Foram encontradas 492 questões.
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, considere o texto abaixo.
Criadores e legados
Dando alguns como aceitável que a nossa vida possa ser considerada um absurdo, já que ela existe para culminar na morte, parece-lhes ainda mais absurda quando se considera o caso dos grandes criadores, dos artistas, dos pensadores. Eles empregam tanta energia e tempo para reconhecer, formular e articular linguagens e ideias, tanto esforço para criar ou desafiar teorias e correntes do pensamento, é-lhes sempre tão custoso edificar qualquer coisa a partir da solidez de uma base e com vistas a alguma projeção no espaço e no tempo – que a morte parece surgir como o mais injusto e absurdo desmoronamento para quem justamente mais se aplicou na engenharia de toda uma vida.
Por outro lado, pode-se ponderar melhor: se o legado é grande, e não morre tão cedo, a desaparição de quem o construiu em nada reduz a atualização de sentido do que foi deixado. O criador não testemunhará o desfrute, mas quem recolher seu legado reconhecerá nele a força de um sujeito, de uma autoria confortadora para quantos que se beneficiam da obra deixada, e que dela assim compartilham. Sem sombra de rancor, uma sonata de Beethoven modula-se no dedilhar de uma sucessão de pianistas e por gerações de ouvintes, a cada vez que é interpretada e renovada. Na onda ecoante, no papel, no celuloide, no marfim, no mármore, no barro, no metal, na voz das palavras, é o tempo da vida e da arte, não o da morte, que se celebra no Feito.
O legado teimoso das obras consumadas parece contar com o fundamento mesmo da morte para reafirmar a cada dia o tempo que lhes é próprio. Essa é a sua riqueza e o seu desafio. Sempre alguém poderá dizer, na voz do poeta Manuel Bandeira: “ tenho o fogo das constelações extintas há milênios”, ecoando tanto uma verdade da astrofísica como a poesia imensa do nosso grande lírico.
(Justino de Azevedo, inédito)
Atente para as seguintes afirmações referentes ao 2º parágrafo do texto:
I. A importância do legado de uma grande obra desaparece depois de algum tempo da morte de seu criador, sendo natural que o prestígio daquele legado seja substituído pelo das obras de novos criadores.
II. A força de uma obra verdadeiramente grandiosa é de tal ordem que a passagem do tempo, em vez de diminuir sua significação, expande-a junto a tantos quantos saibam reconhecê-la e acolhê-la.
III. Por não ser uma pessoa rancorosa, Beethoven contava que suas obras repercutissem tanto entre os pianistas a quem respeitava como entre aqueles que o incomodavam ao dedilhar suas peças.
Em relação ao texto está correto o que se afirma APENAS em
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O currículo na Educação Infantil tem sido um campo de controvérsias e de diferentes visões de criança, de família, e de funções da creche e da pré-escola. (...) A integração da Educação Infantil ao sistema educacional impõe à Educação Infantil trabalhar com esses conceitos, diferenciando-os e articulando-os.
O Currículo na Educação Infantil é concebido como um conjunto de
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“(...) fragmentos de informações nada têm a ver com [cultura], um homem meramente bem informado é o maçante mais inútil na face da terra”. Tendo em vista que a educação escolar na nossa sociedade é parte imprescindível da formação de personalidades humano-históricas e considerando a frase acima, o currículo escolar
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No âmbito da gestão escolar, a construção da qualidade social da escola indica como necessário adotar como centralidade o diálogo, a colaboração, os sujeitos e as aprendizagens, o que pressupõe atendimento a requisitos tais como:
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Atenção: As questões de números 31 e 32 referem-se ao texto abaixo que relata as observações de um estagiário em escola pública de ensino fundamental em um dia de estágio.
“São sete horas da manhã. Os alunos chegam em grupos, rindo, brincando, xingando (...). Não há ninguém da direção presente nesse momento, apenas a inspetora de alunos, a secretária e os professores. Dos professores faltam cinco e há somente dois professores eventuais. A escola nesse momento parece o caos. A professora da 8a D está nervosa porque na sala dela tinha ocorrido uma briga de alunos. Ela queria mandá-los para a coordenação ou direção, mas não havia ninguém na escola; (...) Enquanto isso, a professora da 8a D deixa a sala de aula; espera alguém da direção chegar para resolver o problema dos meninos que estavam brigando (...). Observei esta turma na aula vaga e foi tranquilo. Eles estavam querendo ficar na sala porque no pátio estava muito frio, mas a inspetora não deixou. Ficaram todos no pátio. Formaram grupos de amigos, e ficaram conversando e brincando o tempo todo. Após o intervalo, pedi para assistir a próxima aula na 8a E. A professora estava copiando um texto sobre cultura na lousa; alguns estavam copiando, outros não. O aluno do fundo da sala, xinga o menino da frente; este se levanta e começa a correr atrás do agressor. Era um corre-corre na sala, um tremendo barulho e gritaria. A professora não conseguiu colocar ordem na sala, a voz dela era baixa e assim ela teve muita dificuldade para chamar a atenção deles. Quando ela terminou de passar a lição na lousa, sentou-se na mesa e começou a fazer a chamada. Depois bate o sinal, e a professora vai embora. Enquanto o outro professor não entra na sala, eles correm atrás um do outro, empurram-se, jogam cadeiras no chão, gritam muito. Um menino pega a mochila de um garoto pequeno, rasga a mochila e joga os materiais no chão; os outros começaram a chutar os livros. O garoto pequeno fica nervoso e segue para a diretoria para reclamar; é encaminhado até a coordenadora que acabara de chegar. Na classe chega o professor de História para dar aula, ele está muito sério e nervoso. Parou na porta e ficou olhando sério para os alunos até eles se acalmarem. O professor fala em tom alto que ‘se da próxima vez que ele entrar para dar aula a sala estiver do mesmo jeito, eles vão ficar sem professor’ (...). Quando o professor termina a lição, eles começam a conversar mais ainda, guardam os materiais e ficam conversando, esperando o sinal da escola. Em seguida, o professor sai da sala e entra acompanhado pelo vice-diretor. Este fala que ‘se houver este comportamento novamente todos irão levar suspensão e só entrarão na escola acompanhados da mãe’. Em seguida ele vai embora, e bate o sinal.”
Tendo em vista o relato do observador, para articular as ações da equipe educacional, visando o cumprimento do plano escolar/projeto pedagógico é necessário ao diretor
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Atenção: As questões de números 31 e 32 referem-se ao texto abaixo que relata as observações de um estagiário em escola pública de ensino fundamental em um dia de estágio.
“São sete horas da manhã. Os alunos chegam em grupos, rindo, brincando, xingando (...). Não há ninguém da direção presente nesse momento, apenas a inspetora de alunos, a secretária e os professores. Dos professores faltam cinco e há somente dois professores eventuais. A escola nesse momento parece o caos. A professora da 8a D está nervosa porque na sala dela tinha ocorrido uma briga de alunos. Ela queria mandá-los para a coordenação ou direção, mas não havia ninguém na escola; (...) Enquanto isso, a professora da 8a D deixa a sala de aula; espera alguém da direção chegar para resolver o problema dos meninos que estavam brigando (...). Observei esta turma na aula vaga e foi tranquilo. Eles estavam querendo ficar na sala porque no pátio estava muito frio, mas a inspetora não deixou. Ficaram todos no pátio. Formaram grupos de amigos, e ficaram conversando e brincando o tempo todo. Após o intervalo, pedi para assistir a próxima aula na 8a E. A professora estava copiando um texto sobre cultura na lousa; alguns estavam copiando, outros não. O aluno do fundo da sala, xinga o menino da frente; este se levanta e começa a correr atrás do agressor. Era um corre-corre na sala, um tremendo barulho e gritaria. A professora não conseguiu colocar ordem na sala, a voz dela era baixa e assim ela teve muita dificuldade para chamar a atenção deles. Quando ela terminou de passar a lição na lousa, sentou-se na mesa e começou a fazer a chamada. Depois bate o sinal, e a professora vai embora. Enquanto o outro professor não entra na sala, eles correm atrás um do outro, empurram-se, jogam cadeiras no chão, gritam muito. Um menino pega a mochila de um garoto pequeno, rasga a mochila e joga os materiais no chão; os outros começaram a chutar os livros. O garoto pequeno fica nervoso e segue para a diretoria para reclamar; é encaminhado até a coordenadora que acabara de chegar. Na classe chega o professor de História para dar aula, ele está muito sério e nervoso. Parou na porta e ficou olhando sério para os alunos até eles se acalmarem. O professor fala em tom alto que ‘se da próxima vez que ele entrar para dar aula a sala estiver do mesmo jeito, eles vão ficar sem professor’ (...). Quando o professor termina a lição, eles começam a conversar mais ainda, guardam os materiais e ficam conversando, esperando o sinal da escola. Em seguida, o professor sai da sala e entra acompanhado pelo vice-diretor. Este fala que ‘se houver este comportamento novamente todos irão levar suspensão e só entrarão na escola acompanhados da mãe’. Em seguida ele vai embora, e bate o sinal.”
Considerando o relato acima e examinando o papel da equipe gestora dessa escola para organizar e coordenar as ações educativas, é reflexão pertinente e correta admitir que
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Professora Maria usava cerca de 20 minutos iniciais de sua aula para fazer pregações evangélicas e orar. A turma, ao notar que o colega de sala, filho de sacerdote da religião de matriz africana, não acompanhava a pregação, passou a persegui-lo na escola. A direção chegou a mudá-lo de sala, mas não adiantou.
O caso relatado pode ser classificado como um desafio para o diretor e seu vice, e aponta a necessidade de
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Unidade Executora é
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Relatório da ONU mostra que 121 milhões de crianças e adolescentes, na faixa de 6 a 15 anos, estavam fora da escola em 2012, ano de referência das estimativas utilizadas no estudo. (ONU, 2015)
Com quase 13 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, o Brasil é o oitavo país do mundo com maior taxa de analfabetismo entre adultos (UNESCO, 2014)
Esses dados confirmam que o reconhecimento do direito à educação nos sistemas jurídicos internacional e de cada país é
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“Toda moral pede disciplina, mas toda disciplina não é moral”.
Considerando que no espaço escolar existe um vínculo entre disciplina em sala de aula e moral, dada a relação do(s) indivíduo(s) com um conjunto de normas, é correto afirmar sobre a frase acima que
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