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2132813 Ano: 2021
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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Assinale a alternativa que identifica o sistema de arquivos mais recente da Microsoft, introduzido com o Windows Server 2012, e que possui recursos que podem detectar precisamente danos e corrigir esses danos enquanto permanece online, proporcionando maior integridade e disponibilidade dos dados.

 

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2127948 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depoisa, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.

Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveis. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilo. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e por quê não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por que ).

Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderada. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta, num canto do seu cérebro doente. Em meio à pressa e à desordem, ele não conseguia encontrá-las.

David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essa a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Masb morriam. Sobrava os ossos.

Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeira, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis que devia assinar, agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculosc desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.

Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que faziad o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céuc não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros.

(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)

Assinale a alteração referente a sinal de pontuação que seria INCORRETA no texto (desconsiderando as alterações necessárias de letras maiúsculas e minúsculas).

 

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2127947 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depois, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.

Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveis. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilo. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e por quê não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por que ).

Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhadoI, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderada. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gavetaII, num canto do seu cérebro doente. Em meio à pressa e à desordem, ele não conseguia encontrá-las.

David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essa a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Mas morriam. Sobrava os ossos.

Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeira, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis que devia assinar, agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculos desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.

Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que fazia o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carrosIII.

(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)

O texto usa, como recursos expressivos, elementos de linguagem figurada e elementos da imaginação e das reflexões de David. Quanto a esses recursos, analise as assertivas abaixo:

I. O trecho Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado contém elementos imaginados por David.

II. O trecho as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta contém elementos de linguagem figurada.

III. O trecho O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros contém elementos das reflexões de David.

Quais estão corretas?

 

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2127946 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Alguém tinha contado a David a história do sujeito diagnosticado com uma doença grave a quem o médico só havia dado um ano de vida: o doente pediu demissão do emprego, vendeu tudo o que tinha e foi gastar numa farra de dimensões épicas. Pouco depois, descobriu-se que o diagnóstico estava errado. Parece que o médico teve que enfrentar um processo, mas daí em diante a história perdia o interesse para David.

Ele pensava nisso ao observar o oncologista pegando um pequeno elefante de pedra verde que tinha em sua estante. Revirava-o entre as mãos enquanto falava. Era como se estivessem ali discutindo o caso do pequeno elefante de pedra, não o de David. Tratamentos disponíveisa. Meses a mais, meses a menos, dependendo disso ou daquilob. O médico examinou a tromba do elefante, as patas. Virou o animal para um lado, para outro. Disse qualquer coisa sobre quimioterapia (e que no caso dele não recomendava, e por quê não) e radioterapia (e que no caso dele recomendava, e por que ).

Lá do fundo do oceano de silêncio onde David estava mergulhado, por um instante ele teve a impressão de que o elefante ia responder. Seu novo porta-voz de pedra verde, que falaria por ele, com uma voz pequena, mineral e ponderadac. Já que as palavras de David pareciam estar enfiadas dentro de alguma gaveta, num canto do seu cérebro doented. Em meio à pressa e à desordem, ele não conseguia encontrá-lase.

David tinha lido numa revista, muitos anos antes, que os elefantes abandonam sua manada ao sentir que a morte está próxima e vão sozinhos procurar um lugar onde não seja difícil encontrar água e abrigo. Os dentes se fragilizam, perdem a eficiência, e os animais vão buscar áreas pantanosas, onde encontram o alimento já amolecido. Parecia ser essa a origem do mito do cemitério de elefantes: era só uma coincidência geográfica, um lugar onde tentavam aliviar as dificuldades de enfrentar por si a última fase da vida. Era ali que, solitários, viam seu último dia e davam seu último suspiro, abandonando aquele colosso de corpo que antes parecia indestrutível. Elefantes não deveriam morrer. Mas morriam. Sobrava os ossos.

Terminada a consulta, ele apertou com sua mão fria a mão morna e segura do médico. A enfermeira, profissionalíssima, levou-o para tratar de todas as formalidades que continuavam existindo, a mesma teia de ordem, o mesmo seguir adiante. Havia papéis que devia assinar, agradecimentos que devia fazer, com sorrisos que não eram sorrisos, eram só contrações dos músculos do rosto. Ele pensou na embocadura do trompete. Ajeite os músculos desse jeito, coloque a pressão correta, nem mais, nem menos, e sopre.

Não arrancou as roupas e saiu gritando pelas ruas, parte de um grupo de pessoas às quais finalmente se permitia certa falta de juízo. Não passou a mão na bunda da enfermeira que fazia o possível para fingir que não era bonita. Não subiu no telhado da clínica. Só o que fez foi procurar um café ali perto, surpreso com o modo como tudo continuava igual. O céu não tinha ficado cor de abóbora, nem o chão tremia, nem godzillas pisoteavam os carros.

(Extraído e adaptado de Adriana Lisboa, Hanói. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.9-11. 522 palavras.)

O texto também faz uso expressivo de fragmentos de período – segmentos terminados em ponto final que não são períodos completos. Qual alternativa NÃO contém um fragmento de período?

 

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2127945 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Em julho de 1948, Nelson Rodrigues lançou mais uma novela de “Suzana Flag”: “Núpcias de fogo”. O primeiro capítulo saiu simultaneamente em “O Cruzeiro” e “O Jornal”, e o folhetim seguiu depois no matutino. Os leitores pareciam não se cansar de “Suzana Flag” – Nelson é que já não a tolerava mais. Estava com a cabeça definitivamente no teatro e só continuava escrevendo folhetins ....porque......... precisava sustentar-se. Em 1949, Freddy Chateaubriand trocou sua função de diretor de “O Jornal” pelo comando no “Diário da Noite” e levou Nelson com ele. A pedido de Nelson, deixaram “Suzana Flag” para trás, congelada e morta.

Mas Nelson não ficou livre. Em lugar de “Suzana Flag”, Freddy inventou “Myrna”, a nova máscara feminina de Nelson Rodrigues. Dava na mesma, exceto que “Myrna” teria um concorrente à altura no “Diário da Noite”: o folhetim “Giselle, a espiã nua que abalou Paris”, assinado por “Giselle de Monfort” – na verdade, David Nasser – e ilustrado com fotos moderadamente eróticas de Jean Manzon, com modelos cariocas. Talvez por essaa, talvez por outras razões, “Myrna” não conheceu a glória longeva de “Suzana Flag”b. Viveu apenas um ano, durante o qual produziub “A mulher que amou demais” – e propiciou a Freddy Chateaubriand uma ideia que ele não tivera em “O Jornal”.

A correspondência de “Myrna”c era tão descomunal que era uma pena não transformá-lac num “correio sentimental”. Ei, e .....por...que.... não? As leitoras acreditavam em “Myrna” e escreviam contando suas brigas com a mãe ou com o namorado, pedindo conselhosd. Nelson poderia responder-lhesc, com a solidariedade que sempre dispensara ....às.... mulheres – e faturando mais alguma grana. A seção se chamaria “Myrna escreve” e teria a ilustração de uma mulher com os olhos tarjados; Nelson escreveria na primeira pessoa do feminino.

Numa das cartas, a leitora contava que, mal conhecera um rapaz, apaixonou-se por ele e lhe emprestou um valioso anel; o namorado pôs o anel no prego, jogou nos cavalos e ficou sem dinheiro para resgatar a cautela; a mãe obrigou-a a largar o rapaz e lhe raspou a cabeça, para que tão cedo não saísse de casa. A moça perguntava a “Myrna”: “Pode-se amar um ladrão?”

Nelson, lixando unhas invisíveis, respondeu: “Ai de nós, Fulana! Uma mulher pode, perfeitamente, gostar de um ladrão. Por um motivo: o coração não enxerga um palmo adiante do nariz. Se ele só se inclinasse por rapazes direitos, estaria tudo salvo. De onde resultam as tragédias amorosas? Precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe certo, nem errado. A gente não escolhe.

“Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma que, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. Às vezes coincide que o nosso amor seja um cidadão seríssimo, respeitadore, cumpridor dos deveres. Foi o quê? Uma escolha consciente? Uma seleção hábil? Não, em absoluto. Foi sortee, nada mais que sorte. A mulher pode amar, segundo sua estrela, um escafandrista, um domador, um trocador de ônibus ou um príncipe. A você, Fulana, coube a seguinte sorte: amar um ladrão.”

(Extraído e adaptado de Rui Castro, O Anjo Pornográfico:

A Vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.219-220. 517 palavras.)

Assinale a alternativa em que a relação de referência está correta.

 

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2127944 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS

Em julho de 1948, Nelson Rodrigues lançou mais uma novela de “Suzana Flag”: “Núpcias de fogo”. O primeiro capítulo saiu simultaneamente em “O Cruzeiro” e “O Jornal”, e o folhetim seguiu depois no matutino. Os leitores pareciam não se cansar de “Suzana Flag” – Nelson é que já não a tolerava mais. Estavaa com a cabeça definitivamente no teatro e só continuava escrevendo folhetins ....porque......... precisava sustentar-se. Em 1949, Freddy Chateaubriand trocou sua função de diretor de “O Jornal” pelo comando no “Diário da Noite” e levou Nelson com ele. A pedido de Nelson, deixaram “Suzana Flag” para trás, congelada e morta.

Mas Nelson não ficou livre. Em lugar de “Suzana Flag”, Freddy inventou “Myrna”, a nova máscara feminina de Nelson Rodrigues. Dava na mesma, exceto que “Myrna” teria um concorrente à altura no “Diário da Noite”: o folhetimb “Giselle, a espiã nua que abalou Paris”, assinado por “Giselle de Monfort” – na verdade, David Nasser – e ilustrado com fotos moderadamente eróticas de Jean Manzon, com modelos cariocas. Talvez por essa, talvez por outras razões, “Myrna” não conheceu a glória longeva de “Suzana Flag”. Viveu apenas um ano, durante o qual produziu “A mulher que amou demais” – e propiciou a Freddy Chateaubriand uma ideia que ele não tivera em “O Jornal”.

A correspondência de “Myrna” era tão descomunal que era uma pena não transformá-la num “correio sentimental”. Ei, e .....por...que.... não? As leitoras acreditavam em “Myrna” e escreviam contando suas brigas com a mãe ou com o namorado, pedindo conselhos. Nelson poderia responder-lhes, com a solidariedade que sempre dispensara ....às.... mulheres – e faturando mais alguma grana. A seção se chamaria “Myrna escreve” e teria a ilustração de uma mulher com os olhos tarjados; Nelsonc escreveria na primeira pessoa do feminino.

Numa das cartas, a leitora contava que, mal conhecera um rapaz, apaixonou-se por ele e lhe emprestou um valioso anel; o namorado pôs o anel no prego, jogou nos cavalos e ficou sem dinheiro para resgatar a cautela; a mãe obrigou-a a largar o rapaz e lhe raspou a cabeça, para que tão cedo não saísse de casa. A moça perguntava a “Myrna”: “Pode-se amar um ladrão?”

Nelson, lixando unhas invisíveis, respondeu: “Ai de nós, Fulana! Uma mulher pode, perfeitamente, gostar de um ladrão. Por um motivo:d o coração não enxerga um palmo adiante do nariz. Se ele só se inclinasse por rapazes direitos, estaria tudo salvo. De onde resultam as tragédias amorosas? Precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe certo, nem errado. A gente não escolhe.

“Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma quee, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. Às vezes coincide que o nosso amor seja um cidadão seríssimo, respeitador, cumpridor dos deveres. Foi o quê? Uma escolha consciente? Uma seleção hábil? Não, em absoluto. Foi sorte, nada mais que sorte. A mulher pode amar, segundo sua estrela, um escafandrista, um domador, um trocador de ônibus ou um príncipe. A você, Fulana, coube a seguinte sorte: amar um ladrão.”

(Extraído e adaptado de Rui Castro, O Anjo Pornográfico:

A Vida de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.219-220. 517 palavras.)

Assinale a alteração referente a sinal de pontuação que seria INCORRETA no texto.

 

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2127930 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o mais feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota Joaquina tinha sido derrotada nas suas conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-se apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. João, de reconstruir seu império nos trópicos, parecia enfim ter chances de se realizar. Era uma ilusão. Dentro de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino havia imposto o de um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. passado mais de duas décadas que D. João já ocupava o trono desde que a mãe demente tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fez questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes teve de debelar a revolução pernambucana e casar seus três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 06, 11 e 16.

 

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2127929 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o mais feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota Joaquina tinha sido derrotada nas suas conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-se apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso havia três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. João, de reconstruir seu império nos trópicos, parecia enfim ter chances de se realizar. Era uma ilusão. Dentro de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino lhe havia imposto o de um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. Haviam passado mais de duas décadas que D. João já ocupava o trono desde que a mãe demente tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fez questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes teve de debelar a revolução pernambucana e casar seus três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) De acordo com o autor do texto, Napoleão e Carlota Joaquina representavam ameaças ao reino português do início do século 19.

( ) De acordo com o autor do texto, D. João VI foi um rei constantemente guiado por eventos alheios que determinavam suas ações.

( ) De acordo com o autor do texto, D. João VI já havia sido coroado em Portugal, mais de duas décadas antes de ser coroado no Brasil, em 1818.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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2127928 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o mais feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota JoaquinaI tinha sido derrotada nas suasI conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-se apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso havia três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. JoãoII, de reconstruir seuII império nos trópicos, parecia enfim ter chances de se realizar. Era uma ilusão. Dentro de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino lhe havia imposto o de um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. Haviam passado mais de duas décadas que D. JoãoIII já ocupava o trono desde que a mãe demente tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fez questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes teve de debelar a revolução pernambucana e casar seusIII três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Considere as seguintes afirmações sobre a relação entre pronomes possessivos e seus referentes no texto.

I. Pronome suasCarlota Joaquina.

II. Pronome seuO sonho de D. João.

III. Pronome seusD. João.

Quais estão corretas?

 

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2127926 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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– Trinta e um, hem, meu velho?

Filipe Lobo deu uma palmadinha amistosa no ombro de Eugênio, que como única resposta sorriu melancolicamente, baixando os olhos para o cálice de vinho.

Eunice mandou a criada servir os gelados. O jantar chegava a seu termo. Cintra se inclinou para Dora e perguntou:

– Que é que tem vocêI hoje, menina?

– Eu? – Dora pareceu despertar de repente dum sonho. Arregalou os olhos em exagerado espanto, fez um meio sorriso e, como se aII estivessem acusando dum crime tremendo, defendeu-se: – Eu? Eu não tenho nada, estou até muito bem...

Cintra acendeu um charuto e riu a sua risada baixa e lenta, enquanto sacudia a cabeça grisalha.

– Depois do jantar a Dora vai cantar... – anunciou para os outros, soltando uma baforada de fumaça.

A moça deu um pequeno pulo na cadeira.

– Oh! Não tem graça.

– Não seIII discute... – Cintra falava com os dentes apertados, mordendo o charuto. – Não se discute.

O peito engomado da camisa e a gola do smoking brilhavam. Os olhos se lhe entrecerravam com brilho brincalhão por trás da fumaça, ao passo que ele ria a sua risada interminável e enigmática.

Eugênio olhou para o sogro. Não lhe queria mal, compreendia os esforços que ele fazia para lhe tornar a existência naquela casa fácil e agradável. Viviam numa cordialidade meio convencional, dir-se-iam amadores de teatro representando uma alta comédia. O velho Cintra gostava de fazer o papel de gentleman repousado e paternal. Era limpo e saudável, lembrava esses cavalheiros idosos, mas corados e rijos, que aparecem sorrindo em lindas tricromias, dizendo: “Eu sou assim porque tomei tal remédio”. Tinha um cuidado meticuloso com suas roupas, manicurava as unhas e jogava golfe no Country Club.

Adaptado de VERISSIMO, E. Olhai os lírios do campo. 71 ed. São Paulo: Globo, 1995.

Considere as seguintes afirmações.

I. O pronome você (l. 06) está sendo empregado como sujeito.

II. O pronome a está desempenhando a função de objeto direto.

III. O pronome se está sendo empregado como pronome reflexivo.

Quais estão corretas?

 

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