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A fibromialgia é complexa, com etiologia e patogênese indefinidas. Atualmente, destaca-se disfunções em diversos sistemas do corpo, incluindo os sistemas endócrino, imunológico, nervoso central, somatossensorial, autonômico e musculoesquelético. Os recursos fisioterapêuticos ajudam no alívio da dor e outros sintomas, bem como na promoção da saúde desses indivíduos. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito da fibromialgia e da atuação fisioterapêutica nesta patologia.
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Durante o desenvolvimento da insuficiência respiratória aguda, é fundamental o suporte ventilatório oferecido aos recém-nascidos (RN), preferencialmente por meio de ventilação não invasiva (VNI). Nos que evoluem com maior gravidade costumam ser necessárias a intubação e a instituição de ventilação mecânica, ao mesmo tempo que é tratada a causa da descompensação respiratória. Portanto, são objetivos da ventilação mecânica, exceto:
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As condições musculoesqueléticas são as principais disfunções em todo o mundo, sendo o atendimento de pacientes que passaram pela cirurgia de reparo do manguito rotador comum na rotina do fisioterapeuta. Portanto, imperativo que os fisioterapeutas usem seu conjunto de habilidades especializadas e exclusivas para avaliar criticamente as necessidades do paciente e desenvolver uma boa reabilitação do mesmo. Sobre a temática, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Quatro músculos compreendem o manguito rotador do ombro: supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular. Fundamental por fornecer estabilidade dinâmica ao ombro altamente móvel, a junção musculotendínea é suscetível a lacerações degenerativas. A cicatrização do tecido na junção tendão-osso começa 3 a 4 semanas após o reparo, com remodelação contínua do tecido cicatricial e melhora da resistência à tração em torno de 3 meses.
( ) A integridade estrutural do reparo é vulnerável até pelo menos 6 meses após a cirurgia, portanto, os esforços de reabilitação devem se concentrar inicialmente na proteção, com progressão abrupta para o uso funcional do ombro operado. Fatores como o número de tendões envolvidos, a qualidade do tecido, a cronicidade da ruptura (tempo entre lesão e intervenção) e as técnicas cirúrgicas utilizadas não afetam o processo de reabilitação.
( ) Como em qualquer processo de remodelação musculoesquelética, existem três estágios: fase de proteção, mobilização e fase de fortalecimento/retorno à função. A fase de proteção ocorre até as primeiras 6 semanas de pós-operatório e, durante esse período, o tecido cicatricial está se formando. A proteção do tendão reparado é obtida pelo uso de uma tipoia e evitando qualquer amplitude de movimento ativa, além disso, a educação sobre a importância da utilização da tipoia, orientação sobre colocação e retirada da tipoia e modificações caseiras para evitar o uso ativo do braço operado são essenciais nessas primeiras semanas.
( ) A fase de mobilização ocorre de 6 a 12 semanas de pós-operatório e, as atividades ativas assistidas para amplitude de movimento podem começar nesse momento. Durante essa fase, também é benéfico manter a ativação dos estabilizadores escapulares, e isso pode começar com a retração escapular na posição sentada com progressão para posições mais desafiadoras, como decúbito ventral. Deve-se atentar nessa fase na mecânica escapular e o ritmo escápulo torácico, especialmente para garantir que a elevação frontal do ombro esteja retornando sem o recrutamento excessivo do músculo trapézio superior.
( ) O condicionamento do manguito rotador pode começar aproximadamente 8 a 9 semanas após a cirurgia, mesmo que a dor e os sintomas não estejam bem controlados. O condicionamento da junção musculotendínea envolve alta ativação do tendão envolvido, de modo a preparar o fortalecimento para a hipertrofia muscular. Isso pode incluir rotação interna para posição neutra em decúbito lateral ou rotação interna na posição sentada/em pé sem resistência se a posição em decúbito lateral não for tolerada, bem como elevação lateral ativa dos ombros nas posições sentada/em pé com resistência. Além de que não é importante monitorar a tolerância do paciente ao programa de reabilitação.
( ) Durante o retorno à função ou fase de fortalecimento após 12 semanas de pós-operatório, o tendão pode ser gradualmente introduzido nas atividades de resistência e fortalecimento. Essa fase deve ser iniciada apenas se um paciente demonstrar amplitude de movimento próxima às faixas normais. A amplitude de movimento e o fortalecimento devem ser realizados com atenção contínua à mecânica escapular adequada, assim como a cinesia escapular, além disso, recomenda-se que os pacientes demonstrem tolerância adequada à elevação contra a resistência no plano escapular antes de tentar posições de fortalecimento acima da cabeça. É importante orientar os pacientes sobre a taxa esperada de recuperação e sobre as recomendações e a necessidade de continuar a participação em um programa de exercícios domiciliares após a alta da fisioterapia formal.
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Escarro é o material expectorado (tossido) e normalmente formado por muco e saliva, mas também pode conter pus, sangue, células epiteliais e bactérias/vírus. Retenção de secreção se dá quando o paciente não consegue eliminar o escarro de modo adequado, seja independentemente, seja com ajuda de fisioterapia respiratória. Ela pode contribuir para problemas agudos, como obstrução das vias aéreas superiores e/ou inferiores, incompatibilidade de ventilação/perfusão e infecções, aumento do trabalho e insuficiência respiratórios. A retenção de secreção nas vias aéreas nem sempre é evidente pela ausculta pulmonar ou palpação, por isso, é importante procurar “pistas” que possam sugerir esse problema, portanto uma boa avaliação se faz imprescindível. Diante do exposto, são sinais e sintomas de retenção de secreção nas vias aéreas, exceto:
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O avanço da assistência neonatal associado às novas tecnologias tem proporcionado a redução da mortalidade de recém-nascido de risco e consequentemente, devido à maior sobrevida desses, tem sido observada uma taxa maior de morbidade, na maioria das vezes decorrente de comprometimento neurológico. Dessa maneira, é essencial conhecer os conceitos de avaliação neonatal para o reconhecimento precoce de quaisquer problemas com o recém-nascido, pois quanto mais cedo for diagnosticado com sequelas provocadas por alterações neurológicas, mais rápida será a intervenção com melhor desenvolvimento neuropsicomotor. Geralmente o exame físico consiste na avaliação do tônus muscular e postura, medida do perímetro cefálico, reflexos primitivos e movimentos. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito dos reflexos primitivos e assinale a alternativa correta.
I. Os reflexos primitivos são reflexos motores mediados pelo tronco cerebral, protetores e de sobrevivência, eliciados em resposta a um estímulo sensorial específico. Fornecem informações sobre a integridade do tronco cerebral do recém-nascido e a função cortical, começando a se desenvolver no útero e se revelando bem estabelecidos entre as últimas semanas de gestação e as primeiras após o nascimento. À medida que o sistema nervoso central amadurece e a inibição cortical se desenvolve (começando por volta dos 4 a 6 meses de idade), os reflexos primitivos começam a diminuir e são substituídos por atividades motoras voluntárias.
II. Os reflexos primitivos são importantes em um exame neurológico neonatal, já que normalidades podem apontar para possível lesão do sistema nervoso central, embora a persistência dos reflexos primitivos além de certa idade também é normal. Apesar dos inúmeros reflexos primitivos, é comum testar apenas aqueles comumente presentes na maioria dos recém-nascidos e, é desnecessário que o fisioterapeuta saiba a idade normal de aparecimento e desaparecimento desses reflexos, bem como a interpretação da resposta.
III. O reflexo de Moro é provocado pelo examinador ao colocar seu dedo na palma do recém-nascido e aplicar pressão perto da base dos dedos. A resposta reflexa do recém-nascido consiste em flexionar seus dedos para envolver o dedo do examinador. As tentativas de retirada do dedo devem resultar em uma pegada com força. Quando testada com ambas as mãos, o recém-nascido pode ser levantado da cama por alguns segundos. Se a preensão palmar for fraca ou ausente em um recém-nascido a termo, pode haver lesão cerebral, nervosa local ou muscular.
IV. Após o nascimento, a nutrição depende da capacidade do recém-nascido de sugar. Em geral, o reflexo de sucção está presente mesmo em recém-nascido pré termo, embora seja mais fraco com a menor idade gestacional. Para verificar a presença desse reflexo, convém promover um estímulo, tocando ou acariciando suavemente os lábios do recém-nascido (dedo do examinador ou a própria mão do recém-nascido), e em resposta a boca se abre e têm início os movimentos de sucção. O dedo do examinador pode ser introduzido na boca para avaliação da força e coordenação da sucção. A ausência do reflexo de sucção ao nascimento e durante os primeiros meses é indício de grave comprometimento do sistema nervoso central.
V. O reflexo de curvatura troncular (Galant) é testado com o recém-nascido em suspensão ventral com a parede torácica anterior na palma da mão do examinador. Uma pressão firme com o polegar ou um cotonete é aplicada paralelamente à coluna na região torácica, e a resposta positiva consiste na flexão da pelve em direção ao lado do estímulo e, essa resposta pode ser útil para auxiliar a localização de lesões da medula espinhal. Em recém-nascido pré termo, o reflexo de Galant, com curvatura do tronco e elevação do quadril, aparece em torno de 29 a 30 semanas de idade gestacional; no entanto, a resposta é fraca. A resposta mais forte ocorre a partir de 35 semanas de idade gestacional.
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A espondilite anquilosante, um subtipo de espondiloartrite, é uma artropatia reumática sistêmica crônica e progressiva com surtos inflamatórios. Acomete principalmente o esqueleto axial (coluna vertebral e articulações sacroilíacas), mas também as articulações periféricas. Assim sendo, são alterações observadas durante a avaliação postural do paciente com espondilite anquilosante, exceto:
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A paralisia braquial obstétrica (PBO) é uma intercorrência relacionada com o nascimento que causa disfunção de membros superiores em recémnascidos (RN) submetidos a um parto traumático. Cabe destacar que a PBO afeta diretamente o neurodesenvolvimento das crianças acometidas, provocando limitações funcionais e impactando a capacidade de execução de diversas atividades da vida diária, nesse contexto, a fisioterapia é essencial para melhora da qualidade de vida dessa criança e de sua família. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da paralisia braquial obstétrica e da atuação fisioterapêutica nesta patologia e assinale a alternativa correta.
I. A paralisia braquial obstétrica (PBO) é causada por mecanismos de tração e está associada a fatores de risco, como parto prolongado ou instrumentalizado, macrossomia, apresentação pélvica, distócia de ombros, diabetes gestacional e ganho de peso excessivo da mãe durante a gestação, entre outros fatores relacionados com a anatomia materna e a gestação. Na maioria dos casos, o diagnóstico pode ser estabelecido logo após o nascimento, a partir da anamnese e da observação dos movimentos espontâneos de membros superiores, são avaliadas a simetria e a qualidade dos movimentos para verificação da possibilidade de lesão. Além disso, também devem ser observados os reflexos primitivos de Moro e tônico cervical assimétrico (RTCA), que estarão ausentes do lado da lesão.
II. O plexo braquial é constituído pelas raízes nervosas cervicais de C5-C8 e pela raiz torácica de T1, por definição, a paralisia braquial obstétrica (PBO) é uma lesão nervosa que acomete as raízes do plexo braquial em decorrência de seu estiramento durante o nascimento e que provoca paresia ou paralisia flácida de membros superiores. As lesões neonatais do plexo braquial podem ser classificadas em função da gravidade ou do nível da lesão, assim sendo, de acordo com a gravidade, podem ser considerados os seguintes tipos: lesão pré-ganglionar ou lesão por avulsão (lesão proximal que ocorre por descontinuidade das raízes nervosas), lesão pósganglionar ou por ruptura (lesão periférica provocada por ruptura ou compressão de algum ponto ao longo do trajeto do nervo) e, lesão por neuropraxia ou por estiramento (lesão por bloqueio momentâneo da conexão neurônio-axônio e que evolui com recuperação espontânea).
III. Em relação à localização da lesão do plexo braquial, podem ser definidas três categorias que terão apresentações clínicas diferentes de acordo com as raízes nervosas acometidas. São elas: paralisia de Klumpke (é a mais frequente, caracterizada pela lesão das raízes C5 e C6, ocasionalmente C7), paralisia total ou de Erb-Klumpke (envolve as raízes de C8 a T1 e é a mais rara) e, paralisia de Erb ou Erb-Duchenne (lesão completa do plexo braquial, das raízes de C5 a T1).
IV. A abordagem inicial, ainda na maternidade, tem por objetivo promover analgesia e cicatrização e consiste em manter o membro afetado imobilizado junto ao tórax por cerca de 2 a 3 semanas. Em seguida, considerando que o tratamento da paralisia braquial obstétrica (PBO) deve ser iniciado o mais breve possível, as metas deverão estar relacionadas com posicionamento, manutenção da mobilidade, estimulação sensorial, estimulação lúdica e desenvolvimento de função motora de acordo com a idade. Cabe priorizar a mobilização passiva leve e orientar os pais e cuidadores em relação a manuseio e posicionamento adequados do membro, a fim de evitar aderências e contraturas.
V. A mobilização passiva deve ser feita no sentido cefalocaudal, iniciando com movimentos de pronação e supinação do antebraço, seguidos de movimentos de flexão e extensão do cotovelo e, por fim, abdução e rotação do ombro. Quando for possível a mobilização ativa, não é necessário respeitar as etapas do desenvolvimento neuromotor normal e promover a estimulação de maneira lúdica com jogos e brinquedos de vários formatos, texturas e cores. A estimulação sensorial não é tão importante quanto a motora e deve consistir em estímulos com diferentes texturas, formas, vibrações e temperaturas sobre a pele.
VI. Nos casos mais gravesestá indicada correção cirúrgica, quando não é satisfatória a resposta ao tratamento inicial. Em geral, considera-se essa possibilidade após o terceiro mês de vida do bebê, sendo de extrema importância a reabilitação tanto no pré como no pós-cirúrgico. Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais devem trabalhar juntos com intuito de recobrar a capacidade funcional e reorganizar as funções musculares após recuperação das estruturas nervosas lesionadas.
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A interpretação de raios X de tórax faz parte do trabalho do fisioterapeuta, principalmente quando atua no tratamento de paciente com acometimento cardiorrespiratório. O paciente deve ser corretamente posicionado e a dose certa de raios X aplicado para que um exame de raios X de tórax seja perfeito. A deficiência em qualquer um desses fatores resulta em um exame de raios X subótimo e pode resultar em aparências que simulam doenças dos pulmões e confundam o profissional na hora da sua interpretação. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a com relação a interpretação de raios X de tórax de um paciente com consolidação.
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Conhecer as variadas patologias que podem acometer o ser humano faz parte do trabalho do fisioterapeuta. Portanto, analise a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta a patologia descrita.
“É uma patologia progressiva que resulta em uma angulação anormal, tipo valgo da articulação metatarsofalângica, com pronação e desvio lateral do hálux. Observando a partir da radiografia, considera-se essa patologia quando o ângulo entre o primeiro metatarso e a falange proximal é maior que 15 graus, na projeção anteroposterior. Pode ser graduado em leve, moderado ou grave: 15-20°; 20-40° e maior que 40°, respectivamente. É observado principalmente em mulheres e tem incidência progressiva conforme o avanço da idade, além disso, causa importantes modificações dos tecidos moles do arco plantar. A alteração da pressão plantar do antepé, principalmente no primeiro metatarso e na falange proximal, com crescimento ósseo excessivo, estimula a criação de uma proeminência óssea do lado medial.”
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O termo trabalho respiratório (TR) refere-se à energia requisitada pelos músculos respiratórios para respirar. Ele é determinado pelo equilíbrio entre o impulso para respirar (demanda), a carga aplicada aos músculos e a eficiência dos mesmos (capacidade). Dispneia, falta de ar ou respiração curta é a percepção do paciente de que está mais difícil respirar. A falta de ar pode ser normal quando a demanda aumenta, como durante um exercício, mas torna-se um problema quando há consciência de que o esforço feito é desproporcional à quantidade de ar que entra e sai e de atividade que está sendo realizada. E, a dispneia pode ou não estar associada à insuficiência respiratória (IR). Diante disso, são características clínicas que podem sugerir aumento do esforço respiratório, exceto:
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