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A pelve se situa entre o tronco e os membros inferiores, portanto, é uma estrutura de transição entre esses segmentos. Anatomicamente a pelve constitui o cíngulo do membro inferior e parte do esqueleto apendicular do membro inferior e apresenta uma subdivisão entre pelve maior e pelve menor, além disso, a pelve apresenta em sua estrutura ossos grandes e em formatos irregulares que, juntos, formam os ossos do quadril direito e esquerdo. É importante destacar que a pelve masculina apresenta algumas diferenças quando comparado com a pelve feminina e, o conhecimento dessas diferenças é de suma importância para o fisioterapeuta, pois a pelve tem importante papel nas funções urinária e fecal, sexual e obstétrica, e muitas intervenções do fisioterapeuta estão condicionadas a esse conhecimento. Diante disso, as características: pelve menor larga, rasa e cilíndrica; abertura superior da pelve em forma de coração e estreita; abertura inferior da pelve grande; e, acetábulo grande se referem a que tipo de pelve, respectivamente?
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As forças mecânicas às quais o tecido pulmonar imaturo é exposto têm a capacidade de interagir com a matriz extracelular e com as células epiteliais e endoteliais, induzindo, assim, lesões teciduais conhecidas genericamente como lesão pulmonar induzida pela ventilação (LPIV). Os mecanismos de lesão em crianças e adultos são muito semelhantes, com maior diferença nas respostas a esses estímulos. A respeito dos principais mecanismos de lesão pulmonar induzida pela ventilação (LPIV), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O barotrauma refere-se ao processo associado à indução de lesão pulmonar quando são alcançadas pressões elevadas, em geral, é associado a pneumotórax, pneumediastino ou enfisema subcutâneo, apesar de na maioria das vezes o mecanismo de lesão atuar sem desencadear necessariamente algum desses eventos mais perceptíveis, agindo de modo gradual e silencioso e, no recém-nascido pré-termo (RNPT), também pode apresentar-se por meio de enfisema intersticial em virtude do rompimento do tecido alveolar e do tecido adjacente.
( ) Volutrauma é um mecanismo de lesão que se dá pelo fato de que a diminuição de volume (hiperdistensão alveolar) estaria fortemente associado a lesão pulmonar, mesmo com pressões inspiratórias altas, sendo essa uma das principais estratégias que fundamentam o conceito de proteção pulmonar, isso reforça a necessidade de interação da pressão com a impedância do sistema, que resultará na geração de volume que, quando elevado, tem baixo potencial agressivo.
( ) O atelectrauma está fortemente associado às situações de perda de volume pulmonar na fase expiratória e reabertura na inspiração, acontecendo repetidamente a cada ciclo ventilatório em unidades pulmonares recrutáveis (estendendo-se desde as pequenas vias aéreas até os ductos e sacos alveolares). Esse mecanismo ocorre especialmente quando os valores de pressão expiratória positiva final (PEEP) são insuficientes para manter as estruturas distais abertas e em situações de volume pulmonar muito reduzido (hipoventilação e colapso).
( ) O biotrauma representa a resposta biológica à lesão mecânica do tecido pulmonar e corresponde à via final comum dos outros mecanismos (barotrauma, volutrauma e atelectrauma). Toda essa lesão celular mecânica leva à liberação de mediadores inflamatórios, proporcional ao grau da agressão, que acabam ganhando a circulação sistêmica por meio da circulação pulmonar, podendo disseminar-se para diversos órgãos e tecidos e causando lesão à distância, além de disfunção multissistêmica em situações mais graves.
( ) O oxitrauma se dá pelo fato de que apesar de ser um gás essencial para o metabolismo aeróbio e consequentemente para a sobrevivência, quando oferecido em excesso o oxigênio forma quantidades menores de moléculas altamente reativas, conhecidas como espécies reativas de oxigênio (ERO), as quais têm baixo potencial para oxidação das enzimas e inibição da síntese de DNA e surfactante. Assim, o organismo não produz antioxidantes enzimáticos ou não enzimáticos capazes de neutralizar essas ERO, porém seu desenvolvimento se dá fundamentalmente no segundo trimestre de gestação, de maneira que o recém-nascido pré-termo (RNPT) conta com esse arsenal neutralizador maduro, portanto, esse grupo de pacientes é menos suscetível a esses agentes oxidantes com alto poder de induzir lesão não apenas pulmonar, mas também cerebral.
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O envelhecimento é um processo fundamental que afeta todos os nossos sistemas e tecidos, causando inúmeras alterações e danos nas vias moleculares. A velocidade e a magnitude das alterações em cada sistema podem diferir de pessoa para pessoa, mas o declínio fisiológico é uma parte inevitável da vida. Diante disso, são alterações relacionadas à idade nos tecidos cardiovasculares, exceto:
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A atuação fisioterapêutica é essencial em todas as etapas da reabilitação do paciente que sofre trauma de membros inferiores, na maioria das vezes, há a indicação de cirurgia, e o fisioterapeuta tem de atuar já no pós-operatório imediato, ou até mesmo no pré-operatório, se possível. Nas fraturas da diáfise da tíbia, é comum a exposição óssea à contaminação, representando um sério agravante para a reabilitação. O uso de fixadores externos é comum tanto para o tratamento da fratura quanto para o tratamento das sequelas do trauma e o fisioterapeuta tem um papel fundamental para minimizar possíveis complicações, principalmente a rigidez das articulações adjacentes ao dispositivo e à fraqueza muscular. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito do tratamento fisioterapêutico em pacientes com fixador externo e assinale a alternativa correta.
I. O uso de fixador externo (FE) é comum para correção de sequelas de traumas dos membros inferiores, essa fixação tem a capacidade de afastar as superfícies ósseas em mecanismo de distração e formar um novo osso no local, chamado de osso regenerado. Nesse processo de distração óssea, tem-se duas técnicas para a reconstrução do osso envolvido com mecanismos fisiológicos semelhantes, porém utilizadas em momentos distintos: o alongamento ósseo e o transporte ósseo. O alongamento ósseo visa a correção da diferença do comprimento dos membros, ao passo que o transporte ósseo visa a correção das falhas e das deformidades ósseas.
II. O alongamento ósseo envolve tensão das partes moles e não alonga somente a estrutura óssea, durante esse processo, a tensão do alongamento irá estirar músculos, tendões, nervos e vasos, gerando complicações articulares. Nos primeiros dias após a colocação do fixador externo, será observada uma dificuldade para movimentar a articulação adjacente, devido a uma resposta de tensão muscular dos músculos periarticulares. O tratamento fisioterapêutico deve ser iniciado o mais precocemente possível, visando a minimizar possíveis complicações que podem ou não causar sequelas irreversíveis. A rigidez articular é um exemplo clássico de empecilho para desempenhar uma boa função motora, dor e dificuldade para dormir também são outros problemas citados.
III. A falta de orientação e o medo de colocar o pé no chão levam o paciente a desenvolver bloqueios articulares. Atitudes como colocar coxim embaixo do joelho e deambular sem colocar o pé no chão propiciam o encurtamento dos músculos isquiotibiais, de modo que o paciente terá dificuldade de fazer a extensão completa do joelho e, outro fator que influencia nessa postura é a fraqueza muscular do quadríceps, por isso, deve-se estimular a contração desse grupo muscular desde o pós-operatório imediato.
IV. A fixação externa da tíbia gera tensão sobre o tríceps sural, com consequentes encurtamento do tendão de Aquiles e bloqueio do tornozelo em equino. Deve-se orientar o paciente para que reforce o alongamento dessa musculatura e faça a ativação do músculo tibial anterior. Em casos em que o paciente não consegue executar ativamente o movimento de dorsiflexão do tornozelo, indica-se o uso do elevador de pé de Ilizarov, que pode ser adaptado com uma atadura e preso ao fixador externo e, para pacientes que ainda apresentam assimetria do comprimento do membro, deve-se prescrever compensação no calçado, para uma adequada descarga de peso.
V. O osso regenerado é frágil e leva um tempo para que as suas corticais estejam fortes e preparadas o suficiente para suportar o peso corporal. A liberação de descarga de peso varia de acordo com o tipo de fixador externo utilizado, alguns suportam descarga total de peso imediata, outros, apenas carga parcial, ou até mesmo nenhuma carga. É importante que o treino de marcha e os exercícios em cadeia cinética fechada (CCF) sejam iniciados logo após a permissão médica, pois esses tipos de exercícios favorecem o ganho de ADM e força muscular de forma funcional, facilitando as atividades de vida diária.
VI. Ao retirar o fixador externo, os dispositivos auxiliares de marcha serão retirados de forma gradativa. Os músculos estabilizadores do quadril tinham o suporte da muleta ou do andador para dividir o peso corporal, porém, sem esse auxílio para a marcha, é comum o paciente apresentar sinal de Tredelenburg, pois a musculatura ainda está se adaptando ao aumento da carga, enaltecendo o trabalho de consciência corporal e ativação dos músculos do quadril. Recomenda-se que o paciente evite atividades com impacto durante 6 meses após a retirada do fixador externo, a fim de evitar fratura do osso regenerado.
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Os músculos da expressão facial estão localizados na tela subcutânea da cabeça, principalmente da face e, por isso, ao se contraírem promovem modificações na superfície da face, promovendo a expressão de nossas emoções. Muitos músculos da expressão facial são importantes para a comunicação, os músculos relacionados à boca, principalmente, são essenciais à fala, pois influenciam na clareza da voz, alterando o formato e a abertura da boca. Relacione os músculos as suas descrições e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Músculo orbicular da boca.
2. Músculo risório.
3. Músculo zigomático maior.
4. Músculo mentual.
5. Músculo abaixador do ângulo da boca.
6. Músculo platisma.
A. É o músculo mais anterior da mandíbula, responsável por elevar a pele do queixo nas expressões de dúvida, além de elevar e protrair o lábio inferior. Tem origem na face anterior do corpo da mandíbula e inserção na tela subcutânea do queixo no sulco mentolabial.
B. É o músculo mais superficial na região do pescoço, tomando toda face lateral. É delgado e plano, com origem na tela sub-cutânea das regiões infra e supraclaviculares, segue superiormente para inserir na base da mandíbula, na pele da bochecha, no lábio inferior e no músculo orbicular da boca. Promove abaixamento da mandíbula (contra resistência), tensiona a pele da região inferior da face e do pescoço nas expressões de tensão e estresse.
C. Origina-se da base anterolateral da mandíbula e insere-se no ângulo da boca, superficial à inserção do músculo risório. Esse músculo abaixa a comissura labial bilateralmente para exprimir reprovação ou tristeza.
D. É um músculo esfinctérico, ou seja, suas fibras circundam uma abertura, no caso, a rima da boca. Sua contração promove o fechamento da boca, tem origem na tela subcutânea da região perioral, parte medial da maxila e mandíbula e ângulo da boca.
E. Com origem na face lateral do osso zigomático, próximo ao arco zigomático e inserção no ângulo da boca, causa elevação da comissura labial, sendo que, com a contração bilateral, promove o sorriso, e com a contração unilateral, expressa desdém.
F. Formado por uma faixa estreita e transversal de músculo esquelético, tem origem na fáscia parotídea e tela subcutânea relacionada, superficial ao músculo masseter. Insere-se no ângulo da boca inferiormente à inserção do músculo levantador do ângulo da boca. Este músculo puxa o ângulo da boca no sentido horizontal e auxilia o músculo abaixador do ângulo da boca a abaixar a comissura labial bilateralmente para exprimir reprovação ou tristeza.
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As quedas são comuns ao longo da vida, crianças pequenas caem com frequência, mas raramente sofrem mais do que pequenos edemas e hematomas. Entretanto, as quedas são a principal causa de morte por lesões, bem como hospitalização por lesões em idosos. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta com relação as quedas em idosos e às intervenções fisioterapêuticas contra esse problema.
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Existem diversas doenças reumáticas que acometem as pessoas das formas mais variadas, podendo envolver somente as articulações ou estruturas periarticulares. Em doenças sistêmicas não reumáticas, o sistema musculoesquelético é tão afetado quanto os órgãos internos e as doenças difusas do tecido conjuntivo ocasionam lesões no sistema musculoesquelético, na pele e em quaisquer órgãos. As manifestações clínicas das doenças reumáticas podem ser crônicas ou intermitentes. Portanto, analise a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta a doença reumática descrita.
“É uma doença crônica, inflamatória, autoimune e que se apresenta, de forma típica, com envolvimento simétrico das articulações periféricas caracterizado por dor, edema e rigidez matinal, além de fadiga. As manifestações clínicas podem ter início em qualquer idade, mas são observadas com maior frequência entre a quarta e a quinta décadas de vida, podendo apresentar desde manifestações mais brandas, de menor duração, a quadros de poliartrite progressiva e destrutiva, associada a vasculite e outras manifestações extra articulares. Todas as articulações sinoviais podem ser acometidas, mas é mais frequente nas metacarpofalangianas (MCF), interfalangianas proximais (IFP) das mãos e dos pés, articulações carpais, articulação radioulnar distal e radiocarpal. O seu diagnóstico é estabelecido considerando-se os achados clínicos e os exames complementares, nenhum teste isolado, seja laboratorial, de imagem ou histopatológico, confirma o diagnóstico.”
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O recém-nascido pré-termo (RNPT) apresenta características anatomofisiológicas e de mecânica respiratória peculiares e esse conjunto de características torna o RNPT mais vulnerável ao desenvolvimento de insuficiência respiratória e à necessidade de ventilação pulmonar mecânica invasiva (VPMI), a qual oferece suporte respiratório adequado a essa população impossibilitada de manter respiração espontânea. Diante disso, são características anatomofisiológicas e de mecânica respiratória do recém-nascido pré-termo (RNPT), exceto:
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Compreender os volumes pulmonares e como eles são afetados em doenças e enfermidades é essencial e pode ajudar no raciocínio clínico e nas decisões de controle. O que causa redução nos volumes pulmonares pode estar nos pulmões ou nas estruturas circundantes e pode ou não ser passível de fisioterapia. A respeito dos volumes pulmonares, assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas.
“O ________ é o volume total de ar que pode ser inspirado além de uma inspiração normal do volume corrente (VC). É determinado principalmente pelo comprimento das costelas e pelo grau de expansão da caixa torácica e do diafragma durante a ________. É necessária força muscular inspiratória suficiente para fazer essa expansão. A capacidade inspiratória (CI) reduzida pode ser causada por mobilidade torácica reduzida, complacência pulmonar reduzida, paralisia muscular inspiratória ou fraqueza significativa. A redução da CI também leva à redução da capacidade pulmonar total (CPT) e da capacidade vital (CV). A _______ é o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração normal do volume corrente. É determinada pelo equilíbrio entre o movimento para dentro dos pulmões e o movimento da parede torácica para fora, quando os músculos inspiratórios e expiratórios estão ________. Ela é reduzida quando a expansão da parede torácica é reduzida ou quando o movimento para dentro dos pulmões é aumentado.”
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O complexo articular do punho e da mão é composto por uma grande variedade de estruturas e segmentos que atuam de forma sinérgica entre si. A estabilidade necessária para o adequado funcionamento do punho e da mão se dá por meio da ação das musculaturas extrínseca e intrínseca da mão, associadas a uma ampla rede ligamentar e, o deslizamento apropriado dos tendões é assegurado pelo sistema de polias, bainhas sinoviais e retináculos. Portanto, são inúmeras as possibilidades de acometimento dessa região e, consequentemente, muito frequentes na prática clínica fisioterapêutica. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito da tenossinovite de De Quervain.
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