Foram encontradas 80 questões.
Podemos definir bioma como um conjunto de ecossistemas, que funcionam de forma estável. Um bioma é caracterizado por um tipo principal de vegetação (num mesmo bioma podem existir diversos tipos de vegetação). Os seres vivos de um bioma vivem de forma adaptada às condições existentes na natureza (vegetação, chuva, umidade, calor, etc.). Os biomas brasileiros caracterizam-se, no geral, por uma grande diversidade de animais e vegetais (biodiversidade).
Sobre os biomas brasileiros, são apresentadas as seguintes afirmativas:
I - Caatinga – presente na região do sertão nordestino (clima semi-árido), caracteriza-se por uma vegetação de arbustos de porte médio, secos e com galhos retorcidos. Há também a presença de ervas e cactos.
II - Cerrado – este bioma é encontrado principalmente nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Com uma rica biodiversidade, caracteriza-se pela presença de gramíneas, arbustos e árvores de grande porte. As plantas possuem longas raízes para retirar água e nutrientes em profundidades maiores.
III - Mata Atlântica – neste bioma há a presença de diversos ecossistemas. No passado, ocupou quase toda região litorânea brasileira. Com o desmatamento, foi perdendo terreno e hoje ocupa somente 7% da área original. Rica biodiversidade, com presença de diversas espécies animais e vegetais. A floresta é fechada, com presença de árvores de porte médio e alto.
IV - Biomas Litorâneos – com um litoral muito extenso, o Brasil possui diversos tipos de biomas nestas áreas. Na região Norte, destacam-se as matas de várzea e os mangues no litoral Amazônico. No Nordeste, há a presença de restingas, falésias e mangues. No Sudeste destacam-se a vegetação de mata Atlântica e também os mangues, embora em pouca quantidade. Já na região Sul, temos os costões rochosos e a ausência de manguezais.
São verdadeiras as afirmativas:
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O Pólo Norte
Nada como um crime 100% monstruoso, desses que elevam para um novo patamar os piores padrões que se podem atingir em matéria de crueldade e selvageria, para descobrir quanta gente fica comovida, no Brasil de hoje, com a sorte dos acusados – e horrorizada com a hipótese de que possa ocorrer alguma falha, por mais duvidosa que seja, na proteção a seus direitos. É o que se está vendo no momento, mais uma vez, com o assassinato da menina Isabella Nardoni, em São Paulo. Para muitos dos mais renomados sábios da nossa ciência jurídica, sobretudo os que se dedicam à advocacia criminal, intelectuais de todas as variedades e até o presidente da República, o foco deixou de estar no crime que foi cometido. O que realmente os preocupa é a “condenação antecipada” dos suspeitos, algo que, a seu ver, estaria ocorrendo no caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente, se mostra angustiado com a possibilidade de que inocentes tenham suas vidas “destruídas”. A única vida realmente destruída, até agora, foi a de Isabella, mas isso parece ser apenas um detalhe menor na história. O verdadeiro problema, nesse modo de ver as coisas, estaria no que os campeões do direito de defesa imaginam ser a condenação “sem julgamento” ou “sem provas” dos acusados – fruto do desejo de “vingança” e de “linchamento” que a exposição intensa do caso na imprensa faz nascer junto a uma população boçal e incapaz de entender os fundamentos do direito penal.
(...)
A verdadeira dificuldade para o casal Nardoni não está na violação de seus direitos. Está, isso sim, no fato de que não surgiu até agora, após quarenta dias de investigação, feita com todos os recursos da polícia e sob o intenso holofote da imprensa, o mais remoto indício de que o crime possa ter sido praticado por alguma outra pessoa. A verdadeira revolta popular, ao mesmo tempo, é contra a impunidade; o temor é que o pai e a madrasta de Isabella, caso culpados, fiquem livres. Trata-se de uma expectativa mais do que justificada pelos fatos. Se homicidas confessos, condenados em júri popular, estão soltos, por que não seria assim outra vez? Por que não, se está solto o médico que esquartejou uma mulher submetida a anestesia e alegou ter agido em legítima defesa? São questões que não entram no debate. Os defensores do casal, quando de boa-fé, argumentam que nada é mais importante do que colocar a lei acima da paixão. Mas pregar de maneira automática e em qualquer circunstância, sejam lá quais forem os fatos, a favor dos direitos dos acusados não contribui para a genuína proteção dos direitos do cidadão; contribui, na prática, para dar conforto aos criminosos.
O problema da Justiça brasileira, hoje, não é a escassez de direitos de defesa; o real problema é o excesso de obstáculos para a punição e o excesso de proteção para os acusados. O Brasil é possivelmente um caso único, em todo o mundo, onde se recomenda, diante do aumento da criminalidade, a redução das penas e o aumento dos benefícios para os criminosos. É algo que talvez faça sentido em lugares como o Pólo Norte, por exemplo, onde não há crime algum; no Brasil atual é simplesmente incompreensível. Não passa pela cabeça dos patronos dessas idéias a existência de alguma relação entre o agravamento da criminalidade e a ausência de punição efetiva para os culpados. Parecem, ao contrário, convencidos de que a saída é punir ainda menos. É muito bom, sem dúvida, para o interesse profissional dos advogados criminalistas e para o bem-estar de seus clientes. Para todos os demais é uma tragédia.
(GUZZO, J. R. Veja, 14 maio 2008.)
Em qual das alternativas abaixo está correta a concordância verbal?
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Na ecologia de comunidades naturais, um dos aspectos relevantes para estudos de impacto ambiental, é a capacidade de recuperação que cada bioma possui. Alguns biomas brasileiros estão adaptados a queimadas periódicas, enquanto outros se adaptaram a regenerar-se após a abertura de clareiras pela queda de grandes árvores.
Este fenômeno é conhecido como sucessão ecológica e, sobre este processo, são feitas as seguintes afirmações:
I - A sucessão secundária caracteriza-se pela presença de condições mais favoráveis, como nutrientes no solo, desde o início do processo.
II - Durante o processo de sucessão ecológica pode-se verificar um grande aumento da biomassa das espécies, porém não ocorrem mudanças na biodiversidade.
III - As primeiras espécies que colonizam uma região, durante o processo de sucessão primária ou secundária, são consideradas espécies pioneiras.
IV - A sucessão ecológica só ocorre após o ambiente sofrer alterações decorrentes da ação humana.
V - Liquens, briófitas e gramíneas, são exemplos de espécies pioneiras, e são elas que dão início ao processo de aumento da biomassa, por exemplo, em uma sucessão primária.
São verdadeiras as afirmativas:
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Pode-se dizer que a paleoantropologia começou com o descobrimento do Neanderthal e com evidências de outros "homens das cavernas" no século 19. A idéia de que os humanos eram similares a certos macacos, era óbvia para alguns, já há algum tempo. Mas, a idéia de evolução biológica das espécies em geral, só foi aceita (em parte) com a publicação de “A Origem das Espécies”, por Charles Darwin, em 1859. Apesar do primeiro livro de Darwin sobre evolução não abordar a questão da evolução humana, era claro, para leitores contemporâneos, o que estava em jogo. Debates entre Thomas Huxley e Richard Owen, focaram na idéia de evolução humana e, quando Darwin publicou seu próprio livro sobre o assunto (A descendência do Homem e seleção em relação ao sexo), essa já era uma conhecida interpretação da sua teoria - e seu bastante controverso aspecto.
Sobre este assunto são apresentadas as seguintes afirmativas:
I - O Australopithecus africanus, descoberto na década de 1920; apesar de apresentar semelhanças com o gênero Homo, pertence a uma linhagem filogenética diferente.
II - Na taxonomia moderna, o Homo sapiens é a única espécie existente desse gênero, o Homo. Do mesmo modo, o estudo recente das origens do Homo sapiens demonstra que existiram outras espécies de Homo, todas as quais estão agora extintas.
III - Homo erectus, H. habilis, são exemplos de animais extintos, que pertencem à mesma linhagem filogenética que o Homo sapiens.
IV - A espécie Homo neanderthalensis, representa a espécie mais antiga conhecida do gênero Homo.
São verdadeiras as afirmativas:
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O Pólo Norte
Nada como um crime 100% monstruoso, desses que elevam para um novo patamar os piores padrões que se podem atingir em matéria de crueldade e selvageria, para descobrir quanta gente fica comovida, no Brasil de hoje, com a sorte dos acusados – e horrorizada com a hipótese de que possa ocorrer alguma falha, por mais duvidosa que seja, na proteção a seus direitos. É o que se está vendo no momento, mais uma vez, com o assassinato da menina Isabella Nardoni, em São Paulo. Para muitos dos mais renomados sábios da nossa ciência jurídica, sobretudo os que se dedicam à advocacia criminal, intelectuais de todas as variedades e até o presidente da República, o foco deixou de estar no crime que foi cometido. O que realmente os preocupa é a “condenação antecipada” dos suspeitos, algo que, a seu ver, estaria ocorrendo no caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente, se mostra angustiado com a possibilidade de que inocentes tenham suas vidas “destruídas”. A única vida realmente destruída, até agora, foi a de Isabella, mas isso parece ser apenas um detalhe menor na história. O verdadeiro problema, nesse modo de ver as coisas, estaria no que os campeões do direito de defesa imaginam ser a condenação “sem julgamento” ou “sem provas” dos acusados – fruto do desejo de “vingança” e de “linchamento” que a exposição intensa do caso na imprensa faz nascer junto a uma população boçal e incapaz de entender os fundamentos do direito penal.
(...)
A verdadeira dificuldade para o casal Nardoni não está na violação de seus direitos. Está, isso sim, no fato de que não surgiu até agora, após quarenta dias de investigação, feita com todos os recursos da polícia e sob o intenso holofote da imprensa, o mais remoto indício de que o crime possa ter sido praticado por alguma outra pessoa. A verdadeira revolta popular, ao mesmo tempo, é contra a impunidade; o temor é que o pai e a madrasta de Isabella, caso culpados, fiquem livres. Trata-se de uma expectativa mais do que justificada pelos fatos. Se homicidas confessos, condenados em júri popular, estão soltos, por que não seria assim outra vez? Por que não, se está solto o médico que esquartejou uma mulher submetida a anestesia e alegou ter agido em legítima defesa? São questões que não entram no debate. Os defensores do casal, quando de boa-fé, argumentam que nada é mais importante do que colocar a lei acima da paixão. Mas pregar de maneira automática e em qualquer circunstância, sejam lá quais forem os fatos, a favor dos direitos dos acusados não contribui para a genuína proteção dos direitos do cidadão; contribui, na prática, para dar conforto aos criminosos.
O problema da Justiça brasileira, hoje, não é a escassez de direitos de defesa; o real problema é o excesso de obstáculos para a punição e o excesso de proteção para os acusados. O Brasil é possivelmente um caso único, em todo o mundo, onde se recomenda, diante do aumento da criminalidade, a redução das penas e o aumento dos benefícios para os criminosos. É algo que talvez faça sentido em lugares como o Pólo Norte, por exemplo, onde não há crime algum; no Brasil atual é simplesmente incompreensível. Não passa pela cabeça dos patronos dessas idéias a existência de alguma relação entre o agravamento da criminalidade e a ausência de punição efetiva para os culpados. Parecem, ao contrário, convencidos de que a saída é punir ainda menos. É muito bom, sem dúvida, para o interesse profissional dos advogados criminalistas e para o bem-estar de seus clientes. Para todos os demais é uma tragédia.
(GUZZO, J. R. Veja, 14 maio 2008.)
Segundo o texto, é INCORRETO afirmar:
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O Botulismo é uma doença causada pela bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina botulínica. Qual das alternativas a seguir apresenta os sintomas típicos dessa doença?
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A utilização de métodos estatísticos em taxonomia deve ser vista como uma ferramenta de trabalho, que auxilia nas decisões a serem tomadas.
Sobre a Bioestatística são feitas as seguintes afirmativas:
I - Caráter, é qualquer atributo que possa ser definido sem ambigüidade, e ser constatado em todos os indivíduos de uma determinada classe.
II - Para o teste de diferença entre duas médias, pode-se utilizar o teste t, que na sua forma paramétrica não requer que as distribuições sejam normais, assim como as variâncias podem ser diferentes.
III - A análise de variância é, na realidade, a comparação paramétrica simultânea de “m” (mais que dois) médias, e este nome deve-se a que o teste final de significância é um quociente “F” de variâncias.
IV - A análise de regressão busca revelar, descrever e explorar as relações qualitativas entre duas ou mais variáveis.
É (são) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s):
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O processo de endocruzamento é observado em várias populações naturais. Assinale a alternativa que apresenta uma conseqüência deste processo de endocruzamento:
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O Brasil é um país de proporções continentais, dono de uma das biodiversidades mais ricas do mundo. Possui um terço das florestas tropicais que ainda restam, e possui as maiores reservas de água doce. No Brasil encontramos diversos biomas, que variam de acordo com fatores como clima e solo. Essa biodiversidade está sendo estudada e muitos pesquisadores analisam a possibilidade de sua valoração.
Sobre este tema são apresentadas as seguintes afirmativas:
I - O conceito de Valor Econômico Total - VET, desenvolvido pela Economia Ambiental, é uma estrutura útil para identificar, em qualquer escala, os diversos valores associados aos recursos ambientais. De acordo com esse conceito, o valor econômico da biodiversidade consiste nos seus valores de uso e de não-uso. Os primeiros são compostos pelos valores de uso direto, de uso indireto e de opção; e os últimos, de não-uso, incluem os valores de herança e de existência.
II - Os valores de uso indireto (VUI), são oriundos do uso da biodiversidade em atividades como: recreação, lazer, colheita de recursos naturais, caça, pesca, educação.
III - Os valores de uso direto (VUD), são oriundos dos usos diretos, abrangendo, de forma ampla, as funções ecológicas da biodiversidade, como proteção de bacias hidrográficas, preservação de habitat para espécies migratórias, estabilização climática e seqüestro de carbono.
IV - Desta forma, o conceito de VET mostra que a preservação, a conservação e o uso sustentável da biodiversidade abrangem uma ampla variedade de bens e serviços, começando pela proteção de bens tangíveis básicos para a subsistência do homem, como alimentos e plantas medicinais, passando pelos serviços ecossistêmicos, que apóiam todas as atividades humanas e terminando com valores de utilidade simbólica. Ou seja, o VET é igual à soma de todos estes distintos valores. Em outras palavras: VET = VUD + VUI + VUO + VNU.
São verdadeiras as afirmativas:
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Quando se estudam cromossomos, é possível fazer um cariótipo, que consiste em uma montagem fotográfica em seqüência, dos diversos tipos cromossômicos. O cariótipo permite saber qual a forma e o número de cromossomos de uma espécie, assim como estabelece qual é o padrão normal.
Em relação ao cariótipo e seu estudo, são feitas as seguintes afirmativas:
I - Para a montagem do cariótipo, são utilizadas hemácias em metáfase.
II - A partir da análise de cariótipos em humanos, informações diversas podem ser obtidas, tais como se existem cromossomos extras, que levam ao aparecimento de algumas síndromes genéticas.
III - O cariótipo é a montagem fotográfica de cromossomos extraídos de células díplodes.
IV - A Síndrome de Turner, ou trissomia do 21, não pode ser percebida no cariótipo humano.
São verdadeiras as afirmativas:
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