Foram encontradas 164 questões.
Leia o texto para responder as questões.
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e
carreira
O filósofo e educador defende que é possível encontrar
no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é
preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar
momentos difíceis também. Quando se gosta de uma
atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas
cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando
Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:
Felicidade
Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.
Prazer
Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.
Sentido da vida x Meio para um fim
A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
Atividade desgostosa
Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...
[...]
Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
As aspas do primeiro parágrafo foram utilizadas para
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Leia o texto para responder as questões.
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e
carreira
O filósofo e educador defende que é possível encontrar
no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é
preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar
momentos difíceis também. Quando se gosta de uma
atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas
cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando
Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:
Felicidade
Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.
Prazer
Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.
Sentido da vida x Meio para um fim
A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
Atividade desgostosa
Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...
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Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
Releia o parágrafo do texto cujo trecho está destacado: “A gente chama isso de hedonismo...” e assinale a alternativa correta.
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Inúmeros são os pacientes que chegam para o atendimento fisioterápico com acometimento da região cervical por causas diversas. E para que o fisioterapeuta saiba na sua prática clínica quando manipular ou mobilizar a região cervical, qual conduta tomar e quais orientações passar para o seu paciente, ele precisa conhecer as estruturas relacionadas à coluna cervical e compreender suas funções. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito da região cervical, suas estruturas e funções.
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A fisioterapia tem crescido enquanto profissão, o que é resultado do maior envolvimento do fisioterapeuta em pesquisas e na assistência em saúde. Essa expansão tem fortalecido a atuação especializada em algumas áreas, como a área da fisioterapia cardiovascular. O fisioterapeuta precisa atentar aos impactos de sua conduta, sempre considerando a repercussão terapêutica sobre o sistema cardiovascular, ainda que não atue diretamente com esse sistema. A partir disso, ele tanto promove a melhor evolução do paciente quanto mensura os riscos gerados por cada ação. Diante desses dados, são atribuições e competências do fisioterapeuta na área cardiovascular, exceto:
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A ausculta pulmonar é o componente do exame físico que torna possível identificar os sons produzidos pelo fluxo de ar no sistema respiratório e que podem ser percebidos na traqueia, nos pulmões ou na boca e diferenciados como normais (som pulmonar normal) ou anormais (ruídos adventícios), fornecendo informações sobre o estado do parênquima pulmonar e das vias aéreas e, além dos ruídos adventícios, a ausência ou redução do som pulmonar normal está associada a condições patológicas. Relacione os principais sons encontrados à ausculta respiratória as suas características e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Som pulmonar normal.
2. Roncos.
3. Sibilos.
4. Estridor.
5. Crepitações finas.
6. Atrito pleural.
A. Sons contínuos agudos, de característica “musical”, de origem brônquica, percebidos principalmente ao final da expiração.
B. Som descontínuo, de baixo tom, alta frequência e curta duração, “explosivo”, não musical, semelhante ao som produzido pela movimentação do cabelo entre os dedos, também descrito como “crepitações em velcro”. Não se modifica com a tosse, sendo percebido na inspiração e expiração e mais frequente na inspiração.
C. Som leve, de baixa intensidade (som de sussurro), localizado na periferia no pulmão, mais audível na inspiração que na expiração.
D. Ruído grave, semelhante a crepitações grosseiras, identificado em ambas as fases da respiração, mas que pode ser auscultado apenas durante a inspiração e, não é afetado pela tosse.
E. Graves, de alta intensidade, semelhantes ao ronco durante o sono, localizados em áreas com muco ou líquido, percebidos na inspiração e expiração, mais intensos na expiração, modificam-se durante a tosse.
F. Ruído de alta intensidade sonora, podendo ser audível sem o auxílio do estetoscópio, especialmente na inspiração, mas, pode ser inspiratório ou expiratório.
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Em geral, o período do puerpério é caracterizado por diversas alterações que promovem o retorno dos órgãos de reprodução ao estado anterior à gestação. As alterações físicas no puerpério incluem: mudanças fisiológicas locais, como a involução uterina e da mucosa vaginal, recuperação da mucosa vaginal e uterina, alterações no períneo e na parede abdominal, variações de peso e temperatura e, melhora do fluxo circulatório e venoso das mamas e do hábito urinário. Em função de tantas alterações, é fundamental que a puérpera seja acompanhada pela equipe multidisciplinar, buscando sinais e/ou sintomas de doenças e disfunções que possam surgir em decorrência do puerpério. O fisioterapeuta, como membro da equipe multidisciplinar que atende a puérpera, desempenha um papel fundamental na sua plena recuperação física. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da atuação fisioterapêutica no puerpério e assinale a alternativa correta.
I. A atuação fisioterapêutica no pós-parto imediato inicia-se logo após o término do trabalho de parto normal ou por cesariana, pois não é necessário que a puérpera descanse. Nessa primeira abordagem, é importante que o fisioterapeuta realize a avaliação cinesiofuncional e obtenha o maior número de informações relevantes para a boa evolução clínica da paciente. Essa avaliação cinesiofuncional deve avaliar apenas a musculatura abdominal, pois os demais dados (sinais vitais, padrão respiratório, mobilidade diafragmática, expansibilidade torácica, presença de diástase abdominal, aspecto e sensibilidade das mamas, além dos maléolos, fossa poplítea e região inguinal em busca de sinais de formação de trombos, edemas e varizes) são responsabilidade dos outros profissionais da equipe multidisciplinar avaliar.
II. A partir dos dados obtidos através da avaliação cinesiofuncional, o fisioterapeuta poderá elaborar o plano de tratamento fisioterapêutico para o puerpério imediato. Geralmente, os objetivos fisioterapêuticos para o puerpério imediato são: orientar o posicionamento no leito, promover analgesia e controlar o processo inflamatório no local da incisão perineal ou cesárea, reeducar os músculos abdominais e a musculatura do assoalho pélvico, reeducar a função respiratória, restabelecer a função dos sistemas cardiovascular e digestório, orientar sobre cuidados com as mamas, posturas durante o cuidado com o bebê e necessidade de continuar os atendimentos fisioterapêuticos no puerpério tardio e remoto.
III. Para alcançar analgesia e controle do processo inflamatório, o fisioterapeuta pode aplicar crioterapia (compressas frias, bolsas de gelo, massagem com gelo), por 20 minutos na região perineal (parto normal) ou no local da sutura (parto por cesariana). Outro recurso que pode ser aplicado para promover analgesia é o TENS, por meio de eletrodos posicionados nos locais de queixa da paciente. Os exercícios para reeducação da musculatura respiratória por sua vez, são simples e fundamentais no puerpério imediato. Um exemplo desses exercícios é a propriocepção diafragmática, em que a paciente pode estar em decúbito dorsal ou sentada e coloca as mãos sobre o tórax e sobre o abdome enquanto respira profundamente.
IV. Existem diversos exercícios para reeducar e melhorar o desempenho da musculatura abdominal, mas no puerpério imediato, devido à flacidez e fraqueza, sugere-se iniciar com exercícios em decúbito dorsal e quadril e joelhos flexionados, estimulando a propriocepção e a contração isométrica desses músculos, principalmente do transverso abdominal. Conforme a tonicidade da musculatura abdominal vai sendo recuperada, exercícios isotônicos e mais desafiadores podem ser aplicados a puérpera. O mesmo se aplica ao assoalho pélvico, os exercícios para a região, como contrair– relaxar, contrações rápidas, exercício do elevador e relaxamento, podem ser aplicados, levando-se em conta que no puerpério imediato esses músculos estão fracos e flácidos. E mesmo em partos por cesariana essa musculatura deve ser reeducada, já está sobrecarregada e se enfraquece durante a gestação.
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O desenvolvimento sensorial é um processo complexo que envolve componentes morfológicos e neurológicos bem estabelecidos. O amadurecimento cerebral não é acelerado com a prematuridade, embora acelere a maturação pulmonar, cardiovascular, renal e gastrointestinal, a sequência ou o tempo do neurodesenvolvimento não se alteram. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito dos principais fatores que influenciam o desenvolvimento estrutural e funcional do cérebro.
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A síndrome do impacto femoroacetabular é uma condição clínica relacionada com o movimento do quadril, a qual tem uma tríade de sintomas, sinais clínicos e achados de imagens. A dor é mais comumente observada na região anterior do quadril ou na região inguinal, mas também pode ser percebida na região lateral do quadril, na região anterior da coxa, na nádega, no joelho, na coluna lombar e nas regiões lateral e posterior da coxa. Essa síndrome representa um contato prematuro sintomático entre a região proximal do fêmur e o acetábulo, sendo mais comum em indivíduos jovens e de meia-idade. Exames radiográficos são realizados para identificar a existência de alterações morfológicas no fêmur e/ou no acetábulo que estão relacionadas com a síndrome do impacto femoroacetabular. Analise a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o tipo de morfologia da articulação do quadril associada com a síndrome do impacto femoroacetabular descrita. “Há uma cobertura acetabular excessiva da cabeça femoral. Essa cobertura acetabular excessiva pode ser global, como nos casos de coxa profunda e acetábulo protuso, ou focal (anterossuperior), como ocorre na presença de retroversão acetabular. Neste tipo de morfologia, a flexão e a rotação mediais do quadril também podem levar ao impacto da junção entre o colo e a cabeça femoral com o acetábulo. Nesse tipo de impacto, pode ocorrer a lesão do lábio acetabular anterior, com lesão condral por contragolpe no rim acetabular posteroinferior.”
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As cardiomiopatias são doenças do miocárdio associadas à disfunção cardíaca, podendo ser classificadas nas formas dilatada, hipertrófica, restritiva e arritmogênica do ventrículo direito. As cardiomiopatias podem levar a um quadro de insuficiência cardíaca, que é uma doença caracterizada por diminuição da capacidade física, dispneia, além de quadros congestivos pulmonar e/ou sistêmico. Diante desta clínica, a fisioterapia exerce um papel muito importante na recuperação desses pacientes. A respeito da abordagem fisioterapêutica para pacientes com insuficiência cardíaca, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O aumento da atividade física na insuficiência cardíaca dá início a um círculo vicioso, aumentando os sintomas e a intolerância ao exercício, pelo aumento da capacidade funcional, produzindo efeitos psicológicos negativos, deterioração da reatividade dos vasos periféricos com disfunção endotelial e inflamação crônica. Nesse contexto, o exercício físico se estabelece como estratégia terapêutica de risco, que atenua os efeitos do condicionamento físico progressivo decorrente da evolução natural da doença e, além do treinamento físico regular ser arriscado, diminui a tolerância aos exercícios, melhora a qualidade de vida e aumenta hospitalizações por insuficiência cardíaca.
( ) A reabilitação cardiovascular (RCV) com exercícios é recomendada para a insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada ou reduzida. Apenas não devem ser prescritas para pacientes com insuficiência cardíaca clinicamente instáveis, com quadro de miocardite aguda ou na ocorrência de processos infecciosos agudos sistêmicos. Os exercícios implementados podem ser aeróbicos (de moderada ou de alta intensidade), de resistência muscular localizada e treinamento de musculatura respiratória.
( ) Além do treinamento físico com exercícios aeróbicos, os exercícios de resistência muscular localizada têm sido utilizados para obtenção de benefícios adicionais. Eles são prescritos segundo a percepção subjetiva ao esforço, as cargas e repetições recomendadas variam de acordo com a capacidade funcional do paciente e devem ser prescritas de forma individualizada, mas sempre considerando a progressão, conforme a evolução na reabilitação cardiovascular.
( ) Os exercícios respiratórios têm sido indicados para programas de treinamento de pacientes com fraqueza da musculatura respiratória. O treinamento da musculatura inspiratória (TMI) alcança significativos ganhos no consumo de oxigênio pico e melhoria da eficiência ventilatória, aumento da pressão inspiratória máxima, maior tolerância ao exercício e melhoria da qualidade de vida. Desse modo, o treinamento da musculatura inspiratória é uma boa alternativa para os pacientes com insuficiência cardíaca que estão bastante debilitados, em uma transição para os exercícios físicos convencionais.
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A capacidade de deambular é a chave para a sensação de independência, autossuficiência, saúde geral e condicionamento físico de um indivíduo e função geral. Os fisioterapeutas desempenham um papel importante na restauração ou aprimoramento dessa capacidade em muitos pacientes, influenciando significativamente a qualidade de vida. Portanto, uma compreensão do ciclo normal da marcha permite ao fisioterapeuta identificar facilmente os desvios típicos dela e criar uma hipótese informada do porquê de um indivíduo poder apresentar determinado desvio da marcha. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da marcha normal e assinale a alternativa correta.
I. De modo geral, todos os humanos andam de modo semelhante, esforçando-se para avançar e manter o centro de gravidade sobre a base de sustentação da maneira mais eficiente possível. A deambulação segura requer a capacidade de acelerar e desacelerar de forma adequada e, às vezes, rápida, uma vez que envolve mecanismos de controle de equilíbrio proativos e reativos, além de atender a uma miríade de demandas ambientais e de tarefas específicas.
II. As quatro funções locomotoras da marcha incluem absorção de choque, estabilidade de postura, propulsão e conservação de energia. A absorção de choque é o resultado da atividade muscular ao carregar a extremidade de apoio. A atividade dorsiflexora excêntrica, a atividade extensora excêntrica do joelho (ambas no plano sagital) e a atividade abdutora excêntrica do quadril (no plano frontal) trabalham para absorver e redistribuir a carga mecânica à medida que o membro é carregado. A estabilidade da postura é determinada por vetores de força de reação do solo (VFRSs), suporte dos ligamentos e articulações e atividade muscular.
III. Na marcha, a propulsão para frente é o resultado da queda para frente do corpo, mecanismos de balanço que permitem a translação suave do peso sobre a extremidade inferior distal, momento criado pelo balanço da extremidade inferior contralateral e impulso ativo da extremidade inferior que está apoiada.
IV. A conservação de energia é minimizada pelo recrutamento seletivo de músculos e pelos determinantes da marcha. O recrutamento muscular seletivo é a eficiência alcançada pelo uso estratégico de músculos de modo a exigir atividade muscular excessiva ou redundante, já os determinantes da marcha são ajustes biomecânicos que visam aumentar a excursão do centro de massa do corpo em todos os planos, aumentando, assim, a energia necessária para manter a estabilidade sobre a base de apoio ao longo do ciclo da marcha.
V. O ciclo da marcha é conceituado em oito fases dentro de três tarefas principais: aceitação do peso, suporte de um único membro e avanço do membro. Na marcha normal, a aceitação do peso inclui as fases de contato inicial e resposta ao carregamento. O apoio em um único membro inclui as fases do meio do passo ao fim do passo. Durante o meio do passo, o membro oposto avança à medida que o corpo vai de uma posição posterior ao pé que sustenta o peso para uma posição à frente no final da fase, controlado, principalmente, pela atividade excêntrica do sóleo e do gastrocnêmio. No fim do passo, o peso corporal se move anterior ao ante pé e o calcanhar sobe da superfície de apoio. O avanço dos membros é realizado com sucesso pela combinação de pré-balanço (descarga final da extremidade inferior), balanço inicial (preparação da perna de balanço para a elevação do pé do solo), meio do balanço (garantindo a continuação da elevação) e balanço terminal (desaceleração da perna em preparação para o contato inicial).
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Caderno Container