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Foram encontradas 88 questões.

Leia o texto I para responder às questões de 1 a 11.

Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Segundo o narrador do texto I,

 

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Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Na epígrafe do texto I,

 

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Texto I

Variações em torno da paixão

"De paixão vivemos muito.

De paixão morremos sempre."

Paixão é a alucinação amorosa. E os apaixonados são de duas espécies: os generosos, que se dão inteiramente, se jogando estabanadamente nas mãos do outro, e os possessivos, que querem que o outro se incorpore a eles convertidos em sombra viva. Mas talvez haja um terceiro tipo: o dos que não se apaixonam, mas despertam paixões. Na impossibilidade ou no medo de se apaixonar, posto que paixão é abismo, alimentam-se da paixão alheia, ou melhor, incentivam a paixão em torno para preencher algo em si.

Paixão, por isto, é arma de dois ou três gumes. E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, se não ficou com a alma dependurada num fio de telefone, se não ficou exposto na úmida espera, paixão não era.

Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuí-lo apenas passageiramente. É como se fosse um apetite despertado por um fruto ou alguma comida saborosa que saliva nossos sentidos. É como se fosse possuir um objeto na vitrina. É um desejo de posse natural, estético, erótico, mas sendo mais desejo que qualquer outra coisa, isto vai passar.

E passa.

Na paixão, não.

Na paixão, a gente quer se fundir com o outro. Para sempre. De corpo e alma. Perde totalmente o centro de gravidade. Transfere a moradia de seu ser para a casa do ser alheio. É como se vestisse a pele do outro. E se o outro disser assim: “Vai ali buscar aquela estrela ou mesmo a Lua” (como naquele lindo conto de Murilo Rubião chamado Bárbara), se o outro disser isto, a gente vai airosamente buscar o que ele quer.

E se o outro disser: “Não estou gostando de seu nariz”, a gente opera, corta, joga fora, não só o nariz, mas qualquer outra coisa, porque, nesse caso, qualquer palavra ou sugestão é ordem.

A paixão é boa?

A paixão é ruim?

Ninguém sabe. Ela acontece. Como certas tempestades, ela acontece. Assim como depois dos vendavais os elementos da natureza já não são os mesmos, ninguém será o que era depois do desvario da paixão. Vidas renascem com paixões. Outras viram cinzas por causa dela. E há pessoas que são como aquela ave mítica — a Fênix, vivem renascendo das cinzas da paixão.

Marx, portanto, errou completamente. Não é a luta de classes que move a história, é a paixão. Paixão é a revolução a dois. Ela desafia o sistema. Diante dela a comunidade fica abalada. A paixão é antissocial e egoísta, no que é diferente do amor maduro, longo e duradouro, que fecunda a vida dos amantes e reforça os laços da comunidade. Com Romeu e Julieta, por exemplo, fez-se a revolução a dois. Foi assim com Tristão e Isolda, com Genevieve e Lancelot. Não é de hoje.

Affonso Romano de Sant’anna

Considerando os objetivos, a linguagem e o conteúdo do texto I, é correto afirmar que

 

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1664734 Ano: 2018
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG
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Armando Silvestrine é sócio fundador da Monte Fretes Ltda., empresa que atende Bom Despacho, Divinópolis e Região. Armando ficou sabendo, por meio de Sr. Ozanan, que será obrigado a solicitar a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando:

I. transferir a posse do veículo;

II. mudar de domicílio;

III. alterar característica do veículo;

IV. mudar de residência.

De quais itens o Sr. Ozanan repassou informação consistente com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) atualizado?

 

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1664733 Ano: 2018
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG
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Israel, nascido em Araújos, é motorista profissional na cidade de Brejo Seco com longa experiência em rodovias. Um dia, depois de uma viagem para Caxias do Sul, ficou muito cansado. Acostumado a dirigir muitas horas, curioso, procurou informações nos termos do Código de Trânsito Brasileiro atualizado e descobriu que não podia dirigir por:

 

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1664732 Ano: 2018
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG
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Joel Malazartes e Marcos Cobain estão preocupados. Depois de participarem de uma festa, foram detidos por dirigirem, respectivamente, sob a influência de álcool e substância psicoativa que determine dependência. Nessa situação, assinale a alternativa que apresenta correta associação nos termos do Código de Trânsito Brasileiro atualizado:

(I) infração

(II) penalidade

(III) medida administrativa

 

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1664731 Ano: 2018
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG
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José é um empreendedor da construção civil que reside em Engenho do Ribeiro e está atento acerca da obrigatoriedade da colocação de tapume e proteção nas divisas sempre que se executar obra de construção, reforma e/ou demolição e contratou, então, o Sr. Mário Israel, gestor de negócios, responsável pela política de conformidade normativa (compliance).

Nos termos do Código de Obras e de Edificações do Município de Bom Despacho/MG, os tapumes deverão:

I. ter altura mínima de 2,00 m (dois metros);

II. não exceder a metade da largura do passeio; e

III. não exceder a terça parte da largura do passeio.

Assinale a alternativa que aponta a sequência correta em relação as assertivas.

 

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1664730 Ano: 2018
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG
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Julgue verdadeiras ou falsas, nos termos da Lei Complementar n.º 35/2014 (Código de Obras e de Edificações do Município de Bom Despacho/MG, as seguintes proibições acerca de vias e logradouros.

I. utilização como canteiro de obras;

II. utilização como depósito de entulhos;

III. permanência de quaisquer equipamentos e/ou materiais de construção.

Após avaliação consistente, determina-se como correta a seguinte sequência:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1664729 Ano: 2018
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG
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“Construídas no lote, em subsolo ou em um ou mais pavimentos, pertencentes a conjuntos residenciais ou edifícios de uso comercial” é uma especificação de qual tipo de garagens conforme o Código de Obras e Edificações do Município de Bom Despacho/MG?

 

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1664728 Ano: 2018
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Unilavras
Orgão: Pref. Bom Despacho-MG
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Marilene Silva retornou de uma longa temporada em Londres. Atualmente, em Bom Despacho, a empreendedora quer abrir uma confecção que utiliza determinadas tintas e solicitou um alvará, que é definido nos termos do Código Ambiental do Município como

 

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