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A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, de acordo com a Constituição Federal, sendo exercida:

 

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Ruan de Souza Gabriel

  1. Existem diversas razões para começar a ler um autor. Há aqueles que lemos porque todo
  2. mundo está lendo, como Elena Ferrante e Karl Ove Knausgård. Outros, nós conhecemos por
  3. acaso ou indicação e nos transformamos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de
  4. imaginação que se obrigam a ler a obra completa de um escritor quando descobrem um do seu
  5. agrado”, como descreveu, um pouco invejoso, o escritor português Bruno Vieira Amara em Hoje
  6. estarás comigo no paraíso. Nem todo leitor é capaz de tamanha paixão e fidelidade, ainda que
  7. só por uns meses. Eu não sou e invejo quem é.
  8. Há também aqueles autores que lemos e relemos quase obrigados pelos tempos, como
  9. se buscássemos conselhos: lemos George Orwel quando a treva autoritária voltou a assombrar
  10. a política, estamos lendo Albert Camus e todo e qualquer livro que mencione uma epidemia para
  11. aprender a viver em quarentena. E há os autores que começamos a ler com o pior dos atrasos,
  12. tarde demais para escrever umas frases lamentosas no Twitter quando topamos com o obituário
  13. deles.
  14. Toda leitura é interessada. Lemos escritores hypados para não ficar em silêncio quando
  15. nossos amigos começam a falar deles, para conferir se valem mesmo pena. Transformamo-
  16. nos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de imaginação” porque é próprio do amor
  17. limitar nossos interesses. E temos lido autores que escreveram sobre autoritarismo e peste
  18. porque, talvez desde a Bíblia, debruçamo-nos sobre o que foi escrito no passado para tentar
  19. adivinhar o futuro ou tentar impedi-lo de chegar.
  20. E quando lemos um autor recém-falecido, qual é a nossa intenção? Não é descobrir um
  21. autor novo, uma vez que depois de ler tantos obituários, já nos familiarizamos com seus temas,
  22. decoramos as sinopses de seus principais livros e aprendemos alguns adjetivos para nos
  23. referirmos a seu estilo. Lemos para identificar no texto todas as características apontadas pelos
  24. obituaristas, como se emprestássemos deles peças de um quebra-cabeça que só quem leu o
  25. autor consegue completar?
  26. É complicado ler um autor que acaba de morrer. Primeiro porque há quase uma obrigação
  27. de gostar, por respeito ao morto. Também porque os tantos textos lidos sobre o legado do autor
  28. contaminam a leitura, que se torna talvez uma experiência menos individual e quase uma tarefa
  29. que os atrasados cumprem meio envergonhados e muito reverentes.
  30. Na última quinta (16), depois do anúncio da morte de Garcia-Roza, li, enfim, A última
  31. mulher (não tinha nenhum Rubem Fonseca mão). Estava tudo lá, tudo o que eu tinha lido
  32. e ouvido nas últimas horas: o introspectivo delegado Espinosa, suas andanças pelo Rio de
  33. Janeiro, seu gosto por comida árabe e seus “livros formando uma fileira que cobria toda a
  34. extensão da parede e apoiados uns sobre os outros, ocupando de ponta a ponta e do chão até
  35. quase o teto toda parede da sala”.
  36. A dedicação pessoas, mais que ao mistério, não é apenas que um testemunho da
  37. bondade de Espinosa. Se for verdadeira a tese de Ricardo Piglia, que afirmou que uma das
  38. maiores representações modernas da figura do leitor é o detetive, essa dedicação também nos
  39. faz imaginar que tipo de tipo de leitor é o delegado.
  40. Ele não parece ser um daqueles que lê desesperadamente, para decifrar sentidos ocultos
  41. em cada linha, ou que lê apressadamente, para não ficar fora dos assuntos. Talvez Espinosa
  42. seja um desses leitores que fazem da leitura um exercício de empatia, que se envolvem com os
  43. personagens e aprendem a amá-los, que não têm interesse em dissecá-los e julgá-los.
  44. Um desses leitores que todos nós que gostamos de ler talvez fomos um dia, antes de
  45. aprendermos que podíamos usar nossas leituras para provar nossa inteligência, antes de
  46. começarmos a esconder, envergonhados, que a leitura nos emociona como a outros emocionam
  47. as novelas. Se todas as leituras são interessadas, essa, que é tão pouco utilitária e até se deixa
  48. enganar pelos personagens, talvez seja a menos interesseira.

(Disponível em: https://epoca.globo.com/ruan-de-sousa-gabriel/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 15, 31 e 36.

 

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Ainda, o Decreto Municipal nº 863/2011 resolve que “a FMSC sujeitar-se-á às normas de controle interno e externo de fiscalização, previstas em lei, neste Estatuto e no Regimento Interno, além da regular supervisão da SMS, para efeito de cumprimento de seus objetivos estatutários, harmonização de sua atuação com as políticas do SUS e obtenção de eficiência administrativa e financeira, principalmente quanto à qualidade e humanização dos serviços de saúde prestados à população.”. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo:

I. Caberá à Fundação a apuração de custos que permitam a análise de sua situação econômica e financeira.

II. Ao Município caberá a apuração de custos que permitam a análise da situação operacional.

III. Caberá à Fundação a adoção de plano e sistema de contabilidade que permitam a análise de sua situação econômica.

IV. Ao Município, através de suas autarquias, caberá a adoção de plano e sistema de contabilidade que permitam a análise de sua situação operacional.

Quais estão corretas?

 

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O Decreto Municipal nº 863/2011 estabelece no seu texto que a data base da vigência do acordo coletivo de trabalho das categorias profissionais da FMSC será o dia:

 

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Uma função definida por f(x) = x² + 3x – 4, de R em R, tem em seu ponto mínimo x valendo:

 

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Acerca da operação de potenciação em números reais e suas propriedades, analise as seguintes afirmações:

I. O expoente é o fator que se multiplica pela base.

II. Na potência de potência, soma-se os expoentes.

III. O expoente negativo faz a inversão da base.

Quais estão corretas?

 

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Os serviços de saúde dos hospitais universitários e de ensino integram-se ao Sistema Único de Saúde (SUS), preservada a sua autonomia administrativa, em relação ao patrimônio, aos recursos humanos e financeiros, ensino, pesquisa e extensão nos limites conferidos pelas instituições a que estejam vinculados, mediante:

 

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Ruan de Souza Gabriel

  1. Existem diversas razões para começar a ler um autor. Há aqueles que lemos porque todo
  2. mundo está lendo, como Elena Ferrante e Karl Ove Knausgård. Outros, nós conhecemos por
  3. acaso ou indicação e nos transformamos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de
  4. imaginação que se obrigam a ler a obra completa de um escritor quando descobrem um do seu
  5. agrado”, como descreveu, um pouco invejoso, o escritor português Bruno Vieira Amara em Hoje
  6. estarás comigo no paraíso. Nem todo leitor é capaz de tamanha paixão e fidelidade, ainda que
  7. só por uns meses. Eu não sou e invejo quem é.
  8. Há também aqueles autores que lemos e relemos quase obrigados pelos tempos, como
  9. se buscássemos conselhos: lemos George Orwel quando a treva autoritária voltou a assombrar
  10. a política, estamos lendo Albert Camus e todo e qualquer livro que mencione uma epidemia para
  11. aprender a viver em quarentena. E há os autores que começamos a ler com o pior dos atrasos,
  12. tarde demais para escrever umas frases lamentosas no Twitter quando topamos com o obituário
  13. deles.
  14. Toda leitura é interessada. Lemos escritores hypados para não ficar em silêncio quando
  15. nossos amigos começam a falar deles, para conferir se valem mesmo pena. Transformamo-
  16. nos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de imaginação” porque é próprio do amor
  17. limitar nossos interesses. E temos lido autores que escreveram sobre autoritarismo e peste
  18. porque, talvez desde a Bíblia, debruçamo-nos sobre o que foi escrito no passado para tentar
  19. adivinhar o futuro ou tentar impedi-lo de chegar.
  20. E quando lemos um autor recém-falecido, qual é a nossa intenção? Não é descobrir um
  21. autor novo, uma vez que depois de ler tantos obituários, já nos familiarizamos com seus temas,
  22. decoramos as sinopses de seus principais livros e aprendemos alguns adjetivos para nos
  23. referirmos a seu estilo. Lemos para identificar no texto todas as características apontadas pelos
  24. obituaristas, como se emprestássemos deles peças de um quebra-cabeça que só quem leu o
  25. autor consegue completar?
  26. É complicado ler um autor que acaba de morrer. Primeiro porque há quase uma obrigação
  27. de gostar, por respeito ao morto. Também porque os tantos textos lidos sobre o legado do autor
  28. contaminam a leitura, que se torna talvez uma experiência menos individual e quase uma tarefa
  29. que os atrasados cumprem meio envergonhados e muito reverentes.
  30. Na última quinta (16), depois do anúncio da morte de Garcia-Roza, li, enfim, A última
  31. mulher (não tinha nenhum Rubem Fonseca mão). Estava tudo lá, tudo o que eu tinha lido
  32. e ouvido nas últimas horas: o introspectivo delegado Espinosa, suas andanças pelo Rio de
  33. Janeiro, seu gosto por comida árabe e seus “livros formando uma fileira que cobria toda a
  34. extensão da parede e apoiados uns sobre os outros, ocupando de ponta a ponta e do chão até
  35. quase o teto toda parede da sala”.
  36. A dedicação pessoas, mais que ao mistério, não é apenas que um testemunho da
  37. bondade de Espinosa. Se for verdadeira a tese de Ricardo Piglia, que afirmou que uma das
  38. maiores representações modernas da figura do leitor é o detetive, essa dedicação também nos
  39. faz imaginar que tipo de tipo de leitor é o delegado.
  40. Ele não parece ser um daqueles que lê desesperadamente, para decifrar sentidos ocultos
  41. em cada linha, ou que lê apressadamente, para não ficar fora dos assuntos. Talvez Espinosa
  42. seja um desses leitores que fazem da leitura um exercício de empatia, que se envolvem com os
  43. personagens e aprendem a amá-los, que não têm interesse em dissecá-los e julgá-los.
  44. Um desses leitores que todos nós que gostamos de ler talvez fomos um dia, antes de
  45. aprendermos que podíamos usar nossas leituras para provar nossa inteligência, antes de
  46. começarmos a esconder, envergonhados, que a leitura nos emociona como a outros emocionam
  47. as novelas. Se todas as leituras são interessadas, essa, que é tão pouco utilitária e até se deixa
  48. enganar pelos personagens, talvez seja a menos interesseira.

(Disponível em: https://epoca.globo.com/ruan-de-sousa-gabriel/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a formação do período composto em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que indica o número de orações que compõem o período a seguir, retirado do texto: “Não é descobrir um autor novo, uma vez que depois de ler tantos obituários, já nos familiarizamos com seus temas, decoramos as sinopses de seus principais livros e aprendemos alguns adjetivos para nos referirmos a seu estilo”.

 

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Ruan de Souza Gabriel

  1. Existem diversas razões para começar a ler um autor. Há aqueles que lemos porque todo
  2. mundo está lendo, como Elena Ferrante e Karl Ove Knausgård. Outros, nós conhecemos por
  3. acaso ou indicação e nos transformamos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de
  4. imaginação que se obrigam a ler a obra completa de um escritor quando descobrem um do seu
  5. agrado”, como descreveu, um pouco invejoso, o escritor português Bruno Vieira Amara em Hoje
  6. estarás comigo no paraíso. Nem todo leitor é capaz de tamanha paixão e fidelidade, ainda que
  7. só por uns meses. Eu não sou e invejo quem é.
  8. Há também aqueles autores que lemos e relemos quase obrigados pelos tempos, como
  9. se buscássemos conselhos: lemos George Orwel quando a treva autoritária voltou a assombrar
  10. a política, estamos lendo Albert Camus e todo e qualquer livro que mencione uma epidemia para
  11. aprender a viver em quarentena. E há os autores que começamos a ler com o pior dos atrasos,
  12. tarde demais para escrever umas frases lamentosas no Twitter quando topamos com o obituário
  13. deles.
  14. Toda leitura é interessada. Lemos escritores hypados para não ficar em silêncio quando
  15. nossos amigos começam a falar deles, para conferir se valem mesmo pena. Transformamo-
  16. nos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de imaginação” porque é próprio do amor
  17. limitar nossos interesses. E temos lido autores que escreveram sobre autoritarismo e peste
  18. porque, talvez desde a Bíblia, debruçamo-nos sobre o que foi escrito no passado para tentar
  19. adivinhar o futuro ou tentar impedi-lo de chegar.
  20. E quando lemos um autor recém-falecido, qual é a nossa intenção? Não é descobrir um
  21. autor novo, uma vez que depois de ler tantos obituários, já nos familiarizamos com seus temas,
  22. decoramos as sinopses de seus principais livros e aprendemos alguns adjetivos para nos
  23. referirmos a seu estilo. Lemos para identificar no texto todas as características apontadas pelos
  24. obituaristas, como se emprestássemos deles peças de um quebra-cabeça que só quem leu o
  25. autor consegue completar?
  26. É complicado ler um autor que acaba de morrer. Primeiro porque há quase uma obrigação
  27. de gostar, por respeito ao morto. Também porque os tantos textos lidos sobre o legado do autor
  28. contaminam a leitura, que se torna talvez uma experiência menos individual e quase uma tarefa
  29. que os atrasados cumprem meio envergonhados e muito reverentes.
  30. Na última quinta (16), depois do anúncio da morte de Garcia-Roza, li, enfim, A última
  31. mulher (não tinha nenhum Rubem Fonseca mão). Estava tudo lá, tudo o que eu tinha lido
  32. e ouvido nas últimas horas: o introspectivo delegado Espinosa, suas andanças pelo Rio de
  33. Janeiro, seu gosto por comida árabe e seus “livros formando uma fileira que cobria toda a
  34. extensão da parede e apoiados uns sobre os outros, ocupando de ponta a ponta e do chão até
  35. quase o teto toda parede da sala”.
  36. A dedicação pessoas, mais que ao mistério, não é apenas que um testemunho da
  37. bondade de Espinosa. Se for verdadeira a tese de Ricardo Piglia, que afirmou que uma das
  38. maiores representações modernas da figura do leitor é o detetive, essa dedicação também nos
  39. faz imaginar que tipo de tipo de leitor é o delegado.
  40. Ele não parece ser um daqueles que lê desesperadamente, para decifrar sentidos ocultos
  41. em cada linha, ou que lê apressadamente, para não ficar fora dos assuntos. Talvez Espinosa
  42. seja um desses leitores que fazem da leitura um exercício de empatia, que se envolvem com os
  43. personagens e aprendem a amá-los, que não têm interesse em dissecá-los e julgá-los.
  44. Um desses leitores que todos nós que gostamos de ler talvez fomos um dia, antes de
  45. aprendermos que podíamos usar nossas leituras para provar nossa inteligência, antes de
  46. começarmos a esconder, envergonhados, que a leitura nos emociona como a outros emocionam
  47. as novelas. Se todas as leituras são interessadas, essa, que é tão pouco utilitária e até se deixa
  48. enganar pelos personagens, talvez seja a menos interesseira.

(Disponível em: https://epoca.globo.com/ruan-de-sousa-gabriel/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a palavra que funciona como pronome demonstrativo no trecho a seguir, retirado do texto: “Estava tudo (1) (2), tudo o (3) que (4) eu tinha lido e ouvido nas últimas (5) horas”.

 

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Ruan de Souza Gabriel

  1. Existem diversas razões para começar a ler um autor. Há aqueles que lemos porque todo
  2. mundo está lendo, como Elena Ferrante e Karl Ove Knausgård. Outros, nós conhecemos por
  3. acaso ou indicação e nos transformamos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de
  4. imaginação que se obrigam a ler a obra completa de um escritor quando descobrem um do seu
  5. agrado”, como descreveu, um pouco invejoso, o escritor português Bruno Vieira Amara em Hoje
  6. estarás comigo no paraíso. Nem todo leitor é capaz de tamanha paixão e fidelidade, ainda que
  7. só por uns meses. Eu não sou e invejo quem é.
  8. Há também aqueles autores que lemos e relemos quase obrigados pelos tempos, como
  9. se buscássemos conselhos: lemos George Orwel quando a treva autoritária voltou a assombrar
  10. a política, estamos lendo Albert Camus e todo e qualquer livro que mencione uma epidemia para
  11. aprender a viver em quarentena. E há os autores que começamos a ler com o pior dos atrasos,
  12. tarde demais para escrever umas frases lamentosas no Twitter quando topamos com o obituário
  13. deles.
  14. Toda leitura é interessada. Lemos escritores hypados para não ficar em silêncio quando
  15. nossos amigos começam a falar deles, para conferir se valem mesmo pena. Transformamo-
  16. nos em “leitores inflexíveis, sistemáticos e falhos de imaginação” porque é próprio do amor
  17. limitar nossos interesses. E temos lido autores que escreveram sobre autoritarismo e peste
  18. porque, talvez desde a Bíblia, debruçamo-nos sobre o que foi escrito no passado para tentar
  19. adivinhar o futuro ou tentar impedi-lo de chegar.
  20. E quando lemos um autor recém-falecido, qual é a nossa intenção? Não é descobrir um
  21. autor novo, uma vez que depois de ler tantos obituários, já nos familiarizamos com seus temas,
  22. decoramos as sinopses de seus principais livros e aprendemos alguns adjetivos para nos
  23. referirmos a seu estilo. Lemos para identificar no texto todas as características apontadas pelos
  24. obituaristas, como se emprestássemos deles peças de um quebra-cabeça que só quem leu o
  25. autor consegue completar?
  26. É complicado ler um autor que acaba de morrer. Primeiro porque há quase uma obrigação
  27. de gostar, por respeito ao morto. Também porque os tantos textos lidos sobre o legado do autor
  28. contaminam a leitura, que se torna talvez uma experiência menos individual e quase uma tarefa
  29. que os atrasados cumprem meio envergonhados e muito reverentes.
  30. Na última quinta (16), depois do anúncio da morte de Garcia-Roza, li, enfim, A última
  31. mulher (não tinha nenhum Rubem Fonseca mão). Estava tudo lá, tudo o que eu tinha lido
  32. e ouvido nas últimas horas: o introspectivo delegado Espinosa, suas andanças pelo Rio de
  33. Janeiro, seu gosto por comida árabe e seus “livros formando uma fileira que cobria toda a
  34. extensão da parede e apoiados uns sobre os outros, ocupando de ponta a ponta e do chão até
  35. quase o teto toda parede da sala”.
  36. A dedicação pessoas, mais que ao mistério, não é apenas que um testemunho da
  37. bondade de Espinosa. Se for verdadeira a tese de Ricardo Piglia, que afirmou que uma das
  38. maiores representações modernas da figura do leitor é o detetive, essa dedicação também nos
  39. faz imaginar que tipo de tipo de leitor é o delegado.
  40. Ele não parece ser um daqueles que lê desesperadamente, para decifrar sentidos ocultos
  41. em cada linha, ou que lê apressadamente, para não ficar fora dos assuntos. Talvez Espinosa
  42. seja um desses leitores que fazem da leitura um exercício de empatia, que se envolvem com os
  43. personagens e aprendem a amá-los, que não têm interesse em dissecá-los e julgá-los.
  44. Um desses leitores que todos nós que gostamos de ler talvez fomos um dia, antes de
  45. aprendermos que podíamos usar nossas leituras para provar nossa inteligência, antes de
  46. começarmos a esconder, envergonhados, que a leitura nos emociona como a outros emocionam
  47. as novelas. Se todas as leituras são interessadas, essa, que é tão pouco utilitária e até se deixa
  48. enganar pelos personagens, talvez seja a menos interesseira.

(Disponível em: https://epoca.globo.com/ruan-de-sousa-gabriel/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a formação do período composto em Língua Portuguesa, analise a assertiva a seguir: na linha 37, a palavra “Se” introduz a ideia de e poderia ser substituída por , desde que alterações no período.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

 

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