Magna Concursos

Foram encontradas 160 questões.

2183364 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA

Efetuando a soma de todos os números entre 100 e 1000 que possuem o algarismo das unidades igual a 6, obtemos um número em que a soma de seus algarismos é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

A narrativa a seguir faz parte do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, leia com atenção para responder as questões 22 a 24.

CAPÍTULO XVI

- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa.

Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.

- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...

Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.

- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.

CAPÍTULO XVII

A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.

CAPÍTULO XVIII

- Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.

- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?

- Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?

- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.

Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.

- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?

- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...

Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?

- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...

- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.

Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.

- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.

- Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.

ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,2008.p.773-774.v.1.(Fragmento)

Considerando o texto, analise as proposições abaixo, levando em conta as características da obra do autor e o período em que foi escrito.

I- Em pleno vigor da estética Realista, Joaquim Maria Machado de Assis utilizou, dentre outros temas, e por mais de uma vez, o da loucura, valendo-se da ironia, da análise tragicômica e psicológica das personagens.

II- Machado de Assis criticou vários valores burgueses por meio de ironias e metalinguagens. Precedendo não só o próprio realismo, instaurou o realismo psicológico, claramente visto em seus romances por fazer diálogos diretos com o leitor e também por conta de pensamentos pontuais que surgem ao longo da narrativa.

III- Na obra de Machado de Assis, os personagens envolvidos na trama apresentam complexidade psicológica, são personagens esféricos e o narrador dialoga com o leitor, permitindo a este fazer reflexões sobre a obra.

IV- Na maioria dos textos machadianos, o narrador torna-se o centro do eixo narrativo e, portanto, a linearidade do enredo dissolve-se.

É ou são verdadeira(s).

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

A narrativa a seguir faz parte do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, leia com atenção para responder as questões 22 a 24.

CAPÍTULO XVI

- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa.

Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.

- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...

Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.

- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.

CAPÍTULO XVII

A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.

CAPÍTULO XVIII

- Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.

- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?

- Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?

- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.

Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.

- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?

- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...

Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?

- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...

- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.

Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.

- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.

- Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.

ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,2008.p.773-774.v.1.(Fragmento)

Considerando o texto, analise as proposições abaixo, colocando ( V) para o que for verdadeiro e ( F ) para o que for falso:

( ) Rubião era um homem interesseiro, materialista e frio, pouco apegado a sentimentos.

( ) Rubião se mostra aflito por não encontrar Quincas Borba de imediato e teme que algo lhe tenha acontecido.

( ) A palidez de Rubião enquanto dialoga com a comadre representa um enorme medo de que o cão não estivesse mais ali,motivo pelo qual perderia o direito à herança.

( ) Rubião demonstra sentimento de culpa por ter abandonado Quincas Borba.

( ) Quincas Borba se emociona com a volta de Rubião, depois do abandono, numa reação de verdadeiro delírio . Rubião, por sua vez, também demonstra alegria por encontrar o cão vivo, mas só porque esse fato garantiria sua herança.

( ) Há uma profunda ironia nas palavras do autor ao produzir o diálogo final entre a comadre e Rubião.

A sequência correta de cima para baixo é :

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2183361 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA

Leia o trecho final de um artigo sobre o tsunami de março de 2011 no Japão para responder a questão 21:

[...] Esta força que faz resistir, este pudor que controla estão concentrados no olhar do prefeito de Rikuzen Takata, Futoshi Toba. Ele responde com uma infinita a cada jornalista que passa pelo centro de distribuição de mantimentos, novo coração desta comunidade sem cidade. Só depois de várias perguntas mais pessoais, ele deixa escapar que sua própria esposa está entre os desaparecidos. Sem insistir. É porque o Japão é povoado por pessoas como este homem é que não se deve abandonar o país nem, sobretudo, dar-lhe as costas.

Considerando o trecho acima analise as proposições a seguir:

I- A saliência da frase colocada em itálico é assegurada pelo fato de que se trata da última do texto, que condensa a tese defendida no artigo.

II- A frase colocada em itálico, no final do texto, é do tipo enunciado generalizante.

III- A frase colocada em itálico, no final do texto, é uma colocação em relevo com relação a um ambiente textual, ou seja uma sobreasseveração.

É verdade o que se afirma em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2183360 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA

Leia o texto “No meio do caminho de Carlos Drummond e o início do poema NEL MEZZO DEL CAMIN de Bilac para responder as questões 19 e 20.

NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra

EL MEZZO DEL CAMIN

Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada

E triste, e triste e fatigado eu vinha.

Tinhas a alma de sonhos povoada,

E alma de sonhos povoada eu tinha...

....

Publicado no livro Poesias, 1884/1887 (1888).

Poema integrante da série Sarças de Fogo.

In: BILAC, Olavo. Poesias. Posfácio R. Magalhães Júnior.

Analise as sentenças abaixo:

I – O poema “No meio do caminho”, de Drummond, retoma, para parodiá-lo, desconstruindo sua solenidade, o título e um dos elementos centrais da composição, o quiasmo, do poema “Nel mezzo del camin...”, de Bilac.

II- A discursivização opera pelos procedimentos de tematização, figurativização, actorialização, temporalização e espacialização. Já a textualização vale-se de outros procedimentos: a linearização e a elastização.

III- A linearização “consiste em organizar em contiguidades temporais ou espaciais as organizações hierárquicas, os segmentos substituíveis, as estruturas concomitantes, etc.

IV – Na linguagem verbal, para marcar a simultaneidade do que é linear, usam-se, por exemplo, locuções adverbiais, advérbios sequenciadores ou orações adverbiais indicando simultaneidade.

São verdadeiras:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2183359 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA

Leia o texto “No meio do caminho de Carlos Drummond e o início do poema NEL MEZZO DEL CAMIN de Bilac para responder as questões 19 e 20.

NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra

EL MEZZO DEL CAMIN

Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada

E triste, e triste e fatigado eu vinha.

Tinhas a alma de sonhos povoada,

E alma de sonhos povoada eu tinha...

....

Publicado no livro Poesias, 1884/1887 (1888).

Poema integrante da série Sarças de Fogo.

In: BILAC, Olavo. Poesias. Posfácio R. Magalhães Júnior.

Considerando os textos e os conceitos ente texto e discurso analise as proposições abaixo:

I - Tanto o texto quanto o discurso têm uma dimensão ilimitada, graças a propriedade da recursividade.

II – Não há diferenças entre texto e discurso, ambos são as mesmas coisas.

III – O discurso é o plano do conteúdo, enquanto o texto é do plano da expressão. Este é da ordem do sensível, enquanto aquele é do domínio do inteligível.

IV – O texto é a manifestação de um discurso. Assim, o texto pressupõe logicamente o discurso, que é por implicação, anterior a ele.

V – Um mesmo discurso pode concretizar-se em textos muitos diversos.

São verdadeiras:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o poema abaixo para responder a questão 18:

ROMPE O POETA COM A PRIMEIRA IMPACIÊNCIA QUERENDO DECLARAR-SE E TEMENDO PERDER POR OUSADO

Anjo no nome, Angélica na cara,

Isso é ser flor, e Anjo juntamente,

Se Angélica flor, e Anjo florente,

Em quem, senão em vós se uniformara?

Quem veria uma flor, que a não cortara

De verde pé, de rama florescente?

E quem um Anjo vira tão luzente,

Que por seu Deus, o não idolatrara?

Se como Anjo dos meus altares,

Fôreis o meu custódio, e minha guarda,

Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,

Posto que os Anjos nunca dão pesares,

Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. Seleção, introdução e notas de José Miguel Wisnik.13 ed. São Paulo: Cultrix,1997.p.200

Considerando o poema acima, analise as proposições abaixo como ( V) verdadeiras ou ( F ) falsa.

( ) A figura feminina presente no soneto é vista pelo eu lírico como “anjo” e “flor” ao mesmo tempo.

( ) A metáfora anjo remete à perspectiva imaterial da figura feminina, ao passo que flor se associa à dimensão material. Anjo e flor representam alma e corpo, espiritualidade e sensualidade, respectivamente.

( ) No verso “Sois anjo, que me tenta, e não me guarda” há um paradoxo.

( ) O soneto transcrito revela muito do estilo cultista adotado por Gregório em suas composições. Desenvolve-se por meio do jogo de palavras e imagens: “Ângela” = “Angélica” = “Anjo”, “flor” = “florente”. Gregório segue uma tradição explorada por Shakespeare e Camões ao comparar a beleza da mulher à natureza.

( ) O poeta trabalha com duas entidades – flor e anjo – que se irmanam pela beleza, mas que se distanciam pela duração. A flor significa brevidade, enquanto que o anjo é ser eterno. Essa duplicidade emerge do nome da mulher amada, cuja beleza indiscutível lança o poeta em tensão.

( ) A última estrofe começa com a conjunção adversativa ´´Mas" dando prosseguimento ao raciocínio da estrofe anterior, deixando clara a contradição que há na condição de sua amada.

( ) O soneto que se inicia com a louvação de uma beleza angelical, encerra-se como advertência contra uma tentação demoníaca..

A sequência correta de cima para baixo é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2183357 Ano: 2021
Disciplina: História
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA

Dentre as ações perpetradas por Getúlio Vargas na sua segunda passagem pela presidência do Brasil (1951 – 1955), é correto apontar:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2183356 Ano: 2021
Disciplina: História
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA

Acerca das revoltas ocorridas no Brasil e suas características, analise os itens abaixo:

I- A Cabanagem, revolta de ampla participação popular, auxiliada pela elite, ocorreu na província do Maranhão entre 1835 e 1840, tendo como líderes o jornalista João Batista Gonçalves Campos e os irmãos Vinagre.

II- A balaiada, revolta popular ocorrida entre 1838 e 1841 na província do Grão-Pará, insurgiu contra as injustiças praticadas por elites políticas e as desigualdades sócias que assolavam os “Balaios”, populares responsáveis pela produção de cestos de palha.

III- A Revolta dos Malês, uma das mais sangrentas e duradouras das revoltas regenciais, ocorreu na Bahia e foi formada basicamente por escravos adeptos ao islamismo.

IV A Sabinada, levante armado ocorrido na cidade de Salvador entre novembro de 1837 e março de 1838 foi liderada pelo fazendeiro monarquista Francisco Sabino que se mostrava inconformado com a alta no preço do Charque produzido no sul do País, em razão do aumento dos impostos.

V- A revolução farroupilha, que teve um dos seus líderes preso no Forte São Marcelo, localizado na Baía de todos os Santos – uma das prisões mais seguras do período imperial – teve por motivo primordial, a insatisfação dos estancieiros sul-rio-grandenses com o governo imperial

É correto o que se afirma no item

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2183355 Ano: 2021
Disciplina: História
Banca: ASSEGE
Orgão: Pref. Aramari-BA

Leia o cordel abaixo:

guerra de canudos

Vou narrar pros meus leitores

Num trabalho consciente

A campanha de Canudos

A maior do Continente...

Vencidos caluniados

Na História contundente...

Porque Antônio Vicente

Ou Antônio Conselheiro

Era na Comunidade:

Santo, mito, guerrilheiro:

Foi de Quixeramobim

Acender o estopim

Na bomba do formigueiro

Do nordeste brasileiro,

Que explodiu em Canudos

Na combustão da miséria,

Nos corpos semidesnudos,

Quando balas de canhão

Trituravam no sertão

Esqueletos cabeludos...

Enunciado 3488219-1

SANTA HELENA, Raimundo, Guerra de Canudos, Rio de Janeiro: 1981, livreto 1557. Disponível em: <http://docvirt.com/docreader.net/docReader.aspx?bib-cordelfcrb&pagfis-39753>. Acesso em: 12 fev. 2019.

Sobre a Guerra de Canudos, é incorreto afirmar:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas