Foram encontradas 80 questões.
A respeito da perícia de lesões corporais, considere as seguintes afirmativas:
I - As lesões à saúde, motivadas por agressão física, não se enquadram em lesões corporais.
II - O legista pode realizar um laudo de lesões corporais, na função oficial de perito, mediante solicitação de advogado, sem requisição de autoridade.
III - Na perícia de lesões corporais, caso não tenha condições de responder definitivamente a um dos quesitos propostos, o legista deve solicitar um prazo para nova avaliação e constar no laudo o motivo da necessidade de exame complementar.
IV - O legista, em função de resolução do Conselho Federal de Medicina (resolução CFM 1635/2002), não pode realizar a perícia em hospital, mas somente no IML.
V - O legista deve realizar o laudo de lesões corporais e encaminhá-lo à autoridade requisitante em 24 horas.
É (são) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s):
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A respeito dos FENÔMENOS CADAVÉRICOS, considere as seguintes afirmativas:
I - O esfriamento do corpo, a desidratação, os livores e a rigidez cadavérica são fenômenos cadavéricos consecutivos.
II - O sinal de Bouchut (enrugamento da córnea) é resultante da desidratação do cadáver.
III - Os livores cadavéricos começam em forma de estrias ou manchas e, via de regra, começam a aparecer 12 a 15 horas depois da morte.
IV - A rigidez cadavérica, segundo Veloso, é um fenômeno físico-químico, num estado de contratura muscular devido à ação de produtos catabólicos do metabolismo, varia de acordo com a idade, constituição individual e causa de morte.
São verdadeiras as afirmativas:
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Estação Carandiru, o filme
A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco, e é o suficiente para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa.
Seu trabalho dá resultado e o Médico logo ganha o respeito da coletividade. Com o respeito, vêm os segredos. As consultas vão além das doenças e desdobram-se em narrativas cheias de vitalidade. Em nosso filme, os encontros na enfermaria são uma janela para o mundo da malandragem.
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime; a necessária ginga do bígamo Majestade entre mulheres e assaltos; o velho Chico, Mestre Zen cultivado na masmorra e prestes a ganhar a liberdade; o Diretor Pires, funcionário obrigado a pisar em ovos para administrar a cadeia; a conversão do matador Peixeira; ascensão e queda do surfista Ezequiel; o filósofo existencialista Sem Chance e seu romance com a divina Lady Di. A narrativa do filme arma-se como em um quebra-cabeça: uma história se encaixa na outra para formar um painel dessa trágica realidade brasileira.
Com o Médico, o espectador deste filme dirigido por Luis Padilha acompanha os movimentos dessa gente. Acompanha também quando um movimento maior vem e a destrói. Como naquele 2 de outubro de 1992, um dos dias mais negros da história do Carandiru e, quem sabe, do Brasil, quando a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a pretexto de manter a lei e a ordem, fuzilou 111 pessoas. Foi o ponto final de algumas de nossas histórias. Mas não de todas. Para o bem e para o mal, os malandros do Brasil teimam em sobreviver.
(Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/estacara.htm)
Observe o seguinte período extraído do texto.
Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime.
O processo de formação de palavras que dá origem aos termos em negrito é:
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O Pólo Norte
Nada como um crime 100% monstruoso, desses que elevam para um novo patamar os piores padrões que se podem atingir em matéria de crueldade e selvageria, para descobrir quanta gente fica comovida, no Brasil de hoje, com a sorte dos acusados – e horrorizada com a hipótese de que possa ocorrer alguma falha, por mais duvidosa que seja, na proteção a seus direitos. É o que se está vendo no momento, mais uma vez, com o assassinato da menina Isabella Nardoni, em São Paulo. Para muitos dos mais renomados sábios da nossa ciência jurídica, sobretudo os que se dedicam à advocacia criminal, intelectuais de todas as variedades e até o presidente da República, o foco deixou de estar no crime que foi cometido. O que realmente os preocupa é a “condenação antecipada” dos suspeitos, algo que, a seu ver, estaria ocorrendo no caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente, se mostra angustiado com a possibilidade de que inocentes tenham suas vidas “destruídas”. A única vida realmente destruída, até agora, foi a de Isabella, mas isso parece ser apenas um detalhe menor na história. O verdadeiro problema, nesse modo de ver as coisas, estaria no que os campeões do direito de defesa imaginam ser a condenação “sem julgamento” ou “sem provas” dos acusados – fruto do desejo de “vingança” e de “linchamento” que a exposição intensa do caso na imprensa faz nascer junto a uma população boçal e incapaz de entender os fundamentos do direito penal.
(...)
A verdadeira dificuldade para o casal Nardoni não está na violação de seus direitos. Está, isso sim, no fato de que não surgiu até agora, após quarenta dias de investigação, feita com todos os recursos da polícia e sob o intenso holofote da imprensa, o mais remoto indício de que o crime possa ter sido praticado por alguma outra pessoa. A verdadeira revolta popular, ao mesmo tempo, é contra a impunidade; o temor é que o pai e a madrasta de Isabella, caso culpados, fiquem livres. Trata-se de uma expectativa mais do que justificada pelos fatos. Se homicidas confessos, condenados em júri popular, estão soltos, por que não seria assim outra vez? Por que não, se está solto o médico que esquartejou uma mulher submetida a anestesia e alegou ter agido em legítima defesa? São questões que não entram no debate. Os defensores do casal, quando de boa-fé, argumentam que nada é mais importante do que colocar a lei acima da paixão. Mas pregar de maneira automática e em qualquer circunstância, sejam lá quais forem os fatos, a favor dos direitos dos acusados não contribui para a genuína proteção dos direitos do cidadão; contribui, na prática, para dar conforto aos criminosos.
O problema da Justiça brasileira, hoje, não é a escassez de direitos de defesa; o real problema é o excesso de obstáculos para a punição e o excesso de proteção para os acusados. O Brasil é possivelmente um caso único, em todo o mundo, onde se recomenda, diante do aumento da criminalidade, a redução das penas e o aumento dos benefícios para os criminosos. É algo que talvez faça sentido em lugares como o Pólo Norte, por exemplo, onde não há crime algum; no Brasil atual é simplesmente incompreensível. Não passa pela cabeça dos patronos dessas idéias a existência de alguma relação entre o agravamento da criminalidade e a ausência de punição efetiva para os culpados. Parecem, ao contrário, convencidos de que a saída é punir ainda menos. É muito bom, sem dúvida, para o interesse profissional dos advogados criminalistas e para o bem-estar de seus clientes. Para todos os demais é uma tragédia.
(GUZZO, J. R. Veja, 14 maio 2008.)
Assinale a alternativa que mais se aproxima do argumento central do texto:
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Em 1993, Kary Mullis, um geneticista ao serviço da Cetus, uma empresa de Biotecnologia da Califórnia, recebeu o prêmio Nobel da Química, pelo desenvolvimento de um método que permite sintetizar, em poucas horas e in vitro, uma grande quantidade de um determinado fragmento de DNA. Esta técnica faz parte integrante da moderna biotecnologia molecular, tendo trazido um enorme progresso a áreas como o diagnóstico de doenças e medicina forense, entre muitas outras, para além da investigação em Biologia. Sobre essa técnica são feitas as seguintes afirmativas:
I - É conhecida como PCR (polymerase chain reaction - reação em cadeia pela polimerase), e baseia-se no processo de replicação de DNA.
II - Para permitir a associação dos oligonucleótidos iniciadores (primers), por ligações de hidrogênio ao DNA alvo, que já se encontra em cadeia simples, a mistura de reação deve ser aquecida (tipicamente a temperaturas acima de 65ºC).
III - Para realizar o PCR são necessárias pequenas quantidades do DNA alvo, um tampão salino contendo a polimerase, oligonucleótidos iniciadores, os quatro desoxinucleótidos constituintes do DNA e o cofactor Mg2.
É (são) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s):
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Diversas doenças podem ter origem genética, e, entre elas, existem ainda aquelas que são hereditárias. Existe uma doença genética hereditária em que há um retardo no tempo de coagulação sanguínea, a hemofilia, que é conseqüência do não funcionamento de um dos fatores bioquímicos da coagulação. Leia com atenção as afirmativas a seguir:
I - A hemofilia é condicionada por um gene que está em uma região do cromossomo X, na qual não há homologia com o cromossomo Y.
II - Essa doença pode ser causada por uma deficiência no chamado Fator VII, sendo assim chamada de Hemofilia clássica.
III - O Fator VII é formado por dois componentes, um muito grande (peso molecular de milhões) e outro menor (peso molecular de 230.000). Quando a deficiência é no componente maior, não temos a Hemofilia, mas sim a Doença de Willebrand.
IV - Entre todos os descendentes de um homem hemofílico e de uma mulher normal, não portadora, podemos esperar que 50% deles sejam normais e 50% sejam hemofílicos.
V - Com relação à hemofilia, entre as mulheres podemos observar um máximo de três fenótipos e apenas dois genótipos.
São verdadeiras as afirmativas:
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Dentre os diversos padrões de herança genética, no monoibridismo com dominância intermediária, ou dominância incompleta, quais serão as proporções fenotípicas e genotipícas, respectivamente, na geração F2?
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A Coca Light não pára de emagrecer
A Coca-Cola Light continua seu processo de emagrecimento. Em abril, chegou a seu ponto mais baixo de participação no mercado desde que foi lançada, há onze anos: 1,2%, ante o 1,3% de março. A culpada por essa perda é a Coca-Cola Zero, que passou de 4% para 4,1% entre março e abril. Desde que a Coca Zero foi lançada, catorze meses atrás, a Coca Light perde consumidores para a irmã mais nova. Há um ano, a Light era dona de 3,5% do mercado.
(Veja, 21 maio 2008, p. 47.)
Que quer dizer o título “Coca-Cola Light não pára de emagrecer”?
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É considerado, pela maioria dos autores, como um dos fundadores da medicina legal:
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Numere a coluna da direita, de acordo com sua correspondência com a da esquerda:
(1) ferida corto-contusa ( ) punhal
(2) ferida incisa ( ) foice
(3) ferida contusa ( ) taco de bilhar
(4) ferida perfuro-incisa ( ) navalha
Assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta na coluna da direita, de cima para baixo:
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