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Foram encontradas 110 questões.

2278246 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escritad, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a ruac; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área centrala - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passanteb. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejadoe. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

Ao tentar reescrever o verbo na voz passiva, cometeu-se ERRO de concordância verbal em:

 

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2278245 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

A alternativa em que a palavra COMO está empregada com o mesmo valor significativo que em: "[ ... ]disseminou-se mundialmente como febre avassaladora." é:

 

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2278244 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

Em: "[ .. . ] os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio [ ... ]", a palavra AINDA tem sentido análogo ao que expressa na frase:

 

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2278243 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

O sentido de: "[ ... ) independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário." altera-se fundamentalmente com a substituição do termo INDEPENDENTES DO LUGAR E DA PAISAGEM pela oração:

 

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2278242 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

A frase de João do Rio: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim SE NÃO JULGASSE que esse amor é partilhado por todos vós [ .. .]" muda de sentido com a seguinte reescrita da oração em destaque:

 

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2278241 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

Mantém-se o sentido de "não seria 'povoado', mas preenchido por veículos e pela velocidade" com a seguinte redação:

 

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2278240 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

O sujeito de REIVINDICAM é "as velhas ruas das cidades brasileiras" - e não "jovens" (aqueles jovens que as "enchem") - , daí poder-se afirmar que, na passagem, o autor se expressa recorrendo à seguinte figura de linguagem:

 

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2278239 Ano: 2013
Disciplina: Português
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidadesb" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo:c morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívioa, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante.d Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejadoe. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

O sentido do enunciado altera-se , fundamentalmente, com a substituição da palavra em destaque proposta na seguinte alternativa:

 

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2278238 Ano: 2013
Disciplina: Português
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

Preserva-se a relação de causa/resultado observada em: "Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers [ ... ]" com a substituição do substantivo FRUTOS por:

 

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2278237 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vóse." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.

"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."

No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Riob. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.

O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentesc: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívioa, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.

Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)

Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.

No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredoresd de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.

Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.

Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.

MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.

Todos os pronomes destacados a seguir fazem referência a algo enunciado anteriormente no texto, EXCETO:

 

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