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Foram encontradas 40 questões.

2458937 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ

Texto

Envelhecer com mel ou fel?

Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.

[...]

Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.

Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.

Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.

O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.

Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.

[...]

Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.

Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos”.

Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.

(Affonso Romano de Sant'anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)

A oração sublinhada em “Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias.” (1º§) estabelece, com o período anterior, uma relação de

 

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2458359 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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Uma TV por assinatura oferece 80 canais em um de seus pacotes cuja numeração vai de 6 a 85. Considerando que a primeira metade dos canais são nacionais e a segunda metade são de canais estrangeiros, então o canal estrangeiro de menor numeração ímpar é o canal
 

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2457138 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ

Texto

Envelhecer com mel ou fel?

Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.

[...]

Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.

Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.

Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.

O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.

Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.

[...]

Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.

Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos”.

Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.

(Affonso Romano de Sant'anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)

Assinale a alternativa que é frase, mas não é oração.

 

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2456852 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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Para digitar uma palavra em um computador uma pessoa deverá escolher dentre uma das seguintes fontes: Calibri, Arial ou Times New Roman. Considerando que o tamanho da fonte deve ser 10, 12 ou 14 e a cor escolhida vermelha ou azul, então o número de maneiras que essa pessoa pode escolher a formatação da palavra a ser digitada é igual a
 

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2456518 Ano: 2013
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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A intervenção estatal refere-se à interferência do Estado em âmbitos da vida pública e privada. Acerca das formas de intervenção do Estado, é INCORRETO afirmar que
 

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2456060 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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A sequência a seguir é formada por 10 números:
5, 10, 2, 8, 9, 4, 6, , , .
Os 3 últimos números dessa sequência são, respectivamente,
 

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2455951 Ano: 2013
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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O processo administrativo no âmbito federal é regulamentado no Brasil pela Lei nº 9.784/99, que visa a proteção dos direitos dos administrados e o melhor cumprimento dos fins da administração. Em relação ao processo administrativo em âmbito federal, é correto afirmar que
 

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2454987 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ

Texto

Envelhecer com mel ou fel?

Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.

[...]

Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.

Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.

Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.

O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.

Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.

[...]

Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.

Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos”.

Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.

(Affonso Romano de Sant'anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)

Assinale a alternativa em que o sinônimo ou termo equivalente da palavra sublinhada encontra-se INCORRETO.

 

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2454844 Ano: 2013
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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Um município apresentou as seguintes informações sobre as operações realizadas no exercício de 2012.
Caução Recebida R$ 5.000,00
Despesas Empenhadas no Exercício R$ 30.000,00
Devolução de Cauções R$ 10.000,00
Receita Tributária R$ 20.000,00
Receita de Alienação de Bens R$ 10.000,00
Receita de Operações de Crédito R$ 40.000,00
Receita de Serviços R$ 15.000,00
Restos a Pagar do Exercício Anterior Pagos R$ 12.000,00
Considerando que o saldo final em espécie do exercício de 2011 era R$ 8.000,00, qual é o valor total dos dispêndios a ser apresentado no Balanço Financeiro?
 

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2454771 Ano: 2013
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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Cinco amigos foram a uma lanchonete e cada um deles pediu dois itens, sendo um de cada coluna do cardápio abaixo.
Cachorro quente: R$ 5,00
Sanduíche natural de frango: R$ 6,00
Hambúrguer: R$ 5,00
Misto quente: R$ 4,00
Sanduíche vegetariano: R$ 6,00
Guaraná: R$ 2,00
Suco de fruta: R$ 4,00
Chá gelado: R$ 3,00
Caldo de cana: R$ 2,00
Água de coco: R$ 3,00
Considere que:
  • Diego pediu um misto quente e Augusto não tomou água de coco;
  • Eduardo é vegetariano e Carlos pediu cachorro quente ou chá gelado;
  • Bruno não pediu caldo de cana nem água de coco;
  • o sanduíche natural de frango e o sanduíche vegetariano foram as opções de Augusto e Eduardo, não necessariamente nessa ordem;
  • o cachorro quente foi servido junto com o guaraná e o misto quente com o caldo de cana;
  • quem pediu caldo de cana não comeu sanduíche natural e nem foi o Eduardo;
  • Carlos não comeu cachorro quente nem tomou suco de fruta.
A conta mais cara e a mais barata foram pagas, respectivamente, por
 

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