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Foram encontradas 50 questões.

2317162 Ano: 2021
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Considerando as disposições da Lei Complementar Estadual nº 10.098, de 3 de fevereiro de 1994, é correto afirmar que:

 

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2317161 Ano: 2021
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Analise as assertivas abaixo, a respeito de regramentos previstos na Lei Complementar Estadual nº 10.098, de 3 de fevereiro de 1994.

I. Os cargos de provimento efetivo serão organizados em carreira, com promoções de grau a grau, mediante aplicação de critérios alternados de merecimento e antiguidade.

II. O servidor nomeado em cargo de provimento efetivo, mediante aprovação em concurso público, adquire estabilidade após 3 (três) anos de efetivo exercício, desde que aprovado no estágio probatório.

III. A exoneração dar-se-á sempre a pedido do servidor, enquanto que a demissão decorrerá de aplicação de pena disciplinar na forma prevista em lei.

Quais estão corretas?

 

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2317160 Ano: 2021
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Assinale a alternativa que prevê situação em que o afastamento do serviço NÃO será considerado de efetivo exercício, segundo a Lei Complementar Estadual nº 10.098, de 3 de fevereiro de 1994.

 

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2317159 Ano: 2021
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

De acordo com os preceitos que regem a Administração Pública na Constituição Federal de 1988, analise as assertivas abaixo:

I. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

II. Em casos excepcionais, é permitida a vinculação ou equiparação de espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.

III. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição.

Quais estão corretas?

 

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2317158 Ano: 2021
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

No que concerne ao processo legislativo disciplinado na Constituição Federal de 1988, analise as assertivas abaixo:

I. São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que disponham sobre criação de cargos, funções ou empregos públicos na estrutura de qualquer dos Poderes da União ou aumento de sua remuneração.

II. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo.

III. A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

Quais estão corretas?

 

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2317157 Ano: 2021
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Analise as assertivas abaixo, sobre os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988.

I. A lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, permitidas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical nos casos de gestão temerária.

II. Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.

III. Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Quais estão corretas?

 

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2317156 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Em julho de 1948, Nelson Rodrigues lançou mais uma novela de “Suzana Flag”: “Núpcias de fogo”. O primeiro capítulo saiu simultaneamente em “O Cruzeiro” e “O Jornal”, e o folhetim seguiu depois no matutino. Os leitores pareciam não se cansar de “Suzana Flag” – Nelson é que já não a tolerava mais. Estava com a cabeça definitivamente no teatro e só continuava escrevendo folhetins ....porque......... precisava sustentar-se. Em 1949, Freddy Chateaubriand trocou sua função de diretor de “O Jornal” pelo comando no “Diário da Noite” e levou Nelson com ele. A pedido de Nelson, deixaram “Suzana Flag” para trás, congelada e morta.

Mas Nelson não ficou livre. Em lugar de “Suzana Flag”, Freddy inventou “Myrna”, a nova máscara feminina de Nelson Rodrigues. Dava na mesma, exceto que “Myrna” teria um concorrente à altura no “Diário da Noite”: o folhetim “Giselle, a espiã nua que abalou Paris”, assinado por “Giselle de Monfort” – na verdade, David Nasser – e ilustrado com fotos moderadamente eróticas de Jean Manzon, com modelos cariocas. Talvez por essa, talvez por outras razões, “Myrna” não conheceu a glória longeva de “Suzana Flag”. Viveu apenas um ano, durante o qual produziu “A mulher que amou demais” – e propiciou a Freddy Chateaubriand uma ideia que ele não tivera em “O Jornal”.

A correspondência de “Myrna” era tão descomunal que era uma pena não transformá-la num “correio sentimental”. Ei, e .....por...que.... não? As leitoras acreditavam em “Myrna” e escreviam contando suas brigas com a mãe ou com o namorado, pedindo conselhos. Nelson poderia responder-lhes, com a solidariedade que sempre dispensara ....às.... mulheres – e faturando mais alguma grana. A seção se chamaria “Myrna escreve” e teria a ilustração de uma mulher com os olhos tarjados; Nelson escreveria na primeira pessoa do feminino.

Numa das cartas, a leitora contava que, mal conhecera um rapaz, apaixonou-se por ele e lhe emprestou um valioso anel; o namorado pôs o anel no prego, jogou nos cavalos e ficou sem dinheiro para resgatar a cautela; a mãe obrigou-a a largar o rapaz e lhe raspou a cabeça, para que tão cedo não saísse de casa. A moça perguntava a “Myrna”: “Pode-se amar um ladrão?”

Nelson, lixando unhas invisíveis, respondeu: “Ai de nós, Fulana! Uma mulher pode, perfeitamente, gostar de um ladrão. Por um motivo: o coração não enxerga um palmo adiante do nariz. Se ele só se inclinasse por rapazes direitos, estaria tudo salvo. De onde resultam as tragédias amorosas? Precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe certo, nem errado. A gente não escolhe.

“Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma que, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. Às vezes coincide que o nosso amor seja um cidadão seríssimo, respeitador, cumpridor dos deveres. Foi o quê? Uma escolha consciente? Uma seleção hábil? Não, em absoluto. Foi sorte, nada mais que sorte. A mulher pode amar, segundo sua estrela, um escafandrista, um domador, um trocador de ônibus ou um príncipe. A você, Fulana, coube a seguinte sorte: amar um ladrão.”

(Extraído e adaptado de Rui Castro, O Anjo Pornográfico:

A Vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.219-220. 517 palavras.)

A resposta de “Myrna” – isto é, de Nelson Rodrigues – à carta da leitora contém uma “teoria do amor feminino”. Assinale a alternativa que melhor sintetiza essa “teoria”.

 

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2317155 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Em julho de 1948, Nelson Rodrigues lançou mais uma novela de “Suzana Flag”: “Núpcias de fogo”. O primeiro capítulo saiu simultaneamente em “O Cruzeiro” e “O Jornal”, e o folhetim seguiu depois no matutino. Os leitores pareciam não se cansar de “Suzana Flag” – Nelson é que já não a tolerava mais. Estava com a cabeça definitivamente no teatro e só continuava escrevendo folhetins ....porque......... precisava sustentar-se. Em 1949, Freddy Chateaubriand trocou sua função de diretor de “O Jornal” pelo comando no “Diário da Noite” e levou Nelson com ele. A pedido de Nelson, deixaram “Suzana Flag” para trás, congelada e morta.

Mas Nelson não ficou livre. Em lugar de “Suzana Flag”, Freddy inventou “Myrna”, a nova máscara feminina de Nelson Rodrigues. Dava na mesma, exceto que “Myrna” teria um concorrente à altura no “Diário da Noite”: o folhetim “Giselle, a espiã nua que abalou Paris”, assinado por “Giselle de Monfort” – na verdade, David Nasser – e ilustrado com fotos moderadamente eróticas de Jean Manzon, com modelos cariocas. Talvez por essa, talvez por outras razões, “Myrna” não conheceu a glória longeva de “Suzana Flag”. Viveu apenas um ano, durante o qual produziu “A mulher que amou demais” – e propiciou a Freddy Chateaubriand uma ideia que ele não tivera em “O Jornal”.

A correspondência de “Myrna” era tão descomunal que era uma pena não transformá-la num “correio sentimental”. Ei, e .....por...que.... não? As leitoras acreditavam em “Myrna” e escreviam contando suas brigas com a mãe ou com o namorado, pedindo conselhos. Nelson poderia responder-lhes, com a solidariedade que sempre dispensara ....às.... mulheres – e faturando mais alguma grana. A seção se chamaria “Myrna escreve” e teria a ilustração de uma mulher com os olhos tarjados; Nelson escreveria na primeira pessoa do feminino.

Numa das cartas, a leitora contava que, mal conhecera um rapaz, apaixonou-se por ele e lhe emprestou um valioso anel; o namorado pôs o anel no prego, jogou nos cavalos e ficou sem dinheiro para resgatar a cautela; a mãe obrigou-a a largar o rapaz e lhe raspou a cabeça, para que tão cedo não saísse de casa. A moça perguntava a “Myrna”: “Pode-se amar um ladrão?”

Nelson, lixando unhas invisíveis, respondeu: “Ai de nós, Fulana! Uma mulher pode, perfeitamente, gostar de um ladrão. Por um motivo: o coração não enxerga um palmo do nariz. Se ele só se inclinasse por rapazes direitos, estaria tudo salvo. De onde as tragédias amorosas? Precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe certo, nem errado. A gente não escolhe.

“Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma que, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. Às vezes coincide que o nosso amor seja um cidadão seríssimo, respeitador, cumpridor dos deveres. Foi o quê? Uma escolha consciente? Uma seleção hábil? Não, em absoluto. Foi sorte, nada mais que sorte. A mulher pode amar, segundo sua estrela, um escafandrista, um domador, um trocador de ônibus ou um príncipe. você, Fulana, coube a seguinte sorte: amar um ladrão.”

(Extraído e adaptado de Rui Castro, O Anjo Pornográfico:

A Vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.219-220. 517 palavras.)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 27, 28 e 36 do texto.

 

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2317154 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Em julho de 1948, Nelson Rodrigues lançou mais uma novela de “Suzana Flag”: “Núpcias de fogo”. O primeiro capítulo saiu simultaneamente em “O Cruzeiro” e “O Jornal”, e o folhetim seguiu depois no matutino. Os leitores pareciam não se cansar de “Suzana Flag” – Nelson é que já não a tolerava mais. Estava com a cabeça definitivamente no teatro e só continuava escrevendo folhetins ............. precisava sustentar-se. Em 1949, Freddy Chateaubriand trocou sua função de diretor de “O Jornal” pelo comando no “Diário da Noite” e levou Nelson com ele. A pedido de Nelson, deixaram “Suzana Flag” para trás, congelada e morta.

Mas Nelson não ficou livre. Em lugar de “Suzana Flag”, Freddy inventou “Myrna”, a nova máscara feminina de Nelson Rodrigues. Dava na mesma, exceto que “Myrna” teria um concorrente à altura no “Diário da Noite”: o folhetim “Giselle, a espiã nua que abalou Paris”, assinado por “Giselle de Monfort” – na verdade, David Nasser – e ilustrado com fotos moderadamente eróticas de Jean Manzon, com modelos cariocas. Talvez por essa, talvez por outras razões, “Myrna” não conheceu a glória longeva de “Suzana Flag”. Viveu apenas um ano, durante o qual produziu “A mulher que amou demais” – e propiciou a Freddy Chateaubriand uma ideia que ele não tivera em “O Jornal”.

A correspondência de “Myrna” era tão descomunal que era uma pena não transformá-la num “correio sentimental”. Ei, e ............ não? As leitoras acreditavam em “Myrna” e escreviam contando suas brigas com a mãe ou com o namorado, pedindo conselhos. Nelson poderia responder-lhes, com a solidariedade que sempre dispensara ........ mulheres – e faturando mais alguma grana. A seção se chamaria “Myrna escreve” e teria a ilustração de uma mulher com os olhos tarjados; Nelson escreveria na primeira pessoa do feminino.

Numa das cartas, a leitora contava que, mal conhecera um rapaz, apaixonou-se por ele e lhe emprestou um valioso anel; o namorado pôs o anel no prego, jogou nos cavalos e ficou sem dinheiro para resgatar a cautela; a mãe obrigou-a a largar o rapaz e lhe raspou a cabeça, para que tão cedo não saísse de casa. A moça perguntava a “Myrna”: “Pode-se amar um ladrão?”

Nelson, lixando unhas invisíveis, respondeu: “Ai de nós, Fulana! Uma mulher pode, perfeitamente, gostar de um ladrão. Por um motivo: o coração não enxerga um palmo do nariz. Se ele só se inclinasse por rapazes direitos, estaria tudo salvo. De onde as tragédias amorosas? Precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe certo, nem errado. A gente não escolhe.

“Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma que, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. Às vezes coincide que o nosso amor seja um cidadão seríssimo, respeitador, cumpridor dos deveres. Foi o quê? Uma escolha consciente? Uma seleção hábil? Não, em absoluto. Foi sorte, nada mais que sorte. A mulher pode amar, segundo sua estrela, um escafandrista, um domador, um trocador de ônibus ou um príncipe. você, Fulana, coube a seguinte sorte: amar um ladrão.”

(Extraído e adaptado de Rui Castro, O Anjo Pornográfico:

A Vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.219-220. 517 palavras.)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 05, 17 e 19 do texto.

 

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2317153 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depois, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.

Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveis. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilo. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e ).

Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderada. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta, num canto do seu cérebro doente. Em meio à pressa e à desordem, ele não conseguia encontrá-las.

David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essa a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Mas morriam. os ossos.

Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeira, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. papéis que devia assinar, agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculos desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.

Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que fazia o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros.

(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 11, 12, 25 e 28 do texto.

 

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