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213946 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o texto que segue para responder às questões 27 a 33.

1. A morte do livro como veículo da literatura já foi

2.profetizada várias vezes na chamada época moderna. E

3.não por inimigos da literatura, mas pelos escritores

4.mesmos. Até onde me lembro, o primeiro a fazer essa

5.profecia foi nada menos que o poeta Guillaume

6.Apollinaire, no começo do século 20. Entusiasmado com

7.a invenção do gramofone (ou vitrola), acreditou que os

8.poetas em breve deixariam de imprimir seus poemas em

9.livros para gravá-los em discos, com a vantagem —

10.segundo ele, indiscutível — de o antigo leitor, tornado

11.ouvinte, ouvi-los na voz do próprio poeta. [...] De

12.qualquer modo, Apollinaire, que foi um bom poeta,

13.revelara-se um mau profeta, já que os poetas

14.continuaram a se valer do livro para difundir seus

15.poemas enquanto o disco veio servir mesmo foi aos

16.cantores e compositores de canções populares, [...]. O

17.mais recente profeta do fim do livro é o romancista

18.norte-americano Philip Roth, que, numa entrevista, fez

19.o prenúncio. Na verdade, ele anunciou o fim da própria

20.literatura e não por falta de escritores, mas de leitores.

21.Certamente, referia-se a certo tipo de literatura, pois

22.obras de ficção como "O Código Da Vinci" e "Harry

23.Potter" alcançam tiragens de milhões de exemplares

24.em todos os idiomas. Outro fenômeno que contradiz a

25.tese de que as pessoas lêem cada vez menos é o

26.crescente tamanho dos "bestsellers": ultimamente, os

27.volumes ultrapassam as 400 ou 500 páginas, havendo

28.os que atingem mais de 800. Tais dados põem em

29.dúvida, mais uma vez, as previsões da morte do livro e

30.da literatura. [...] A visão simplificadora consiste em não

31.levar em conta alguns fatores que estão ocultos, mas

32.atuantes na sociedade de massa: fatores qualitativos

33.que a avaliação meramente quantitativa ignora.

34.Começa pelo fato de que são as obras literárias de

35.qualidade, e não as que constituem mero passatempo,

36.que influem na construção do universo imaginário da

37.época. É indiscutível que tais obras atingem,

38.inicialmente, um número reduzido de leitores, mas é

39.verdade também que, através deles, com o passar do

40.tempo, influem sobre um número cada vez maior de

41.indivíduos — e especialmente sobre aqueles que

42.constituem o núcleo social irradiador das idéias.

43.Costumo, a propósito desta discussão, citar o exemplo 4

4.de um livro de poemas que nasceu maldito: "As Flores

45.do Mal", de Charles Baudelaire, cuja primeira edição,

46.em reduzida tiragem, data de 1857. Naquela mesma

47.época havia autores cujos livros alcançavam tiragens

48.consideráveis, que às vezes chegavam a mais de

30 49.mil exemplares. Esses livros cumpriram sua missão,

50.divertiram os leitores e depois foram esquecidos, como

51.muitos "bestsellers" de nossa época. Enquanto isso, o

52.livro de poemas de Baudelaire — cuja venda quase foi

53.proibida pela Justiça —, que vem sendo reeditado e

54.traduzido em todas as línguas, já deve ter atingido, no

55.total das tiragens, muitos milhões de exemplares. O

56.verdadeiro "best-seller" é ele ou não é? [...].

(Folha de São Paulo, 19/03/2006)

Com relação à tonicidade, as palavras que seguem a mesma classificação da palavra “poeta” são:

 

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213945 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o texto que segue para responder às questões 27 a 33.

1. A morte do livro como veículo da literatura já foi

2.profetizada várias vezes na chamada época moderna. E

3.não por inimigos da literatura, mas pelos escritores

4.mesmos. Até onde me lembro, o primeiro a fazer essa

5.profecia foi nada menos que o poeta Guillaume

6.Apollinaire, no começo do século 20. Entusiasmado com

7.a invenção do gramofone (ou vitrola), acreditou que os

8.poetas em breve deixariam de imprimir seus poemas em

9.livros para gravá-los em discos, com a vantagem —

10.segundo ele, indiscutível — de o antigo leitor, tornado

11.ouvinte, ouvi-los na voz do próprio poeta. [...] De

12.qualquer modo, Apollinaire, que foi um bom poeta,

13.revelara-se um mau profeta, já que os poetas

14.continuaram a se valer do livro para difundir seus

15.poemas enquanto o disco veio servir mesmo foi aos

16.cantores e compositores de canções populares, [...]. O

17.mais recente profeta do fim do livro é o romancista

18.norte-americano Philip Roth, que, numa entrevista, fez

19.o prenúncio. Na verdade, ele anunciou o fim da própria

20.literatura e não por falta de escritores, mas de leitores.

21.Certamente, referia-se a certo tipo de literatura, pois

22.obras de ficção como "O Código Da Vinci" e "Harry

23.Potter" alcançam tiragens de milhões de exemplares

24.em todos os idiomas. Outro fenômeno que contradiz a

25.tese de que as pessoas lêem cada vez menos é o

26.crescente tamanho dos "bestsellers": ultimamente, os

27.volumes ultrapassam as 400 ou 500 páginas, havendo

28.os que atingem mais de 800. Tais dados põem em

29.dúvida, mais uma vez, as previsões da morte do livro e

30.da literatura. [...] A visão simplificadora consiste em não

31.levar em conta alguns fatores que estão ocultos, mas

32.atuantes na sociedade de massa: fatores qualitativos

33.que a avaliação meramente quantitativa ignora.

34.Começa pelo fato de que são as obras literárias de

35.qualidade, e não as que constituem mero passatempo,

36.que influem na construção do universo imaginário da

37.época. É indiscutível que tais obras atingem,

38.inicialmente, um número reduzido de leitores, mas é

39.verdade também que, através deles, com o passar do

40.tempo, influem sobre um número cada vez maior de

41.indivíduos — e especialmente sobre aqueles que

42.constituem o núcleo social irradiador das idéias.

43.Costumo, a propósito desta discussão, citar o exemplo 4

4.de um livro de poemas que nasceu maldito: "As Flores

45.do Mal", de Charles Baudelaire, cuja primeira edição,

46.em reduzida tiragem, data de 1857. Naquela mesma

47.época havia autores cujos livros alcançavam tiragens

48.consideráveis, que às vezes chegavam a mais de

30 49.mil exemplares. Esses livros cumpriram sua missão,

50.divertiram os leitores e depois foram esquecidos, como

51.muitos "bestsellers" de nossa época. Enquanto isso, o

52.livro de poemas de Baudelaire — cuja venda quase foi

53.proibida pela Justiça —, que vem sendo reeditado e

54.traduzido em todas as línguas, já deve ter atingido, no

55.total das tiragens, muitos milhões de exemplares. O

56.verdadeiro "best-seller" é ele ou não é? [...].

(Folha de São Paulo, 19/03/2006)

Ainda sobre A morte da literatura, assinale a alternativa CORRETA.

 

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213944 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o texto que segue para responder às questões 27 a 33.

1. A morte do livro como veículo da literatura já foi

2.profetizada várias vezes na chamada época moderna. E

3.não por inimigos da literatura, mas pelos escritores

4.mesmos. Até onde me lembro, o primeiro a fazer essa

5.profecia foi nada menos que o poeta Guillaume

6.Apollinaire, no começo do século 20. Entusiasmado com

7.a invenção do gramofone (ou vitrola), acreditou que os

8.poetas em breve deixariam de imprimir seus poemas em

9.livros para gravá-los em discos, com a vantagem —

10.segundo ele, indiscutível — de o antigo leitor, tornado

11.ouvinte, ouvi-los na voz do próprio poeta. [...] De

12.qualquer modo, Apollinaire, que foi um bom poeta,

13.revelara-se um mau profeta, já que os poetas

14.continuaram a se valer do livro para difundir seus

15.poemas enquanto o disco veio servir mesmo foi aos

16.cantores e compositores de canções populares, [...]. O

17.mais recente profeta do fim do livro é o romancista

18.norte-americano Philip Roth, que, numa entrevista, fez

19.o prenúncio. Na verdade, ele anunciou o fim da própria

20.literatura e não por falta de escritores, mas de leitores.

21.Certamente, referia-se a certo tipo de literatura, pois

22.obras de ficção como "O Código Da Vinci" e "Harry

23.Potter" alcançam tiragens de milhões de exemplares

24.em todos os idiomas. Outro fenômeno que contradiz a

25.tese de que as pessoas lêem cada vez menos é o

26.crescente tamanho dos "bestsellers": ultimamente, os

27.volumes ultrapassam as 400 ou 500 páginas, havendo

28.os que atingem mais de 800. Tais dados põem em

29.dúvida, mais uma vez, as previsões da morte do livro e

30.da literatura. [...] A visão simplificadora consiste em não

31.levar em conta alguns fatores que estão ocultos, mas

32.atuantes na sociedade de massa: fatores qualitativos

33.que a avaliação meramente quantitativa ignora.

34.Começa pelo fato de que são as obras literárias de

35.qualidade, e não as que constituem mero passatempo,

36.que influem na construção do universo imaginário da

37.época. É indiscutível que tais obras atingem,

38.inicialmente, um número reduzido de leitores, mas é

39.verdade também que, através deles, com o passar do

40.tempo, influem sobre um número cada vez maior de

41.indivíduos — e especialmente sobre aqueles que

42.constituem o núcleo social irradiador das idéias.

43.Costumo, a propósito desta discussão, citar o exemplo 4

4.de um livro de poemas que nasceu maldito: "As Flores

45.do Mal", de Charles Baudelaire, cuja primeira edição,

46.em reduzida tiragem, data de 1857. Naquela mesma

47.época havia autores cujos livros alcançavam tiragens

48.consideráveis, que às vezes chegavam a mais de

30 49.mil exemplares. Esses livros cumpriram sua missão,

50.divertiram os leitores e depois foram esquecidos, como

51.muitos "bestsellers" de nossa época. Enquanto isso, o

52.livro de poemas de Baudelaire — cuja venda quase foi

53.proibida pela Justiça —, que vem sendo reeditado e

54.traduzido em todas as línguas, já deve ter atingido, no

55.total das tiragens, muitos milhões de exemplares. O

56.verdadeiro "best-seller" é ele ou não é? [...].

(Folha de São Paulo, 19/03/2006)

Com relação ao texto de Ferreira Gullar, assinale a alternativa CORRETA.

 

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213943 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o trecho do Pacto pela Educação (Marco Maciel) para responder às questões 25 e 26.

1. Um sistema político eficaz é aquele capaz de fazer dos

2.postulados democráticos o compromisso cotidiano da

3.cidadania, não apenas por sua garantia formal, mas por

4.seu exercício efetivo. Uma sociedade democrática, por

5.sua vez, não se esgota na proteção jurídica dos direitos

6.e garantias individuais. Ela se consuma na efetivação

7.dos direitos econômicos e sociais, sem os quais teremos

8.sempre e fatalmente uma sociedade dualista.

9. Considerados sob este aspecto, Política e Educação

10.estão submetidas aos mesmos princípios e exigem

11.respeito à liberdade individual, acatamento à

12.diversidade humana e preservação do pluralismo.

13.Parodiando o velho dilema para saber se os países são

14.ricos porque são educados, ou são educados porque

15.são ricos, existe a convicção de que um bom sistema

16.político depende essencialmente de um sistema

17.educacional universalizado, eficiente e dinâmico.

18. Hoje, sabemos que não são apenas o crescimento

19.material, o desenvolvimento econômico o

20.aprimoramento social e o desfrute dos bens culturais e

21.espirituais que levam uma sociedade adequadamente

22.educada e apta a transformar em benefícios coletivos

23.as conquistas da ciência e do conhecimento. Mais do

24.que isso, temos consciência de que a própria

25.sobrevivência humana está condicionada pela

26.possibilidade de acesso a todas as formas de

27.conhecimento produzidas pelo homem.

28. A manutenção e a expansão em todos os países do

29.mundo estão associadas à possibilidade de

30.adquirirmos e aprimorarmos o conhecimento e as

31.técnicas que vêm revolucionando formas tradicionais

32.de produção industrial, de intensificação do comércio,

33.de criação intelectual e do próprio lazer, Sociedades

34.prósperas, portanto, são, necessariamente, não apenas

35.sociedades educadas, mas aquelas capazes de se

36.educarem permanentemente. Nenhuma fragilidade, por

37.isso mesmo, é mais cruel, nenhuma gera mais

38.exclusão e injustiça do que a incapacidade de dar a

39.todos a possibilidade de realização de suas próprias

40.potencialidades, por meio do conhecimento, da

41.educação e do acesso aos bens culturais. Este é o

42.desafio que, neste fim de milênio, ainda estamos por

43.vencer. O dualismo que nos separa sobrevive, porque

44.não fomos capazes de vencer o único problema

45.estrutural brasileiro, que é o da educação.

46. Não me refiro aos aspectos formais, a que incluem a

47.diminuição das taxas de evasão e repetência e a

48.ampliação dos benefícios proporcionados pela

49.qualidade de ensino, mas sim a algo mais abrangente e

50.substantivo, que é a educação como instrumento vital

51.da preparação para a vida.

52. Não basta alfabetizar. Educar é muito mais do que

53.isso. É, sobretudo, instrumentalizar o ser humano como

54.cidadão, proporcionando-lhe, por meio de sistema

55.educacional universalizado, eficiente e de alto padrão

56.de qualidade e rendimento, perspectivas de progresso

57.pessoal e de mobilidade social. [...] A questão

58.educacional é, efetivamente, o verdadeiro desafio

59.estrutural que estamos sendo chamados a vencer

60.neste fim de século.

61.Certamente há muitas profundas razões para o nosso

62.atraso. Uma de caráter histórico, cultural e sociológico,

63.de que é exemplo a circunstância de termos sido o

64.último país a abolir a chaga terrível da escravidão [...].

65.Da escravidão, decorrem, em grande parte, o dualismo

66.e a exclusão social de que hoje somos uma das

67.principais vítimas em todo o mundo, em razão da

68.expressão política, econômica e demográfica que

69.atingimos no conceito universal. Outras razões são

70.incontestavelmente políticas, como o modelo elitista

71.que timbramos em não sepultar e que hesitamos

72.muitas vezes em simplesmente reformar. Dele

73.decorrem os males atávicos do Estado brasileiro,

74.barreira e proteção para os privilégios que beneficiam a

75.poucos em detrimento de quase todos. É necessário

76.[...] um pacto de Estado para termos uma sociedade

77.mais justa, uma economia mais próspera e um sistema

78.político que reflita as permanentes aspirações

79.nacionais por democracia, desenvolvimento e

80.solidariedade social.

Ainda sobre o excerto de “Pacto pela Educação”, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.

I. Na linha 5 do texto, o pronome reflexivo “se” faz referência à “sociedade democrática”.

II. Na linha 72, o pronome possessivo “dele” refere-se ao “conceito universal”.

III. Na linha 28, o uso da crase se justifica na necessidade da preposição “a” em decorrência da expressão “estão associadas” e do artigo feminino “a”, que antecede a palavra “possibilidade”.

IV. Segundo a sintaxe, a palavra “hoje” (linha 18) pode ser classificada como um advérbio de tempo.

 

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213942 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o trecho do Pacto pela Educação (Marco Maciel) para responder às questões 25 e 26.

1. Um sistema político eficaz é aquele capaz de fazer dos

2.postulados democráticos o compromisso cotidiano da

3.cidadania, não apenas por sua garantia formal, mas por

4.seu exercício efetivo. Uma sociedade democrática, por

5.sua vez, não se esgota na proteção jurídica dos direitos

6.e garantias individuais. Ela se consuma na efetivação

7.dos direitos econômicos e sociais, sem os quais teremos

8.sempre e fatalmente uma sociedade dualista.

9. Considerados sob este aspecto, Política e Educação

10.estão submetidas aos mesmos princípios e exigem

11.respeito à liberdade individual, acatamento à

12.diversidade humana e preservação do pluralismo.

13.Parodiando o velho dilema para saber se os países são

14.ricos porque são educados, ou são educados porque

15.são ricos, existe a convicção de que um bom sistema

16.político depende essencialmente de um sistema

17.educacional universalizado, eficiente e dinâmico.

18. Hoje, sabemos que não são apenas o crescimento

19.material, o desenvolvimento econômico o

20.aprimoramento social e o desfrute dos bens culturais e

21.espirituais que levam uma sociedade adequadamente

22.educada e apta a transformar em benefícios coletivos

23.as conquistas da ciência e do conhecimento. Mais do

24.que isso, temos consciência de que a própria

25.sobrevivência humana está condicionada pela

26.possibilidade de acesso a todas as formas de

27.conhecimento produzidas pelo homem.

28. A manutenção e a expansão em todos os países do

29.mundo estão associadas à possibilidade de

30.adquirirmos e aprimorarmos o conhecimento e as

31.técnicas que vêm revolucionando formas tradicionais

32.de produção industrial, de intensificação do comércio,

33.de criação intelectual e do próprio lazer, Sociedades

34.prósperas, portanto, são, necessariamente, não apenas

35.sociedades educadas, mas aquelas capazes de se

36.educarem permanentemente. Nenhuma fragilidade, por

37.isso mesmo, é mais cruel, nenhuma gera mais

38.exclusão e injustiça do que a incapacidade de dar a

39.todos a possibilidade de realização de suas próprias

40.potencialidades, por meio do conhecimento, da

41.educação e do acesso aos bens culturais. Este é o

42.desafio que, neste fim de milênio, ainda estamos por

43.vencer. O dualismo que nos separa sobrevive, porque

44.não fomos capazes de vencer o único problema

45.estrutural brasileiro, que é o da educação.

46. Não me refiro aos aspectos formais, a que incluem a

47.diminuição das taxas de evasão e repetência e a

48.ampliação dos benefícios proporcionados pela

49.qualidade de ensino, mas sim a algo mais abrangente e

50.substantivo, que é a educação como instrumento vital

51.da preparação para a vida.

52. Não basta alfabetizar. Educar é muito mais do que

53.isso. É, sobretudo, instrumentalizar o ser humano como

54.cidadão, proporcionando-lhe, por meio de sistema

55.educacional universalizado, eficiente e de alto padrão

56.de qualidade e rendimento, perspectivas de progresso

57.pessoal e de mobilidade social. [...] A questão

58.educacional é, efetivamente, o verdadeiro desafio

59.estrutural que estamos sendo chamados a vencer

60.neste fim de século.

61.Certamente há muitas profundas razões para o nosso

62.atraso. Uma de caráter histórico, cultural e sociológico,

63.de que é exemplo a circunstância de termos sido o

64.último país a abolir a chaga terrível da escravidão [...].

65.Da escravidão, decorrem, em grande parte, o dualismo

66.e a exclusão social de que hoje somos uma das

67.principais vítimas em todo o mundo, em razão da

68.expressão política, econômica e demográfica que

69.atingimos no conceito universal. Outras razões são

70.incontestavelmente políticas, como o modelo elitista

71.que timbramos em não sepultar e que hesitamos

72.muitas vezes em simplesmente reformar. Dele

73.decorrem os males atávicos do Estado brasileiro,

74.barreira e proteção para os privilégios que beneficiam a

75.poucos em detrimento de quase todos. É necessário

76.[...] um pacto de Estado para termos uma sociedade

77.mais justa, uma economia mais próspera e um sistema

78.político que reflita as permanentes aspirações

79.nacionais por democracia, desenvolvimento e

80.solidariedade social.

Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA:

 

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213941 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o trecho que segue para responder à questão 24.

A literatura infantil é considerada uma fonte inesgotável de conhecimento e informação, dispondo aos seus pequenos leitores momentos de grande alegria e aprendizado, fazendo que esses estejam cada dia mais interessados em ler. Instrumento essencial na sala de aula, a literatura infantil é importante no processo da aprendizagem da leitura, despertando na criança o gosto por leitura. (PINATI et al, 2017, p. 49)

Com base nos estudos acerca da Literatura Infantil, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.

I. A literatura infantil teve seu início no continente europeu com o processo de surgimento do conceito de “infância”.

II. Com a invenção do papel, a literatura infantil ganhou impulso graças a sua democratização e divulgação.

III. A literatura infantil compreende um instrumento na formação de sujeitos críticos por meio do desenvolvimento de habilidades

IV. A literatura infantil não deve ser utilizada com o propósito de alfabetização, haja vista seu caráter de fruição.

 

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213940 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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A Fonética é um ramo da Linguística que compreende os estudos relacionados aos sons produzidos na fala. Com base em seus conhecimentos sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA quanto aos modos de articulação.

 

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Questão presente nas seguintes provas
213939 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o excerto que segue para responder à questão 22:

Quando de sua estada no Brasil, em 1996, o linguista norte-americano Noam Chomsky, criador da corrente de estudos linguísticos nomeada Gramática Gerativa, concedeu uma palestra na Universidade de Brasília (UnB), seguida de uma longa entrevista coletiva. Na oportunidade, muitos professores, de vários segmentos, mas em ampla maioria professores universitários, puderam direcionar perguntas ao eminente linguista sobre aspectos variados da pesquisa em Linguística, questões teóricas do gerativismo, problemas relativos à aquisição de linguagem, descrição de línguas humanas naturais e assuntos tais como ciência cognitiva, filosofia da mente e do conhecimento, biologia da linguagem, e muitos outros. Entretanto, uma pergunta destacou-se dentre as muitas que foram feitas naquele momento, menos por estar algo que "deslocada" do conjunto geral das indagações e mais por levantar uma questão que, até então, passara despercebida por muitos teóricos gerativistas, professores universitários e mesmo professores da Educação Básica. Reproduz-se, a seguir, a pergunta, tal qual ela foi feita: "Nós, professores, estamos muito angustiados de perceber que, apesar dos avanços na gramática gerativa, o ensino de gramática nas escolas de primeiro e segundo graus continua sendo nos moldes da gramática tradicional. O professor acha que é necessário "ensinar" gramática nas escolas? Caso afirmativo, como abordá-la de forma que se aproxime do modelo gerativo?" (FERRARI-NETO, 2015, p. 37)

Sobre os estudos acerca do Gerativismo, assinale a alternativa CORRETA.

 

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Questão presente nas seguintes provas
213938 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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Leia o texto a seguir para responder à questão 21.

A língua padrão, por exemplo, embora seja uma entre as muitas variedades de um idioma, é sempre a mais prestigiada, porque atua como modelo, como norma, como ideal linguístico de uma comunidade. Do valor normativo decorre a sua função coercitiva sobre as outras variedades, com o que se torna uma ponderável força contrária à variação. (CUNHA; CINTRA, 1985, p. 3)

Considerando os estudos linguísticos, assinale a alternativa INCORRETA sobre a língua padrão.

 

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213937 Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Canoinhas-SC
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A Guerra do Contestado teve em Canoinha -SC um de seus principais cenários. O Museu Histórico Orty Machado possui um bom acervo sobre o conflito e merece ser visitado. Outro museu que se destaca é o da Erva-Mate, cujo cultivo impulsionou o desenvolvimento econômico do município e originou o principal evento de Canoinhas: a Festa da Erva-Mate. Você também não pode deixar de conhecer na região uma das mais antigas cervejarias artesanais do Brasil. Sobre o turismo em Canoinhas, assinale a alternativa CORRETA.

 

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