administrativa, o Poder Judiciário deve, sempre
que possível e por imposição constitucional,
substituir-se ao gestor para valorar os critérios de
oportunidade e conveniência que a
Administração Pública considerou para editar o ato administrativo questionado.
Respondida
Considerando os temas da centralização e
descentralização administrativa, da concentração e
desconcentração administrativa, bem como dos
entes da administração indireta, assinale a
alternativa correta.
A
A possibilidade de nomeação, pelo chefe do
Poder Executivo, dos dirigentes das autarquias
públicas, empresas públicas, sociedades de
economia mista e fundações é consequência da
hierarquia existente entre a Administração direta
e a Administração indireta.
B
As agências reguladoras são espécies de
empresas públicas. Têm por finalidade a
normatização técnica de serviços públicos e
atividades econômicas.
C
Caso o Estado do Acre edite uma lei criando uma
autarquia pública, fala-se em desconcentração
administrativa, mantendo-se, assim, a hierarquia
entre o novo ente da Administração indireta e a
Administração direta.
D
Somente por lei específica poderá ser criada
autarquia e autorizada a instituição de empresa
pública, de sociedade de economia mista e de
fundação, cabendo à lei complementar ou à lei
ordinária, neste último caso, definir as áreas de
sua atuação.
E
A agência executiva, autarquia de regime
especial, tem por forte característica a
operacionalidade e a eficiência. Seu qualificativo
como agência executiva é temporário, pois, de
ordinário, depende de instrumento firmado
perante a Administração direta.
Respondida
Quanto ao Controle da Administração Pública, é correto afirmar:
A
Quanto aos sistemas de controle da Administração Pública, o ordenamento brasileiro filiou-se ao sistema francês ou de dualidade de jurisdição, na medida em que vários órgãos colegiados administrativos possuem a função atípica de julgamento de recursos administrativos.
B
A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá- los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
C
Por inexistir hierarquia entre a administração direta e a administração indireta, veda-se o controle administrativo desta por aquela. Neste norte de ideias, caso a administração direta discorde da atuação da administração indireta, o caso controvertido deve ser judicializado.
D
Como regra, para que um ato da Administração Pública seja controlado pelo Poder Judiciário, deve o interessado esgotar a via administrativa percorrendo todas as suas instâncias.
E
Os Tribunais de Contas dos Estados integram o Poder Judiciário estadual e exercem controle externo da Administração Pública.