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O Brasil, em trinta anos, avançou muitíssimo em matéria democrática. Antes, nosso recorde de liberdade democrática eram as duas décadas incompletas entre o fim da ditadura Vargas e o começo do regime militar. De 1982 para cá, mudou bastante coisa. O partido comunista foi legalizado - ele tinha sido proibido ao longo de quase toda a sua história. A inflação, que fazia troça da Política, foi controlada. As políticas sociais, que eram sacrificadas em nome da luta contra a inflação, vieram para ficar. A sociedade brasileira, até 2005, era uma pirâmide, na qual as classes A/B tinham menos gente que a C, que era menor que as D/E. Em 2010, era já um losango, no qual a classe C supera tanto asmais ricas quanto asmais pobres. Cinquenta milhões de pessoas subiram da pobreza para a classe média. Hoje, ninguém concorre ao poder com chances se não tiver um projeto de maior inclusão social. Em três décadas, fomos da ditadura, com má distribuição de renda, para uma democracia que parece consolidada. […]
O auge da vida democrática é o momento do voto.Ademocracia, regime emque amaioria escolhe os governantes, é tambémo regime da igualdade, em que todos têm o mesmo valor, sejam ricos ou pobres, integrados ou excluídos. Por isso, tenho sustentado que ela é o regime mais ético que existe. Melhor dizendo, é o único regime que hoje podemos considerar ético. As formas de governo que a teoria antigamente chamava de monarquia ou aristocracia, considerando-as legítimas, atualmente apenas podemser chamadas de ditaduras.Uma ditadura, em nossos dias, é ilegítima. Só a democracia é legítima.
Mas surge um problema sério. Na Ética, operamos como certo e o errado, o beme omal. Não existe uma tabela única do certo e errado “em si”, ou “para Deus”, ou para a humanidade inteira. Divergências ocorrem. Mas, sejam quais forem, concordamos quanto a muitos valores. “Não matarás” é um deles, mesmo que discutamos como defini-lo: esse preceito proíbe a legítima defesa? Inclui a falta de solidariedade com o faminto? Em que pesem essas diferenças, quando falamos em Ética, atribuímos valores, positivos e negativos, às condutas.
Dá para fazer o mesmo na Política? Faz parte da essência democrática o direito à divergência. Mas aplicar o critério do certo e errado à Política pode nos levar a só tolerar um lado, condenando o outro como errado, desonesto, imoral. Isso significa abolir a discordância. Quem pensa assim, se chegar ao poder, é um perigo - porque terá o DNA do ditador. O mínimo, numa democracia, é ter os dois lados opostos, divergentes,mas respeitados. Porém, se eu aplicar o modelo da Ética à Política, entenderei que umlado é o bem, e o outro, omal; e, portanto, tentarei impedir “o mal” até mesmo de concorrer. Assim foi a perseguição ao comunismo, no Brasil, mesmo quando não tínhamos uma ditadura escancarada. Assim foi a perseguição aos partidos liberais nos regimes comunistas.
Há saída? O mais óbvio é: a Ética é um pré-requisito.Queremos, de todos os candidatos, que sejam honestos. Que não sejam antiéticos. E, entre os postulantes decentes, optaremos por critérios políticos. […]
(RIBEIRO, Renato Janine.Rev.Filosofia : nº 74, setembro de 2012, p. 82.)
Mantém-se o acento grave, indicativo da crase, no A observado em: “Faz parte da essência democrática o direito divergência.” (parágrafo 4) com a substituição de “ DIVERGÊNCIA” por:O auge da vida democrática é o momento do voto.Ademocracia, regime emque amaioria escolhe os governantes, é tambémo regime da igualdade, em que todos têm o mesmo valor, sejam ricos ou pobres, integrados ou excluídos. Por isso, tenho sustentado que ela é o regime mais ético que existe. Melhor dizendo, é o único regime que hoje podemos considerar ético. As formas de governo que a teoria antigamente chamava de monarquia ou aristocracia, considerando-as legítimas, atualmente apenas podemser chamadas de ditaduras.Uma ditadura, em nossos dias, é ilegítima. Só a democracia é legítima.
Mas surge um problema sério. Na Ética, operamos como certo e o errado, o beme omal. Não existe uma tabela única do certo e errado “em si”, ou “para Deus”, ou para a humanidade inteira. Divergências ocorrem. Mas, sejam quais forem, concordamos quanto a muitos valores. “Não matarás” é um deles, mesmo que discutamos como defini-lo: esse preceito proíbe a legítima defesa? Inclui a falta de solidariedade com o faminto? Em que pesem essas diferenças, quando falamos em Ética, atribuímos valores, positivos e negativos, às condutas.
Dá para fazer o mesmo na Política? Faz parte da essência democrática o direito à divergência. Mas aplicar o critério do certo e errado à Política pode nos levar a só tolerar um lado, condenando o outro como errado, desonesto, imoral. Isso significa abolir a discordância. Quem pensa assim, se chegar ao poder, é um perigo - porque terá o DNA do ditador. O mínimo, numa democracia, é ter os dois lados opostos, divergentes,mas respeitados. Porém, se eu aplicar o modelo da Ética à Política, entenderei que umlado é o bem, e o outro, omal; e, portanto, tentarei impedir “o mal” até mesmo de concorrer. Assim foi a perseguição ao comunismo, no Brasil, mesmo quando não tínhamos uma ditadura escancarada. Assim foi a perseguição aos partidos liberais nos regimes comunistas.
Há saída? O mais óbvio é: a Ética é um pré-requisito.Queremos, de todos os candidatos, que sejam honestos. Que não sejam antiéticos. E, entre os postulantes decentes, optaremos por critérios políticos. […]
(RIBEIRO, Renato Janine.Rev.Filosofia : nº 74, setembro de 2012, p. 82.)
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1012603
Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
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Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
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Cinco anos depois da quebra do Lehman Brothers, umdosmaiores bancos de investimento dos Estados Unidos, que marcou o início da crise financeira internacional, países de todos os continentes ainda se esforçam para recuperar suas economias e não entrar novamente em colapso. Em relação à crise, é correto afirmar que:
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1012602
Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
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A morte do presidente venezuelano Hugo Chávez trouxe ainda mais indefinição para o já tumultuado cenário político da América Latina (AL). A região é hoje formada por países aliados e de oposição aos Estados Unidos, e ainda por países de “esquerda moderada”, que nem se alinham totalmente nem se cont rapõem à superpotência mundial . É INCORRETO afirmar que:
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1012601
Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
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Em junho deste ano, milhares de pessoas – em sua maioria jovens – ocuparam as ruas de várias cidades brasileiras, com faixas e cartazes, sacudindo o país. Iniciadas contra o aumento da tarifa de ônibus, as manifestações logo se abriram para outras questões consideradas importantes. NÃO figurou entre as reivindicações dos manifestantes:
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1012600
Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
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Novos projetos de lei envolvendo questões polêmicas ganham espaço nos meios de comunicação e geram acalorados debates na sociedade brasileira. Uma das propostas já sancionadas pela presidente Dilma Rousseff foi a:
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1012599
Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
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Banca: FUNCAB
Orgão: POLITEC-MT
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O confronto entre o governo de Bashar al-Assad e as forças sírias de oposição, iniciado em 2011 com as manifestações da Primavera Árabe, assumiu forma de uma verdadeira guerra civil, aumentando o estado de tensão no Oriente Médio. Acerca do conflito na Síria e de suas implicações internacionais, é correto afirmar:
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Umcandidato de umconcurso público fará uma prova contendo quatro questões, cada uma contendo cinco alternativas, sendo uma alternativa correta e quatro alternativas erradas. Calcule a probabilidade de esse candidato acertar exatamente três dessas quatro questões.
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Assinale a opção que NÃO constitui exemplo de incapacidade civil relativa.
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Marque a alternativa que apresenta uma condição excludente para doação de órgãos.
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- ProlegômenosPrincípios da Administração PúblicaPrincípios Implícitos
- ProlegômenosRegime Jurídico Administrativo
Arespeito do princípio da autotutela, que se refere ao controle que a Administração Pública exerce sobre seus atos, é correto afirmar que:
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