Foram encontradas 720 questões.
Leia o texto I abaixo que serve de referência para análise da
questão.
Texto I
Vale por dois
Fernando Sabino
Pela manhã, ao sair de casa, olha antes à janela:
- Estará fazendo frio ou calor?
Veste um terno de casimira, torna a tirar, põe um de tropical. Já
pronto para sair, conclui que está frio, devia ter ficado com o de
casimira. Enfim... Consulta aflitivamente o céu nublado: será que vai
chover?
Volta para pegar o guarda-chuva — um homem prevenido vale
por dois: pode ser que chova. Já no elevador, resolve mudar de ideia:
mas também pode ser que não chova. Carregar esse trambolho! Torna
a subir, larga em casa o guarda-chuva.
Já na esquina, coça a cabeça, irresoluto: de ônibus ou de táxi? Se
passar um lotação jeitoso eu tomo. Eis que aparece um: não é jeitoso.
Vem em disparada, quase o atropela para deter-se ao sinal que lhe fez.
Não, não entro: esse é dos doidos, que saem alucinados por aí.
Deixa que os outros passageiros entrem — quando afinal se decide
— também a entrar, é barrado pelo motorista: não tem mais lugar. De
táxi, pois. Logo virá outro — pensa, irritado, e se vê de súbito entrando
num lotação. Ainda bem não se sentara, já se arrependia: é um absurdo,
são desvairados esses motoristas, como é que deixam gente assim tirar
carteira? Assassinos — assassinos do volante. Melhor saltar aqui, logo
de uma vez. Poderia esperar ainda dois ou três quarteirões, ficaria mais
perto... Deu o sinal: salto aqui, decidiu-se. O lotação parou.
- Pode tocar, foi engano — balbuciou para o motorista.
Já de pé na calçada, vacila entre as duas ruas que se oferecem:
uma, mais longa, sombreada; outra, direta, castigada pelo sol. Não iria
chover, pois: sua primeira vitória neste dia.
- Se for por esta rua, chego atrasado, mas por esta outra, com
tanto calor...
Só então se lembra que ainda não tomou café: entra no bar da
esquina e senta-se a uma das mesas.
-Um.
O garçom lhe informa que não servem cafezinho nas mesas, só
no balcão. Pensa em sair, chega mesmo a empurrar a cadeira para trás,
mas reage: pois então tomaria outra coisa, ora essa. Como também
pode simplesmente sair do bar sem tomar nada, não é isso mesmo?
- Me traga uma média — ordena, com voz segura que a si mesmo
espantou. Interiormente sorri de felicidade — mais um problema
resolvido.
- Simples ou com leite? Pergunta o garçom, antes de servir.
Ele ergue os olhos aflitos para o seu algoz, e sente vontade de
chorar.
(https://sos-portugues.blogspot.com/2013/04/avaliacao-de-texto-e-figuras-de.html, adaptado)
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Leia o texto I abaixo que serve de referência para análise da
questão.
Texto I
Vale por dois
Fernando Sabino
Pela manhã, ao sair de casa, olha antes à janela:
- Estará fazendo frio ou calor?
Veste um terno de casimira, torna a tirar, põe um de tropical. Já
pronto para sair, conclui que está frio, devia ter ficado com o de
casimira. Enfim... Consulta aflitivamente o céu nublado: será que vai
chover?
Volta para pegar o guarda-chuva — um homem prevenido vale
por dois: pode ser que chova. Já no elevador, resolve mudar de ideia:
mas também pode ser que não chova. Carregar esse trambolho! Torna
a subir, larga em casa o guarda-chuva.
Já na esquina, coça a cabeça, irresoluto: de ônibus ou de táxi? Se
passar um lotação jeitoso eu tomo. Eis que aparece um: não é jeitoso.
Vem em disparada, quase o atropela para deter-se ao sinal que lhe fez.
Não, não entro: esse é dos doidos, que saem alucinados por aí.
Deixa que os outros passageiros entrem — quando afinal se decide
— também a entrar, é barrado pelo motorista: não tem mais lugar. De
táxi, pois. Logo virá outro — pensa, irritado, e se vê de súbito entrando
num lotação. Ainda bem não se sentara, já se arrependia: é um absurdo,
são desvairados esses motoristas, como é que deixam gente assim tirar
carteira? Assassinos — assassinos do volante. Melhor saltar aqui, logo
de uma vez. Poderia esperar ainda dois ou três quarteirões, ficaria mais
perto... Deu o sinal: salto aqui, decidiu-se. O lotação parou.
- Pode tocar, foi engano — balbuciou para o motorista.
Já de pé na calçada, vacila entre as duas ruas que se oferecem:
uma, mais longa, sombreada; outra, direta, castigada pelo sol. Não iria
chover, pois: sua primeira vitória neste dia.
- Se for por esta rua, chego atrasado, mas por esta outra, com
tanto calor...
Só então se lembra que ainda não tomou café: entra no bar da
esquina e senta-se a uma das mesas.
-Um.
O garçom lhe informa que não servem cafezinho nas mesas, só
no balcão. Pensa em sair, chega mesmo a empurrar a cadeira para trás,
mas reage: pois então tomaria outra coisa, ora essa. Como também
pode simplesmente sair do bar sem tomar nada, não é isso mesmo?
- Me traga uma média — ordena, com voz segura que a si mesmo
espantou. Interiormente sorri de felicidade — mais um problema
resolvido.
- Simples ou com leite? Pergunta o garçom, antes de servir.
Ele ergue os olhos aflitos para o seu algoz, e sente vontade de
chorar.
(https://sos-portugues.blogspot.com/2013/04/avaliacao-de-texto-e-figuras-de.html, adaptado)
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Em qual alternativa a Crase em destaque foi usada
corretamente?
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Em relação às regras de concordância para a gramática,
assinale a alternativa devidamente correta:
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- OrtografiaPontuaçãoDois-pontos
- OrtografiaPontuaçãoPonto de Exclamação e Interrogação
- OrtografiaPontuaçãoTravessão
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
Na frase: “Pelé ... o rei do futebol ... faleceu em dezembro
de 2022!”, os espaços em branco devem ser preenchidos
respectivamente pelos seguintes sinais de pontuação:
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Assinale a alternativa cuja frase contenha todas as palavras
escritas corretamente segundo a norma culta.
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LEIA O TEXTO I ABAIXO QUE SERVE DE REFERÊNCIA PARA
ANÁLISE DA QUESTÃO.
Texto I
O Galo e a Raposa

Esopo
No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava
empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na
floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava
caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa
começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz
mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
- Ó, meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da
proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos
da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar
os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da
amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes
novidades!
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a
raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa, a
raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali
adiante.
- Nesse caso, é melhor eu partir, respondeu a raposa.
- O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo!
Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de
paz?!
- Não, não é medo. Mas e se eles ainda não estiverem sabendo da
proclamação?
(https://armazemdotexto.blogspot.com/2018/09/fabula-o-galo-e-a-raposa-esopo-com.html adaptado)
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LEIA O TEXTO I ABAIXO QUE SERVE DE REFERÊNCIA PARA
ANÁLISE DA QUESTÃO.
Texto I
O Galo e a Raposa

Esopo
No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava
empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na
floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava
caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa
começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz
mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
- Ó, meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da
proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos
da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar
os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da
amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes
novidades!
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a
raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa, a
raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali
adiante.
- Nesse caso, é melhor eu partir, respondeu a raposa.
- O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo!
Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de
paz?!
- Não, não é medo. Mas e se eles ainda não estiverem sabendo da
proclamação?
(https://armazemdotexto.blogspot.com/2018/09/fabula-o-galo-e-a-raposa-esopo-com.html adaptado)
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali adiante. - Nesse caso, é melhor eu partir, respondeu a raposa. - O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo! Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de paz?!
Segundo a leitura do texto I, por que a raposa teve a atitude mostrada anteriormente em negrito?
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LEIA O TEXTO I ABAIXO QUE SERVE DE REFERÊNCIA PARA
ANÁLISE DA QUESTÃO.
Texto I
O Galo e a Raposa

Esopo
No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava
empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na
floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava
caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa
começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz
mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
- Ó, meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da
proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos
da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar
os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da
amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes
novidades!
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a
raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa, a
raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali
adiante.
- Nesse caso, é melhor eu partir, respondeu a raposa.
- O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo!
Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de
paz?!
- Não, não é medo. Mas e se eles ainda não estiverem sabendo da
proclamação?
(https://armazemdotexto.blogspot.com/2018/09/fabula-o-galo-e-a-raposa-esopo-com.html adaptado)
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ANÁLISE DA QUESTÃO.
Texto I
O Galo e a Raposa

Esopo
No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava
empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na
floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava
caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa
começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz
mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
- Ó, meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da
proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos
da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar
os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da
amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes
novidades!
O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a
raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa, a
raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.
- Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha de cães ali
adiante.
- Nesse caso, é melhor eu partir, respondeu a raposa.
- O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo!
Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de
paz?!
- Não, não é medo. Mas e se eles ainda não estiverem sabendo da
proclamação?
(https://armazemdotexto.blogspot.com/2018/09/fabula-o-galo-e-a-raposa-esopo-com.html adaptado)
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