Foram encontradas 436 questões.
Amélia e Bia são as únicas sócias em uma fábrica
de cartões. Sabendo que o capital social da
empresa é de R$ 37.000,00 e que o capital social
de Amélia menos 2/3 do capital social de Bia é
igual a R$ 0,00, pode-se afirmar que o capital
social de Bia é de:
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Sabendo que o volume de um prisma de base
quadrada é igual a 54 cm³ e que a altura do prisma
é igual ao dobro da raiz quadrada da área de sua
base, é correto afirmar que cada lado da base
quadrada do prisma mede:
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A tabela a seguir apresentada as notas que 02
(dois) candidatos receberam em um concurso
público.

Sabendo que os pesos de cada disciplina do concurso, ou seja, Português, Matemática e Legislação são respectivamente iguais a 3; 3 e 4, È correto afirmar que:

Sabendo que os pesos de cada disciplina do concurso, ou seja, Português, Matemática e Legislação são respectivamente iguais a 3; 3 e 4, È correto afirmar que:
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2903843
Ano: 2023
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Araçariguama-SP
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Araçariguama-SP
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A raiz quadrada do cubo de um número X
positivo é igual ao triplo deste número X. Logo,
é correto afirmar que 150% de X é igual a:
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A figura geométrica ilustrada a seguir representa
a planta de um terreno plano de um bairro.

É correto afirmar que a área do terreno, em m², È igual a:

É correto afirmar que a área do terreno, em m², È igual a:
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Uma galinha
Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã. Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio. Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E, por mais ínfima que fosse a presa, o grito de conquista havia soado. Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre. Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que, morrendo uma, surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma. Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:
— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! Ela quer o nosso bem! Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha.
O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:
— Se você mandar matar esta galinha, nunca mais comerei galinha na minha vida!
— Eu também! jurou a menina com ardor.
A mãe, cansada, deu de ombros.
Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto. Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado. Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos. Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.
Clarice Lispector
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Considere as sentenças:
I. Li um texto sobre escoliose nesta manhã. II. Recriou-se a obra de forma contemporânea. III. Faz sol hoje.
Verifica-se sujeito inexistente:
I. Li um texto sobre escoliose nesta manhã. II. Recriou-se a obra de forma contemporânea. III. Faz sol hoje.
Verifica-se sujeito inexistente:
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Assinale a alternativa que apresenta todas as
palavras acentuadas corretamente.
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Assinale a alternativa que apresenta a sentença
pontuada corretamente.
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O homem trocado
O homem acorda da anestesia e olha em volta.
Ainda est· na sala de recuperação. Há uma
enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo
bem.
– Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
– Eu estava com medo desta operação...
– Por quê? Não havia risco nenhum.
– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido
uma série de enganos... E conta que os enganos
começaram com seu nascimento.
Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi
criado até os dez anos por um casal de orientais,
que nunca entenderam o fato de terem um filho
claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele
fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua
verdadeira m„e, pois o pai abandonara a mulher
depois que esta não soubera explicar o
nascimento de um bebê chinês.
– E o meu nome? Outro engano.
– Seu nome não È Lírio?
– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório
e... Os enganos se sucediam.
Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não
fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não
conseguira entrar na universidade. O computador
se enganara, seu nome não apareceu na lista.
– Há anos que a minha conta do telefone vem
com cifras incrÌveis. No mês passado tive que
pagar mais de R$ 3 mil.
– O senhor não faz chamadas interurbanas?
– Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o
confundira com outro. Não foram felizes.
– Por quê?
– Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia
intimações para pagar dívidas que não fazia. Até
tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o
médico dizer: - O senhor está desenganado. Mas
também fora um engano do médico. Não era tão
grave assim. Uma simples apendicite.
– Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
– Apendicite? - perguntou, hesitante.
– É. A operação era para tirar o apêndice.
– Não era para trocar de sexo?
LuÌs Fernando VerÌssimo
I. Eu não tenho telefone! II. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. III. Não foram felizes.
Em relação à transitividade, os verbos "tenho", "recebia" e "foram" são, respectivamente:
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