Foram encontradas 100 questões.
Seja a variável aleatória X definida como o tempo de redução de pena em ano para o detento que fizer delação:
| X = Redução (ano) | 2 | 4 | 6 | 8 | 10 |
|---|---|---|---|---|---|
| P(X ≤ x) | 0,40 | 0,70 | 0,85 | 0,95 | 1,00 |
O valor esperado, ou seja, o tempo médio de redução da pena é
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Considere o levantamento realizado em um presídio com 480 detentos, por meio do qual se obteve o seguinte resultado:
| SEXO | CRIME COMETIDO | TOTAL | |||
|---|---|---|---|---|---|
| ASSALTO | ESTELIONATO | HOMICÍDIO | SEQUESTRO | ||
| FEMININO | 20 | 40 | 60 | 30 | 150 |
| MASCULINO | 80 | 120 | 70 | 60 | 330 |
| TOTAL | 100 | 160 | 130 | 90 | 480 |
Ao selecionarmos aleatoriamente uma pessoa do grupo acima, a probabilidade de ela
I. ser do sexo feminino e ter participado de um sequestro é de 6,25%.
II. ser do sexo masculino ou ter realizado um assalto é de 74,92%.
III. ter cometido um homicídio, sabendo-se que é do sexo feminino é de 40,00%.
IV. ter cometido um estelionato é de 34,10%.
Estão corretas somente as complementações contidas em
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A tabela de distribuição apresenta o número de mortes ocorridas na localidade ALFA em 2023, por faixa etária.
| IDADE (anos) | Nº DE CASOS |
|---|---|
| 4 ---- 6 | 25 |
| 6 ---- 8 | 40 |
| 8 ---- 10 | 70 |
| 10 ---- 12 | 40 |
| 12 ---- 14 | 25 |
| TOTAL | 200 |
Considerando a distribuição de frequência que trata da incidência de mortes por violência, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A idade média é de 9 anos.
( ) A distribuição é assimétrica.
( ) A idade mediana é de 10 anos.
( ) A incidência de casos com crianças com idade inferior a 8 anos foi de 32,50%.
( ) A melhor representação gráfica para essa distribuição de frequência é o gráfico em pizza.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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Note: e-3 = 0,049787
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Considere as seguintes informações verdadeiras:
I. O troféu não pode estar na posição central (número 3).
II. A raquete e a bola estão localizadas em posições identificadas com números pares.
III. A chuteira e a bola estão em posições vizinhas.
IV. A luva não pode estar nas posições inicial (número 1) e central (número 3).
Considerando as afirmações acima apresentadas, é correto afirmar que
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Mila
Era pouco maior do que minha mão: por isso eu
precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como
eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela
não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse
calor e acredito que ela também. Dias depois, quando
abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me
para dono. Pior: me aceitou.
Foram 13 anos de chamego e encanto.
Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima
do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra
o vento?
Amá-la — foi a resposta e também acredito que
ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla
dinâmica contra as ciladas que se armam. E também
contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando
meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua
cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não
queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.
Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do
mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove
filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou
mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos
pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos”,
como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma
lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e
transportada por súditos imaginários.
No sábado, olhando-me nos olhos, com seus
olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada
de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela
tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem
maior do que o meu peito, levei-a até o fim.
Eu me considerava um profissional decente. Até
semana passada, houvesse o que houvesse, procurava
cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi
possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a
meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar
com ela.
Até o último momento, olhou para mim, me
escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços,
apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que
ela seria maior do que a saudade.
CONY, Carlos Heitor. Mila. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (org.). As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 271–272.
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Mila
Era pouco maior do que minha mão: por isso eu
precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como
eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela
não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse
calor e acredito que ela também. Dias depois, quando
abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me
para dono. Pior: me aceitou.
Foram 13 anos de chamego e encanto.
Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima
do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra
o vento?
Amá-la — foi a resposta e também acredito que
ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla
dinâmica contra as ciladas que se armam. E também
contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando
meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua
cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não
queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.
Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do
mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove
filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou
mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos
pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos”,
como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma
lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e
transportada por súditos imaginários.
No sábado, olhando-me nos olhos, com seus
olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada
de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela
tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem
maior do que o meu peito, levei-a até o fim.
Eu me considerava um profissional decente. Até
semana passada, houvesse o que houvesse, procurava
cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi
possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a
meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar
com ela.
Até o último momento, olhou para mim, me
escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços,
apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que
ela seria maior do que a saudade.
CONY, Carlos Heitor. Mila. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (org.). As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 271–272.
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