Homem, 58 anos, diabético e obeso, apresenta-se com dor torácica retroesternal de início há 4 horas, irradiada para a
mandíbula, associada a náuseas e sudorese fria. No exame físico, pressão arterial de 140 x 85 mmHg, frequência cardíaca de
95 bpm e murmúrio cardíaco inespecífico. ECG demonstra infradesnivelamento de ST em derivações V3-V6. Troponina
ultrassensível com elevação progressiva. Sabe-se que o paciente não faz uso de medicações regulares e não tem histórico de
infarto. Diante desse quadro hipotético, qual será a estratégia terapêutica inicial mais indicada?
Paciente, 72 anos, histórico de insuficiência cardíaca e hipertensão descontrolada, apresenta-se com dispneia e fadiga há
dois dias. O ECG no pronto-socorro mostra taquicardia ventricular sustentada monomórfica. Ele está hemodinamicamente
estável, com pressão arterial de 110 x 70 mmHg e frequência cardíaca de 140 bpm. O ecocardiograma revela uma fração de
ejeção de 30%. Qual deve ser a abordagem inicial mais indicada para o paciente, de acordo com as diretrizes atuais?
Mulher, 56 anos, previamente saudável, é admitida no pronto-socorro após episódio de síncope durante atividade física. No
exame físico, está consciente, normotensa, com frequência cardíaca de 55 bpm. O Eletrocardiograma (ECG) revela Bloqueio
Atrioventricular (BAV) de segundo grau tipo Mobitz II, com pausas ventriculares de até 3,5 segundos. A paciente não relata
outros sintomas. Qual será o próximo passo mais apropriado no manejo desse caso hipotético?
Paciente, 45 anos, previamente hígido, apresenta dor torácica de forte intensidade, que piora ao inspirar profundamente e
ao deitar-se. No exame físico, foi identificada fricção pericárdica e um eletrocardiograma mostrou elevação difusa do
segmento ST. O ecocardiograma não evidenciou derrame pericárdico significativo. O paciente nega febre e sintomas virais
recentes. Diante desse quadro clínico hipotético, qual é a conduta inicial mais adequada para o manejo desse paciente?
A dissecção aórtica é uma condição grave caracterizada pela separação das camadas da parede da aorta, resultando na
formação de um falso lúmen. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2023), o manejo clínico
inicial da dissecção aórtica tipo A (Stanford) é uma emergência médica, e o controle rigoroso da pressão arterial é crucial
para reduzir o risco de extensão da dissecção. Qual é a conduta recomendada quanto ao controle da pressão arterial no
tratamento inicial da dissecção aórtica tipo A?
As cardiopatias congênitas representam um grupo heterogêneo de anomalias anatômicas e funcionais do coração que se
desenvolvem durante a embriogênese. A correção precoce das cardiopatias críticas pode melhorar significativamente a
sobrevida e a qualidade de vida desses pacientes. O diagnóstico precoce é, muitas vezes, desafiador, principalmente em
áreas com menor acesso a exames de imagem avançados, como o ecocardiograma fetal. Entre as cardiopatias congênitas,
destaca-se a Transposição das Grandes Artérias (TGA), na qual há uma inversão dos vasos que saem do coração, causando
circulação paralela e hipoxemia severa. Escolha a alternativa que melhor descreve o tratamento inicial indicado para recém-
-nascidos com Transposição das Grandes Artérias (TGA) e hipoxemia grave.
A Endocardite Infecciosa (EI) continua a ser uma condição de alta mortalidade, especialmente em pacientes com
comorbidades significativas. As manifestações clínicas podem ser variadas, desde febre e sopros novos até sinais de
embolização sistêmica. Além do diagnóstico precoce, o tratamento precoce com antibióticos apropriados e, em alguns casos,
a cirurgia cardíaca são essenciais para reduzir as complicações. O diagnóstico da EI é guiado pelos critérios de Duke, que
incorporam achados clínicos, laboratoriais e ecocardiográficos. Em relação às manifestações clínicas, considere o seguinte
cenário hipotético: paciente com febre persistente, nódulos de Osler e hemoculturas positivas para Streptococcus viridans.
Ele apresenta, no ecocardiograma transesofágico, uma vegetação em válvula mitral. De acordo com os critérios de Duke
modificados, qual é a interpretação diagnóstica para tal paciente?
No contexto da febre reumática, o envolvimento cardíaco é uma das manifestações mais graves, com potencial para causar
sequelas permanentes. A cardite reumática pode comprometer as três camadas do coração (endocárdio, miocárdio e
pericárdio), sendo o endocárdio o mais comumente afetado. A forma crônica da doença, conhecida como doença cardíaca
reumática, caracteriza-se por fibrose valvar e pode se manifestar anos após o episódio agudo. Qual dos seguintes achados
ecocardiográficos é mais indicativo de cardite reumática crônica?
A miocardiopatia hipertrófica (MCH) é uma condição genética caracterizada por hipertrofia ventricular que ocorre na
ausência de uma causa evidente de sobrecarga hemodinâmica, como hipertensão ou estenose aórtica. A doença apresenta
grande variabilidade fenotípica, podendo incluir desde hipertrofia assimétrica do septo interventricular até uma hipertrofia
concêntrica dos ventrículos. Estudos genéticos têm identificado mutações em genes que codificam proteínas do sarcômero,
sendo a mutação no gene da cadeia pesada da β-miosina uma das mais comuns. Sobre fisiopatologia ou manejo da miocardiopatia
hipertrófica, assinale a afirmativa correta.
O coração humano é um órgão muscular que bombeia sangue para o corpo por meio de duas circulações: pulmonar e
sistêmica. A parede do coração é formada por três camadas: o epicárdio, o miocárdio e o endocárdio, sendo o miocárdio
responsável pela contração cardíaca. A vascularização do coração é garantida pelas artérias coronárias, que se originam da
aorta ascendente. A artéria coronária direita e a artéria coronária esquerda dividem-se em diversas ramificações que irrigam
diferentes partes do coração. A correta compreensão da anatomia coronariana é essencial para o diagnóstico e o tratamento
de doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio. Qual das alternativas descreve corretamente o território
de irrigação da Artéria Descendente Anterior (ADA), ramo da artéria coronária esquerda?