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No Curso de Formação de Soldados de Fileira que ocorre no Batalhão Ambiental, os recrutas devem tirar serviço em três postos diuturnamente: Guarda do Quartel, Guarita e Reserva de Armamentos e até 22h todos devem estar acordados, mas depois desse horário quem não estiver no plantão da hora pode descansar ou dormir, mas nunca tirando o uniforme que não seja para tomar banho. Cada recruta tira 2h de serviço para 4h de descanso. Diante dessa situação, a escala de serviço diária é composta por:
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A divisão administrativa da Polícia Militar prevê cinco áreas de atuação: P1 - recursos humanos; P2 - inteligência; P3 - estatísticas; P4 – armamentos; P5 - relações públicas. Qual alternativa completa corretamente os valores de verdade da seguinte tabela-verdade no lugar de P1, P2, P3, P4 e P5, respectivamente?
p | q | p → q | ~ p | ~p ∧ q | (~p ∧ q) v p → q |
V | V | V | F | P3 | V |
V | F | F | P2 | F | F |
F | V | V | V | P4 | P5 |
F | F | P1 | V | F | V |
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A 1ª Companhia do 2º batalhão de policiamento da capital receberá os pelotões alfa e beta de recrutas do 3º Curso de Formação de Soldados de Fileiras do Estado. Seja X, o conjunto formado por todos os recrutas do pelotão alfa, Y, do pelotão Beta e Z, todos recrutas da companhia. A respeito dos quantificadores, assinale a alternativa correta:
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- Lógica ProposicionalConectivos LógicosConjunção "e"
- Lógica ProposicionalConectivos LógicosCondicional "se....então"
A partir da proposição composta: “O sargento de dia deve reunir todos os recrutas logo depois do toque de alvorada e se o oficial de dia determinar uma vistoria nos alojamentos, então todos os que estiverem de serviço devem acompanhá-lo”. Assinale a alternativa com a correta simbologia por meio de conectivos lógicos.
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Assinale a alternativa que apresenta uma sentença com as características de uma proposição.
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Sendo o conjunto A: {todos os praças que trabalham na companhia tático rural} e B: {soldados que trabalham na companhia tático rural}, ou seja, A ⊃ B, qual o conjunto representa [(A ∩ (A U BC)]?
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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemLinguagem Verbal e Não Verbal
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemTemas e Figuras
TEXTO II
O jornalista Ademar Vieira, de Manaus (AM), criou dez tirinhas digitais em aquarela para homenagear os brigadistas, bombeiros e voluntários que atuaram no combate às queimadas deste ano no Pantanal de Mato Grosso. O resgate de uma sucuri, em uma poça de lama, foi a maior inspiração para o jornalista na criação das tirinhas. Ela foi socorrida no dia 16 de setembro pelo biólogo do SOS Pantanal, Gustavo de Carvalho Figueirôa, que conseguiu salvá-la com vida. A sucuri estava com a cabeça de fora da poça e com a boca aberta. O biólogo pulou na lama e capturou a sucuri para medicá-la e levá-la para outro local com água abundante.
Gustavo viu as publicações do jornalista e entrou em contato para agradecer a homenagem. “Foi muito emocionante. Eu não fazia ideia dessa homenagem. Quando vi as tirinhas e confirmei com ele que era eu mesmo, fiquei emocionado demais. Eu ter sido inspiração para um quadrinho que representa todos os brigadistas de animais foi uma honra enorme”, contou. Para ele, foi um momento de agradecimento pelo combate aos incêndios e resgastes dos animais.

Disponível em: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2021/10/14/jornalista-cria-tirinhas- em-homenagem-a-brigadistas-que-combateram-as-queimadas-no-pantanal-em-mt.ghtml. (Parcial e adaptado.)
O objetivo comunicativo do texto, considerado em seus elementos verbais e não verbais, é
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Texto para as questões 1 a 19
TEXTO I
Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?
1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,
2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos
3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.
4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,
5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois
6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,
7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.
8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa
9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica
10 mais expressiva, como explicam os analistas.
11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,
12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que
13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros
14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,
15 propícios aos incêndios catastróficos.
16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As
17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do
18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o
19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se
20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras
21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.
22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como
23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global
24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular
25 em todos esses eventos.
26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios
27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas
28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando
29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.
30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante
31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África
32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais
33 do mesmo.
34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas
35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às
36 queimadas.
37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos
38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do
39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas
40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.
41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez
42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os
43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do
44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,
45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares
46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida
47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.
48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais
49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.
Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)
No segmento Ledo engano! (linha 43), é possível concluir que
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Texto para as questões 1 a 19
TEXTO I
Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?
1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,
2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos
3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.
4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,
5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois
6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,
7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.
8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa
9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica
10 mais expressiva, como explicam os analistas.
11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,
12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que
13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros
14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,
15 propícios aos incêndios catastróficos.
16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As
17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do
18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o
19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se
20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras
21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.
22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como
23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global
24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular
25 em todos esses eventos.
26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios
27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas
28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando
29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.
30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante
31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África
32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais
33 do mesmo.
34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas
35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às
36 queimadas.
37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos
38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do
39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas
40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.
41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez
42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os
43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do
44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,
45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares
46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida
47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.
48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais
49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.
Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)
No trecho Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os recursos necessários para combatê-los (linhas 41 a 43), é corretor afirmar que há
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Texto para as questões 1 a 19
TEXTO I
Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?
1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,
2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos
3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.
4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,
5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois
6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,
7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.
8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa
9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica
10 mais expressiva, como explicam os analistas.
11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,
12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que
13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros
14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,
15 propícios aos incêndios catastróficos.
16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As
17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do
18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o
19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se
20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras
21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.
22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como
23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global
24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular
25 em todos esses eventos.
26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios
27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas
28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando
29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.
30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante
31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África
32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais
33 do mesmo.
34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas
35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às
36 queimadas.
37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos
38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do
39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas
40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.
41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez
42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os
43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do
44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,
45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares
46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida
47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.
48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais
49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.
Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)
É correto afirmar que mais do mesmo (linhas 32 e 33) significa
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