O surgimento da social-democracia europeia, no final do século XIX e início do século XX, representou uma
tentativa de conciliar a crítica marxista às desigualdades geradas pelo capitalismo com a preservação de
instituições democráticas e do sistema de propriedade privada.
Considerando esse contexto histórico, a alternativa que melhor caracteriza a social- democracia é:
Os processos de independência e formação dos Estados Nacionais latino-americanos, no século XIX, foram
fortemente marcados pelo ideário liberal e republicano europeu. Contudo, em sociedades estruturadas pela
herança colonial, pela escravidão e pelo poder agrário, a emancipação política não significou ruptura com
as hierarquias sociais preexistentes. Nesse contexto, pode-se afirmar que o sentido histórico das
independências latino-americanas expressou:
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 1948 durante uma Assembleia Geral da ONU,
foi elaborada em um contexto de reconstrução política e humanitária após as duas guerras mundiais, o
Holocausto e a experiência dos regimes totalitários europeus. Mais do que um documento jurídico, a
Declaração Universal dos Direitos Humanos representou um marco na tentativa de redefinir o estatuto do
humano e da cidadania frente às barbáries do século XX. Considerando esse contexto e o debate historiográfico pertinente sobre o tema, constata-se que:
Os ideais iluministas da razão, da liberdade e da igualdade perante a lei inspiraram o modelo de cidadania
moderna. No Brasil, tais princípios influenciaram a formação do Estado republicano, mas, em um contexto
marcado por desigualdades sociais, raciais e políticas alguns tornaram-se mais iguais e livres que outros.
Considerando a relação entre o ideário iluminista e a configuração da cidadania brasileira entre o final do
século XIX e meados do século XX, pode-se dizer que:
Com base no contexto histórico da mudança de Império para a República no Brasil (1889-1930) e nas
reflexões historiográficas das últimas décadas sobre a formação da cidadania no Brasil republicano, é
correto afirmar:
O apartheid na África do Sul (1948-1994) estruturou-se como uma política de Estado voltada a manutenção
e consolidação da supremacia branca. Mais do que simples segregação, o apartheid configurou-se como
um projeto de engenharia social e territorial, que reorganizou espaços urbanos e rurais, relegando a
população negra a "townships" (cidades-dormitório) e "bantoustans" (reservas étnicas), limitando seu
acesso à propriedade de terras. Dessa forma, institui-se uma hierarquia social com base no fator racial na
qual a minoria branca detinha o monopólio do poder político, econômico e simbólico.
Nesse sentido, o apartheid deve ser compreendido como:
A partir da segunda metade do século XX, correntes como a História Oral e a História do Cotidiano
ampliaram as possibilidades das análises historiográficas e suas fontes ao incorporar sujeitos antes
marginalizados e dimensões subjetivas da experiência social. Tais abordagens, no entanto, trouxeram
novos desafios metodológicos e epistemológicos quanto à natureza da memória, ao papel do historiador e à
relação entre experiência individual e processos coletivos.
Considerando as discussões historiográficas contemporâneas sobre o uso da memória e das práticas
cotidianas como fontes históricas, a alternativa correta é:
A análise marxista da História enfatiza que as relações de produção são a base estrutural que condiciona
superestruturas ideológicas, culturais, políticas e simbólicas, enquanto abordagens culturais – como a
história das mentalidades – insistem que representações, crenças e práticas simbólicas possuem autonomia
relativa e exercem efeito causal no processo histórico.
Acerca do materialismo histórico e das correntes culturais da História, está correto afirmar:
Um fator em comum que pode ser observado para a legitimação simbólica dos Estados nacionais modernos
envolveu práticas de "invenção de tradições", produção de rituais oficiais e cultos cívicos que visavam
moldar o sentido de pertencimento nacional para populações culturais heterogêneas.
Nesse processo simbólico e político, é correto afirmar:
As recentes abordagens historiográficas sobre os processos que levaram à Independência do Brasil,
sobretudo no caso da guerra pela Independência na Bahia (1822 - 1823), além de questionarem a narrativa
tradicional e centralizadora da Independência do Brasil, destacam multiplicidade de percepções acerca do
processo emancipatório Brasileiro dentro de cada região do país.
Em diálogo com a história social e com estudos sobre cultura política, esse episódio passou a ser
interpretado como um: