Foram encontradas 160 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA
PRONOMINAIS
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Oswald de Andrade
O poema acima faz parte da primeira geração modernista do Brasil. Assinale a alternativa que apresenta características da primeira geração modernista presentes no poema.
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De quantos modos distintos podemos responder o gabarito de uma prova que possui 120 questões com duas alternativas cada uma delas, sabendo que o candidato deve escolher apenas uma alternativa em cada questão?
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Qual a quantidade de algarismos que possui o número 2565? (Use se necessário log10 4 = 0,6).
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Considere o texto abaixo para responder a questão 25.
A VOLTA DA ASA BRANCA
Luiz Gonzaga
Já faz três noites
Que pro norte relampeia
E a asa branca
Ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas
E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da plantação
Já bateu asas
E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da plantação
A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
De mandar chuva
Pr'esse sertão sofredor
Sertão das muié séria
Dos homens trabaiador
De mandar chuva
Pr'esse sertão sofredor
Sertão das muié séria
Dos homens trabaiador
Rios correndo
As cachoeira tão zoando
Terra moiada
Mato verde, que riqueza
E a asa branca
Tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre
Mais alegre é a natureza
E a asa branca
Tarde canta, que beleza
Ai,…
Sentindo a chuva
Eu me arrescordo de Rosinha
A linda flor
Do meu sertão pernambucano
E se a safra
Não atrapaiá meus pranos
Que que há, o seu vigário
Vou casar no fim do ano.
Analise as proposições a seguir:
1- É perceptível no texto que a matéria fônica adquire valor estilístico e remete a traços identificadores da origem geográfica, da classe social, dentre outros aspectos da identidade sociocultural do emissor.
2- No texto, percebe-se a queda/supressão de alguns fonemas. Conhecido como síncope, esse fenômeno é entendendo, linguisticamente, como uma espécie de supressão de fonema(s) no segmento átono do lexema.
3- Na estrofe 2, há uma série de alterações fonéticofonológicas. Além dos processos marcados por supressão como nos vocábulos ‘pr’esse’, no quarto verso, identificamos também alterações caracterizadas pelo acréscimo de fonemas no início dos vocábulos, como em ‘alembrou’, no segundo verso. Em linhas gerais, esse fenômeno é denominado de prótese.
4- As alterações fonético-fonológica estendem-se para o nível dos morfemas, como é possível perceber na estrofe 2, essas alterações referem-se à ausência de concordância nominal, como nos versos ‘das muié séria ’ e ‘Dos home trabaiado ’.
É ou são verdadeira(s):
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Num cilindro equilátero os valores numéricos da área total, da área lateral e do volume formam uma progressão geométrica nessa ordem, sendo assim qual o valor da medida do raio desse cilindro?
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Considerando todos os “ANAGRAMAS” da palavra “ARAMARI”, quantos começam com a letra “I” e terminam com a letra “M”?
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A seguir estão representados os números \( α \), \( β \) e \( γ \) respectivamente.
\( α \) \( = \) 1,9999..., \( β = \) 2,3333... e \( γ = \) 0, 636363...
É correto afirmar que:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA
A narrativa a seguir faz parte do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, leia com atenção para responder as questões 22 a 24.
CAPÍTULO XVI
- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa.
Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.
- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...
Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.
- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.
CAPÍTULO XVII
A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.
CAPÍTULO XVIII
- Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.
- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?
- Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?
- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.
Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.
- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?
- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...
Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?
- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...
- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.
Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.
- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.
- Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.
ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,2008.p.773-774.v.1.(Fragmento)
Das proposições abaixo, quais apresentam características do Realismo brasileiro:
I- Objetividade
II- Subjetividade
III- Idealização feminina
IV- Mal do século
V- Fim das idealizações: retratos de adultério, miséria e fracasso social
VI- Abordagem psicológica das personagens como composição da realidade que veem.
São características do Realismo brasileiro as proposições:
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Qual o ducentésimo número após a vírgula obtido na divisão de 17347 por 9999?
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Na imagem a seguir as retas \( r \) e \( s \) são paralelas.

\( r / / s \)
Sobre os triângulos ABC, ABD e ABE, formados pelos pontos destacados na retas é correto afirmar que:
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