Foram encontradas 750 questões.
Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor
apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento
global: de um lado, dados científicos sobre mudanças
climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak
sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade
e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual
conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”.
O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade
ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal
que nega outras formas de existir e conhecer, impondo
um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes
tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda
quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”.
Os estudantes começam a reconhecer como esse processo
se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização
dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais,
a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou
o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor
propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos
tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção
de suas identidades e visões de mundo.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Não tem racismo melhor ou pior. O nosso racismo era o racismo
não dito, não assumido. A democracia racial é dizer que nós
não somos racistas, os racistas são os brancos dos EUA e da
África do Sul. Aqui somos todos mestiços. Isso acabou por
matar a consciência das vítimas, negros, a consciência das
pessoas brancas e vitimizadas. Então, nesse sentido que eu
costumo dizer que é um crime perfeito, mata duas vezes,
a primeira vez pelo silêncio, dizendo que não somos racistas,
e mata mesmo, fisicamente. É como um carrasco. Você não vê
o rosto do carrasco, como diz o judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz.
O carrasco mata sempre duas vezes, a segunda vez pelo
silêncio. Esse é o nosso modelo de racismo, por isso temos
dificuldade de derrotá-lo.
Disponível em: https://teoriaedebate.org.br.
Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Não tem racismo melhor ou pior. O nosso racismo era o racismo
não dito, não assumido. A democracia racial é dizer que nós
não somos racistas, os racistas são os brancos dos EUA e da
África do Sul. Aqui somos todos mestiços. Isso acabou por
matar a consciência das vítimas, negros, a consciência das
pessoas brancas e vitimizadas. Então, nesse sentido que eu
costumo dizer que é um crime perfeito, mata duas vezes,
a primeira vez pelo silêncio, dizendo que não somos racistas,
e mata mesmo, fisicamente. É como um carrasco. Você não vê
o rosto do carrasco, como diz o judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz.
O carrasco mata sempre duas vezes, a segunda vez pelo
silêncio. Esse é o nosso modelo de racismo, por isso temos
dificuldade de derrotá-lo.
Disponível em: https://teoriaedebate.org.br.
Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Não tem racismo melhor ou pior. O nosso racismo era o racismo
não dito, não assumido. A democracia racial é dizer que nós
não somos racistas, os racistas são os brancos dos EUA e da
África do Sul. Aqui somos todos mestiços. Isso acabou por
matar a consciência das vítimas, negros, a consciência das
pessoas brancas e vitimizadas. Então, nesse sentido que eu
costumo dizer que é um crime perfeito, mata duas vezes,
a primeira vez pelo silêncio, dizendo que não somos racistas,
e mata mesmo, fisicamente. É como um carrasco. Você não vê
o rosto do carrasco, como diz o judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz.
O carrasco mata sempre duas vezes, a segunda vez pelo
silêncio. Esse é o nosso modelo de racismo, por isso temos
dificuldade de derrotá-lo.
Disponível em: https://teoriaedebate.org.br.
Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO 1
Em As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss opõe um conjunto de técnicas do corpo, ao qual confere um papel preliminar: o corpo é o primeiro instrumento do homem e, ainda, o primeiro objeto e meio técnico do homem. Técnicas do corpo referem-se então aos modos pelos quais as pessoas sabem servir-se de seus corpos de maneira tradicional, o que varia de uma sociedade a outra. De modo a localizar o caráter específico de cada técnica corporal, ele parte da observação das mudanças presenciadas por sua geração, por exemplo, nas técnicas de nado, e nos seus modos de ensino e aprendizagem: enquanto em um momento aprendia-se, primeiro, a nadar e, depois, a mergulhar. Este e outros exemplos amparam a afirmação feita pelo autor de que cada sociedade possui hábitos próprios, que são de natureza social, variando não apenas de um indivíduo a outro, mas com as formas de educação e convenções sociais.
HAIBARA, A.; SANTOS, V. O. As técnicas do corpo. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2016 (adaptado).
TEXTO 2
ADÃO. Folha de S. Paulo, 2 jul. 2005 (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO 1
Em As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss opõe um conjunto de técnicas do corpo, ao qual confere um papel preliminar: o corpo é o primeiro instrumento do homem e, ainda, o primeiro objeto e meio técnico do homem. Técnicas do corpo referem-se então aos modos pelos quais as pessoas sabem servir-se de seus corpos de maneira tradicional, o que varia de uma sociedade a outra. De modo a localizar o caráter específico de cada técnica corporal, ele parte da observação das mudanças presenciadas por sua geração, por exemplo, nas técnicas de nado, e nos seus modos de ensino e aprendizagem: enquanto em um momento aprendia-se, primeiro, a nadar e, depois, a mergulhar. Este e outros exemplos amparam a afirmação feita pelo autor de que cada sociedade possui hábitos próprios, que são de natureza social, variando não apenas de um indivíduo a outro, mas com as formas de educação e convenções sociais.
HAIBARA, A.; SANTOS, V. O. As técnicas do corpo. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2016 (adaptado).
TEXTO 2
ADÃO. Folha de S. Paulo, 2 jul. 2005 (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é
horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Pensei em
guardar para comprar feijão. Mas vi que não podia porque o meu estômago reclamava e torturava-me. Resolvi tomar uma média
e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores,
as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. A comida no estômago é como combustível nas
máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. Meu corpo deixou de pesar. [...] Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço.
Comecei a sorrir como se eu estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que
comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.
JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é
horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Pensei em
guardar para comprar feijão. Mas vi que não podia porque o meu estômago reclamava e torturava-me. Resolvi tomar uma média
e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores,
as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. A comida no estômago é como combustível nas
máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. Meu corpo deixou de pesar. [...] Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço.
Comecei a sorrir como se eu estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que
comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.
JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO 1
Em Sociologia e Antropologia, no renomado capítulo As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss demonstra que o uso que cada indivíduo faz do seu próprio corpo não se restringe a biologia, trata-se de um saber aprendido socialmente de “valor crucial para ciências do homem”. Para Mauss, longe de serem atos puramente instintivos ou individuais, nossos gestos e hábitos corporais são, fundamentalmente, “atos tradicionais eficazes” que são “impostos pela tradição” e pela sociedade. Mauss defende que gestos tão banais, quanto a forma como um camponês descansa em pé, com uma perna dobrada apoiada na outra, são transmitidos de geração para geração, e podem ser melhores testemunhos da história quanto “jazidas arqueológicas ou monumentos”.
Disponível em: www.ubueditora.com.br. Acesso
em: 18 jul. 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Triste, louca ou má
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar
FRANCISCO EL HOMBRE. Triste, louca ou má. In:
Soltasbruxa. São Paulo: s.n., 2016 (fragmento).
Para relacionar a noção de técnicas do corpo, de Marcel Mauss, ao trecho da letra da canção Triste , louca ou má, da banda Francisco El Hombre, as ações didáticas que dialogam com uma perspectiva interdisciplinar de ensino são:
Em Sociologia e Antropologia, no renomado capítulo As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss demonstra que o uso que cada indivíduo faz do seu próprio corpo não se restringe a biologia, trata-se de um saber aprendido socialmente de “valor crucial para ciências do homem”. Para Mauss, longe de serem atos puramente instintivos ou individuais, nossos gestos e hábitos corporais são, fundamentalmente, “atos tradicionais eficazes” que são “impostos pela tradição” e pela sociedade. Mauss defende que gestos tão banais, quanto a forma como um camponês descansa em pé, com uma perna dobrada apoiada na outra, são transmitidos de geração para geração, e podem ser melhores testemunhos da história quanto “jazidas arqueológicas ou monumentos”.
Disponível em: www.ubueditora.com.br. Acesso
em: 18 jul. 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Triste, louca ou má
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar
FRANCISCO EL HOMBRE. Triste, louca ou má. In:
Soltasbruxa. São Paulo: s.n., 2016 (fragmento).
Para relacionar a noção de técnicas do corpo, de Marcel Mauss, ao trecho da letra da canção Triste , louca ou má, da banda Francisco El Hombre, as ações didáticas que dialogam com uma perspectiva interdisciplinar de ensino são:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Obedece-se não à pessoa em virtude de seu próprio direito,
mas a regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo
a quem e em que medida se deve obedecer. Também quem
ordena obedece, ao emitir uma ordem, a uma regra; à “lei” ou
“regulamento” de uma norma formalmente abstrata. O tipo
daquele que ordena é o “superior”, cujo direito de mando
está legitimado por uma regra estatuída, no âmbito de uma
competência concreta, cuja delimitação e especialização
se baseiam na utilidade objetiva e nas suas exigências
profissionais estipuladas para a atividade do funcionário.
O dever de obediência está graduado numa hierarquia de
cargos, com subordinação dos inferiores aos superiores,
e dispõe de um direito de queixa regulamento. A base do
funcionamento técnico é a disciplina do serviço.
WEBER, M. Os três tipos puros de dominação legítima. In: COHN, G.
(Org.). Max Weber: Sociologia. São Paulo: Ática, 2003 (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container