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3642976 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

Quanto à ortoépia da vogal tônica em seca (linha 28) e secas (linha 34), é correto afirmar que

 

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3642975 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

Analise as orações a seguir.

I. Os incêndios devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia (linhas 26 e 27).

II. Para muitos, era só mais do mesmo (linhas 32 e 33).

III. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis (linha 39).

IV. Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos (linha 41).

Assinale a alternativa correta.

 

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3642974 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

No trecho mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana (linha 23), apenas o segundo advérbio sublinhado recebe a terminação -mente, porque

 

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3642973 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

Na frase “As construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do fogo” (linhas 16 a 18),

 

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3642972 Ano: 2022
Disciplina: Português
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

A palavra Todavia (linha 12), utilizada para ligar dois períodos, têm valor

 

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3642971 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

Considere as afirmativas a seguir no que se refere à pontuação.

I. O ponto e vírgula empregado na linha 11 serve para separar orações que se contrabalançam em forma expressiva, formando antítese.

II. Os parênteses empregados na linha 12 poderiam ser substituídos por travessões, sem prejuízo para o sentido do texto.

III. O emprego de aspas entre as linhas 23 e 24 não é obrigatório, já que destacam informações de um documento.

Assinale

 

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3642970 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

As formas verbais favorecem (linha 9) e correspondem (linha 12) têm a sinonímia mais aproximada em

 

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3642969 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

Assinale a alternativa que apresenta uma conjunção coordenativa adversativa.

 

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3642968 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: PM-MS
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TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

A forma verbal esperam (linha 6) encontra-se na 3ª pessoal do plural porque

 

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3642967 Ano: 2022
Disciplina: Português
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Orgão: PM-MS
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Texto para as questões 1 a 19

TEXTO I

Incêndios na Europa: tragédias anunciadas?

1 -----As temperaturas extremas registradas na Europa nos últimos meses deste ano estão acompanhadas de grandes infortúnios,

2 com destaque para os incêndios que afetam boa parte do Continente, principalmente, na porção meridional. Os recordes térmicos

3 sucessivos favorecem a ocorrência desses eventos.

4 -----Essa porção da Europa é caracterizada pelo clima mediterrâneo, com índices pluviométricos médios em torno de 750 mm,

5 precipitados, normalmente, durante o inverno. Os verões são secos e quentes. Além das características climáticas atípicas, pois

6 se esperam verões úmidos, a vegetação mediterrânea tem a cobertura original profundamente alterada pelas atividades humanas,

7 sendo predominantemente herbácea-arbustiva, com áreas florestadas, um pouco mais densas, e bastante inflamável.

8 -----Para uma cobertura vegetal incendiar, é necessária a conjunção de três fatores principais: (i) um clima mais quente e de baixa

9 umidade; (ii) uma vegetação com componentes ricos em elementos que favorecem a combustão; (iii) uma densidade demográfica

10 mais expressiva, como explicam os analistas.

11 ----De modo geral, as causas antrópicas são responsáveis em 90% pelo início dos incêndios; as causas naturais, por outro lado,

12 ocorrem em torno de 10% dos casos. Todavia, os incêndios mais devastadores (que correspondem a 5% do total, mas que

13 representam 75% da área queimada), estão associados aos períodos mais quentes, que formam, na maioria dos casos, centros

14 de baixa pressão atmosférica, nessa região da Europa, e atraem os anticiclones do norte, marcados por ventos mais frios e secos,

15 propícios aos incêndios catastróficos.

16 ----A urbanização também exerce papel importante na intensificação desses fenômenos, cada vez mais destruidores. As

17 construções, com amplos jardins ornamentais, espalham-se de forma difusa pelas matas, favorecendo a rápida propagação do

18 fogo. A redução da população rural, com a migração para as cidades, também é preocupante. Com menos pessoas no campo, o

19 combate aos focos de incêndios nesses lugares fica bastante comprometido, de modo que o alastramento do fogo acaba se

20 tornando praticamente incontrolável. Os campos de outrora foram ocupados pela agricultura e muitos substituídos por outras

21 atividades. Conjugados, esses elementos desempenham um papel fundamental na propagação do fogo.

22 ----As mudanças climáticas, definidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu artigo 1º, como

23 "mudanças no clima que são atribuídas direta ou indiretamente à atividade humana que altera a composição da atmosfera global

24 e que se somam à variabilidade climática natural observada em períodos de tempo comparáveis", exercem papel bastante singular

25 em todos esses eventos.

26 Os anos anteriores (2017, 2019, 2020, 2021) registraram recordes sucessivos de altas temperaturas globais. Os incêndios

27 devastaram vastas extensões de outras áreas do mundo, como a Sibéria Russa, Austrália e Califórnia. Com as médias térmicas

28 mais elevadas e aridez mais severa, a vegetação seca prontamente, pois há menos reservas de água no subsolo, colaborando

29 para esses cenários de terras ardidas pelo fogo.

30 ----Os cientistas percebem desde 1980 episódios de altas temperaturas cada vez mais frequentes e mais duradouros. É importante

31 não esquecer a onda de calor europeu de 2003 e os estragos causados que comoveram o mundo. No ano anterior (2002), a África

32 Subsaariana registrou índices assustadores; mas, como esperado, o mundo ficou menos sensibilizado. Para muitos, era só mais

33 do mesmo.

34 ----O aquecimento climático aumenta a probabilidade de ondas de calor e secas e, por extensão, de incêndios. Essas temperaturas

35 mais elevadas acentuam a evapotranspiração das plantas. À medida que a vegetação fica mais seca, torna-se mais suscetível às

36 queimadas.

37 ----Dados preliminares, divulgados em 2021 pelo IPCC, são desanimadores. Segundo o órgão, o Mediterrâneo é um dos pontos

38 quentes da Terra. Espera-se um aumento contínuo das temperaturas na região, mais acentuadamente do que em outras áreas do

39 mundo. Os efeitos sobre a agricultura, a pesca e o turismo serão notáveis. A escassez de água e o perigo de inundações e ondas

40 de calor, com risco de vida, afetarão milhões de habitantes nas próximas décadas.

41 ----Os megaincêndios pareciam incomuns para o seleto grupo de países desenvolvidos. Não mais! Estão tornando-se cada vez

42 mais regulares. Até algum tempo atrás, o imaginário dos incêndios devastadores era habitual nos países mais pobres, sem os

43 recursos necessários para combatê-los. Ledo engano! Esses eventos fazem parte do cotidiano das nações mais abastadas do

44 planeta, com efeitos semelhantes ou até mais drásticos. De acordo com o jornal francês “Le Monde”, na Europa, desde a criação,

45 em 2000, do Sistema de Informação sobre Incêndios (SII), o ano de 2021 foi o mais arrasador, com mais de um milhão de hectares

46 consumidos pelas labaredas colossais. O ano de 2017 havia sido o pior ano, desde então, com 500 mil hectares de área consumida

47 pelas chamas somente em Portugal, onde 118 vidas foram perdidas.

48 ----Os europeus buscam meios de controlar os efeitos do fogo e sabem que precisam se adaptar às novas realidades, pois tais

49 cenários correm o risco de acontecer novamente, caso nada seja feito nesse contexto.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/sueli-vasconcelos/2022/07/25/noticia-sueli-vasconcelos,1382346/incendios-na-europa-tragedias- anunciadas.shtml. (Parcial e adaptado.)

Relacione os termos listados na Coluna B com a respectiva classificação presente na Coluna A.

COLUNA A

1

Derivação prefixal

2

Derivação prefixal e sufixal

3

Derivação sufixal

4

Derivação regressiva

COLUNA B

( )

atípicas (linha 5)

( )

urbanização (linha 16)

( )

combate (linha 19)

( )

indiretamente (linha 23)

A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é

 

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